Pantera Cor de Rosa

Este é o blog de Juliana Carpes Imperial, mais conhecida pelos desconhecidos como a Pantera Cor de Rosa por volta e meia ir correr toda de rosa.

domingo, janeiro 25, 2015

6ª Corrida e Caminhada de Confraternização pela Reconstrução do Estádio de Atletismo Célio de Barros


Não pude competir nas outras 5 edições, seja por estar em Fortaleza, lesionada ou fora de forma. Na 5º, fui como treino, fazendo os 3,9 Km em 19:02. Tinha prometido a mim mesma que na próxima iria para valer, para fazer para uns 16/17 min.

Ao contrário da vez passada, fiz minha inscrição pela Internet e não na hora com medo de que esgotasse, já que quase não há corridas nessa época do ano e provavelmente encheria.

No dia, acabei saindo de casa para me aquecer um pouco mais tarde do que gostaria, às 7:25 e não às 7:15. Fui trotando até o Portão 17 do Célio de Barros, peguei meu número e dei mais uma volta em trote. Depois foi só conversar um pouco com os amigos e com o presidente da FARJ, Carlos Alberto Lancetta, que estava contando várias estórias interessantes do atletismo carioca.

Realmente deu bastante gente. Tinha mais de 300 pessoas no local. Isso é muito bom para espalhar a todos os corredores o descaso com o atletismo carioca. Tem muita gente que corre que desconhece o problema.

A largada atrasou uns 10 min. Logo de início tive que driblar umas pessoas que saem na frente para trotar e saí forte. Até demais. Passei quase toda a primeira volta abaixo de 4:10 por Km. Me excedi, pois na segunda volta não consegui manter o mesmo ritmo. O Gilson foi junto comigo quase o tempo todo. Acabou que terminei os 3,9 Km em 17:07, resultado dentro do esperado. Poderia ter sido melhor se tivesse saído um pouco mais devagar. São 3,9 Km para quem corre na pista o tempo todo e passa direitinho atrás do Museu do Índio. Se cortar caminho na curva ou pelo parque aquático, dá menos.

Depois, comi bastante banana e abacaxi. E tirei muitas fotos com os amigos. Pedi também a Edneida para me inscrever na Copa Rio de Cross Country. Meu desempenho nessa corrida não me permitirá dar vexame entre os atletas federados se no dia der tudo certo.

Não se sabe ao certo a data da próxima edição. Só não dá muito para ficar escolhendo data por causa das outras corridas porque todo domingo vai ter corrida grande depois de março. Para competir em pé de igualdade, talvez devessem tentar algum patrocínio para manter o mesmo preço e fazer um estrutura maior, fechando a rua, percurso maior, com pórtico de largada mais pomposo, camiseta, medalha mais sofisticada, etc.

Depois de muito papo voltei para a casa e cometi um grande erro: pedi para minha mãe fazer sua deliciosa lasanha de pão árabe. Isso não seria problema se no dia 20 não tivesse que correr a Corrida de São Sebastião.

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terça-feira, janeiro 06, 2015

Programadores não Sabem Biologia


No Sacred 2, inimigos aracnídeos são considerados insetos! Os programadores que fizeram esse jogo mataram as aulas de biologia. Só pode! Para quem não sabe, aracnídeos e insetos são classes diferentes do filo dos artrópodes. A principal diferença é que os aracnídeos possuem 4 pares de patas, enquanto os insetos possuem 3. Estranho é ninguém na equipe de desenvolvimento do jogo, que deve ser bem grande devido a sua complexidade, ter notado esse furo. E pelo visto nem o pessoal que escreveu o wiki do jogo não sabe isso. Ou será que em outros países a biologia não é ensinada com a mesma profundidade que aprendemos aqui?

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domingo, janeiro 04, 2015

Disquete no Windows 8


Alguém consegue se imaginar usando disquete hoje em dia, num computador com Windows 8, sistema lançado em 2013? Acho que não, né? Com os tamanhos atuais de arquivos, praticamente nada caberia em um disquete, mesmo naqueles com espaço de armazenamento estendido.

Mesmo quem monta seu próprio computador e aproveita peças de um gabinete antigo, jamais aproveitaria um drive de disquete para um computador atual. Se o cara tivesse dados armazenados em um disquete, provavelmente já os teria passado para outra mídia há muito tempo. Sem falar que boots de emergência podem ser feitos por outras mídias nos dias de hoje. Então, ter um drive de disquete e guardar disquetes é algo totalmente inútil. É juntar lixo em casa. Só meu pai que resistiu por anos a jogar um monte de disquetes velhos fora que não era usado para mais nada.

