Pantera Cor de Rosa

Este é o blog de Juliana Carpes Imperial, mais conhecida pelos desconhecidos como a Pantera Cor de Rosa por volta e meia ir correr toda de rosa.

domingo, maio 20, 2018

26º Corrida e Caminhada de Confraternização pela Reconstrução do Estádio de Atletismo Célio de Barros


Sem lesões e com mais dois meses de treino, esperava ter um resultado melhor nesta edição. Não tive uma semana muito boa, com os problemas de insônia de sempre, apesar de ter melhorado mais um pouco meus tempos nos treinos. Desta vez, não tinha inchaço e ainda por cima estou um pouco mais magra, o que só facilita as coisas para mim.

No dia da prova, acordei não tão bem disposta às 6:40, por conta de uma leve dor de garganta, com 51,8 Kg. Saí de casa às 7:20 trotando, dei uma volta inteira no Maracanã me aquecendo, passei no guarda-volumes, peguei água e fui me confraternizar com os meus amigos. 

Desta vez não tinha evento dentro do Célio de Barros. Porém, há uma semana cheguei a ver caminhões carregados com brinquedos para fazer um parque de diversões lá dentro. Como não estão mais lá, acredito que os tenham escondido para montá-lo algum dia de madrugada. Dessa maneira, um dia vamos passar lá e ver o parque totalmente montado. Até pensamos que seria uma boa invadir após a corrida. Só que havia um segurança que poderia estar armado e ninguém quer se arriscar.

Na hora da largada fizeram um minuto de silêncio por uma senhora, a Tia Marli, que morreu. Ela nadava no Julio de Lamare e sempre participava da caminhada. Sua alegria vai fazer falta! Descanse em paz!

Dada a largada, como estava com as pernas leves, procurei sair forte. A largada não foi tumultuada porque não foi muita gente, já que hoje havia sete corridas diferentes na cidade. Aliás, foi uma das edições mais vazias que já corri. Eles deveriam distribuir isso melhor para que todo fim de semana as pessoas tenham diferentes opções.

A temperatura estava razoável (20 ºC), estava nublado e não estava chovendo. Porém, chovera mais cedo e o chão estava com várias poças que eu sempre procurei pular ou desviar para não molhar o tênis. Ainda na primeira volta passei algumas mulheres que saíram muito forte, volta essa que passei em 8:18. Na última volta ainda passei uma atleta, terminando os 3,9 Km sem sair da ciclovia em 16:58.1 pelo meu relógio (16:58 pelo tempo oficial), com frequência média de 173. A frequência não ficou tão alta por causa da temperatura e porque uma inflamação na garganta sempre tira um pouco da energia. Mesmo assim, fiquei a oito segundos do meu recorde do percurso, obtido no final de 2015. Naquela época estava em muito melhor forma, só que estava gripada e mole. Nem esperava baixar dos 17 minutos agora pelo que estou correndo no momento, sendo uma agradável surpresa para mim.

Novamente não ganhei nada no sorteio e nem esperei para ver todos os sorteios, já que nunca ganho nada mesmo. Na hora do pódio, que nem demorou muito, fui a 2º da minha faixa-etária. A 1º foi a que foi 2º na edição anterior, a Manoela. Essa atleta também participou dos 4 Km da Race of Wisdom e estava na minha frente enquanto as modalidades não eram divididas. No geral feminino fui a 8º e no geral absoluto, a 49º.

Não tem jeito, o fato é que por mais que eu melhore, é muito difícil eu voltar a correr o que já corri um dia, seja pelo peso da idade, pela falta de local adequado para treinos de velocidade, pelas lesões ou falta de saúde mesmo.

Infelizmente não poderei correr a próxima edição que coincidiu com o Campeonato Estadual de Veteranos. Portanto, espero estar inteira e em quatro meses bater meu recorde neste percurso.

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Race of Wisdom


Dia desses, meu amigo Eduardo, que trabalhava na TIC comigo e agora está na COPPE, perguntou se eu não queria ir na corrida Race of Wisdom que aconteceria na Ilha do Fundão dia 29/04 porque ia tentar uma gratuidade para mim. Eu não tinha corrida nenhuma nesse dia e prontamente aceitei. Porém, ele não me deu maiores informações de como conseguiria a gratuidade. Chegando mais perto, ele pediu data de nascimento, nome completo e CPF, sendo que na imagem que ele me mandou estava escrito que não servia o SIAPE (nossa matrícula no governo), o que indicava que quem estava por trás da gratuidade era alguém da UFRJ. Contudo, em nenhum momento ele e sua esposa Jaqueline me disseram quem era.

Na época de pegar o kit, eu teria que ir lá no Ilha Plaza pegar o kit. Infelizmente, eles não poderiam pegar para mim porque teriam que ter um documento assinado por mim e a cópia de minha identidade. Quando ele pegou, ele me avisou que as camisetas na hora em que foram pegar estava errada, pois a nossa seria personalizada, com o logo da Equipe da Prefeitura da UFRJ. A camisa era bonita e o logo da PU é bem bonito, mas teria que correr com uma camisa de manga para representar a equipe. Logo eu, que sou calorenta na hora de correr e corro só de top até mesmo quando está bem frio (em treinos eu não faço mais isso desde que peguei a gripe braba em 2016).

