Pantera Cor de Rosa

Este é o blog de Juliana Carpes Imperial, mais conhecida pelos desconhecidos como a Pantera Cor de Rosa por volta e meia ir correr toda de rosa.

domingo, fevereiro 19, 2017

18º Corrida e Caminhada de Confraternização pela Reconstrução do Estádio de Atletismo Célio de Barros


Com a melhora da forma eu esperava ter um desempenho melhor do o que da última edição. Tinha tido uma semana com melhora no treino curto e uma melhora significativa no longo. Para melhorar, nas últimas noites tinha conseguido dormir bem e o fim do horário de verão me daria 1 h a mais de sono. Por outro lado, estaria bem mais quente.

Confesso ter ficado preocupada se meu celular iria tocar na hora certa ou não. Preocupação boba, pois o pior que poderia acontecer seria acordar antes da hora. Ao acordar durante a madrugada, vi que o celular tinha saído do horário de verão automaticamente.

Acordei às 6:40 bem disposta e saí de casa às 7:15 já me aquecendo. Confesso que senti minhas pernas pesadas. 1,4 Kg de inchaço de um dia para o outro faz diferença, mesmo estando emagrecendo um pouco a cada dia.

Antes da largada, durante o aquecimento/alongamento, houve uma dança e o organizador, o Cel. Rabelo, arrebentou na dança!

Dada a largada um pouquinho depois das 8 h, perdi alguns segundos com pessoas lentas à frente. Depois, consegui acelerar e passar muita gente na primeira volta. Eu infelizmente não sou muito veloz e outras pessoas saem bem mais forte do que eu. A primeira volta eu passei em 8:03 e fechei em 7º lugar fazendo os 3,9 Km (3,96 no meu super-preciso GPS) em 16:59.6, com frequência cardíaca média de 176 (fiz bastante força). Poderia ter sido melhor se eu tivesse ido um pouco mais fraco na primeira volta. Estava 27 ºC durante toda a corrida, inclusive no aquecimento, ou seja, estava quente. Se tudo der certo, em abril, estando mais em forma e estando mais fresco, quem sabe não quebro meu recorde de 16:50?

Mesmo que o tivesse quebrado não teria pego pódio. Acho que sou a única que vai totalmente pela pista de corrida do Maracanã, que é o certo (a corrida é anunciada como tendo 4 Km). Senão, acaba tendo 3,7 Km, como disse um amigo meu. A diferença acaba sendo muito grande. Talvez se eu tivesse feito isso, teria pego o 5º lugar, já que 200 m dá uns 52 s de diferença na minha velocidade. Na primeira volta eu ainda via a 5º na minha frente. Já na segunda, quando meu desempenho caiu, não a vi mais. O que importa para mim é fazer um tempo bom, saber que estou evoluindo. Se eu tiver que voltar a pegar pódio, vai ser desse jeito. 

Depois da corrida, demorei alguns segundos para me recompor devido ao cansaço. Posteriormente, comi bastante abacaxi e melancia, mas não tanto quanto eu gosto. Era tanta gente correndo (o que é excelente!) que acabou e só tinha sobrado banana passada.

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terça-feira, janeiro 24, 2017

Copa Estadual de Cross Country


Eu queria muito ir bem na Copa Estadual de Cross Contry para conseguir ir para a Copa Brasil de Cross Contry em São Paulo. Em princípio, o Vasco tentaria levar cinco atletas no adulto feminino.

Eu já estava inscrita na Corrida de São Sebastião quando soube que, inicialmente, o cross seria no dia 22. Depois, foi para o dia 21. Mas eu não queria deixar de ir na corrida de rua porque nunca se sabe se será possível competir em provas de atletas federados e eu queria também ser tri na minha faixa-etária (algo que consegui!).

