Pantera Cor de Rosa

Este é o blog de Juliana Carpes Imperial, mais conhecida pelos desconhecidos como a Pantera Cor de Rosa por volta e meia ir correr toda de rosa.

sexta-feira, janeiro 22, 2016

Corrida de São Sebastião


Eu estava muito otimista com meu desempenho desde o final do ano passado e achava que tinha tudo para arrebentar na primeira corrida de 2016, voltando a fazer os 10 Km abaixo de 46 min, para ao longo do ano só melhorar. Só que eu não contava com uma baita gastroenterite que me deixou de cama dos dias 11 ao 16. Precisei ir duas vezes ao hospital tomar soro, não conseguia me alimentar direito, cheguei a ter um pouco de febre e muita diarreia. Só voltei a treinar no domingo, me sentindo mole, sedentária e sem velocidade. Como a corrida foi na quarta dia 20, foi meu único treino forte. O treino de segunda era apenas o de trote com 10 retas de 100 m. Nesse último treino as retas ainda não saíram tão forte quanto eu queria, mostrando-me que eu não tinha toda a minha velocidade. Para piorar, fiquei dolorida de dois treinos normais, que para minha recente e curta vida sedentária foram muito cansativos.

Eu também perdera peso (ao menos algo de bom nisso tinha que haver!) e nos últimos dias antes da corrida, fiquei com hipoglicemia e dor de cabeça pela falta de comida. Então, foram mais noites mal-dormidas com fome, fraqueza, etc.

No dia da corrida, dia 20 de janeiro, acordei às 5:30 meio cansada, saí às 6 h e fui para o Aterro do Flamengo. Estava chuviscando e meio frio, algo que nunca vi numa corrida de São Sebastião. Todas sempre foram marcadas por um fortíssimo calor. Apesar de cansada e com a frequência cardíaca meio alta, sentia o corpo leve no aquecimento. Consegui me posicionar bem na frente na hora da largada sem passar aperto.

Uma coisa absurda é o número de pessoas que conseguem vaga na elite "no grito". Quem corre os 5 Km não pode sair na elite mesmo sendo fera e tem que sair lá atrás. O mesmo vale para os homens e mulheres que levam mais de 32 e 37 min, respectivamente, nos 10 Km. Não tem isso de que um dia já pôde fazer. Se não pode fazer mais, tem que ir para o povão. Até acho justo que o índice seja mais "leve" para ter mais gente na elite. Contudo se o índice é de X min, somente quem faz abaixo de X min deve entrar na elite. 

Dada a largada com tranquilidade, procurei segurar o ritmo no 1º quilômetro, fechado com 4:17. Dali em diante eu forcei para me manter junto com um homem que corre lá na Quinta da Boa Vista. Me mantive próxima até o 3º quilômetro. Depois eu precisei arrumar outro homem para seguir, pois o outro me deixara para trás, a quem acompanhei até o final. Eu nem olhava muito o relógio, apenas procurava me manter focada no homem a quem seguia. 

Quando chegou a hora de dividir o pessoal entre os 5 e 10 Km, eu me mantive junto com o pessoal dos 5 Km para tentar ter mais velocidade e fazer uma tangente na curva. Mesmo assim, os 5 Km do meu relógio deu um tantinho antes dos 5 Km marcados na corrida. E o erro só foi aumentando, ficando em aproximadamente 100 m do 6º quilômetro ao 9º e chegando a 170 m ao terminar a corrida. Sentia o esforço e dores do lado. Porém, a vontade era maior do que qualquer dor,

Terminei a corrida que eu coloco como tendo 10,1 Km (10,17 no meu preciso GPS) em 45:49, sendo a 154º no geral absoluto, 17º no geral feminino, 2º não-elite e 1º da minha faixa-etária. Se eu tivesse uma boa semana, acho que dava para fazer abaixo de 45 min. De qualquer forma, estou otimista. Se não tiver lesões, porque não tentar terminar o ano fazendo abaixo de 42 min nos 10 Km e abaixo de 20 min os 5 Km? Sonhar não custa nada mesmo com o peso da idade nas costas.

Dada a premiação, fiquei surpresa com o forte nível dos atletas estrangeiros e com a premiação que diminuiu, sendo R$ 4000,00 para o 1º e míseros R$ 500,00 para o 5º. Em compensação, a Caixa, que patrocina a corrida, aumentou o patrocínio para o futebol. Além de ter muito atleta forte para pouca premiação, me chamou a atenção o fato de que nunca chamam um ex-fundista para subir ao pódio e premiar os atletas. Sempre é um ex-velocista. Com todo o respeito aos nossos ótimos ex-velocistas, a corrida é de fundo e temos também vários ex-fundistas que merecem ser lembrados. 