Fui pegar meu kit no sábado, chegando e voltando super-rápido da Ilha. A retirada de kit era bem na entrada pelo supermercado Assai, facilitando a minha vida. Ao menos a minha camisa já era a certa.

Na véspera da corrida dormi bem, acordei às 5:30 e perdi alguns minutos porque quando cheguei na portaria me lembrei de que tinha me esquecido de escovar os dentes. Voltei, desci novamente, e fui para o ponto, rumo à Cidade Nova. Com essa falta de fiscalização da Prefeitura, demorou a passar ônibus. Ao menos quando passou, foi rápido. Também foi rápida a chegada do que me levaria ao Fundão. O problema foi ao chegar lá, já que a largada era na Reitoria e não na Educação Física, para onde dá para ir a pé ao saltar no terminal do BRT, teria que pegar um ônibus circular interno do Fundão. Como o circular não passava de jeito algum, a solução foi pegar um ônibus urbano que ao ir para o centro, entra na Ilha do Fundão pelo terminal BRT e sai na Ponte do Saber. Seria inviável ir a pé ao local da largada antes de uma corrida.

Saltei na Faculdade de Letras, fui andando até a Reitoria, fui entrevistada pelo apresentador, peguei água, me alonguei e fui me aquecer. Enquanto trotava, vi o Eduardo e a Jaqueline acenando para mim do carro tentando estacioná-lo.

Na hora da largada estava muito sol e no Fundão quase não tem sombra na pista. Reparava que vieram algumas atletas fortes, como a Antônia Bernadete, que já foi até convocada pela CBAt, e a Rozana, que sempre correu muito melhor do que eu. Além disso, tinha a Adriana Pinto que está correndo bem mais do que eu.

Dada a largada, eu acabei saindo meio forte porque eu queria muito estar no pódio geral. Passadas algumas mulheres, cheguei a ficar em quarto e acabou que fiquei em quinto a maior parte da corrida, posição que não se modificou ao final. Na volta lá na Educação Física, vi que a sexta e a sétima estavam próximas e fiquei com medo de perder a posição. Estava quente e aquela camisa enorme não estava ajudando em nada. Ao menos a corrida teve bastante água e bem gelada.

Terminei em quinto com 37:07 (melhor do que o esperado) com AVG 175. A temperatura nem estava tão alta, entre 23 e 24 ºC. Contudo, o sol na cabeça faz parecer um verdadeiro inferno.

Assim que eu cheguei anunciaram que eu era servidora da UFRJ. Depois disso, fui comer umas frutas e fiquei procurando pelo Eduardo e a Jaqueline, só que não os achava. Quando os encontrei, eles falaram que haviam chegado logo depois de mim nos 4 Km e que foram eles que avisaram ao narrador que eu era funcionária.

Antes da premiação, eu conheci o prefeito da UFRJ, Paulo Mario Ripper, que autorizou e patrocinou o evento. Pensei que a equipe da Prefeitura fosse ser maior e que outros colegas corredores fossem. Após a corrida falei com cada um deles e todos sabiam da corrida, mas alegaram motivos para não ir, seja outra corrida próxima ou outras atividades. Se por um lado a equipe foi pequena e não teria como ganhar um troféu por equipes, por outro ganhou um merecido troféu especial por causa do evento.

Após pegar meu troféu e tentarmos ganhar algo no sorteio, fomos embora. Eu peguei carona com Edu & Jaque, só que eles deixaram o carro um tanto longe, porque os estacionamentos dos prédios da UFRJ não abriram. Para mim, a corrida foi muito boa. Porém, para o ano que vem, além de abrir os estacionamentos dos prédios próximos, ou coloca a corrida na Educação Física (onde tem até vestiário e não precisaria de banheiro químico), ou bota os ônibus circulares 1 e 2 (que passam na Reitoria) para rodar com frequência na manhã da corrida.  

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domingo, março 25, 2018

Festival de Atletismo Master Professor Genaro Simões

Nesta competição só tinha provas curtas e eu resolvi me arriscar em todas, inclusive nos 100 m rasos. Se eu já não corro bem os 400 m, imagina nos 100 m!

Para a minha sorte, meus problemas de inchaço passaram por ao menos alguns dias para não me atrapalhar tanto. Eu sempre fico ligeiramente mais pesada após um dia de descanso, mas quando o inchaço é normal, não chega a atrapalhar. No dia, por exemplo, acordei com 51,5 Kg. Há uma semana, estava com 52,4 Kg no dia da corrida. Parece pouco, mas faz muita diferença, ainda mais não sendo gordura.

No dia, acordei bem às 7:40. Como a primeira prova, os 400 m, seria às 13:30, almocei por volta das 9 h para estar bem nutrida e não passar mal, às 11 h peguei carona com a Elza e fomos para lá, chegando por lá antes das 12 h.

A vila olímpica, que eu não conhecia, está totalmente reformada e ótima. Os banheiros são bons, a pista é nova e com o mesmo material do Célio de Barros, um tartan macio. Em volta da pista de atletismo há uma de corrida de 470 m que, embora de cimento, tem terra e grama no percurso, o que a torna mais macia. Foi esse o percurso que usei para os aquecimentos e desaquecimentos.

Enquanto eu passeava pelo local, vi cabras na grama da pista pastando e muitas crianças indo para a piscina. Confesso que não olhei a piscina em detalhes, que parecia boa.