Portanto, dado o exposto acima, por que raios o Windows 8 assume que ainda se usa disquete?


Seria para preencher mais a tela do "Meu Computador"? Ou para irritar um usuário que clique ali sem querer, pois quando isso acontece o computador fica lento, provavelmente tentando achar o disquete?

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sábado, janeiro 03, 2015

20º Corrida de Confraternização do Cristo Redentor


A imagem acima eu "roubei" do Jorge Ultramaratonista, que achei muito boa.

Já tinha perdido as esperanças de ir nesta corrida quando a Elza, responsável pela Equipe Portão 17 Maracanã, me liga me pedindo meus dados dizendo que tinha conseguido uma vaga para mim. Ela tinha prometido tentar, mas achei que não conseguiria. Ela levou os alimentos, um total de 4 Kg, para mim e para o Valentim.

Na semana anterior à corrida estava achando que não conseguiria correr. Me apareceu uma pequena contratura no posterior de coxa direito e corria com a "perna dura". Fiz tudo o que estava a meu alcance (gelo, massagem, acupuntura, alongamento, etc) e rezei muito, principalmente a Jesus, que está mais próximo de nós na época do Natal, quando é mais lembrado pelas pessoas. Não é que minha perna começou a melhorar. Eu fico imaginando Ele me dizendo: "Sua fé te curou!".

Na véspera fui até a casa da Elza pegar meu número por ter medo de não conseguir encontrá-la na hora da largada. Estava muito quente e eu andei bem rápido para chegar lá pois tinha marcado horário e estava atrasada. Ao menos cheguei pontualmente. Na volta andei devagar e fiquei com o local da lesão meio dolorido, o que me causou medo.

No dia da corrida acordei às 4:30, já que a largada estava marcada para às 6:30, para que, segundo os administradores do Cristo, os "corredores fedorentos" não atrapalhem os turista. É isso mesmo que você está lendo. No ano passado os administradores falaram que os corredores fedorentos atrapalharam os turistas e queriam que não houvesse mais a corrida. Para evitar conflito, marcaram a corrida para bem cedo. Não gosto de correr muito cedo. Fico mole e lenta. Prefiro calor à correr cedo desse jeito.

Cheguei no local da largada, o batalhão de choque da PM, bem rápido, antes das 5:30. Eu dei a sorte de o 433 estar passando na hora em que cheguei no ponto. Pegaria esse ou o 434, para saltar na Rua Riachuelo e ir andando até o batalhão. Saltar na Frei Caneca e ir andando até lá seria muito perigoso, pois teria que passar por baixo de um viaduto onde ficam usuários de drogas.

Quando cheguei já tinha gente lá em frente. Não demorou muito e um policial disse para que entrássemos e ficássemos na quadra. Mesmo ainda estando escuro, dava para ver o quão bonito é o batalhão por dentro. É um prédio histórico e espero que nunca alguém tenha a insana ideia de demoli-lo, tal como querem fazer com outros batalhões que também são prédios históricos.

Com o passar dos minutos muita gente foi chegando e o batalhão ficou lotado de corredores. Eu fui trotar na quadra e apenas senti um pequeno incômodo na coxa.

Como sempre as corridas organizadas pelo Cel. Rabelo atrasam. Não entendo como um coronel consegue não ser pontual. Pela lei de Murphy, no dia em que eu chegar em cima da hora, ele será pontual. Como a corrida não começava nem avisavam que ia sair, isso já perto de 6:50, fui mais uma vez ao banheiro, que tinha mudado de lugar, lá no fundo do batalhão. Tinha mais gente lá. Quando voltei não tinha mais ninguém na quadra pois tinham acabado de dar a largada. Ainda bem que não tem premiação. Poxa, deveriam ter dito que dariam a largada em tantos minutos, para que fizéssemos os últimos ajustes antes da largada.

Liguei o relógio do outro lado da rua, em frente ao batalhão. Dali comecei a contar o tempo e a distância. Pelo que sei, foi dali que deram a largada. Tem gente que conta a distância de dentro do batalhão. Eu comecei a contar desse ponto, de onde comecei a correr. Na largada a minha perna incomodou e depois nem me lembrei dela.