Uma coisa que me desagradou e muito na corrida foi o lanche. Só deixaram cada um pegar uma banana pequena, uma fatia de melancia (ao menos a minha foi gigante) e um sorvete. A corrida é muito cara para essa pão-durice toda. Eu até consegui mais um sorvete ao pedir para o dono da organização, o João Traven. Ao final, depois de esperar o sorteio onde raramente ganho algo, tentei pegar mais alguma coisa. As melancias tinham acabado, só sobrando banana e sorvete. Me deram uma caixa de bananas. Entretanto, se recusaram a me dar mais sorvete. Acho isso um absurdo. Quem pagou os R$ 75 reais de inscrição juntamente com R$ 6,00 de taxa de conveniência? É muito caro para fazerem isso. Se sobrou, tinham que dar para os corredores, nem que fosse no sorteio. Se eu conseguisse uma, teria comido todos de uma só vez sem piedade.

Com o esforço que tive estando um pouco fora de forma, acabei muito dolorida e cansada nos dias seguintes. Parece até que fiz a São Silvestre, que é bem mais puxada.


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domingo, dezembro 06, 2015

Circuito da Longevidade


Eu não tinha planos de correr essa. Porém, como a Corritalia Brasile tinha sido cancelada e a de Duque de Caxias do ano passado fora muito bagunçada, resolvi ir nesta que é boa e barata, apenas R$ 20,00 (R$ 10,00 para idosos). Se eu não ganhar a inscrição da Beach Run do Rei e Rainha do Mar, esta foi a última do ano.

Como ela é muito concorrida, acordei à meia-noite do dia em que começavam as inscrições para não ficar de fora. Infelizmente no Rio de Janeiro foi organizada pela Ativo.com, empresa que até agora não me pagou o processo que eu ganhei, juntamente com a multa, que está em fase de execução. O site estava muito lento na hora mas consegui sem maiores problemas. Dava até para fazer na manhã do dia seguinte. Porém, na parte da tarde já não tinha mais. Ainda bem que eu não arrisquei e fiz a minha logo.

Quando minha inscrição foi confirmada, apareceu que eu estava no pelotão Quênia, para quem corre abaixo de 4:50/Km. Contudo, ao imprimir o comprovante de inscrição para pegar o kit, nada estava escrito. Procurei em meu e-mail alguma informação e não achei nada.

Na véspera da corrida, fui pegar o kit na Bradesco Seguros lá de Botafogo, na Rua Real Grandeza. Estava tranquilo, sem filas. Pela lista, tinha muita gente inscrita. Era um tal de passar por nomes começados por J até chegar ao meu! A mulher não me pediu nenhum documento, nem boleto, nem comprovante de pagamento e nem confirmação de pagamento. Imprimi tudo a toa! Depois disso fui pedir para cadastrarem minha equipe, já que mesmo estando na Equipe Portão-17 Maracanã em meu cadastro no Ativo.com, tinha ficado sem equipe. Um membro da organização resolveu isso rapidamente ao alterar meu cadastro.

Na véspera tinha dormido bem cedo, feito tudo direito desde quinta-feira (inclusive resistindo a um delicioso bolo!) e acordei muito bem na manhã de domingo dia 06/12 às 5:30. Infelizmente precisava madrugar porque a largada era às 7:30. Saí de casa por volta de 5:55 e para minha sorte peguei um 457, que é o ônibus mais rápido para o Leme. 

Chegando lá, por volta das 6:10, para a minha surpresa, a corrida não era ao final do Leme como em 2010, quando participei pela primeira vez desta corrida, e sim em frente ao antigo hotel Meridien. No meu número estava escrito pelotão C e não Quênia. O C é para quem corre abaixo de 5:00/Km, que é o meu caso. Entretanto, vi um monte de gente no B e no C que não fariam abaixo de 4:00/Km e 5:00/Km, respectivamente.

Fui conseguir uns copos d'água antes da largada. Novamente isso foi meio complicado. É um absurdo não quererem dar água antes da corrida. Não vou me aquecer e levar para a largada meu garrafão. Outro ponto negativo foi o guarda-volumes. Demoraram para aprontá-lo, o que atrasou um pouco meu aquecimento.

Ao me aquecer me sentia bem, bem diferente da última corrida quando sentia meu corpo fraco e pesado.  Me aqueci na ciclovia e reparei que tiraram as metragens, outro absurdo! Também vi muitos atletas de elite.

Na hora da largada, quando entramos pelo corredor do pelotão C, pudemos ir até o B, bem mais para frente. Só não podíamos avançar até o A, dos atletas inscritos na elite (nem todos ali eram atletas de elite de fato).

Dada a largada com 1 min de atraso, que foi tranquila, tive que me segurar pois estava indo forte demais. Minha expectativa era de fazer em 27:03 e larguei para abaixo de 4:00/Km, mas passei o Km 1 em 4:19. A virada era lá no Arpoador. Tinha água nos Kms 1,5, 3,0 e 4,5. No último eu não precisei pegar. 

Depois da volta, vi uma mulher ainda na ida atravessando a pista, parando, pegando água e correndo na volta cortando o caminho, como se não fosse com ela. Apontei e falei bem alto que ela tinha cortado o caminho. Ela nem olhou. Outras pessoas também falaram que era um absurdo. Sorte que tinha tapete na virada e ela foi devidamente desclassificada. 