Estava muito sol e quente, com a temperatura começando em 33 ºC às 13 h e terminando em 30 ºC às 18 h. A confirmação da inscrição ficou em cima da hora por conta da montagem da mesa da organização. Porém, a prova foi pontual. Na hora de chamar, o árbitro se confundiu e começou a chamar pelas de 50 anos. Só que de acordo com o programa horário e com as regras de campeonatos de veteranos, durante à tarde, os mais novos começam primeiro para expor menos ao calor os mais velhos. Acertando tudo, todas as sub-50 foram para a largada, saindo eu na raia 3. Ninguém quis sair de bloco. Eu até cheguei a aprender durante a gravação do comercial no Engenhão em 2012. Contudo, como só pratiquei naquele dia, preferi não me arriscar e sair de pé mesmo. Dada a largada, comecei em segundo e fiz todo o esforço que pude para alcançar a primeira, com medo de acabar invadindo raia. Até me aproximei. Entretanto, caí para terceiro e na reta final as duas abriram, ficando eu em 3º na bateria de sete atletas e em 3º na minha faixa-etária. O bom de tudo isso é que eu bati meu recorde de tirão da época em que eu era nova, fazendo em 1:21.89. Se eu tivesse saído da raia 1, talvez fosse melhor, pois não teria a necessidade de me preocupar com invasão de raia. Teria sido melhor ainda se fosse numa pista dura própria para competição, como no CDA (minha preferência), CEFAN ou EsFex. Na premiação, tive a grande honra de receber a premiação do grande campeão Nelson Rocha dos Santos, mais conhecido como Nelsinho.

Chegada a vez dos 100 m e confesso que deu medo de eu me lesionar, por nunca ter competido nesta prova. Novamente ninguém saiu de bloco. Na largada, poderia ter tido um tempo de reação melhor (velocistas treinam isso) e terminei em 4º na bateria de 6 atletas e em 2º na minha faixa-etária, com 18.8 s. Com um tempo de reação melhor, talvez pudesse ter batido meu recorde de 17.7 s. Afinal, nos treinos, eu meço o tempo assim que largo. Na competição, o tempo é medido depois do tiro e não após o atleta largar. Inclusive sei que há grandes velocistas que tinham seus melhores tempos absolutos em treinos e não em competições.

Como a competição era em homenagem ao professor Genaro, muitos treinadores e ex-atletas campeões foram prestigiar o evento. O já citado Nelsinho, sua filha Evelyn, a mãe dela Sheila, Luciana Mendes, Edneida, Lancetta, Fatyma Silva, o próprio presidente da AVAt Zé Luiz, etc. Pena que o próprio Genaro não pode vir por já ter 95 anos e estar com dificuldades de locomoção.

O sol diminuiu e chegou a hora dos 1500 m. Como não eram mais de 15 atletas, foram todas juntas. Já estava cansada, fiquei em 4º na largada, passei duas atletas e acabei em 2º geral e na faixa-etária com 6:28.8 pelo meu relógio, única prova individual onde medi meu tempo por motivos óbvios, onde a frequência ficou em 169. Estando descansada e fresco, dá para fazer bem melhor. Todavia, acho que não seria o suficiente para fazer abaixo de 6 min e competir no adulto nesta prova.

Em princípio, o revezamento da minha equipe seria acima de 50. Entretanto, como de qualquer forma ganharíamos medalhas e estava todo mundo cansada, acabou que eu participei e a equipe ficou como sub-50. Na hora da largada havia 3 equipes acima de 50 e 2 sub-50. Então, acabou que foi vantajoso ficar sub-50. A Ilza, participante da primeira perna, passou em 2º. Com a Elza já cansada e com dor porque sentiu o pé nos 100 m, a nossa equipe caiu para 3º geral. Com a Carmem e eu a posição se manteve e terminamos em 3º geral de 5 equipes e em 2º na categoria sub-50. Meu tempo foi um horroroso 1:46.8 pelo meu relógio. Acho que o problema é que o tempo de descanso entre as provas foi muito curto, em média de 1:30, e o calor do dia. Ao menos não houve atrasos e o revezamento até ficou ligeiramente adiantado.

Antes de ir embora, conversei com vários atletas e treinadores sobre a situação da direção da FARJ que permitiu um parque de diversões que a princípio começará em abril. Eu também tive pela primeira vez a oportunidade de pegar um peso de arremesso de peso na mão. Caramba, são muito pesados! Mesmo com o mais leve, se eu tentasse fazer arremesso de peso provavelmente terminaria deslocando o ombro. Ao menos os discos são mais leves. 

Na hora da competição, peguei minhas medalhas dos 400 m e 100 m. Como estava tarde e eu queria jantar, não peguei as medalhas do 1500 e a do revezamento. Mesmo tendo lanchado, estava com fome. Havia uma cantina com coisas gostosas organizada pela Silvina, só que eu não queria gastar dinheiro. O Zé Luiz já estava dando as medalhas dos 1500 m mas tinha parado para o revezamento de 400 m. Como havia idosos competindo, ia demorar. Peguei o BRT, fiz baldeação em Madureira e fui até Vicente de Carvalho, onde peguei o metrô até em casa. Para finalizar, fiquei impressionada como as estações do BRT estão vandalizadas. Isso é uma vergonha. Ao menos o trajeto foi rápido.

