Pantera Cor de Rosa

Este é o blog de Juliana Carpes Imperial, mais conhecida pelos desconhecidos como a Pantera Cor de Rosa por volta e meia ir correr toda de rosa.

sexta-feira, agosto 28, 2015

Campeonato Estadual Master de Cross Country


Essa competição era para ter ocorrido em março. Entretanto, por uma falha de comunicação, a Corrida e Caminhada de Confraternização pela Reconstrução do Estádio de Atletismo Célio de Barros foi marcada para o mesmo dia, esvaziando o cross e fazendo com que ele fosse adiado. Melhor para mim, pois tinha me machucado e não poderia correr.

Deixei para fazer a inscrição nas vésperas por conta de dores no pé. Acabou que não consegui fazer pelo site porque o cupom de desconto não funcionou e tive que fazer na hora.

Fui de carona com a Elza, o que facilitou as coisas, já que ir de trem pode ser problemático por conta dos péssimos serviços da SuperVia. Já na volta peguei carona com a Lelete, pois a Elza passaria antes no CEFAN para prestigiar a Ultramaratona de 24 h.

Ao contrário de edições anteriores, a distância mudou para 6 Km e não seria 8 Km como sempre. Prefiro 8 Km, pois posso comparar com o desempenho de competições anteriores. Também não poderia ter atletas com menos de 30 anos correndo na faixa-etária nem troféu para campeões no geral.

A largada atrasou quase meia hora pois o percurso teve que ser balizado na hora por conta de obras no local. Ainda por cima, por causa da seca, o percurso está com a terra dura, impedindo a colocação de estacas. Por conta disso, acabou que o percurso teve 5,6 e não os 6 Km previstos pelo meu GPS. E não tem como dizer que foi erro do GPS, pois todos os GPSs deram bem a menos e o meu deu menos em todas as voltas. Mais ainda, esse percurso não tinha muitas idas e vindas como no percurso do cross adulto, facilitando o trabalho do GPS.

Na hora da largada, por volta das 15:30, estava sol mas não estava muito quente. O Zé Luíz, presidente da AVAt, foi nos guiando de carro, o que facilitou para que não errássemos o caminho. De início, me mantive em segundo e já no meio da primeira volta acabei em terceiro, com Lindara em 1º e Tati Pinho em 2º, posições mantidas até o final.

Com um bom GPS dá para perceber bem que na grama você vai bem devagar e na terra batida, bem mais rápido. Num trecho em obras algumas atletas que vinham atrás tiveram um problema de um caminhão que jogou terra pra tudo quanto é lado, atrapalhando a corrida delas.

No final da segunda volta, eu errei o percurso, o que me fez perder alguns segundos. A pessoa desacelera, fica confusa... Nunca me aconteceu isso antes. Mas confesso que tanto o percurso do cross adulto como o dos veteranos ficou confuso. O engraçado é que o adulto era muito pior e não me enrolei. Já na terceira volta quem errou foi a Tati e fiquei próxima de alcançá-la. Acabou que terminei os 5,6 Km em 27:10. Foi melhor do que o esperado mas pior do que eu queria, que era de 4:50 min por Km. 

Ao final sentia muitas dores no pé, algo que não me incomodou muito na corrida. No trote ao final estava visivelmente mancando. Achava que era fascite mas meu ortopedista detectou que é tendinite no tibial posterior, que é menos pior. Tratando o local certo tem melhorado. 

Os homens deram mais sorte porque na hora de eles correrem não fez sol. Nesta edição teve bem mais gente do que da últimas vezes no Fundão, o que é muito bom. Porém da para melhorar bastante.
  
Acabou que saímos tarde do local para esperarmos as premiações, que até que foram rápidas. Eu fui a 1º em minha faixa-etária e nossa equipe Portão 17 Maracanã foi a 1º no feminino e 2º no masculino. Foram os 1ºs troféus por equipes que conseguimos. 

Concluindo, foi um dia bem produtivo. Desempenho razoável no cross, aumento de corredores no cross e premiação por equipes tanto no feminino quanto no masculino, sendo a 1º no feminino. Sem falar na felicidade de rever e fazer novos amigos. 

Marcadores:

terça-feira, agosto 11, 2015

Caju de Braços Abertos



Quando abriram as inscrições, logo corri para fazer a minha, pois se esgotam e de fato se esgotaram muito rapidamente. Mesmo com 1500 vagas, por ser de graça, custando apenas 2 Kg de alimentos, todo mundo quer correr, já que as corridas estão muito caras.

