Pantera Cor de Rosa

Este é o blog de Juliana Carpes Imperial, mais conhecida pelos desconhecidos como a Pantera Cor de Rosa por volta e meia ir correr toda de rosa.

domingo, julho 02, 2017

Vidigal de Braços Abertos


Essa corrida é uma loteria e eu consegui fazer a minha inscrição no dia 20/06 às 12 h, mesmo com o site ficando super-lento. Aliás, devo ter sido uma das primeiras a conseguir, já que meu número foi o 55. Uma coisa chata durante a inscrição é que não tinha a minha equipe, a Equipe Portão 17, no combo de escolha de equipe. Como não tinha como editar, tive que escolher "Nenhuma".

Na véspera, dia de pegar o kit, até que consegui chegar rápido ao local da largada e a fila estava pequena, sendo logo atendida inclusive alguns minutos antes da hora de início, às 10 h. Só demorou um pouco porque só tinha uma pessoa com computador conferindo as inscrições, já que os demais estavam sem energia ainda. A camiseta M acabou ficando muito grande. Como eu iria saber que fariam um modelo grande? Em geral acho a P muito justa e eu gosto de camisa larga. Todavia, essa M ficou gigante em mim. O que me espantou foi a ausência de chip, sendo a cronometragem manual. Isso provavelmente ocorreu por falta de verba. Não sei se foi isso que fez com que as etapas do projeto demorassem a ser anunciadas ou se foi a total falta de segurança nos morros da cidade.

A volta também foi rápida. À noite, às 20 h, agendei um táxi para o dia seguinte às 6:30 e fui dormir um pouco depois das 21 h. Acordei no dia seguinte às 6 h bem disposta mesmo estando resfriada. Acordei durante a madrugada entupida umas três vezes mas nada que pudesse me deixar mole ou cansada.

A atendente da cooperativa Taxi Tijuca me dissera na véspera que iriam me mandar um SMS 10 min antes do táxi chegar. Como isso não aconteceu, liguei para lá às 6:25. A atendente parecia totalmente perdida. Na véspera, ao ligar, a outra atendente já sabia de onde eu estava ligando pelo meu número de telefone. Já a da manhã não sabia meu celular, de onde eu sairia, para onde eu iria, etc. Deu 6:30, desliguei o telefone enquanto ela tentava encontrar a informação sobre meu táxi, e fui para a rua pegar um táxi qualquer. Sorte que minha rua é movimentada e costumam passar vários táxis por aqui. E em nenhum momento me retornaram para o fixo ou celular para falar que o táxi havia chegado ou algo assim. Ele simplesmente não apareceu. Saudades do tempo em que a Tele Urca funcionava bem e podia contar com ela. Da outra vez que peguei a Taxi Tijuca, o serviço fora perfeito e o motorista me falou que a Tele Urca estava quase falindo.

O táxi da rua foi super-eficiente e cheguei lá na hora desejada, às 7 h. Só não cheguei mais rápido e acabei pagando mais caro porque o sentido de subida da Av. Niemeyer estava fechado e o taxista teve que dar a volta pelo Túnel Dois Irmãos. Nesse caminho descendo São Conrado, passamos pelo antigo Hotel Nacional, que foi comprado, reformado e está lindo! Isso me fez lembrar das apresentações de ballet no teatro desse belo hotel.

Chegando lá ainda tinha bem pouca gente. Estava frio, mas como meu celular dizia erroneamente que estava 20 ºC (na verdade fez 18 ºC), decidi correr sem camisa mesmo resfriada. Ao me aquecer descendo e subindo a dura ciclovia da Av. Niemeyer (o local é lindo mas definitivamente não é bom para as articulações), vi muita gente subindo a avenida a pé do Leblon para o local da largada. Se eu soubesse que era só 1 Km até a largada, teria saltado ali, ido a pé e economizado um dinheiro razoável com o táxi.