Durante a corrida, na hora da volta, vi que só tinham 4 mulheres não-elite na minha frente. Finalizei a corrida em 26:39, melhor do que eu queria, ficando em 126º no geral absoluto, 21º no geral feminino e 2º na faixa-etária. Fiquei em 2º lugar porque a Sirlene de Souza Pinho, campeã da maratona do Pan em 2007 foi a 1º. Nessa corrida eles premiaram quem saiu na elite e não pegou pódio entre os 5ºs na faixa-etária. Um absurdo, nunca vi isso! Todavia, isso estava permitido no regulamento. Já os 5ºs da elite foram premiados pelo Jairzinho, o Furacão.

Após a corrida tomei um isotônico e comi 10 bananas e 12 maçãs. Percebi que até os caras da organização comentaram quando sai do local. Nesse meio tempo começou a caminhada com bastante atraso, sendo que muita gente caminhou já durante a corrida. Saí porque estava com a barriga lotada e fui até o local da premiação por faixa-etária, que ainda não tinha saído. Como demorou, fui me alongar um pouco, peguei minha bolsa e quando voltei já tinha saído. Ainda demorou um pouco até entregarem os troféus em mãos, não no pódio, como deveria ser. Afinal, havia um pódio ao lado da premiação da faixa-etária. O pessoal reclamou bastante disso de os atletas de elite pegarem premiação por faixa-etária.

Depois disso fui embora para casa. Como a caminhada ainda não tinha terminado, não dava para entrar na baia do lanche e levar umas frutas. Sofri para pegar ônibus de volta, já que esse prefeito trocou tudo novamente!

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domingo, novembro 22, 2015

11º Corrida e Caminhada de Confraternização pela Reconstrução do Estádio de Atletismo Célio de Barros

Depois da louca aventura no morro, uma corrida normal, de 3,9 Km, na semana seguinte, no dia 22/11. Fiz minha inscrição com certa antecedência, já que cada vez mais a procura dela é maior. Engraçado é que o Paulinho do Coco ficava o tempo todo perguntando se eu já estava inscrita e não adiantava eu falar que sim que ele perguntava novamente. Ao me encontrar com ele no dia, ele falou que era para fazer propaganda do evento.

A semana anterior não fora boa para mim. Todo mundo em casa doente, gente gripada em meu trabalho e tome de choque térmico e variações climáticas... Não deu outra e minha garganta inflamou. Meu nariz não chegou a ficar ruim, mas tive más noites de sono, acordando várias vezes com mal-estar e a garganta incomodando. Cheguei até mesmo a perder a fome, algo muito raro de acontecer.

No dia, acordei às 6:40 e fui trotando até a largada por volta das 7:10. Me sentia mole e pesada. Imagina se eu estivesse muito gripada, o que não sentiria?

Desta vez deu muita, mas muita gente mesmo! Isso é muito bom para a causa. Para dificultar as coisas para o meu lado, o Vasco trouxe vários atletas. Achava difícil conseguir pódio. Simplesmente botei na cabeça que iria para a morte. Não haveria outro jeito se quisesse algo.  

Nesta edição o Cel. Rabelo não pode vir por estar em Brasília lutando por um salário melhor e mais justo para os policiais. Então, quem comandou foi o Cordeiro. Antes de dar a volta de aquecimento deixei minhas coisas com a secretária Graça. Por causa do show do Peal Jam, havia grades em torno da ciclovia que faria com que não a seguíssemos totalmente, sendo que em alguns pontos o percurso ficou apertado.

Dada a largada, com um pouco de atraso por causa dos inscritos de última hora, saí com todas as minhas forças. Logo de cara pensei em parar, pois sentia uma total falta de forças. Não sei o que me fez continuar. Como pode um princípio de gripe derrubar tanto assim uma pessoa?

Eu sempre fui pela pista da ciclovia onde dava, que é o certo para dar quase 4 Km (mais precisamente 3,9 Km) coisa que as meninas do Vasco e a maioria das pessoas não fizeram. Eu passei por algumas delas e via outras próximas. Só fui olhar para o relógio mais para o final. Simplesmente o ignorei, coisa que não costumo fazer. Só me passava pela cabeça tentar passar as duas mais próximas.  Não consegui fazê-lo. Porém, bati meu recorde do percurso fazendo os 3,9 Km em 16:50, chegando em 5º lugar. Poderia ter sido melhor também se não tivesse o pedaço apertado onde deu um ligeiro engarrafamento na 1º volta. Nesta edição, embora não tenha dado para seguir a ciclovia em sua totalidade, havia trechos onde não dava para fazer a tangente justamente por causa das grades. Além disso, a chegada foi um pouco para frente da largada. Com isso, meu GPS marcou 3,94 Km.

Ao chegar me joguei no chão e fiquei algum tempo lá. Estava absolutamente esgotada. Se no morro não dei tudo de mim, hoje eu o fiz. Se estivesse num dia bom, dava para ter sido a 3º. Ela estava a uns 10 s de mim, chegando quase junto com a 4º. Se não tivesse me matado, não pegaria pódio. Afinal, a sexta (também do Vasco) e a sétima chegaram pouco depois de mim.