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domingo, março 18, 2018

25º Corrida e Caminhada de Confraternização pela Reconstrução do Estádio de Atletismo Célio de Barros





Passados dois meses da última edição, esperava ter uma melhora melhor de forma. Mas as coisas não saíram conforme o esperado. Além do calor ter aumentado na segunda metade do verão, problemas hormonais têm me afetado. Inchaços recorrentes, corpo mole e insônias sem motivo andaram afetando e muito o desempenho dos meus treinos. De sexta para sábado foi um dia desses. Só consegui dormir por volta das 3 h da manhã, me sentindo totalmente sem sono. Na noite anterior até "dormi bem". Porém, ter que acordar várias vezes para urinar mesmo tendo parado de beber água cedo como sempre justamente para evitar isso definitivamente atrapalha. Aliás, tem sido assim frequentemente. Para terem uma ideia, dormi com 53,7 Kg e acordei com 52,4 Kg. É muita água! Contudo, ainda assim acordei às 6:40 pesada mas até que não estava indisposta.

Saí trotando de casa por volta das 7:15, fui ao banheiro e terminei meu trote. Para a minha sorte, estava nublado. Algo que me incomodou é que estava havendo um evento de mini-gol na nossa casa, no Célio de Barros. A Edneida disse que iria filmar tudo. Não sei dizer se o evento estava ocorrendo ilegalmente ou mesmo quem o autorizou. O fato é que a atual direção da FARJ está querendo apoiar eventos privados lá para usar a verba para reconstruir a pista. Só que o dinheiro para isso já saiu. Então, sem mais demora, o trabalho deve ser logo feito. Se é que se a Odebrecht repassar a gestão do Maracanã para outra empresa, a nova administração não pode acabar demolindo de vez se não houver um contrato, termo, etc que impeça esse tremendo absurdo!

Na hora da largada foram fazer 1 min de silêncio. Na hora, achei que fosse pela vereadora assassinada. Todavia, na verdade, foi pelo assassinato brutal do corredor Adamor, que se vestia de Flash, por conta de briga por herança.

Dada a largada, como sempre, muita gente saiu na minha frente e, aos poucos, fui passando várias mulheres e homens também.

Durante boa parte do percurso procurei seguir e me guiar pelo meu amigo Juan Pedro, também do Vasco. Passei a primeira volta para 8:30 e finalizei o percurso de 3,9 Km com 17:32, com 175 de frequência cardíaca média, o que mostra que forcei. A temperatura média foi entre 25 - 26 ºC, com tempo nublado. Meu desempenho melhorou 1 s com relação à outra corrida. Considerando a melhora de desempenho nos treinos nesses quase dois meses, era para eu ter melhorado meu resultado mais.  Na edição anterior eu estava pesando apenas 200 g mais leve no dia da corrida. Entretanto, eu estava mais gordinha por conta da lesão recente. A temperatura da edição anterior também foi um pouco mais baixa. Sorte que o inverno está chegando.

Novamente não ganhei nada no sorteio que ocorreu durante a premiação por faixa-etária. Só que na hora da premiação tive uma desagradável surpresa ao ver que tinha ficado em 4º lugar. Não discuto o resultado da 1º, ela realmente é boa. Porém, pelos resultados, a 3º chegou apenas 3 s antes de mim pelo tempo bruto. Mas eu simplesmente não a vi em nenhum momento. Eu via o Juan Pedro, que chegou em 17:13 e não a vi? Como? Pesquisando resultados anteriores da 2º e da 3º, achei que a 3º fez uma corrida de 5 Km em uns 25 min em outubro do ano passado. Dá para ter melhorado até agora e ter feito bem melhor, dá! Quanto à 2º, ela colocou um nome muito curto e comum. Procurando-o no Google, achei um nome com um sobrenome maior, onde ela em 2015 fizera uma corrida de 8 Km levando mais de 1 h. Novamente, pode ter melhorado com o passar dos anos. Vou ver pelas fotos principalmente para ver se a 3º de fato chegou na minha frente.

Enquanto aguardava os resultados, fiquei esperando junto com meus colegas de Vasco: o Juan Pedro e o atleta-mirim Guilherme. Após sair o resultado da minha faixa-etária e achar o resultado estranho, eu conversei com a Edneida e a Graça. Só que elas disseram que não tem como auditar. O bom das corridas caras é que há fotógrafos oficiais e nos sites de fotos há busca por números. Há ainda corridas onde há vídeo oficial. Seria legal e uma boa sugestão que alguém filmasse a chegada e a passagem pela primeira volta.

O fato é que eu deveria e posso correr bem melhor, mas a saúde tem que ajudar. Tenho 2 meses para melhorar ainda mais. A esta altura já devo estar rodando para abaixo de 5:00/Km e a temperatura vai estar bem mais baixa. Com temperaturas mais baixas, o organismo se estressa menos e a tendência é que meus problemas hormonais melhorem. Se tiver uns 14 ºC sem chuva como foi numa das edições do ano passado, será perfeito!

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domingo, janeiro 28, 2018

24º Corrida e Caminhada de Confraternização pela Reconstrução do Estádio de Atletismo Célio de Barros


Desta vez a corrida não chegou a ter as inscrições praticamente encerradas. Acredito que tenha sido porque anunciaram muito em cima e por ser em janeiro, época em que muitas pessoas não gostam de correr por causa das férias e do forte calor.