Eu sabia desde o início que não conseguiria ter o desempenho desejado no cross, seja pelo desempenho nos treinos, seja pelo resultado na São Sebastião, que, embora tenha sido dentro do esperado, não foi legal. O fato é que não consegui perder o peso desejado desde que voltei aos treinos no início de outubro e, por conta disso, meu desempenho nos treinos não evoluiu como deveria, somando-se a isso minhas crises constantes de insônia e o calor do verão, que mesmo não estando tão forte, faz uma temperatura e sensação térmica além do saudável.

Além de tudo, como eu suspeitava, a equipe do Vasco agora está BEM forte. É muito legal saber que o clube está investindo em atletas fortes e espero que continue assim para melhorar o atletismo carioca. Porém, para eu conseguir ter chances de alguma coisa, eu tenho que ser melhor do que já fui no auge da minha forma, algo improvável dada minha idade, lesões constantes, insônia (que está cada vez pior), saúde em geral, falta de local adequado de treino (Célio de Barros), etc, que não têm colaborado.

Mesmo tendo muitas atletas inscritas na minha equipe, todas correriam valendo pontos por equipe e, no final, as seis melhores seriam levadas para o brasileiro de cross.

Cheguei cedo e, por um imprevisto, a competição acabou atrasada. Desta vez, tinha pórtico, chip, e a própria FARJ trouxe frutas e aquele delicioso bolo das corridas que a Luz (agora presidente da FARJ) organiza (que eu não iria comer, mas que acabou antes de eu correr). Não vi os troféus por equipes; já as medalhas para os campeões estava caprichada.

Acabou que largamos quase às 9 h e, embora não estivesse tão quente assim (25 - 27 ºC), havia sol. O percurso era similar ao do ano passado, sendo que não tinha o pequeno barranco e, desta vez, tinha 10 Km cravados de acordo com meu agora mais preciso GPS.

Desde o início não consegui me manter com o grupo, chegando a tomar capote das três primeiras na quarta de cinco voltas. O fato é que olhando as fotos, dá pra ver que estou com muito mais gordura nos membros inferiores que as demais atletas, algo que faz toda a diferença. Além disso, eu sinto minha barriga pesada. O cansaço da São Sebastião até contou, mas definitivamente não foi isso o que me fez correr mal.

Corri basicamente sozinha fazendo toda a força que eu tinha (AVG 172 num cross, com grama fofa, é bem significativo). Nunca pensei em desistir e cheguei a me sentir mal no final, com calafrios, mesmo bebendo água gelada em todas as voltas. Acabou que eu fiz os exatos 10 Km em vergonhosos 53:44, ficando muito atrás da penúltima. 

O fato que mesmo que eu fizesse algo similar ao meu recorde em cross (36:10 em 8 Km em 2006) num percurso de dificuldade semelhante, eu conseguiria ficar entre as seis primeiras do Vasco. Todavia, ao menos teria uma classificação honrosa.

Aparentemente, de acordo com o regulamento do brasileiro, só 6 atletas podem ser inscritos por equipe. Eu até pensava em ir por conta própria. Contudo, melhor não ir mesmo. Mesmo estando um pouco mais em forma, o resultado seria vexaminoso. Melhor deixar mesmo para ir na Corrida e Caminhada de Confraternização pela Reconstrução do Estádio de Atletismo Célio de Barros do dia 19/02, onde tenho mais chances de ir bem.

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sexta-feira, janeiro 20, 2017

Corrida de São Sebastião


Se tem uma corrida que eu gosto de ir é esta, porque a organização costuma ser boa e a inscrição, não muito cara. O problema dela costuma ser o clima, por ser no verão. Fiz a minha inscrição logo no início e ainda bem que o fiz, porque se esgotaram rapidamente. Hoje em dia são menos vagas (umas 5000 acho), o que torna a corrida não tão lotada e deixa a largada mais tranquila.

Infelizmente não consegui ainda estar na forma que gostaria. Desde que infelizmente me deixei engordar na última lesão, ainda não consegui emagrecer tudo o que precisava, mas estou trabalhando nisso.