Logo de cara teve uma senhora subida com paralelepípedos. Essa eu subi toda na ponta do pé. Seguindo o conselho da Elza, busquei ir pelas calçadas. O chato é que elas são estreitas e muitas têm carros em cima. Acabou que na maior parte fui pelos paralelepípedos mesmo. Os paralelepípedos são duros e escorregadios, ótimos para dar lesão.

Peguei um certo engarrafamento e passei muita gente mesmo no início. Perdi alguns segundos tentando ultrapassar esse pessoal. Passei muita gente também ao longo da corrida.

Tirando uma parte que parecia realmente plano, o resto era só subida. Algumas suaves, outras muito, mas muito íngremes. O fato é que minha velocidade era sempre baixa mesmo fazendo força. Sem falar que tinha muitas curvas e os trilhos do bondinho, que precisavam ser pulados, até chegar à Estrada do Corcovado.

Como era cedo, havia pouco movimento de carros e motos da PM passavam várias vezes tomando conta do percurso. Mesmo assim achei perigoso pois às vezes passavam carros em alta velocidade descendo. Onde dava eu ia pela calçada. Eu vi ao longo da corrida 3 postos de água. Me disseram que tinha 4. O ideal é que tivessem 4 mesmo por causa do esforço e do tempo para concluir a corrida.

Faltando uns 500 m comecei a passar mal. Talvez a altitude, o esforço... Não tinha mais forças para subir nas pontas dos pés. Não estava muito quente, seja pelo horário cedo, seja pela altitude e pela vasta vegetação ao redor. Para a minha sorte, próximo de mim estava um novo amigo, o Reginaldo, que me deu forças e foi comigo até o fim. Ele é corredor de montanhas experiente, campeão carioca em sua categoria e me ajudou a vencer o morro asfaltado que subíamos. Via a Brigida e outros corredores próximos. Porém não tinha forças para tentar alcançá-los.

Terminei os aproximados 11,3 Km em 1 h, 11 min e 36 s, indo direto para o chão. A frequência média ficou em 166, fraco para uma competição. Com tantas subidas o ritmo acaba sendo mais lento mesmo. Estava gelada igual a uma morta e sentindo frio. Sorte que os amigos que já tinham chegado e que estavam chegando me acudiram. Demorei a ficar quente. Fui a 2º geral, perdendo só para a Brigida, que largou junto com todo mundo. Se eu não tivesse saído atrasada teria ganhado? Só sei dizer que a briga teria sido boa e meu tempo, menor. Provavelmente nós duas lutaríamos até o fim e cairíamos duras de exaustão ao final. Pena que não deu para saber quantas pessoas no total chegaram na minha frente.

Comi muito abacaxi e deu a hora de irmos até a estátua do Cristo. Eu fui até lá bem devagar. Não tinha forças para mais nada.

Tanto a estátua como a vista são maravilhosos. Pena que meu celular tenha ficado no guarda-volumes e não pude tirar fotos. Estava tendo uma bela oração em frente a uma imagem de Nossa Senhora e a capela estava aberta. Quando fui com minha família e minha prima Andréia de Naviraí-MS em 97, estava fechada. O local ficou lotado de corredores. Nesse ponto tenho que concordar com os administradores do monumento: o excesso de corredores atrapalha sim os turistas. Quando estávamos lá, era cedo e tinham poucos turistas. Contudo, em um horário de pico dá bastante gente lá em cima. Imagina juntar isso com umas 600 pessoas extras que chegam todas juntas? Acaba ficando ruim para todo mundo. Mesmo não gostando de madrugar, foi melhor assim.

Durante a confraternização, quando o pessoal brindou com vinho, o Gilson chamou a Brigida no microfone e a pediu em noivado. É sempre muito legal ver a corrida formando casais. Melhor ainda é ver dois amigos sendo felizes.

Na descida, comi bem mais frutas. Frutas de primeira qualidade, diga-se de passagem! Corrida de graça e frutas excelentes. O Circuito das Estações é caríssimo e dá frutas podres ou verdes. Nessa hora já estava me sentindo bem. Quando quase todo mundo já tinha descido para os ônibus da organização, eu fui também, junto com o Jorge e outros corredores. A descida era muito longa. Disseram que são uns 4 Km andando. Ao menos era descida. No meio do caminho parei para ir ao banheiro e não vi mais ninguém da corrida. Fiquei com medo de que tivessem me esquecido. Até que durante o final da longa descida vi ao longe uns corredores e os ônibus que nos levariam de volta ao batalhão. Lá peguei minhas coisas de volta no ônibus que serviu de guarda-volumes.