Na véspera, comprei os alimentos e fui até lá. Peguei um ônibus qualquer até a Cidade Nova e depois tentei pegar um dos que passam no lugar da largada: 209, 440 ou 441. Ao estar na pista do canto, vi passar um 209 na pista do meio. Mudei de pista e me informei em qual ponto ele passava. E nada de ele passar. Demorou muito e um rapaz e eu quase perdermos o ônibus, pois estávamos no ponto errado e o motorista havia parado por gentileza.

Esperava uma viagem rápida. Contudo, o ônibus deu a volta ao mundo até chegar lá. Simplesmente conheci São Cristóvão toda. E ao final ele volta à região da Leopoldina. Já pensava até em pegar um táxi no dia da corrida. Todavia, não foi necessário, pois a praça da Ladeira, local da largada e retirada de kits, era bem próxima da passarela 3 da Avenida Brasil. Então, bastaria pegar qualquer ônibus que me deixasse lá.

Se a ida foi demorada, a volta foi super-rápida. Por causa da corrida, não pude comer nada no aniversário de 1 ano da minha sobrinha Letícia. Voltei às 20 h da festinha e lá só tomei suco de uva.

Dormi cedo, acordei bem disposta às 6 h e fui para o local da corrida. Cheguei lá antes das 8 h. Lá tirei fotos e fui me aquecer. Vi uma subidinha e que não tinham 1500 participantes nem aqui nem na China. Como é de graça, muita gente nem aparece para pegar o kit ou simplesmente não corre. Eu já fiz isso em 2013 na etapa Borel apenas porque tinha ganhado a inscrição para o circuito Vênus poucos dias antes e estava meio lesionada para forçar subindo o morro.

Na hora da largada, pontualmente às 8 h, o povo andava devagar e fui empurrada, a ponto de o tênis sair um pouco do pé. Sorte que consegui recompô-lo correndo. Isso ocorre porque gente como o simpático seu Chico, um senhor de idade, insiste em sair lá na frente sem condições de correr rápido. Eu estava mais pra frente, mas não na primeira fila. É um absurdo também empurrarem. Acho que o seu Chico e outros só vão parar com isso quando sofrerem um sério acidente. É que nem na Fórmula 1, não dá para quem corre mais devagar sair na frente. Ou vai haver engarrafamento ou vai haver batidas.

O início foi por umas ruas do Caju até um pequeno morrinho, que subi nas pontas dos pés, assim como todas as subidas. Depois do morrinho, passamos por ruínas de alguma construção antiga que deve ter sido bonita. Nesse local, havia tijolos quebrados no chão, dificultando a passagem.

Havia sobe e desce de escadas, passarelas, vielas, quebra-molas, valão fedorento, etc. Nunca tinha entrado numa favela e fiz um tour correndo por uma. Apesar de não ser um morro, é uma favela. Horizontal, mas é favela.

Vi policiais durante o percurso e moradores incentivando. Porém, esperava ver mais pessoas nos apoiando. Afinal, é a primeira vez que o evento ocorre no Caju. Animados mesmo estavam os membros da organização.

Durante a corrida minha fascite plantar no pé esquerdo incomodava. Para piorar, comecei a sentir a panturrilha direita a arder, o que não me impedia de correr com todas as forças. Via a terceira na minha frente, mas não conseguia buscá-la. Apenas torcia para que ela fosse da comunidade. Assim, ela seria premiada como 1º da comunidade e eu como 3º.

Fiz os 5,6 Km pelo GPS do meu relógio novo, que é bem melhor, em 27:49. A quilometragem estava mais ou menos certa até o 4º Km. A marca de 5 Km estava onde meu GPS marcava 5,35 Km. Achei que a corrida teria distância a mais, o que acabou não acontecendo. Acabou que fui a 78º no geral absoluto, 4º no geral feminino e 3º no geral feminino externo. Meu tempo parcial do 1º Km foi o melhor disparado, pois era tudo quase plano. Já a frequência cardíaca média foi de 175, mostrando que fiz força. Olhando a listagem apenas 503 pessoas concluíram a corrida. Ou seja, apenas 1/3 dos inscritos compareceu.

Relógio novo: Polar V800

Tudo muito bom, tudo muito bem. Ganhei um belo troféu, diferente dos demais por ser de barro. Porém saí mancando da panturrilha direita. O fato é que quando cheguei mal conseguia andar. Comi a maçã que ganhei (só deram uma que era pequena :() e pedi uma pedra de gelo para esfregar no local. Esfreguei com força um maior tempão até que a pedra derretesse. Com um pouco de alongamento, melhorou. Ao pegar o troféu e voltar para casa, até que dava para andar, embora doesse. Mais tarde fui dar um trote leve e sentia dor, mas dava pra fazer sem a perna travar ou algo assim. Também consegui fazer musculação apesar de sentir um pouco de dor no local. Sei que não devia, mas fiz. Em casa, tome de gelo, alongamento e fisioterapia.