Achei ruim a retirada de kit num único dia e durante a semana. Eles deveria ter disponibilizado o sábado da semana anterior para isso. Sorte a minha é que sou funcionária pública e ainda por cima tenho trabalhado em casa desde o incêndio na UFRJ. E quem trabalha na iniciativa privada, como fica? Um horário entre 8:00 e 18:00 é muito ruim. Tinha que ser até às 20 h pelo menos. Eu, como estou fazendo meu próprio horário e tenho flexibilidade, meio que consigo sair a qualquer hora. E quem não tem, como fica? Aproveitei e comprei 3 tops bons e baratos na tendo do Márcio Villar.

O kit deste ano foi mais fraco. Se por um lado a camisa veio sem manga, o que prefiro, por outro a sacola foi mais simples. Teve também um boné e um suco natural de caixinha.

No dia da corrida acordei às 5:40 e saí de casa às 6:05, chegando no local da prova por volta de 6:30. Os termômetros na Tijuca marcavam 26 ºC, enquanto o que vi no início do aterro, 24ºC. Se pensar bem, considerando o horário, é bem abafado. Sorte que estava pingando ao chegar, o que torna o clima um pouco mais ameno.

Chegando lá, falei com os amigos, me alonguei, me aqueci e fui para o pórtico de largada. Na largada da elite feminina não teve penetras (até porque elas são desclassificadas), mas na masculina, como sempre, um monte de gente que não é elite ou vai correr os 5 Km invade a área, o que considero um absurdo.

Dada a largada tranquila, sem muito empurra-empurra, só tive problemas com uma mulher trotando já no início e que saiu lá na frente e eu quase me choquei com ela.

Passei o 1º Km para 4:18 mas não consegui manter. O clima, pelos termômetros de rua, variou entre 23 - 26 ºC e eu terminei os aproximadamente 10,1 Km (10,18 Km pelo meu GPS em precisão máxima) em 48:26. Nos últimos 2 Km caiu um baita pé d'água que encharcou bem o chão. Pelo olho, contando as mulheres que estavam antes de mim que não são elite, eu era a 6º não-elite.

Na chegada, no total, consegui 5 saquinhos com banana e barra de cereal, juntamente com um total de 3 sucos naturais de caixinha. Achei bem mais fraco do que em anos anteriores: nos dois últimos anos teve até sorvete! Se tivesse neste ano, não tomaria por causa do estadual de cross country de amanhã. Não sei se vou conseguir competir, porém estou inscrita.

Perto do almoxarifado consegui gelo pra passar nas minhas pernas. Enquanto o pessoal ainda chegava e eu não conseguiria outro lanche por conta da distribuição aos concluintes, eu fiquei lá fazendo varredura com bastante gelo. Foi lá que peguei água antes da corrida. Toda corrida tem que ter copo d'água antes da corrida. Durante a prova também teve bastante água geladinha.

Novamente não ganhei nada no sorteio e só bem depois consegui encontrar meu namorado Hércules. Ele infelizmente não conseguiu me gravar passando/chegando, tal como fez em outros eventos.  

Poderia ter tentado mais lanches. Todavia, queria ir para a casa para não dar chance ao azar e não conseguir jogar no Delícias da Semana da Parmê.

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quarta-feira, dezembro 21, 2016

17º Corrida e Caminhada de Confraternização pela Reconstrução do Estádio de Atletismo Célio de Barros


Fiquei feliz em saber que essa corrida fora adiada em uma semana, já que seria uma semana a mais para entrar em forma. Porém, as duas últimas semanas de treino não foram boas por causa de problemas de insônia. Foram duas semanas com noites muito maldormidas. Obviamente, meu desempenho nessas duas semanas foi ruim.

Na véspera infelizmente não foi diferente. Demorei a pegar no sono e acordei às 6:40 cansada no dia da prova. Além disso, está difícil perder peso.

No dia anterior ainda teve uma rave no Célio de Barros, um total absurdo, descaso! Durante a semana toda o portão esteve aberto, sem seguranças e ladrões entravam e saiam sem ser incomodados. Aparentemente, o controle do Célio de Barros é da SUDERJ. Os funcionários tentam ganhar um extra com estacionamento e não estão nem aí com o patrimônio do Célio de Barros. É função deles ou do governo de colocar seguranças na porta. Como o governo quer o fim definitivo do estádio de atletismo, para que o consórcio no lugar da Odebrecht construa um estacionamento e um shopping, deixa que isso aconteça.