Como desta vez não iriam dar o kit no dia para não ficar cansativo nem atrasar a largada, fui pegar o meu lá na Loja de Tênis do Genivaldo. Foi tudo muito rápido e ainda ganhei uma linda camisa (a mais bonita de todas na minha opinião) mesmo a minha inscrição sendo cortesia por eu ser atleta do Vasco (muito obrigada, Graça!).

No mesmo dia, 28 de janeiro, estava agendado o Campeonato Estadual de Cross Country que eu gostaria de ir. Só que a lesão que tive recentemente me faria sofrer muito, dar vexame e ainda correr o risco de me lesionar novamente por causa do esforço necessário nesse tipo de corrida. Contudo, por falta de verba e local (cadê a cidade olímpica?), o cross foi adiado para uma data e local a serem definidos.

Treinei a semana toda com TPM braba e na noite da véspera ela veio. Foi pontual, mas preferia que tivesse chegado atrasada por um dia, para que eu pudesse correr mais sossegada (ou não, né?!). Dormi bem na véspera (porém nem tanto nas últimas duas noites), acordei às 6:40 bem disposta e saí de casa às 7:15 desta vez já com o número no peito e sem ter que me estressar por isso.

Ao trotar, me sentia ligeiramente pesada (52,2 Kg) embora bem disposta e sem sentir nenhum incômodo na barriga ou pressão baixa. Terminado o aquecimento, fui me hidratar, guardar meus pertences, me confraternizar e ir ao banheiro. Pela primeira vez, como não teve retirada de kits na hora, a largada foi pontual. Como eu me posicionei com uns 10 minutos de antecedência, consegui me posicionar bem e, consequentemente, larguei bem e com tranquilidade.

Como sempre as pessoas saem muito rápido e logo logo saí passando muita gente. Até que fiquei atrás de duas garotas, procurando de todas as formas me manter junto delas e até mesmo passá-las em algum momento. Todavia, não consegui e fiz os 3,9 Km, sempre correndo pela ciclovia, em 17:33, com 174 de frequência média.

Fiquei feliz com o desempenho por ter ido bem melhor do que na edição anterior (17:54) mesmo tendo tido essa lesão logo no início do ano. A temperatura também estava mais amena, ficando todo o tempo em 23 ºC. Acabou que, de acordo com os resultados divulgados na hora, fui a 13º no geral feminino e 1º na faixa-etária de 35 a 39 anos.

Enquanto aguardava a premiação, passei gelo, botei as pernas para cima e alonguei-me. Novamente não ganhei nada no sorteio. Entretanto, voltei para a casa muito feliz, ganhando mais um belo troféu e colecionando mais uma medalha.

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Corrida de São Sebastião


Fiz a minha inscrição com antecedência antes que terminasse e queria ao menos ter um resultado melhor do que o de 2017, já que dificilmente estaria com a forma 100 % recuperada da lesão do pé. Só que para piorar sofri uma contratura no posterior de coxa direito no dia 02/01 e tive que ficar 11 dias sem treinar para curar a lesão e fortalecer a perna, voltando a correr no domingo dia 14.

Achei a retirada de kits ruim para quem tem horário rígido de trabalho, por ser das 9 h às 18 h numa sexta-feira. Tem muito patrão que não quer saber de negociar. O ideal seria que a retirada fosse das 8 h às 19 h para não trazer dificuldades para ninguém. Também achei ruim a demora para pegar o kit. Havia duas pessoas aparentemente pegando kits para equipes que demoravam muito. 

Na hora de retirar o meu bastou eu dar meu nome. Não me pediram nem minha identidade, o que acho errado. Além disso, o regulamento estava errado, ao dizer que precisava do comprovante de inscrição, do boleto pago e que a retirada de kits era a partir das 8 h. Deve ter sido causado pelo eterno copia e cola e, por isso, mantiveram trechos de regulamentos antigos que não são mais usados. 

O kit veio com uma boa sacola, camiseta de manga (o que não gosto), uma toalha de tamanho médio, uma pasta de dentes e um enxaguante bucal, e uma novidade: o chip no número. Ao recebê-lo, perguntei se a tecnologia funcionava bem, pois já correra corridas pela Allen Sports com tecnologia semelhante e os resultados nunca saiam corretos. O cara me garantiu que funcionava direito.

Desta vez não teve barraca com venda de material esportivo. Acredito que seja pelo fato de a Loja de Tênis do Genivaldo agora ser ao lado do local da retirada de kits. Porém lá não tinha nada que me interessasse.

Na véspera da corrida não dormi bem, pois acordei sozinha por volta das 3:30 e não consegui mais pregar os olhos. Acabou que me levantei às 5:30. saí de casa às 5:55 e cheguei na corrida no Aterro às 6:30. Me espantou o fato de o ônibus ter ido muito cheio mesmo (maldito Eduardo Paes que tirou as linhas de ônibus e deixou o povo na mão!).

Chegando lá já encontrei bastante gente e vários amigos, como a Elza, a Fátima e o Jorge Ultra. Como sempre teve distribuição de água antes e ao me preparar para o aquecimento percebi que a frequência cardíaca inicial estava alta, em 85, e isso se manteve durante o aquecimento, com ela ficando bem alta. Por outro lado, as pernas estavam soltas mesmo estando me sentindo um pouco pesada por conta.