Chegando a hora da largada, me posicionei mais para frente e reparei que não tinha muita gente. Tive a impressão de que a maioria era da comunidade por causa do número que indicava isso. Vendo o vídeo da corrida, até que teve bastante gente. Contudo, bem menos do que teve no Caju em 2015 e, principalmente, no Santa Marta daquele ano. Em ambas a largadas foi um empurra-empurra danado e na de Botafogo fiquei apertada lá na frente. Tá na cara que muita gente se inscreveu e não foi nem pegar o kit. Eles têm que cobrar uma taxa simbólica para efetuar as inscrições e com esse valor comprar os alimentos. Acho que seria até melhor para eles, pois poderiam comprar em grandes volumes diretamente do fornecedor e nos pouparia de levar peso por aí.

Dada a largada, tive algum atraso com as pessoas lentas que saem na frente, peguei uma descida inclinada e logo no início uma subida MUITO pesada. Eu a corri do início ao fim. Eu comecei a sentir a boa muito seca mesmo tendo bebido 500 ml desde que acordei. Acho que foi o tremendo esforço. Não sei se foi erro do frequencímetro ou se de fato meus batimentos cardíacos chegaram a 216. Se isso ocorreu, foi nessa subida. Ao final da subida eu era a 3º geral e 3º de fora da comunidade.

Em seguida, vieram descidas em escadas. Como havia chovido durante à noite, estava bem escorregadio. Se em escadas normais eu desço devagar, imagina escorregando? Nisso, duas atletas da comunidade me passaram. Voltamos a Av. Niemeyer, onde consegui correr bem rápido e passei novamente uma das atletas da comunidade. Em seguida, veio uma sequência de subidas pesadíssimas, num local muito bonito, com muito mato. Ali eu corri só no início. Vendo que a atleta da comunidade estava bem longe, só andei rápido. Mesmo andando, conseguia passar bastante gente. 

Fui voltar a correr só quando começou a descer. Porém, aí vieram as escadas escorregadias novamente. Para quem não sabe, essas escadas não são certinhas como as que vemos nos edifícios. Nas do Santa Marta e nas do Vidigal, cada degrau tem um jeito e um tamanho, dificultando ainda mais a descida. Para piorar, ao contrário do Santa Marta, em boa parte não tinha muito onde me segurar ou quando tinha, era muito baixo e não dava para me apoiar. Nessa minha lerdeza fui ultrapassada por outra atleta de fora.

Ao terminar as escadas, fui com tudo. Entretanto, ela já tinha ido embora há muito tempo. Acabou que terminei os 5,95 Km pelo meu relógio em 40 min. Na prancheta deu uns 41 min porque fui perguntar ao apresentador sobre a minha posição. Durante o percurso não tinha visto a primeira geral e achava que pudesse ter pego pódio. Também não sabia se a mulher que me passara na segunda descida de escadas era da comunidade ou não. De acordo com o prospecto da organização eram 6,24 Km. Não sei dizer se eles erraram, mexeram no percurso, ou se meu GPS errou. Só sei que a única placa de quilometragem correta de acordo com meu relógio era a de 3 Km. Todas as outras estavam colocadas antes do local certo pelo meu GPS.

Terminei bem quebrada e cansada. A frequência média nem ficou muito alta (171) por conta de andar em trechos de subida braba (a maior parte delas). Infelizmente o sensor de altitude do meu Polar V800 deixou de funcionar em uma das atualizações e não tenho como saber o quanto subi no total. O que alivia o esforço é o apoio das pessoas da comunidade. Não foi tão grande quanto no Santa Marta. Porém, eles foram sempre bem simpáticos e animados.  

Muitas pessoas me disseram para não correr, porque seria perigoso por causa da violência que tem explodido nas comunidades com UPP. Só que eu vi bastante polícia no percurso. Não sei dizer se eles foram embora depois da corrida deixando moradores e pessoas que passam por ali sem segurança.

Ao chegar em casa, mandei um e-mail à organização pedindo para incluir minha equipe nos resultados e na combo para as próximas inscrições. 

Infelizmente não poderei estar presente na etapa seguinte na Rocinha porque será no mesmo dia dos 5.000 m do estadual de veteranos. Contudo, espero muito conseguir me inscrever e estar presente na etapa do Borel, que está prevista para o dia 6 de agosto.