Quando me levantei caí de boca no abacaxi. E tome de abacaxi! Fui conversar com um pessoal que correu no Santa Marta na semana anterior. Todo mundo repetia que fora loucura loucura! Alguns correram também no Jacarezinho e disseram que lá não tiveram o apoio dos moradores. Também conversamos sobre o motivo do adiamento da eletrizante corrida do Santa Marta.

Na hora do pódio, tanto no masculino quanto no feminino havia 3 atletas do Vasco no pódio. Mais ainda, quem me entregou o troféu foi um treinador vascaíno. Além do troféu, havia latas de cerveja de premiação. Me recusei sequer a tirar foto com as cervejas. Não vou fazer propaganda de algo que não gosto. Dei tudo para meu amigo Gilson, que sempre me apoia.

Como não teve nenhum azarado que nunca ganha no sorteio para deixar o número comigo, não ganhei nada. Contudo, sortearam poucas coisas. Teve lençol, balança... É sempre legal ganhar no sorteio. A panela de pressão da edição passada está sendo muito útil. 

Espero muito estar inteira para correr a edição que deve cair em Janeiro. Depois da corrida passei em casa, fui à academia e depois fui encher o pandulho no Buffet Premium da Parmê do Shopping Tijuca. E ainda teve direito a sobremesa, com fatia de torta de mousse de chocolate e sorvete de creme.

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sexta-feira, novembro 20, 2015

Santa Marta de Braços Abertos

As inscrições abriram dia 26/10 às 12 h, 2 semanas antes da data originalmente marcada, dia 7/11. Na correria conseguimos fazer, achando que talvez não fosse possível. Desta vez eu iria com meus novos amigos, Eduardo e Thiago.

No dia 3 o Thiago me avisou que a corrida fora adiada e aparentemente não teria, pois o problema era falta de verbas. Várias corridas já foram adiadas por falta de verbas e acabou que nunca foram realizadas. Achei um absurdo não nos avisarem por e-mail. Ele soube por sua assessoria, a Taff, lá do Engenhão, e ao olharmos no site constatamos que era verdade. Ao menos escapamos de uma baita chuva, o que tornaria a aventura que descreverei ainda mais emocionante e tensa.

No dia 9 recebo o e-mail dizendo que a etapa seria no dia 14. Apesar de termos recebido e-mail, continuei achando malfeito. Era para darem pelo menos mais uma semana. Confesso que achei estranho esse adiamento. Seria a chuva, que eles já sabiam que iria cair, pois se pagarmos temos como ter uma previsão mais precisa e bem local? Seria algum problema com possíveis bandidos que ainda estariam no morro? Seria para esvaziar o evento? Seria para inserir alguém que não tinha conseguido se inscrever? Ou para não colidir com a Corrida Eu-Atleta no dia 8/11, projeto da Globo que patrocina o Projeto de Braços Abertos? Nunca vamos saber. Só sei que tínhamos que confirmar com nosso CPF num formulário do Google, onde provavelmente verificaram cada CPF manualmente. Nem formato obrigatório, com só números ou não, tinha. Eu, por exemplo, preenchi 3 vezes de diversas formas e todas elas foram aceitas.

Um deles, o Eduardo, que mora em Botafogo se ofereceu para pegar os kits para todos os inscritos, um total de seis pessoas, o que dá doze quilos de alimentos. Demos a ele toda a documentação necessária por quem busca o kit. Eu não gosto de que ninguém pegue o kit por mim, ainda mais quando é alguém que nunca fez isso por mim pois sempre acho que pode dar rolo. Mas ao final deu tudo certo, ele conseguiu pegar todos os kits e achou o pessoal da organização muito prestativo e gentil.

O kit tinha uma sacola, uma bonita camisa, número (sem nossos nomes como ocorreu na etapa do Caju, infelizmente), chip colável e alfinetes. A lanterna de cabeça seria dada na hora. No xTerra que corri em 2009 à noite a lanterna vinha junto com o kit. Eu consegui achar essa e a levei junto comigo para usar as duas, já que não enxergo bem. A velha estava sem baterias. Ao comprar novas, ela funcionou perfeitamente.

Tudo certo para a corrida, saí de casa umas 18:10 e cheguei lá por volta de 18:40. Como tinha marcado de pegar o kit com ele às 19 h, dei uma volta, fiz o reconhecimento do local, vi onde era a largada, chegada e as escadarias.

Deu 19:05 e nada de o rapaz chegar. Resolvi ligar a Internet do celular e vi uma mensagem de que o Eduardo fora encontrar o Thiago no Shopping Botafogo. Só consegui falar com ele às 19:10, quando já estava chegando e me acharam. As três mulheres inscritas pelo Thiago não apareceram, o que foi uma pena! Seria legal conhecê-las pessoalmente, pois parecem pessoas bem legais. Será que elas não tiveram coragem de encarar a loucura que veríamos a seguir?

Com o kit em mãos pudemos pegar as lanternas de cabeça. Essa era grande e pesada. Porém, com maior poder de iluminação. Fomos deixar nossos Itens no guarda-volumes e eu fui me aquecer. Nisso me perdi deles e só os encontrei após a chegada. Estava ansiosa e meus batimentos estavam altos antes de me aquecer (sentada a BPM mínima deu 93). Isso me levou a me aquecer um pouco mais forte e quase atropelei umas pessoas pelo caminho. Fui até a entrada do metrô e voltei.