Antes de me posicionar na largada, onde até consegui ficar bem para a frente e larguei bem. Como estou sem ritmo por causa da lesão, acabei saindo mais forte do que eu planejava no início e passei o 1º quilômetro para 4:30. O 2º quilômetro também passei mais forte do que gostaria. Tive medo de quebrar feio, mas não foi isso o que aconteceu, porque terminei em 49:40 os aproximadamente 10,1 Km (10,16 Km pelo meu GPS). Desta vez o erro não foi só a partir dos 5 Km e sim desde o início, onde cada quilômetro ficava cada vez mais a frente do que marcava meu GPS. De acordo com resultados preliminares e tirando os resultados obviamente errados, fui a 201º no geral absoluto, 23º no geral feminino e 2º na faixa-etária de 35-39 (mais um troféu).

Estava bem abafado, fazendo 30 ºC às 8 h da manhã. Para piorar, mesmo tendo ficado algum tempo no banheiro antes da corrida, meu intestino me incomodou um pouco durante a prova. De qualquer forma, o resultado foi melhor do que eu previa considerando a lesão. Mesmo que ela não tivesse ocorrido não teria corrido muito bem porque não teria dado tempo de entrar em forma depois da lesão do pé. Contudo, teria sido a 1º da minha faixa-etária. Vou mudar de faixa ano que vem e obtive um total de duas vitórias e dois vices. Em 2014 não corri pois estava morando junto aos cactus do sertão.

Ao final da corrida, tomei uma chuveirada pois meu corpo estava muito quente e fiquei comendo frutas. Desta vez só deram bananas e melancias; nada de isotônicos ou sorvetes. Se por um lado as frutas estavam boas como sempre, por outro lado a inscrição não abaixou e merecíamos mais variedade de frutas (tangerina, abacaxi e maçã) e algo a mais no lanche (barras de cereal, isotônico e sorvete de frutas naturais). Algo que me desagradou é que eu e outras pessoas estávamos sentadas comendo as frutas perto das barracas que as entregavam quando os seguranças nos expulsaram dizendo que estávamos atrapalhando a passagem. Todavia, havia já pouca gente chegando e estávamos no canto sem atrapalhar ninguém. Provavelmente não tinham outro lugar para tomar conta e resolveram mostrar serviço. Então, para comer mais frutas, eu voltava à dispersão da corrida, pedia as frutas, saía da área, comia, e voltava novamente. Comi um total de 12 bananas e muita melancia deixando as lombrigas felizes!

O que não teve no lanche teve no sorteio. Eles realmente capricharam no sorteio, sorteando vários tênis, passeios de helicóptero e de asa delta. Como sempre, não ganhei nada e voltei para casa com o sentimento de dever cumprido.

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domingo, dezembro 17, 2017

23º Corrida e Caminhada de Confraternização pela Reconstrução do Estádio de Atletismo Célio de Barros


Desta vez precisei ligar para fazer a minha inscrição, já que não fariam na hora porque a procura tem sido muito grande. Pudera, corrida boa e barata, quem quer ficar de fora?

Acordei bem no dia às 6:40 e cheguei às 7:20 na corrida, como sempre começando pelo aquecimento antes de pegar meu número e chip.  Ali fiquei sabendo que provavelmente na próxima vez não terá retirada de kit na hora porque sempre tumultua.

Não consegui me posicionar bem na hora da largada por causa da fila do banheiro, que estava demorada, e peguei engarrafamento durante a quase pontual largada. Para piorar, fiquei presa por dentro da faixa da fila das medalhas e frutas, onde perdi tempo até me abaixar e passar por debaixo dela.

De resto, muitas mulheres largaram forte e passei a maioria delas ainda no início da primeira, ficando desde então em oitavo. Como estava quente (25 - 26ºC por volta de 8 h da manhã) e eu, fora de forma, confesso que pensei em parar. Acabou que finalizei os 3,9 Km em 17:54 AVG 175, chegando a 179. Passei a 1º volta em 8:48, o que prova que não larguei muito forte.

Depois da corrida, tirei muitas fotos, comi MUITO abacaxi, subi ao pódio como 1º da faixa-etária, conversei com meus amigos e curti muito. Além disso, aproveitei o gelo em escamas dos copos d'água e passei bastante gelo nas pernas, chegando a me sentar com as pernas esticadas no gelo jogado no chão após guardarem os isopores. Isso é muito bom e ajuda a recuperar a musculatura mais rapidamente.

Apesar de gostar muito desta corrida, espero muito que ela acabe depressa, com a pista devidamente reconstruída logo. É só usar as joias da mulher do Cabral que dá e sobra!

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quarta-feira, dezembro 13, 2017

Vidigal de Braços Abertos


Tinha ganhado a inscrição para o Santa Marta e não fui porque o pé estava ruim. O pé demorou longas dez semanas até ficar bom. Nesse meio tempo, teve a inscrição para a etapa Caju, a qual ignorei por completo por conta da lesão não estar curada. Só que a etapa Caju foi adiada para o dia 26/11 por conta da violência e, na semana da corrida, foi cancelada. Acabou que resolveram fazer a última etapa no Vidigal novamente no dia 10/12. Quem iria correr no Caju deveria confirmar se iria no Vidigal para que pudessem liberar novas vagas ao público em geral. A organização demorou a abrir as inscrições e achei até que não abririam, pois ao ligar para lá na semana do evento não souberam me informar se abririam ou não. Acabou que abriram e não tive maiores dificuldades para acessar o site e me inscrever, mesmo supostamente havendo pouquíssimas vagas. Não sei se as pessoas ficaram receosas por causa da violência ou se já tinham outras corridas programadas. 