O primeiro, com a Elza, estava lotado e já estava saindo. Quando o que eu peguei abriu as portas, fui pela porta da frente e pulei a roleta segurando meu peso nos apoios de mão. Nunca pensei que fosse tão fácil pular a roleta de um ônibus. Estava um forno lá dentro e o pessoal queria abrir a saída de ar de cima. Os caras queriam usar força. Entretanto, não usavam o jeito certo, que estava escrito na tampa, que era para empurrar para um dos lados. Não sei como não quebraram o negócio.

Quando o ônibus descia é que dava para ver a dificuldade do trajeto. Ele descia devagar e era só descida. Já chegando ao batalhão, o Comendador Costa pediu atenção e disse que éramos loucos por ir até lá. Realmente, é MUITO alto mesmo, sendo uns 700 m de subida. Ou seja, para cada quilômetro corrido, subíamos uns 60 m em média. É muita coisa! Um ângulo médio de 5º pode parecer pequeno, mas no total acaba sendo MUITA coisa.

Chegando no batalhão, fui com um grupo em direção à Avenida Presidente Vargas, onde é mais fácil pegar um ônibus. Estava já muito quente. Fiquei realmente esgotada e dolorida. Se não senti a lesão na coxa direita, ao final da corrida, com muitas curvas fechadas, sentia meu ciático esquerdo dar uma travada.

As pessoas acharam que eu fui muito bem. Eu esperava fazer em um tempo menor. Se passei por muita gente, é porque sou muito aguerrida, a ponto de me levar ao limite e chegar caindo dura. Eu via as pessoas chegando inteiras lá em cima.


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sexta-feira, dezembro 26, 2014

Um Ponto de Ônibus no Meio do Nada

Estava eu jogando Sacred 2, perto de Black Oaks, e passo pela àrea abaixo. Colocando o mouse em cima de duas plaquinhas, vejo que se trata de um ponto de ônibus, contendo inclusive uma tabela de horários.



Em se tratando de um jogo que se passa em um mundo medieval, como seriam esses ônibus? Carroças grandes puxadas por cavalos?

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domingo, dezembro 14, 2014

Corrida e Caminhada de Natal de Duque de Caxias


Como disse na postagem anterior, queria correr a subida do Cristo. Só que as inscrições abriram no dia 8 e se encerraram no dia seguinte. Eu ligava para lá e só dava ocupado. Tinha medo de chegar lá e dar de cara na porta. Quando consegui falar, aí já tinha esgotado. Então, me lembrei de que o Jorge Ultramaratonista tinha falado no Facebook a respeito da Corrida de Duque de Caxias, também gratuita. Não achei sua postagem no "Facebug", mas pesquisando na Internet consegui achar a página da prefeitura. Liguei para lá e ainda havia inscrições. Não pensei duas vezes e me mandei para Duque de Caxias, pois só havia inscrições feitas presencialmente.

Para minha sorte, peguei trem gelado na ida e na volta. Apesar de ficar um pouco em dúvida, cheguei facilmente ao local, a vila olímpica. Até porque já tinha ido lá em 2011 para pegar o kit do Circuito Fluminense.

No dia de retirada do kit também peguei trem gelado. Porém, minha ida e volta acabou demorada porque só passava trem de hora em hora. Para piorar, na volta, na plataforma sentido Central do Brasil, peguei o trem que estava indo no sentido oposto. Por não conhecer o local, saí na estação seguinte. Contudo nesta não tem como atravessar para o outro lado. Tive que sair da estação e pagar outra passagem. Não tinha a menor condição de eu esperar mais uma hora, pegar o próximo e saltar numa estação onde dá para contornar. Eu ainda vou cobrar essa da "SuperFria".

Eu imaginava que a corrida, por dar premiação alta em dinheiro (R$ 3000,00 para o 1º, R$ 2000,00 para o 2º e R$ 1000,00 para o 3º), teria o nível muito forte, até com quenianos. Se por menos eles aparecem, imagina por tal valor. Todo mundo dizia que o nível estaria fortíssimo e eu achava que não teria a menor chance de pódio mesmo que batesse meu recorde dos 10 Km.