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segunda-feira, junho 12, 2017

20º Corrida e Caminhada de Confraternização pela Reconstrução do Estádio de Atletismo Célio de Barros


Eu queria muito ter corrido a edição anterior, mas infelizmente uma leve distensão no posterior de coxa esquerda me tirou de combate. Eu já até tinha voltado a correr há alguns dias, porém estava fora de forma.

Depois da lesão esta foi a minha primeira corrida. Até que minha forma andou evoluindo bem. Só que nesse meio tempo tive dois resfriados e muitos eventos comestíveis, que não me deixam emagrecer o que ainda falta emagrecer da engorda da lesão passada. Nessa última não engordei, contudo, ainda não estou no peso correto.

O segundo resfriado ainda está em curso, me deixando muito entupida e atrapalhando minhas noites de sono. Então, não acordei nos meus melhores dias e o rendimento não seria o que eu gostaria.

Fui já me aquecendo e dei logo a volta completa. Realmente, não estava me sentindo tão bem, estando pesada e mole. Estava sol, todavia, sentia muito frio. E, de fato, a temperatura na hora do aquecimento estava em 14 ºC. Isso é bem frio para os padrões de outono carioca. O que salvou é que o clima estava seco. Se estivesse chovendo, todos teriam congelado.

Desta vez o organizador Cel. Rabelo resolveu fazer algo mais grandioso, com DJ, um belo pórtico, chip, e medalha e camiseta típicas das corridas TOP, só que mantendo o preço acessível: R$ 38,00. Afinal, ele não quer lucrar e sim chamar atenção para a causa, que é a reconstrução da pista.

Como corri novamente pelo Vasco, minha inscrição foi gratuita. O chato é que assim fico sem a camiseta, que desta vez foi muito bonita, e também preciso esperar todo mundo que pagou pegar seu kit ou fazer a inscrição. Além disso, para colocar minhas coisas no guarda-volumes, tenho que guardar minhas camisas pelo nome e não pelo número.
 
Apesar da grandiosidade, esta edição ficou mais vazia: muitos atletas de elite foram ao Troféu Brasil ou então estão em preparação para campeonatos de categorias menores, além da Maratona do Rio e as demais provas que fazem parte dela na semana seguinte.

Dada a largada, logo eu estava entre as cinco primeiras em pouco tempo. Em várias partes do percurso eu fui a quarta, só que mais para o final eu perdi o contato com a Railda, que passou mal na chegada, e acabei em quinto mesmo, com o tempo de 17:29.5 pelo meu relógio, passando a primeira volta em 8:31, não sendo muito forte. A frequência cardíaca média ficou em 171, o que prova que não consegui fazer muita força. Num dia normal, estando bem, ganharia a Railda na forma atual, pois faz tempo que não perco para ela.

Assim que eu cheguei corri para buscar minhas camisas. Avisei ao cel. e a Graça, sua secretária, que tinha um compromisso, e saí correndo para ele. Ainda tive que voltar e dar meu nome, pois meu chip estava sem nome. No final, deu tudo certo, chegando apenas um pouco atrasada no compromisso e ganhando mais um troféu, que vou pegar depois.

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domingo, fevereiro 19, 2017

18º Corrida e Caminhada de Confraternização pela Reconstrução do Estádio de Atletismo Célio de Barros


Com a melhora da forma eu esperava ter um desempenho melhor do o que da última edição. Tinha tido uma semana com melhora no treino curto e uma melhora significativa no longo. Para melhorar, nas últimas noites tinha conseguido dormir bem e o fim do horário de verão me daria 1 h a mais de sono. Por outro lado, estaria bem mais quente.

Confesso ter ficado preocupada se meu celular iria tocar na hora certa ou não. Preocupação boba, pois o pior que poderia acontecer seria acordar antes da hora. Ao acordar durante a madrugada, vi que o celular tinha saído do horário de verão automaticamente.

Acordei às 6:40 bem disposta e saí de casa às 7:15 já me aquecendo. Confesso que senti minhas pernas pesadas. 1,4 Kg de inchaço de um dia para o outro faz diferença, mesmo estando emagrecendo um pouco a cada dia.