Para piorar a minha tristeza, da festa do sábado não sobraram salgadinhos. Só doces, bolo e cachorro-quente. Caí dentro do cachorro-quente, que comi com pão de forma integral caprichado de molho para fazer menos estrago. Até que ficou muito bom!

Nas noites de domingo e segunda tomei anti-inflamatório e fui trotar na segunda e terça. O pé esquerdo melhorou bem desde então. E idem a panturrilha. No final do trote de terça dei uma puxadinha boa e deu para forçar sem problemas. Vamos ver se na quarta-feira vou conseguir treinar em ritmo normal novamente sem maiores problemas. Quero muito correr o Campeonato Estadual de Cross Country de Veteranos no dia 22.

Marcadores:

sexta-feira, julho 24, 2015

Treino da Nike 24/07/2015


Eu sempre quis participar de um treino da Nike e nunca consegui. Antes as inscrições abriam às 12 h de domingo. Agora abrem às 10 h de segunda. Sempre esquecia ou não tinha treino legal perto de casa. Não vou querer fazer treino leve, o dos calouros, né? Só se eu estivesse voltando de lesão. A maioria é na Zona Sul ou no Nova América, locais longes. Treino tem que ser perto de casa. Os treinos costumam lotar logo, principalmente os da Zona Sul. Porém nos treinos pesados sempre há vagas.

Já faziam algumas semanas que às 10 h em ponto eu marcava ponto na frente do computador para tentar me inscrever em algum treino. E para minha sorte, eu consegui um pesado na Praça Afonso Pena, a apenas 1,7 Km de casa, às 7:14 da manhã de uma sexta. Nem precisaria correr pois sempre sobra vaga no treino pesado.

Na noite da véspera até pensei em não ir pois não estava me sentindo bem. A gripe está me pegando e sentia o mal-estar. Eu pensava em ir correndo mas acabei indo andando mesmo porque acordando às 6:20 não daria tempo de me aquecer e alongar.

Cheguei lá por volta de 6:50, peguei minha pulseira e peguei uma barra de cereal da Nutry de brigadeiro. Não quis testar tênis da Nike. Prefiro o meu Mizuno velhinho, quase aposentado, mesmo.

Tinha água gelada e guarda-volumes. Contudo, não tinha banheiro. Antes do treino usei o da praça, aproveitando que um homem tinha acabado de sair. Eu não tinha moedas para colocar no banheiro, que custa 50 centavos. Até que não estava muito sujo.

O treino em si foi bem legal. Professores e pessoal bem animado. Só que de pesado para mim não teve nada. Basicamente foi um funcional. Vi bastante gente sofrendo. Tirando uma ou outra hora, minha frequência cardíaca quase não se elevava. Só achei ruim ficar saltando no cimento. Preferiria sujar o tênis na terrinha fazendo os saltos ali no macio. A fascite plantar andou querendo voltar e não quero dar mole para ela. Sem falar que saltar no duro maltrata a musculatura.

Depois do treino, nos deram mais uma barra e tiramos muitas fotos. Queria voltar correndo. Todavia, precisava ir ao banheiro novamente. E dessa vez não tinha ninguém lá dentro para abrir a porta e não precisar de moeda. Da próxima vez, se tiver treino no mesmo local, levo duas moedas de 50 centavos. Havia bebido muita água e suado muito pouco, para não dizer praticamente nada. A minha toalhinha não foi usada em hora alguma.

Espero conseguir um longo ou um corre junto. Mas no corre junto vou no meu ritmo, que está cada vez mais rápido. No asfalto, mesmo no longo, vai ser de certo abaixo de 4:50 por Km sem maiores dificuldades se eu não estiver em um dia ruim.

Marcadores:

quinta-feira, fevereiro 26, 2015

Venci o Sacred 2!


Depois de alguns meses, consegui vencer o jogo com a Seraphim e com o Inquisitor. Contudo, ambos os finais me decepcionaram. Um jogo que, apesar dos bugs, tem uma bela abertura, lindos gráficos e um show de rock virtual, merecia finais decentes. Vejam vocês mesmos.