No dia, acordei às 5:40 e peguei o trem velho mas geladinho para lá. No trem encontrei um jovem atleta do exército a caminho da corrida que também disse que o nível estava fortíssimo. Chegando lá ainda estavam fazendo as inscrições. Se eu soubesse, não teria feito essas duas viagens longas. Todavia, pela lei de Murphy, se eu tivesse tentado fazer no dia era provável que as inscrições já tivessem acabado.

Ali perto da estação de trem é feio. Entretanto, a praça do Pacificador, local da largada, estava linda com a decoração de Natal. Sem falar que a praça em si não é feia.

Não tinha muita gente e quase não via nenhuma mulher forte. Para melhorar, não vi quenianos. Acho que eles não vão por só por premiação e sim se tiverem cachê para participar, para serem as atrações, em detrimento dos atletas brasileiros. Ou então todo mundo achou que o nível seria forte e os próprios atletas de elite resolveram não se matar tendo premiação só para os três primeiros.

A largada atrasou um pouco porque não tinham ainda conseguido puxar o fio do poste para encher o pórtico de largada. Falta de organização total. A prefeitura sabia que tinha a corrida e deveria ter providenciado isso de véspera. Sorte que não estava muito quente. Com 15 min foi dada a largada e na primeira virada vi que estava em 4º. Passado algum tempo já estava em 3º. Até que saí num ritmo razoável. Todavia, a corrida teve duas subidas de viaduto, uma outra subida, muitas curvas e em duas ocasiões teve pista compartilhada com o trânsito, correndo o risco de haver atropelamento. Muita desorganização! Se a corrida é da prefeitura, o trânsito tinha que estar fechado no local. É só avisar com antecedência aos motoristas e na hora da corrida fechar mesmo.

Pelo que me disseram, não teve muita gente na corrida por causa da falta de organização. Parece que já teve gente atropelada em uma corrida em Duque de Caxias.

Para piorar, água só depois do 4º km. Imagina se tivesse fazendo o calor que fez no meio da semana! Se sem isso um cara passou mal no meio da corrida e deram banho nele com balde de água, imagina se tivesse pior.

Acabou que fui mesmo a 3º geral com 47:35 os 9,9 Km (meu GPS marcou 9,93 Km e o de outro rapaz, 9,91 Km). Equipe Portão 17 Maracanã mais uma vez no pódio! Cheguei quebrada e dolorida por causa do percurso. Se eu estivesse mais em forma, daria para tentar ser a segunda.

Peguei minha medalha e fui lanchar. Tomei um guaraná, comi 12 bananas e 12 barrinhas recheadas. Só não comi mais por causa da premiação e para não perder o trem das 10:32. Senão, só às 11:39. A premiação demorou porque teve gente que pegou o chip, dado apenas para os 10 Km, e resolveu caminhar os 3 Km. O professor José Luiz da FARJ teve que verificar os resultados antes de nos chamarem.

Foi a primeira corrida que participei sem pódio. Ficamos ali junto ao painel da corrida. Mais uma falha da prefeitura porque certamente tem pódio dentro da vila olímpica. Foi bacana segurar o checão. Pena que não pude levar para casa. Sempre quis ter um desses. Na verdade, o que eu quero mesmo é voltar a correr bem e ter saúde. Ainda estou correndo muito mal. Ganhar premiação é consequência. Na hora que o Zé Luiz me chamou, ele falou o nome da equipe e citou o fato de não termos mais pista para correr, infelizmente.

Quase que perco o trem na volta por causa da demora para preenchermos nossos dados para a premiação. E também porque durante a premiação masculina apareceu uma louca querendo tomar o microfone e perguntando ao apresentador sobre seus ancestrais. Deu um trabalhão para tirá-la de lá. Depois ela estava junto de um outro louco, mas sem atrapalhar mais nada.

Espero que a premiação em dinheiro não demore muito a sair. $$ sempre é bom!

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domingo, dezembro 07, 2014

Circuito das Estações - Etapa Verão


Depois de ir apenas para treinar na "5º Corrida e Caminhada de Confraternização pela Reconstrução do Estádio de Atletismo Célio de Barros" e conseguir fazer abaixo de 5 min por Km na soma do trote ao local da corrida e da corrida propriamente dita, sem forçar muito, decidi que estava na hora de voltar a competir. Eu queria ir no Circuito da Longevidade, que é bem baratinho. Entretanto, as inscrições já estavam esgotadas e acabei pagando quase 6 x mais para correr essa corrida. Pago caro por um kit luxuoso sem grandes utilidades para mim. Camisa e sacola de treino eu tenho aos montes. Para que um saco luxuoso de plástico envolvendo a camisa? Barra de cereal é sempre bom. Já a lata vai virar mais um porta-medalhas. Queria era um short, top ou meias no kit.