Antes da largada, durante o aquecimento/alongamento, houve uma dança e o organizador, o Cel. Rabelo, arrebentou na dança!

Dada a largada um pouquinho depois das 8 h, perdi alguns segundos com pessoas lentas à frente. Depois, consegui acelerar e passar muita gente na primeira volta. Eu infelizmente não sou muito veloz e outras pessoas saem bem mais forte do que eu. A primeira volta eu passei em 8:03 e fechei em 7º lugar fazendo os 3,9 Km (3,96 no meu super-preciso GPS) em 16:59.6, com frequência cardíaca média de 176 (fiz bastante força). Poderia ter sido melhor se eu tivesse ido um pouco mais fraco na primeira volta. Estava 27 ºC durante toda a corrida, inclusive no aquecimento, ou seja, estava quente. Se tudo der certo, em abril, estando mais em forma e estando mais fresco, quem sabe não quebro meu recorde de 16:50?

Mesmo que o tivesse quebrado não teria pego pódio. Acho que sou a única que vai totalmente pela pista de corrida do Maracanã, que é o certo (a corrida é anunciada como tendo 4 Km). Senão, acaba tendo 3,7 Km, como disse um amigo meu. A diferença acaba sendo muito grande. Talvez se eu tivesse feito isso, teria pego o 5º lugar, já que 200 m dá uns 52 s de diferença na minha velocidade. Na primeira volta eu ainda via a 5º na minha frente. Já na segunda, quando meu desempenho caiu, não a vi mais. O que importa para mim é fazer um tempo bom, saber que estou evoluindo. Se eu tiver que voltar a pegar pódio, vai ser desse jeito. 

Depois da corrida, demorei alguns segundos para me recompor devido ao cansaço. Posteriormente, comi bastante abacaxi e melancia, mas não tanto quanto eu gosto. Era tanta gente correndo (o que é excelente!) que acabou e só tinha sobrado banana passada.

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terça-feira, janeiro 24, 2017

Copa Estadual de Cross Country


Eu queria muito ir bem na Copa Estadual de Cross Contry para conseguir ir para a Copa Brasil de Cross Contry em São Paulo. Em princípio, o Vasco tentaria levar cinco atletas no adulto feminino.

Eu já estava inscrita na Corrida de São Sebastião quando soube que, inicialmente, o cross seria no dia 22. Depois, foi para o dia 21. Mas eu não queria deixar de ir na corrida de rua porque nunca se sabe se será possível competir em provas de atletas federados e eu queria também ser tri na minha faixa-etária (algo que consegui!).

Eu sabia desde o início que não conseguiria ter o desempenho desejado no cross, seja pelo desempenho nos treinos, seja pelo resultado na São Sebastião, que, embora tenha sido dentro do esperado, não foi legal. O fato é que não consegui perder o peso desejado desde que voltei aos treinos no início de outubro e, por conta disso, meu desempenho nos treinos não evoluiu como deveria, somando-se a isso minhas crises constantes de insônia e o calor do verão, que mesmo não estando tão forte, faz uma temperatura e sensação térmica além do saudável.

Além de tudo, como eu suspeitava, a equipe do Vasco agora está BEM forte. É muito legal saber que o clube está investindo em atletas fortes e espero que continue assim para melhorar o atletismo carioca. Porém, para eu conseguir ter chances de alguma coisa, eu tenho que ser melhor do que já fui no auge da minha forma, algo improvável dada minha idade, lesões constantes, insônia (que está cada vez pior), saúde em geral, falta de local adequado de treino (Célio de Barros), etc, que não têm colaborado.

Mesmo tendo muitas atletas inscritas na minha equipe, todas correriam valendo pontos por equipe e, no final, as seis melhores seriam levadas para o brasileiro de cross.

Cheguei cedo e, por um imprevisto, a competição acabou atrasada. Desta vez, tinha pórtico, chip, e a própria FARJ trouxe frutas e aquele delicioso bolo das corridas que a Luz (agora presidente da FARJ) organiza (que eu não iria comer, mas que acabou antes de eu correr). Não vi os troféus por equipes; já as medalhas para os campeões estava caprichada.