Final da campanha da luz:



Final da campanha das sombras:


Marcadores:

segunda-feira, fevereiro 16, 2015

Bebendo uma Coca-Cola no McDonald's


Coca-Cola e McDonald's, uma dupla nada saudável da qual atletas devem manter a devida distância. Claro que de vez em quando não faz mal, mas deve-se evitar. Em geral só bebo refrigerantes em festa e, de preferência, os sem calorias. Já no McDonald's, eu praticamente só provo os sabores novos de sorvete. A última vez que comi mesmo algo lá foi um egg cheese bacon sem bacon no café da manhã ainda lá em Fortaleza, há quase um ano.

Porém, desde o dia 29/01, quando fiquei sabendo da promoção, que começou no dia anterior, passei a acessar o Twitter da minha mãe e me dar uma Coca-Cola por dia. Ou seja, hoje, dia 16/02, já peguei 19 cupons e já tomei 17 copos. Não, ao menos não engordei nenhuma grama. Continuo bem magrinha graças aos treinos.

Sim, sei que faz mal, muito mal, tomar com essa frequência toda. Tanto que neste ano, depois do fim da promoção, em festas vou beber só água ou suco. Até porque nem sou tão fã de refrigerante assim. Ao menos o resto de minha dieta continua bem balanceada e generosa.

Mas Juliana, se não é fã de refrigerante e, em especial, de Coca-Cola, por que participa? Porque é de graça e de graça é bem mais gostoso. Só isso.

Minha mãe é que tem reclamado por receber notificações do @CocaMoMc o tempo todo no celular. Ainda bem que não a coloquei para seguir esse perfil, que nesses 20 dias já deu mais de 1,3 milhões de tweets.

Marcadores:

domingo, fevereiro 15, 2015

Repúdio à Campanha das Sombras do Sacred 2


O jogo Sacred 2 permite dois tipos de campanha: a da luz e a das sombras. Como as campanhas são bem diferentes e cada uma tem um final distinto, sendo que para poder ver o vídeo de cada final é necessário completar a campanha dele, resolvi jogar nos dois modos ao mesmo tempo: a campanha da luz com a Seraphim e a campanha das Sombras com o Inquisitor, o cara ai da imagem. Enquanto ela em geral sempre tenta ajudar, ele praticamente só faz tramóia, pensando só em lucrar e ganhar dinheiro. Não preciso nem dizer que ele sempre acaba mais rico do que a Seraphim. Há missões onde há exceções, mas em geral é o que ocorre.

O Inquisitor, em especial, é tão ruim que até a filha dele se choca com suas atitudes e tenta matá-lo. Porém, qualquer dos personagens que siga a campanha das sombras vai fazer muita maldade. Quando se joga certas missões, já se espera coisa ruim da parte dele e acabo até achando graça em certas situações.

Contudo, há 2 casos onde os programadores se excederam e eu não achei graça nenhuma. Primeiramente, no deserto, no capítulo 7, um cara pede para matar seu cachorro de estimação que o mordeu e saiu correndo.


Já no capítulo 9, enquanto a Seraphim na mesma missão tem que pegar os gatos de uma criança que mora na árvore que pularam para o chão, o Inquisitor tem que pegar os gatos para um cara fazer um casaco de pele. Mais ainda, diz que por ele arrancava a pele dos gatos ainda vivos, que eles eram uns sacos de pulgas, etc.


Sinceramente, acho isso um total absurdo. Sei que é só um jogo, porém um total desrespeito aos animais e a quem tanto gosta deles. Esses programadores não devem gostar de bichos, só pode.

Marcadores:

domingo, fevereiro 08, 2015

Campeonato Estadual de Cross Country


Eu sabia que o Estadual de Cross seria realizado no dia 1º de fevereiro, como tinha falado com a Edneida no dia da corrida do Célio de Barros. Ela disse que me inscreveria pelo Santa Mônica.

Chegando a data, nada de colocarem o calendário no site da FARJ e quando o fizeram, demoraram a colocar regulamento, programa-horário, local, etc. Antes que isso acontecesse, liguei para a Edneida e ela pediu para que não me preocupasse. Estava demorando a sair porque o local desejado estava em obras e que estavam vendo o percurso. As inscrições seriam feitas na hora.

Saindo o local, descobri que a melhor maneira de me achar por lá era indo de trem, sendo a estação de Magalhães Bastos a mais próxima. A da Vila Militar é também relativamente próxima, porém um pouco mais longe.