Tinha bebido uma água quente que pegara no guarda-volume antes dos rapazes chegarem e antes de largar queria mais uma água. Fui pegar uma na chegada e não quiseram me dar. Meti a mão e peguei diante da reclamação do pessoal da organização. Estava com sede, estava quente e viria uma pedreira pela frente.

Algumas crianças me pediram uma das lanternas mas eu não dei. A ceguinha aqui iria precisar de ambas e precisei mesmo.

Pulei a grade para ficar bem mais para frente e fiquei amassadona. Havia ali muita gente que não era capaz de correr bem rápido. Meus batimentos antes da largada estavam a 140. Me lembrou o dia em que corri o xTerra em 2007 ao meio-dia de baixo de um senhor calor, quando estavam a 165 ao esperar a largada. Novamente esperava aventura e emoção pela frente.

Dada a largada, o pessoal saiu rasgando até as escadas. Eu também fiz força. Contudo, velocidade não é meu forte. Me senti empurrada. Porém dessa vez nada saiu do lugar. Vi uma pessoa caída na largada que me pareceu ser o seu Chico Águia. Continuo a afirmar que é uma temeridade um senhor de 80 anos, mesmo sendo atleta e correndo mais do que muito jovem, sair lá na frente

Chegando nas escadas, peguei um baita engarrafamento. Muita gente parando logo de início. Quando tinha uma brecha, eu corria. A mulher que foi segunda estava ali junto comigo. Apesar de pesado e parecerem intermináveis, onde não tinha engarrafamento ou nas brechas eu corria nas escadas. Até aí tinha luz, muito apoio das pessoas e parecia seguro. O problema veio a seguir.

O segundo trecho era uma trilha escura de descida. Ali eu GELEI de medo. Pedia a Deus forças e coragem. Ia bem devagar. Eu tirei a lanterna nova da cabeça e a levei na mão. Ela era pesada, estava me incomodando, e com ela na mão podia ver melhor onde pisava.  Um senhor me deu a mão e foi comigo. Nisso umas 3 mulheres me passaram e foram embora. A que estava comigo nas escadas já tinha me ultrapassado nesse ponto. Lá em cima me disseram que dava para ver o Cristo com as cores da França, junto com uma bela noite. A corrida foi no dia que se seguiu aos atentados na França e foi por esse motivo que o Cristo estava iluminado com as cores da bandeira francesa. O pavor não me deixou perceber toda sua beleza. Essa descida me deixou com traumas, tendo pesadelos por dois dias.

Quando pude correr, agradeci ao senhor e fui embora. Ainda era o 1º Km. Meu GPS se perdera nas escadas, ficando sem sinal. Tinha uma ambulância para os possíveis acidentados. E de fato isso ocorreu. Ao final vi várias pessoas de pé torcido com gelo no local. Nisso teve uma subida dura, onde corri o tempo todo e uma descidona. Dei a volta e vi que era a sexta. Quase não passo pelo tapete na pressa. Tive que dar um passo atrás e passar por ele novamente.

Na volta pegamos uma subida dura, que era o oposto da descida, uma descida por onde subimos na ida, onde ultrapassei duas mulheres, e uma nova subida que parecia não ter mais fim. Pensei que veria alguns dos meus amigos vindo no sentido oposto, mas nada. Nessa subidona eu não aguentei e comecei a andar. Como andava rápido, passei muita gente, inclusive uma das mulheres da comunidade que passou por mim descendo as trilhas voando. Não vi ninguém aguentando correr ali. Eu confesso que não a vi na volta antes de mim. Nessa subida vi um homem caído com dor e temi ser um de meus amigos. Sorte que depois de eles chegarem vi que não era.

Antes da subidona estavam dando RedBull. Só que seria uma loucura tomar isso. Poderia me dar azia e de certo impediria meu sono.

Depois da subidona tinha que descer as escadas de volta. Foi impressionante o apoio dos moradores. Eles até falavam quando tinha buraco, e tal. Na subida eles também avisavam dos buracos. Novamente, parecia interminável. Para piorar, por já ter caído de escada, tenho trauma e não consigo ir muito rápido. Alguns homens me ultrapassaram aí. Alguns eram até grosseiros, mandando sair da frente. Só que eu estava no cantinho, tinha espaço para eles. Na descida as crianças pediam minha lanterna. Só que ainda me era útil. Mesmo com luz, eu não enxergo bem, principalmente à noite.

Uma das pessoas que me deu forças na corrida é um cara que corre no Maracanã que me chamava de Portão-17 em alusão ao nome de minha equipe e um rapaz que me conhece lá da Quinta cujo nome não sei. Só sei que ele é parecido com o meu amigo Evandro. Na chegada ele falou comigo do fato de eu ter travado na descida. Na descida eu não poderia ter feito melhor. Contudo, acho que poderia ter corrido na subidona. Estava exausta, cheguei achando que iria desmaiar, mas fico na dúvida se não faltou psicológico. Eu subi o Cristo no final do ano correndo tudo quase até o fim. Será que o excesso de adrenalina e tensão atrapalhou? Se eu tivesse corrido, teria conseguido o 3º lugar? Minha amiga Brigida chegou uns 2 min na minha frente. Se tivesse corrido na subidona, teria feito menos tempo do que ela. Entretanto, não sei o que ocorreria se tivesse disputa. A verdade é que nunca vou saber.