Acabou que largamos quase às 9 h e, embora não estivesse tão quente assim (25 - 27 ºC), havia sol. O percurso era similar ao do ano passado, sendo que não tinha o pequeno barranco e, desta vez, tinha 10 Km cravados de acordo com meu agora mais preciso GPS.

Desde o início não consegui me manter com o grupo, chegando a tomar capote das três primeiras na quarta de cinco voltas. O fato é que olhando as fotos, dá pra ver que estou com muito mais gordura nos membros inferiores que as demais atletas, algo que faz toda a diferença. Além disso, eu sinto minha barriga pesada. O cansaço da São Sebastião até contou, mas definitivamente não foi isso o que me fez correr mal.

Corri basicamente sozinha fazendo toda a força que eu tinha (AVG 172 num cross, com grama fofa, é bem significativo). Nunca pensei em desistir e cheguei a me sentir mal no final, com calafrios, mesmo bebendo água gelada em todas as voltas. Acabou que eu fiz os exatos 10 Km em vergonhosos 53:44, ficando muito atrás da penúltima. 

O fato que mesmo que eu fizesse algo similar ao meu recorde em cross (36:10 em 8 Km em 2006) num percurso de dificuldade semelhante, eu conseguiria ficar entre as seis primeiras do Vasco. Todavia, ao menos teria uma classificação honrosa.

Aparentemente, de acordo com o regulamento do brasileiro, só 6 atletas podem ser inscritos por equipe. Eu até pensava em ir por conta própria. Contudo, melhor não ir mesmo. Mesmo estando um pouco mais em forma, o resultado seria vexaminoso. Melhor deixar mesmo para ir na Corrida e Caminhada de Confraternização pela Reconstrução do Estádio de Atletismo Célio de Barros do dia 19/02, onde tenho mais chances de ir bem.

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sexta-feira, janeiro 20, 2017

Corrida de São Sebastião


Se tem uma corrida que eu gosto de ir é esta, porque a organização costuma ser boa e a inscrição, não muito cara. O problema dela costuma ser o clima, por ser no verão. Fiz a minha inscrição logo no início e ainda bem que o fiz, porque se esgotaram rapidamente. Hoje em dia são menos vagas (umas 5000 acho), o que torna a corrida não tão lotada e deixa a largada mais tranquila.

Infelizmente não consegui ainda estar na forma que gostaria. Desde que infelizmente me deixei engordar na última lesão, ainda não consegui emagrecer tudo o que precisava, mas estou trabalhando nisso.

Achei ruim a retirada de kit num único dia e durante a semana. Eles deveria ter disponibilizado o sábado da semana anterior para isso. Sorte a minha é que sou funcionária pública e ainda por cima tenho trabalhado em casa desde o incêndio na UFRJ. E quem trabalha na iniciativa privada, como fica? Um horário entre 8:00 e 18:00 é muito ruim. Tinha que ser até às 20 h pelo menos. Eu, como estou fazendo meu próprio horário e tenho flexibilidade, meio que consigo sair a qualquer hora. E quem não tem, como fica? Aproveitei e comprei 3 tops bons e baratos na tendo do Márcio Villar.

O kit deste ano foi mais fraco. Se por um lado a camisa veio sem manga, o que prefiro, por outro a sacola foi mais simples. Teve também um boné e um suco natural de caixinha.

No dia da corrida acordei às 5:40 e saí de casa às 6:05, chegando no local da prova por volta de 6:30. Os termômetros na Tijuca marcavam 26 ºC, enquanto o que vi no início do aterro, 24ºC. Se pensar bem, considerando o horário, é bem abafado. Sorte que estava pingando ao chegar, o que torna o clima um pouco mais ameno.

Chegando lá, falei com os amigos, me alonguei, me aqueci e fui para o pórtico de largada. Na largada da elite feminina não teve penetras (até porque elas são desclassificadas), mas na masculina, como sempre, um monte de gente que não é elite ou vai correr os 5 Km invade a área, o que considero um absurdo.

Dada a largada tranquila, sem muito empurra-empurra, só tive problemas com uma mulher trotando já no início e que saiu lá na frente e eu quase me choquei com ela.