A corrida foi na 8º semana de treinos desde a volta da lesão, ou seja, ainda longe de estar em forma. Ao menos desta vez não engordei tanto quanto na última lesão longa, o que facilitou bastante as coisas. Em compensação, tive alguns problemas pessoais dos quais não tive culpa alguma que atrapalharam meu sono às vésperas da corrida.

No dia da corrida, acordei às 6 h da manhã e peguei dois ônibus até a Gávea. De lá, peguei um táxi até a subida da Niemeyer. Como o trânsito para subir estava fechado, subi aproximadamente 1,2 Km até o lugar da largada, chegando lá por volta de 7:40. Na hora em que cheguei a fila para a retirada de kits estava pequena.

Quando fui me aquecer, notei que muita gente ainda estava subindo a pé, andando bem devagar, para pegar o kit mesmo tendo passado do horário divulgado, 8 h. Acabou que quando terminei o meu aquecimento havia uma fila enorme para a retirada de kits e a corrida ainda por cima atrasou um pouco para que os atrasados não perdessem a largada. Acho isso um descaso com quem chegou cedo! Tá certo que a rua estava fechada e que tinha que subir a pé, mas ao menos esse pessoal poderia ter sido "menos descansado" e ter se apressado ao subir já que estavam chegando depois do horário.

Dada a largada, que não foi tumultuada porque neste ano as corridas do projeto não foram lotadas, descemos um pouco e depois pegamos uma subida bem pesada. Umas mulheres da comunidade saíram desembestadas e pararam logo no início da subida pesada. Nisso, só ficou uma da comunidade na minha frente e como estava fora de forma e sem poder dormir direito nas últimas noites, resolvi andar rápido enquanto a subida fosse pesada. Na primeira vez que corri aqui eu corri toda essa subida.

Tudo o que sobe tem que descer. Só que ao contrário da outra vez, não teve escadas, mesmo o mapa do percurso sendo o mesmo da outra edição. Descemos pelas vielas, só que era só rampa. Depois o percurso voltou a ser igual e ficou assim até o final. Assim que acabaram as vielas, descemos toda a Niemeyer, onde passei a ser a primeira.

Uma nova subida final, desta vez muito mais íngreme até o topo do morro. Novamente fui andando rápido, quando uma mulher que foi correndo até o fim, me passou. Nova descida, agora pelas escadas igual ao que teve na outra vez. Só que nesta edição, além de não estar molhado e escorregadio, usei a técnica de descer as escadas como se fosse um pato, com o pé em "dez para as duas" ou pisada de bailarina. Havia testado isso antes e de fato faz você descer mais rápido quando os degraus são pequenos. Acabou que poucos homens me passaram na escada, ao final encontrei o Diego, ex-professor de uma assessoria de uns amigos meus e terminei mesmo em segundo os 5,51 Km pelo meu preciso GPS em 34:43.2 AVG 174, sendo que a frequência cardíaca chegou a 182, provavelmente em alguma subida. Na vez passada meu GPS marcou 5,95 Km, o que só comprova que o percurso foi menor.

De resto, houve dois postos de água na corrida e moradores muito simpáticos. Novamente estava muito bem policiado; não havia a necessidade de ter medo. Se algo de errado ocorresse, a organização teria sérios problemas. Não é a toa que preferiram cancelar a etapa do Caju, mesmo ali sendo uma favela relativamente tranquila.

Enquanto aguardava a premiação, comi cinco maçãs. Bem que poderiam dar algum brinde além do troféu. Já que a Red Bull patrocina o evento, poderiam ter dado ao menos uma lata (para mim, de preferência a light). Em algumas etapas eles deram.

Por fim, estou toda dolorida até agora, quarta-feira, mesmo tendo tomado bastante relaxante muscular, passado muito gelo e me enfaixado com pomada anti-inflamatória. Eu gostava muito do Gelol. Porém, desenvolvi alergia e ele passou a queimar a minha pele.

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segunda-feira, agosto 07, 2017

Borel de Braços Abertos


Consegui fazer a minha inscrição rapidamente no dia 27, desta vez com o site parecendo um pouco mais rápido. Talvez pelo fato de entregarem os kits no dia e diminuir o número de inscrições por pessoa tenha afinal tornado o sistema mais justo. 

Mas algo inesperado ocorrera algumas horas antes nesse dia. Estava fazendo tiros de 150 e já no final dera um mau jeito no pé. Saíra com ele doendo um pouco, mas parecia uma pequena bobagem. No dia seguinte, fui trotando até a Quinta da Boa Vista, fiz uns circuitos e fui dar mais um trote. Ainda no início meu tornozelo deu um estalo e o pé ficou doendo bastante. A partir daí comecei a tratar. No sábado descansei e acordei no domingo parecendo que estava tudo perfeito. Só que ao sair da Quinta houve um novo estalo e fui correndo até a nova filial da Academia Physical com dor e com receio, ainda mais com a calçada toda irregular do caminho. Durante o resto da semana só piorou, mesmo treinando muito bem na terça e na quarta. Achava que não poderia correr e até tomei anti-inflamatório sem ir ao médico a partir de sexta e tratei intensamente desde quinta.