Terminei os mais loucos 5 Km que fiz em 42:34, sendo a 59º no geral absoluto, a 4º no geral feminino e a 1º na minha faixa-etária. Infelizmente nenhuma das mulheres que chegaram na minha frente era da comunidade. A que ganhou o 1º da comunidade não foi a mulher que vi passar por mim. Ela pareceu que ia desistir na subidona. A primeira da comunidade chegou uns 5 min atrás. Peguei a água, a maçã, minhas coisas, e fui para a grade de chegada esperá-los. Chegou o seu Chico, o pastor da igreja de lá, que largara ao meu lado, e nada deles. Comecei a ficar muito preocupada. Liguei o celular e vi a mensagem do Eduardo perguntando pelo meu chip, se eu o tinha colocado, uns 20 min antes da largada. Depois de muito tempo chega o Thiago, sendo que o Eduardo chegou logo atrás. Esse me pediu mais água e consegui dois copos lá na chegada. Eles largaram muito atrás e pegaram muito mais engarrafamento do que eu.

Eles foram pegar suas coisas, sentamos na calçada e ficamos conversando, encantados e felizes de termos vivido aquela loucura toda. Eu posso dizer sem dúvidas que foi uma das maiores aventuras que vivi em minha vida. Foi uma enorme adrenalina, Essa rivaliza ou passa o que vivi no cross nas dunas do Ceará em 2014 e a corrida de montanha em Santo Antônio do Pinhal em 2012. Falamos em repetir a dose em 2016. Todavia, por já sabermos pelo que vamos passar, não terá exatamente a mesma graça.

O Thiago esperava mais três amigos que eram de sua equipe, um deles o professor Diego. Eles demoraram, até porque antes deram duas voltas na Lagoa correndo. São loucos! O Eduardo também fez pedal pela manhã. Já o Thiago fizera musculação na véspera. Nada aconselhável antes de uma corrida. Os três adoraram saber que eu era uma atleta de verdade e que terminara em 4º. O mais importante é saber que todo mundo concluiu a prova inteiro, sem torções nem outras lesões.

Antes de irmos embora, tiramos uma foto na largada e outra na praça. Eu ainda tinha pernas para subir na mureta e sair mais alto do que todo mundo. Nenhum de nós demos a lanterna para as crianças que pediam insistentemente exceto o Thiago. Ela pode ser muito útil em uma nova aventura.

Na volta nos dividimos. O Eduardo, que mora em Botafogo, foi comigo até o ponto, já que era caminho dele mesmo. Eu ainda tive pernas para dar um tirão e atravessar o sinal correndo. Fomos pela rua Sorocaba, onde minha irmã mora, até a Voluntários da Pátria. Ficamos conversando até chegar um 438. Estava cansada demais para ler e fiquei encostada na janela de olhos fechados.

Chegando em casa, fui contar a aventura para meus pais. Minha mãe ficou muito preocupada com tudo e achou que fiz a maior loucura. Ela já não queria que eu fosse antes, sem saber tudo o que viria a acontecer. Ela e outras pessoas bem que tentaram me convencer a não ir em vão. Eu gosto de uma aventura. Só nunca pensei que seria algo nesse nível. Nem a Seraphim passou por algo assim durante suas aventuras por Ancaria.

Falei no celular o Eduardo de que tinha chegado e que estava bem. Fui para a cama antes das 23 h. Entretanto, quem disse que eu conseguia dormir. Estava acesona por conta da adrenalina. Só peguei no sono lá pelas 3 h. E estou dolorida até o momento em que escrevo.

Para terminar, melhor do que ter vivido uma aventura dessas, foi ter feito isso acompanhada de amigos com quem pude compartilhar as mesmas emoções!

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domingo, novembro 08, 2015

Corrida Eu-Atleta

Essa corrida eu já corri várias vezes. Com o nome Eu-Atleta foi a 1º vez. Antes ela era a Corrida Pan-Americana pois foi criada em 2007.

Como não fiz com muita antecedência, tive que morrer em R$ 100,00. Já quem pagou com muita antecedência mesmo pagou apenas a metade do preço. Em 2011 eu paguei bem mais barato por ela mesmo fazendo a inscrição mesmo em cima da hora. Eu não gosto de fazer com muita antecedência pois posso me lesionar e eles não devolvem o dinheiro em hipótese alguma, o que acho errado.

Pra pegar o kit peguei um baita engarrafamento. Gostei de ganhar o café 3 Corações. Só senti falta de ganhar o cappuccino, que é muito mais gostoso. Veio também 1 L de água de coco, um protetor labial e uma garrafa que para mim não serve de nada e que eu sempre passo a diante. A camisa, de material vagabundo, eu dei pra minha mãe.