Como ia correr pelo Vasco, não precisei fazer minha inscrição. Só que como sempre demoram a dar os números para os atletas de verdade. Desta vez não vieram tantas atletas da minha equipe correndo com o uniforme.

Antes da largada apareceu um senhor de um dos prédios vizinhos. Ele estava indignado com o vandalismo e a rave, que fez um barulho insuportável a ponto de ele precisar sair de casa com seu filho pequeno. Como sempre nesse Brasil se compra tudo, inclusive as autoridades para se fazer um evento desses num local residencial. A que iriam fazer na Quinta da Boa Vista não tinha autorização do IBAMA? Sorte que alguém entrou no MPF e conseguiu cancelar. Por que não conseguem fazer isso com relação aos eventos no Maracanã que perturbam o sossego dos moradores?

A largada atrasou uns 15 min. Dada a largada, várias atletas saíram na minha frente. O nível da corrida foi forte, já que tinha premiação em dinheiro para os dois primeiros no masculino e no feminino. Fiz o melhor que eu podia, sempre indo pela pista, terminando em 7º com o tempo de 17:25 AVG 178. Pela frequência cardíaca parece que forcei bastante, só que ela está alterada pela insônia. Se eu não tivesse ido pela pista como os demais, teria sido a 6º, mas para ser a quinta provavelmente teria que bater o meu recorde do percurso, o que seria impossível na minha forma atual.

Todas as cinco primeiras eram atletas do Vasco, mas só as duas últimas do pódio correram com a camisa do clube, apenas posando com a bandeira na hora do pódio.

Assim que terminei encontrei meu namorado Hércules e o apresentei para todos. Também comi bastante abacaxi e 10 bananas. Novamente, com meu número, não ganhei nada no sorteio. 

Estava marcado um protesto às 9 h dentro do Célio de Barros. Contudo, poderíamos ser machucados pelos seguranças do evento. Se bem que se todo mundo entrasse, duvido, mas duvido mesmo, que fizessem alguma coisa. No outro protesto que teve em que a Elza apanhou por entrar lá teve pouca gente, o que é bem diferente.

No final, fiquei até feliz com meu desempenho. Dava para fazer melhor sem a insônia, mas nunca bateria meu recorde.

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segunda-feira, dezembro 05, 2016

1ª Corrida e Caminhada da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres do Município do Rio


Assim que a nova presidente da FARJ, Luz Marina, anunciou esta corrida, fiquei atenta ao dia 17, para fazer a inscrição. Acabou que só postaram o link à noite e só fui fazer a inscrição na manhã do dia seguinte. Mesmo assim, meu número foi o 01. Ou seja, fui a primeira a me inscrever.

Nem tinha me tocado, mas ao pegar o comprovante de inscrição, vi que só tinha sexta-feira para pegar o kit lá no Estácio. Como estou trabalhando de casa desde o incêndio no meu trabalho, fui no meio da tarde para lá mesmo. Afinal, aquela região é perigosa à noite. Foi tudo bem rápido e organizado. E o melhor, de graça. A retirada do kit foi no Clube do Servidor Municipal, local com uma boa piscina. 

No dia da corrida acordei bem às 7 h e cheguei ao local um pouco depois das 8 h. Precisei andar bastante pois precisei saltar antes da Avenida Passos e andar bastante até o armazém 4 no porto. Ao menos cheguei aquecida.

Mesmo estando apenas 22º, estava quente e abafado. Pudera, o local quase não tem nenhuma árvore. Muita gente não gosta, mas eu prefiro corrida às 9 h, pois assim posso dormir até mais tarde e me sentir mais bem disposta. É só a organização colocar água bem gelada em postos bem distribuídos que ameniza o problema.