Passei o 1º Km para 4:18 mas não consegui manter. O clima, pelos termômetros de rua, variou entre 23 - 26 ºC e eu terminei os aproximadamente 10,1 Km (10,18 Km pelo meu GPS em precisão máxima) em 48:26. Nos últimos 2 Km caiu um baita pé d'água que encharcou bem o chão. Pelo olho, contando as mulheres que estavam antes de mim que não são elite, eu era a 6º não-elite.

Na chegada, no total, consegui 5 saquinhos com banana e barra de cereal, juntamente com um total de 3 sucos naturais de caixinha. Achei bem mais fraco do que em anos anteriores: nos dois últimos anos teve até sorvete! Se tivesse neste ano, não tomaria por causa do estadual de cross country de amanhã. Não sei se vou conseguir competir, porém estou inscrita.

Perto do almoxarifado consegui gelo pra passar nas minhas pernas. Enquanto o pessoal ainda chegava e eu não conseguiria outro lanche por conta da distribuição aos concluintes, eu fiquei lá fazendo varredura com bastante gelo. Foi lá que peguei água antes da corrida. Toda corrida tem que ter copo d'água antes da corrida. Durante a prova também teve bastante água geladinha.

Novamente não ganhei nada no sorteio e só bem depois consegui encontrar meu namorado Hércules. Ele infelizmente não conseguiu me gravar passando/chegando, tal como fez em outros eventos.  

Poderia ter tentado mais lanches. Todavia, queria ir para a casa para não dar chance ao azar e não conseguir jogar no Delícias da Semana da Parmê.

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quarta-feira, dezembro 21, 2016

17º Corrida e Caminhada de Confraternização pela Reconstrução do Estádio de Atletismo Célio de Barros


Fiquei feliz em saber que essa corrida fora adiada em uma semana, já que seria uma semana a mais para entrar em forma. Porém, as duas últimas semanas de treino não foram boas por causa de problemas de insônia. Foram duas semanas com noites muito maldormidas. Obviamente, meu desempenho nessas duas semanas foi ruim.

Na véspera infelizmente não foi diferente. Demorei a pegar no sono e acordei às 6:40 cansada no dia da prova. Além disso, está difícil perder peso.

No dia anterior ainda teve uma rave no Célio de Barros, um total absurdo, descaso! Durante a semana toda o portão esteve aberto, sem seguranças e ladrões entravam e saiam sem ser incomodados. Aparentemente, o controle do Célio de Barros é da SUDERJ. Os funcionários tentam ganhar um extra com estacionamento e não estão nem aí com o patrimônio do Célio de Barros. É função deles ou do governo de colocar seguranças na porta. Como o governo quer o fim definitivo do estádio de atletismo, para que o consórcio no lugar da Odebrecht construa um estacionamento e um shopping, deixa que isso aconteça.

Como ia correr pelo Vasco, não precisei fazer minha inscrição. Só que como sempre demoram a dar os números para os atletas de verdade. Desta vez não vieram tantas atletas da minha equipe correndo com o uniforme.

Antes da largada apareceu um senhor de um dos prédios vizinhos. Ele estava indignado com o vandalismo e a rave, que fez um barulho insuportável a ponto de ele precisar sair de casa com seu filho pequeno. Como sempre nesse Brasil se compra tudo, inclusive as autoridades para se fazer um evento desses num local residencial. A que iriam fazer na Quinta da Boa Vista não tinha autorização do IBAMA? Sorte que alguém entrou no MPF e conseguiu cancelar. Por que não conseguem fazer isso com relação aos eventos no Maracanã que perturbam o sossego dos moradores?

A largada atrasou uns 15 min. Dada a largada, várias atletas saíram na minha frente. O nível da corrida foi forte, já que tinha premiação em dinheiro para os dois primeiros no masculino e no feminino. Fiz o melhor que eu podia, sempre indo pela pista, terminando em 7º com o tempo de 17:25 AVG 178. Pela frequência cardíaca parece que forcei bastante, só que ela está alterada pela insônia. Se eu não tivesse ido pela pista como os demais, teria sido a 6º, mas para ser a quinta provavelmente teria que bater o meu recorde do percurso, o que seria impossível na minha forma atual.