No dia da corrida acordei bem às 6:40 e saí de casa por volta de 7:10. No início, ao andar até a Sáenz Peña, parecia tudo razoavelmente bem com meu pé. Peguei um 301 e fiquei apreensiva porque tinham uns caras estranhos no ônibus. Sentei bem perto da roleta para o caso de ter que pulá-la ao contrário, além de esconder o relógio antes de saltar, já que eles estavam bem perto da porta. 

Como não queria pegar no celular para saber onde saltar, saltei perto da Proximus e andei um bocadinho até o local da largada e retirada de kits. Durante essa caminhada sentia meu tornozelo "endurecido" e incomodando. Peguei uma fila para pegar o kit e vi que pelo tamanho dava para eu ter acordado 20 min mais tarde e dormido ligeiramente mais, pois além de ter chegado antes das 8 h, por causa da fila, a entrega dos kits foi até um pouco depois das 8 h.

Ainda antes da largada, meu pé estalava, principalmente ao descer as escadas da escola onde os kits foram entregues. Entretanto, apenas incomodava, talvez pelo efeito da Nimesulida, que me deu algum inchaço no dia da corrida. Para me aquecer, estava com as pernas boas e meu pé não doeu, porém estava preso. Dada a pontual largada, apesar de não ter as 1000 pessoas, tinha visivelmente mais pessoas do que na etapa do Vidigal por conta do kit pego na hora. Se tivesse mais de 500 pessoas, acho que ficaria apertada lá na frente ou seria empurrada na largada como por exemplo aconteceu no Caju ou Santa Marta em 2015.

Dada a largada pontualmente às 9:30, saí forte na ligeira descida do início sabendo que depois da forte subida teria uma descida inclinada onde além de saber de meus medos tinha a questão do pé, que nem sabia se suportaria a descidona.

Não demorou muito e logo assumi o 2º lugar. Embora eu tenha largado forte, eu não sou exatamente muito veloz. Para a minha surpresa, estava cada vez mais próxima da Brigida ainda antes da subida. 

Dado o início da subida, parei de correr logo no início e troquei a corrida pela caminhada forte. Mesmo só andando, passava algumas pessoas. A Brigida continuou correndo por mais tempo e mesmo assim ela não se afastava.

No meio do caminho tinham galinhas passeando e mais para a frente a Brigida também começou a andar, sendo que ela às vezes corria quando a subida ficava menos pesada. Só teve um momento onde corri, quando ficou aparentemente plano. Mais perto do fim das agruras a passei e fiquei um pouco na frente dela até o começo da descida. Antes de passá-la ela me perguntou se vinha mulher atrás e realmente vinha a que seria 3º colocada. Na hora da água o nosso amigo Aurélio nos ajudou. Para quem não sabe, essa subida é muito inclinada principalmente ao final, tornando-a um tormento mesmo apenas andando.

O começo da descida era super inclinado, quando a Brigida e alguns outros homens me passaram. Descia com alguma cautela, seja pelo pé, seja pelo meu medo natural. Quando a descida amenizou, consegui colocar velocidade novamente e procurei manter o ritmo forte até o fim, mesmo me sentindo esgotada por conta da subida e apreensiva de ser passada e até perder o pódio.

Quando retornamos à rua São Miguel, sabia que estava perto e ainda assim longe, pois faltava ainda quase 1 Km que parecia não terminar nunca. Quando a moto da organização veio me acompanhar, me sentia feliz e emocionada por não sentir essa sensação há muito tempo e ainda assim ter medo de ser passada. Até que fim chegou a linha de chegada e terminei mesmo em 2º geral os 4,9 Km (4,99 Km pelo meu preciso GPS) com 28:18 AVG 174. A frequência chegou a 180 provavelmente já no final e só não ficou mais alta porque estava frio (19 - 21 ºC) e não corri nas subidas. 

Depois da corrida me confraternizei com a Brigida e a chefe de nossa equipe Portão 17, a Elza, a 3º colocada, a triatleta Gabriela Hermes, tirei muitas fotos, agradeci ao Aurélio ao apoio e à amizade, comi 4 maçãs, subi a um pódio alto e bambo, soube que a próxima etapa seria o Santa Marta dia 20 e que tinha inscrição garantida. 

Meu plano era voltar trotando. Contudo, quem disse que eu consegui? Meu pé doía muito. Tive que voltar andando e sentindo alguns estalos que apenas incomodavam de vez em quando.

Fui hoje ao médico e ele disse que era para eu tê-lo procurado já na segunda passada, além de não correr em hipótese alguma até a ressonância ficar pronta. De acordo com ele, é problema no tendão e continuar correndo pode me levar a um rompimento total. 

Uma pena, pois estava começando a voltar a correr bem e tinha a corrida do Célio de Barros no dia 13 e no Santa Marta dia 20. Infelizmente vou ter que ficar de molho e tratando. E, principalmente, ao contrário da longa parada de 9 semanas por causa da tendinite do tendão conjunto no glúteo, engordar muito pouco ou quase nada para facilitar e muito a volta a forma.

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