Sei que o Rio de Janeiro é quente, mas nada justifica colocar o raios da corrida às 7:15. Prefiro pegar calor e acordar mais tarde pra correr. Detesto ter que madrugar! Meu corpo definitivamente prefere dormir mais.

Na véspera dormi bem e acordei às 5:15 da madrugada, com tudo escuro. Dava até para acordar mais tarde porque sobrou tempo. Saí de casa às 5:45 e peguei um 433 para lá. Ao menos no domingo assim cedão não tem engarrafamento na Riachuelo. Descobri que o problema é a fila do estacionamento do Mundial.

Chegando lá tirei umas fotos, dei mais uma alongada e deixei minha sacola no guarda-volumes. Fui me aquecer e estava me sentindo bem. Por ficar um dia descansando, é normal estar com o peso mais alto, mas estava bem.

Por causa da chuva que caiu durante toda a madrugada, o asfalto estava bem molhado, embora quase sem poças, e meio grudento por causa da terra que caiu da grama no chão.  Em compensação, a temperatura estava boa. Pra ficar melhor, tinha que estar um pouco mais frio.

Consegui ficar bem para frente na hora da largada que ocorreu sem problemas e empurra-empurra. Nessa edição a corrida não passou pelo Trevo dos Estudantes. Não sei dizer no ano passado. Só sei que em 2011 a corrida passou por ali. Procurei não forçar muito no início. Passei o 1º Km (pelo meu GPS) em 4:28 e os demais entre 4:40-4:46. Infelizmente não consegui pegar o copo no 2º posto. Se tivesse quente, voltava para pegar. Contudo, como estava fresco, segui em frente. Acabou que fez falta e foi um alívio quando peguei água no 3º posto.

Procurei sempre ir tangenciando e vi que até mesmo no 1º Km havia uns 10 m a mais. Com o passar dos quilômetros, essa diferença aumentou mas não muito. O erro maior foi ao final, no último quilômetro, que tinha mais de 100 m a mais. Acabou que pelo meu GPS deu 10,18 Km (no GPS de outras pessoas não deu menos de 10,15 Km). Sendo rigorosa e arredondando pra baixo, concluí os 10,1 Km em 47:19, sendo a 148º no geral absoluto, 24º no geral feminino e 1º na minha faixa-etária. Foi melhor do que os 47:02 esperados se tivesse rigorosamente 10 Km baseado em meus treinos. Para baixar preciso ter sequência de treinos sem lesões, só e somente isso. Esse foi o meu melhor 10 Km desde 02/06/2013, quando fiz 44 min e 48.37 s no Ibirapuera, no Troféu Brasil Master. Pouco depois disso só me lesionei.

Depois, fui lanchar. Peguei 4 águas de coco de 200 ml e 5 saquinhos no total com torrone, barras de cereal e tubetes recheados de leite da Montevérgine. Foi tanto doce que acabei enjoada. Entretanto, depois da corrida vale tudo.

Entre um lanche e outro fui comprar um top com a Iara e para pagá-lo precisava pegar minha sacola no guarda-volumes. Contudo, o que encontrei foi uma enorme bagunça. Eles até hoje pegam a pequena lateral do número e colocam no volume ao invés de deixar essa lateral para pegar os objetos de volta e colocar as coisas numa sacolona com um número gigante escrito a caneta. Por causa disso, os membros da organização tinham a maior dificuldade de encontrar os volumes de cada um. Ficou todo mundo se espremendo e quase derrubando a grade para conseguir pegar o que guardou. Para piorar, havia pouca gente trabalhando no guarda-volumes. Sinceramente, para que economizar na hora do guarda-volumes? Para deixar os corredores irritados? Com a inscrição sendo cara e com grandes patrocínios, não era para isso ocorrer.

Enquanto comia, conheci um iniciante em corridas chamado Gustavo que logo na primeira corrida foi inscrito nos 10 Km e conseguiu correr sem parar. Falei para ele correr a corrida do Célio de Barros no dia 22, que é boa, barata e curta, ou seja, perfeita para ele. Ele falou que sente dores no peito do pé (possivelmente por causa de tênis incompatível com sua pisada) e eu da minha já famosíssima tendinite, que também causou muita dor nesse local durante algum tempo. Eu lhe dei algumas dicas e espero que continue correndo cada vez mais.

Enquanto conversávamos, encontrei o Rafinha, que não correu e apenas acompanhou uma amiga atleta de elite. Ele também está com uma dor. Ao falarmos de dar sorte para não ter lesão, ele falou de uma atleta que torceu o pé ao descer escadas e acabou com uma fratura, precisando ficar de gesso e perdendo o resto da temporada devido ao acaso. Ao me despedir do Gustavo encontrei o Auderi (que vinha bem e se lesionou) e a Cida, sua esposa, que tirou uma ótima foto minha na corrida. Enquanto falava com eles, encontrei a Graça, secretária do Cel. Rabelo, falando da corrida do Célio de Barros e da do Cristo. Como a do dia 29/11 foi cancelada, se eu achar que não vai ter a do dia 31/12, a Corrida Rio Maravilha, uma novidade, corro o Cristo, se conseguir me inscrever, obviamente.  