Estava tudo muito bonito, o pódio, a mesa de frutas bem caprichada e a mesa das medalhas. Antes da largada, nos avisaram que teria menos de 4 Km e que talvez a corrida precisasse ser interrompida em dois pontos por causa da passagem do VLT. Dada a largada, como o nível não estava muito forte, consegui me manter entre as seis primeiras logo no início. Eu não achava que tinha chances de pódio por estar fora de forma. Porém, o Hércules sempre dizia que meu lugar era lá e que eu estaria lá.

Acabou que eu fui a terceira, completando os 2,4 Km em 11:19 com frequência cardíaca média de 177.  Não deu para ter os 800 m restantes pois não deixaram que a corrida passasse pelo museu do amanhã. Ao menos não teve nenhuma parada por conta do VLT. 

O porto está bonito, mas na minha opinião, dava para revitalizar sem tirar o viaduto, que era extremamente útil. Assim como o VLT, que só serve mais como passeio turístico, por ser extremamente lento. Além disso, faltam árvores. Para correr, o local não é adequado por ter um piso muito duro.

Depois da corrida, comi muitas frutas, especialmente abacaxi. Desta vez tinha um bolo diferente. Parecia muito bom, só que eu não queria engordar muito.

Antes da premiação, o Fábio, o apresentador da corrida, ficou dançando. Eu bem que tentava imitar. Todavia, não levo muito jeito. Na premiação eu ganhei uma coroa de louros, flores, um lindo troféu, uma sacolinha com brindes femininos e uma sexta com muitos e deliciosos biscoitos. 

Na volta, pegamos o VLT até a Candelária e um ônibus para a minha casa. Gostei muito do evento e espero que haja uma próxima edição.

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terça-feira, novembro 08, 2016

Corrida Eu-Atleta


Eu só participei dessa corrida no dia 05/11 porque tinha me inscrito com bastante antecedência e não queria jogar o dinheiro fora. Estava treinando há apenas 1 mês após ficar parada 9 semanas por conta de lesão. Eu gostaria de ir também no domingo anterior na Corrida e Caminhada de Confraternização pela Reconstrução do Estádio de Atletismo Célio de Barros. Contudo, não seria nada prudente competir em duas semanas seguidas na minha atual situação.

Fui na sexta à noite retirar o kit lá no Shopping Leblon, sendo que antigamente a retirada de kit era no local de largada, no Aterro do Flamengo, local bem mais próximo da minha casa. É muito chato levar 2 h e 30 min para ir e voltar só para ficar 5 min no local pegando o kit. Ao menos não havia fila e o kit veio caprichado com brindes. Só ficou faltando algo: o cappuccino. Veio café, mas nada de cappuccino. Seria bem melhor se viesse cappuccino ao invés de café. Só fui na sexta porque agora tem metrô quase na porta do shopping; ir de ônibus seria inviável por causa do trânsito.

Dormi bem na véspera e acordei bem disposta. Porém, a saúde nos últimos 3 meses não tem me ajudado: problemas hormonais têm me deixado muito inchada durante mais de 15 dias a cada mês. Com isso, fico me sentindo muito pesada. Considerando que engordei por causa d'a lesão, a situação fica ainda pior.

No dia acordei às 5:35 e saí de casa por volta das 6 h. Só que o ônibus foi lerdando e só cheguei ao local da prova às 6:35, já na hora de me aquecer, pois a largada era às 7:15. Ao contrário de todos os anos anteriores, a largada foi no meio do aterro e não no início, o que aumenta um pouco o tempo de deslocamento. Ainda bem que levei uma garrafa d'água, pois ao contrário de anos passados, não vi barraca d'água para os atletas antes da largada, o que considero um total absurdo. Mesmo estando fresco, é importante beber água antes da largada. O chato disso é ter que me aquecer carregando uma garrafa de água debaixo do braço. Tá certo que estou acostumada com isso ao ir e voltar da Quinta. Todavia, se eu puder evitar carregar volume extra, ajuda muito. E eu não preciso de água só para beber; ela também serve para molhar a faixa do meu frequencímetro. Afinal, ele não funciona direito com a faixa seca.