No dia, acordei às 6 h, peguei o trem em direção à Santa Cruz de 7:07 e cheguei lá junto com outros atletas que embarcaram no caminho. O chão estava molhado devido a fortes chuvas. Ainda bem que o calor tinha dado uma boa trégua. Se fizesse no dia o que andou fazendo, poderia até passar mal. Por outro lado, a chuva deu uma empantanada no percurso. Não costumo ter problema com isso, porém nunca mais treinei com chuva por causa da seca braba que atingiu o Sudeste e levou a água e os caquis embora :(

Lá fiz minha inscrição. Só que a Edneida não foi e sem minha carteira, não sei meu número de CBAt e FARJ. Disseram-me que o da CBAt nunca muda. Porém, quando a Edneida foi me inscrever no Santa Mônica, não achou meu registro, que foi feito sem precisar fazer transferência. Foi como se eu nunca tivesse sido registrada na CBAt. Não sei dizer se isso ocorreu depois que tiraram o registro do Salgueiro de vez do site e, por sua vez, do banco de dados. O Vadico, que me ajudou no processo, disse que chegou a ver a minha carteira nova.

O local é muito bonito, excelente para treinar. Só achei a estrutura de banheiros ruim. Se tivessem muitos atletas, iria formar a maior fila. Infelizmente, com o fim do Célio de Barros, o número de atletas de pista é cada vez menor. Infelizmente esse é o retrato do esporte no Brasil. No país das olimpíadas, o esporte está andando para trás. Do Google Maps e do trem vi uma pista ainda sendo finalizada da Vale. Parece que será aberta aos demais atletas. Contudo, lá é muito longe para muita gente.

A prova dos homens no adulto começou atrasada. Contudo, como levaram menos de 65 min (tempo máximo para eles), a nossa começou até um pouco antes do horário previsto, que era às 9:05. Éramos 7 e tínhamos que fazer os 8 Km em menos de 50 min. O percurso eram 4 voltas de 2 Km. Saí atrás de todas e tentei me manter com a penúltima até onde deu. Depois da primeira volta, não consegui mais acompanhar. Estava fazendo tanta força que nos primeiros 200 m minha frequência cardíaca já estava em 174 e ficou em 180 o maior tempão.

A grama era fofa e estava meio pesada por causa da chuva. Sorte de quem correu depois e pegou uma grama mais pisada. Tinha uma parte enlameada e escorregadia sem grama. Na última volta, um barro até colocou em meu tênis e demorou a sair. Uma pequena parte era em um asfalto já velho.

Na primeira volta, uns atletas que estavam assistindo a prova e nos incentivando, chamaram-me de queniana. Só se for antes de ter caído na água sanitária ou no negativo de fotos. Eles e as demais pessoas sempre nos ajudaram com gritos de incentivo.

Tínhamos água a cada volta. Porém, da maneira que foi distribuída, em copos abertos, é muito ruim. Desse jeito não se consegue beber quase nada. Se estivesse quente, seria um problema. Prefiro em copo de água mineral mesmo.

Cheguei por último, fazendo o tempo de 39:38, bem longe do meu melhor em cross, 36:40. Minha frequência cardíaca média foi de 177. Se tivesse feito uns 2 min abaixo, teria pego medalha, já que premiaram os cinco primeiros. É a primeira vez que vi isso numa prova de atletismo de clubes e achei interessante, por incentivar mais os atletas. Assim que terminamos começou o juvenil masculino.

Meu GPS acusou 130 m a menos. Todavia, a maior diferença de distância deu na primeira volta. Acredito que o tempo nublado possa ter contribuído, juntamente com ter deixado o GPS no bolso e não no top. O medidor oficial, o Zé Luiz, é credenciado pela IAAF e disse que mediu 3 x, dando certinho. A parte final do percurso também pode ter contribuído para o erro. Já que você vai e volta mais ou menos pelo mesmo lugar e o GPS pode não ter pego a distância corretamente.

Antes e depois fiquei conversando com o Vadico, o Lancetta, o Zé Luiz, a Luz'Marina, a Solange, o Jorge Ultramaratonista e demais amigos. A Luz falou que pensa em fazer uma corrida no porto e o Zé falou que o cross dos veteranos será no dia 29/03, no mesmo percurso. Nessa só não vou se houver um motivo de força maior.

Quando saí havia começado o juvenil feminino. A Elza me ligou e ficamos conversando a respeito da prova e de treinos. Para meu azar, assim que estava chegando na estação, passou o trem. Tive que esperar mais 40 min até o próximo. A Avenida Brasil é próxima, mas parece que ali não tinha ponto. Peguei o trem seguinte meio cheio, com muita gente indo ao Zoológico. Acabei morta depois, por conta do esforço.

Marcadores:

Free counter and stats for your website on www.motigo.com