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domingo, novembro 01, 2015

Campeoato Estadual de Veteranos


Finalmente, em 25/10/2015, na pista do CEFAN. pude novamente correr um campeonato de pista desde junho de 2013. Infelizmente as muitas lesões me impediram de fazê-lo antes.

Havia me inscrito para os 5.000 m e nos 800 m. Queria também correr o revezamento medley, mas até então não havia um segundo quarteto feminino para minha equipe, a Portão 17 Maracanã. Como só havia 2 categorias, acima de 50 e abaixo de 50, e já havia uma equipe forte acima de 50, com velocistas melhores do que eu, se eu corresse, a equipe ficaria abaixo de 50 e competiria com velocistas mais jovens, o que seria ruim. Do jeito que estava, era ouro garantido.

Na véspera a Elza me oferecera carona. Entretanto, teria que estar às 6:10 no portão do Célio de Barros. Porém para isso precisaria acordar antes das 6 h. Preferi acordar às 6 h e ir de busão mesmo. Saí de casa às 6:20 e cheguei antes das 7 h no local. Não há a necessidade de dormir menos.

Na hora de confirmar na prova dos 5.000 m, nada de acharem a súmula. Demorou mas foi encontrada. Antes de confirmar tinha ido me aquecer e me senti pesada, banhuda, com as pernas inchadas. Mesmo a pista sendo rápida, mesmo o clima estando friozinho, não me sentia em plenas condições. Esse meu organismo realmente não me ajuda em nada. 

A prova foi pontual e eu tentei ir junto com a Ana Emperador, uma atleta de SP que competiu a convite da +Velozes. Ela não saiu forte e me mantive com ela até a metade da 2º volta. Depois não deu mais. Num bom dia teria me mantido junto por mais tempo. Acabou que ela fez em menos de 20 min e eu fechei os 5.000 m em 2º geral e 1º da faixa em 22:18.1. A premiação da prova não demorou a sair.

Nos 800 m não teve problema na confirmação e me puseram na raia 1. Dada a largada pontualmente, fiz toda a força que podia mas só passei a 1º volta em 1:29 em 5º. Na 2º volta ultrapassei uma atleta e finalizei em 3:05.4, sendo a 4º geral e a 1º na minha faixa. Dessa vez a premiação demorou horrores e só foi dada após o revezamento.

O revezamento atrasou uns 10 min porque o arremesso de disco ainda não tinha terminado e havia atletas ali que competiriam o revezamento. No revezamento medley, a 1º corre 100 m, a 2º corre 200 m, a 3º corre 300 m e a 4º corre 400 m. As duas 1ºs saem raiadas, já as 2 últimas saem na raia um. Demora um pouco até organizar as atletas, explicar tudinho, etc. A minha equipe era composta pela Alda, uma velocista de 80, a Elza, da categoria de 60, a Solange, da categoria de 40, e eu. Quem é da categoria mais alta tem que correr primeiro. A Alda é velocista, porém velocidade não é o forte das outras duas. Quando recebi o bastão, as outras equipes sub-50 já estavam inalcançáveis. Eu tentei ao menos alcançar a Tati da equipe acima de 50 da Portão 17 que estava próxima. Até me aproximei mas não consegui. O Gilson tirou meu tempo nos 400 m e deu 1:28.6. A Tati já devia estar cansada, pois ela tem abaixo de 1:15 nos 400 m, coisa que eu tenho 1:22 como recorde em 2002. Acabou que fomos bronze no sub-50 e 4º no total.

As premiações demoraram horrores para sair e ainda por cima foram fazer discurso com todo mundo morrendo de fome. Na volta fui com o Sérgio Japa de ônibus e acabei chegando em casa quase às 15 h. Detalhe que acabei de competir por volta de 12:15. Ao menos o saldo foi positivo: 3 belas medalhas, sendo duas de ouro e um bronze. Para melhorar, a Portão 17 Maracanã foi 2º no feminino.

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sábado, outubro 17, 2015

Treino da Nike 16/10/2015



Mais um treino da na Quinta da Boa Vista. Novamente um treino NTC, de funcional.

Acordei às 6:20 da manhã e fui correndo até o local do treino. O local foi o mesmo da vez passada, bem embaixo do sol. Um amigo me falou que fazem isso porque se for embaixo de árvores, um galho pode cair na cabeça de alguém e eles seriam responsabilizados por isso. Sinceramente, acho isso muito pouco provável.

Desta vez foi bem menos gente. E vi também pessoas que já foram em outros treinos. Infelizmente ainda não fiz amigos novos nos treinos da Nike. Acho que muitos inscritos não foram por causa do calor e do local descampado.

A professora foi a mesma da vez passada, mas o treino bem diferente. Achei o desta vez bem leve, mesmo estando uma fornalha de tão quente. Mesmo quando ela dizia que quem quisesse pudesse dificultar fazendo de um outro jeito, ficava leve. Saí inteira e ainda fui treinar mais um pouco enquanto dava tempo. Fiz umas escadas e um circuitinho.

Novamente voltei correndo pra casa. Foi mole porque com a leveza que foi, estava com as pernas soltinhas.

O problema foi depois. Fiquei com uma baita dor de cabeça. De certo foi o calor. 

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