Todas as cinco primeiras eram atletas do Vasco, mas só as duas últimas do pódio correram com a camisa do clube, apenas posando com a bandeira na hora do pódio.

Assim que terminei encontrei meu namorado Hércules e o apresentei para todos. Também comi bastante abacaxi e 10 bananas. Novamente, com meu número, não ganhei nada no sorteio. 

Estava marcado um protesto às 9 h dentro do Célio de Barros. Contudo, poderíamos ser machucados pelos seguranças do evento. Se bem que se todo mundo entrasse, duvido, mas duvido mesmo, que fizessem alguma coisa. No outro protesto que teve em que a Elza apanhou por entrar lá teve pouca gente, o que é bem diferente.

No final, fiquei até feliz com meu desempenho. Dava para fazer melhor sem a insônia, mas nunca bateria meu recorde.

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segunda-feira, dezembro 05, 2016

1ª Corrida e Caminhada da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres do Município do Rio


Assim que a nova presidente da FARJ, Luz Marina, anunciou esta corrida, fiquei atenta ao dia 17, para fazer a inscrição. Acabou que só postaram o link à noite e só fui fazer a inscrição na manhã do dia seguinte. Mesmo assim, meu número foi o 01. Ou seja, fui a primeira a me inscrever.

Nem tinha me tocado, mas ao pegar o comprovante de inscrição, vi que só tinha sexta-feira para pegar o kit lá no Estácio. Como estou trabalhando de casa desde o incêndio no meu trabalho, fui no meio da tarde para lá mesmo. Afinal, aquela região é perigosa à noite. Foi tudo bem rápido e organizado. E o melhor, de graça. A retirada do kit foi no Clube do Servidor Municipal, local com uma boa piscina. 

No dia da corrida acordei bem às 7 h e cheguei ao local um pouco depois das 8 h. Precisei andar bastante pois precisei saltar antes da Avenida Passos e andar bastante até o armazém 4 no porto. Ao menos cheguei aquecida.

Mesmo estando apenas 22º, estava quente e abafado. Pudera, o local quase não tem nenhuma árvore. Muita gente não gosta, mas eu prefiro corrida às 9 h, pois assim posso dormir até mais tarde e me sentir mais bem disposta. É só a organização colocar água bem gelada em postos bem distribuídos que ameniza o problema.

Estava tudo muito bonito, o pódio, a mesa de frutas bem caprichada e a mesa das medalhas. Antes da largada, nos avisaram que teria menos de 4 Km e que talvez a corrida precisasse ser interrompida em dois pontos por causa da passagem do VLT. Dada a largada, como o nível não estava muito forte, consegui me manter entre as seis primeiras logo no início. Eu não achava que tinha chances de pódio por estar fora de forma. Porém, o Hércules sempre dizia que meu lugar era lá e que eu estaria lá.

Acabou que eu fui a terceira, completando os 2,4 Km em 11:19 com frequência cardíaca média de 177.  Não deu para ter os 800 m restantes pois não deixaram que a corrida passasse pelo museu do amanhã. Ao menos não teve nenhuma parada por conta do VLT. 

O porto está bonito, mas na minha opinião, dava para revitalizar sem tirar o viaduto, que era extremamente útil. Assim como o VLT, que só serve mais como passeio turístico, por ser extremamente lento. Além disso, faltam árvores. Para correr, o local não é adequado por ter um piso muito duro.

Depois da corrida, comi muitas frutas, especialmente abacaxi. Desta vez tinha um bolo diferente. Parecia muito bom, só que eu não queria engordar muito.

Antes da premiação, o Fábio, o apresentador da corrida, ficou dançando. Eu bem que tentava imitar. Todavia, não levo muito jeito. Na premiação eu ganhei uma coroa de louros, flores, um lindo troféu, uma sacolinha com brindes femininos e uma sexta com muitos e deliciosos biscoitos. 

Na volta, pegamos o VLT até a Candelária e um ônibus para a minha casa. Gostei muito do evento e espero que haja uma próxima edição.

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