A retirada de kit foi no Centro de Convenções Sul-América. Bem melhor do que ir ao Leblon, Barra ou Ipanema. Se eu tivesse me tocado que desde quinta-feira dava para retirar o kit, teria ido e voltado a pé. Afinal, são só 2,8 Km até lá. Porém, como fui na véspera, não quis me cansar e fui de busão mesmo.

Me surpreendi ao ver que me puseram no pelotão quênia. Até onde eu sabia, para sair nesse pelotão teria que ter feito abaixo de 45 min nos 10 Km ou 22:30 nos 5 Km no último ano ou nos dois últimos anos em corridas da O2. Porém, minha última corrida da O2 foi em março de 2011 na etapa outono e eu nunca fiz menos de 45 min os 10 Km de uma corrida da O2. A única corrida da O2 em que eu fiz abaixo de 4:30 por Km foi na Leblon-Leme em 2007. A não ser que tenham levado em conta meu histórico de resultados no Ativo.com, onde tenho resultados bem melhores, definitivamente não era para eu estar nesse pelotão. No dia da corrida, constatei que para sair nesse pelotão tinha que fazer menos do que 4:30 por Km. Melhor para mim, que na largada não precisaria me preocupar com quem corre devagar desde a largada e quer sair lá na frente, atrapalhando quem corre mais rápido. Contudo, meu objetivo era um tanto modesto. Depois de 10 meses sem competir, pensava em fazer uns 47 min.

No dia da corrida acordei às 6 h, saí de casa às 6:30, chegando ao local às 6:55. Peguei meu chip, fui até o guarda-volumes, me aqueci, fui ao banheiro várias vezes e fui para a largada. Não sei se teve, mas o certo era separarem todos os pelotões com rigor assim como fazem no quênia. Todavia, tinha uma mulher com uma criança e carregando uma mochila ali. E um rapaz que visivelmente corre bem ali mas marcado como pelotão branco. Uma mulher, também marcada no branco, reclamava com os seguranças que a puseram no pelotão errado. Não duvido.

Tinha bastante gente, mas não tanto quanto da última vez que corri essa prova. Também, foram várias corridas no mesmo dia.

Me posicionei um pouco mais atrás. Tava quente para o horário, considerando que na verdade eram 7 h, por causa do horário de verão. Já na contagem regressiva, ela é interrompida porque o pórtico de plástico da Mizuno caiu. Tentaram recolocá-lo, mas não teve jeito a não ser tirá-lo.

Eu bem que tentei. Contudo, não cumpri minha meta. Fui a 4º geral com 47:53 nos 10,1 Km. Meu GPS marcou 10,13 Km e o de um cara, 10,11 Km. Como é basicamente reta, eu corri nas tangentes e os 5 Km só se juntavam aos 10 Km no finalzinho, não fiz nenhum zig-zague para justificar o extra. A distância a mais veio na virada dos 5 Km, pois até ali as marcações estavam ligeiramente adiantadas em relação às marcações do GPS. Minha frequência média foi de 171 bmp.

Sei que fui a 4º a cruzar a linha de chegada pois por duas vezes membros da organização me disseram que eu estava em quarto. Entretanto, ao chegar em casa, vi que meu resultado estava nos 5 Km (me inscrevi nos 10 Km e no meu número está escrito 10 Km). Para piorar, no meu lugar há outra mulher que fez tempo bruto e líquido abaixo do meu, o que é impossível, senão, teria sido vista. Como seu tempo bruto é menor do que meu, não pode ter saído mais lá atrás e perdido tempo. Ou correu 5 Km, ou é homem com chip de mulher, ou cortou caminho. Já reclamei no Ativo.com. Se não corrigirem, vou botar a boca no trombone!

Depois da corrida, comi 9 bananas e 10 maçãs. As frutas estavam muito verdes, tornando a escolha difícil. Eu levei várias frutas para casa.

A próxima corrida é a subida do Cristo. Não vai dar para fazer tempo bom porque é uma subidona. Todavia, será um desafio e tanto!

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