Ao me aquecer eu sentia meu corpo muito pesado. Entretanto terei que me acostumar com isso, já que se minha saúde continuar falhando, isso ocorrerá na média em 50 % das corridas.

Tinha bastante gente, mas não em excesso. Talvez por isso os banheiros não estivessem muito sujos. E olha que nem tinham muitos, mas que deram conta do recado. Dada a largada, saí com tranquilidade mais para frente sem grandes atropelos. Minha velocidade inicial foi de 4:50 por min nos 3 1ºs quilômetros. Depois, não consegui manter nem conseguia forçar. Acabou que finalizei os 10,1 Km em 51:25, com frequência cardíaca média de 171, que é relativamente baixa, o que prova que meu corpo não me deixava forçar. A temperatura variou entre 19 - 21 ºC, o que é fresco. O ideal é que estivesse uns 16 ºC sem chuva, como fazia em Curitiba. Fui a 215º no geral absoluto, a 19º no geral feminino e a 3º na minha faixa-etária. Mesmo piorando muito o tempo fiquei numa posição melhor neste ano.

Depois da corrida entrei 2 x na fila para pegar o spray de "ice-hot" para passar nas dores e 6 x na fila para tomar café. Também consegui pegar 4 x o lanche. Achei chato e um tremendo absurdo o fato de que ainda tinha "ice-hot" e lanche, mas a organização não queria dar mais para que ficassem com eles mesmos. Oras, a gente pagou por isso. Se eles querem os brindes também, que separem antes para eles.

Entre uma fila e outra encontrei a nova presidente da FARJ, a Luz Marina. Desejei-lhe boa sorte, porque vai precisar. Ela terá muito trabalho pela frente. Espero muito que consiga que reconstruam o Célio de Barros dentro do Complexo do Maracanã.

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sexta-feira, agosto 05, 2016

Circuito Caixa - Etapa Recife

Sempre quis correr uma etapa do Circuito Caixa, que não tem no Rio de Janeiro. Para isso, precisaria viajar e a etapa de Recife caiu numa data boa, dia 31/07, sem outras competições desejadas próximas. Além disso, queria mesmo voltar a Recife. Então, antecipei minhas férias. Como meu namorado Hércules estaria em férias em agosto, ele foi comigo.

Infelizmente não consegui promoção no voo, que saiu R$ 1600,00 ida e volta para os dois. Ficamos no hotel Íbis Boa Viagem, que ficava relativamente próximo ao local de largada, o belo Forte do Brum, de sábado até terça.

No sábado acordei às 8 h, peguei metrô e BRT, e logo cheguei ao aeroporto para encontrar meu namorado. O voo da Gol foi pontual e impecável. Chegamos lá no horário marcado, fomos almoçar e ao shopping pegar o kit. Infelizmente lá perdi a lente de meu já combalido óculos escuros. Tentamos achar mas não conseguimos. 

Não consegui relaxar direito à noite. Acho que o chocolate quente tinha restos de café na máquina da Nestlé, o que atrapalhou meu sono. Além disso, comi besteira na noite anterior, comi um sanduíche com frango empanado e ovo frito na véspera, algo bem engordativo para uma atleta.

No dia da corrida acordamos às 5:15, já que a corrida era às 7:15. Pegamos um táxi às 5:45, que deu uma volta maior do que a necessária e chegamos lá antes das 6 h. Peguei o chip, que não era descartável, me alonguei e fui me aquecer. O local que escolhi para isso era péssimo, pois tinha um vento contra enorme. Torcia para que a corrida passasse por ali apenas a favor do vento.

A largada atrasou ligeiramente e nos primeiros metros foi difícil correr por conta do excesso de gente correndo devagar e saindo lá na frente. Depois disso, o inimigo foi o vento contra. Era muito vento forte, ou contra ou lateral, principalmente bem no início da corrida. Além disso, teve ida e volta por um viaduto curvo e com uma boa subida. No final, tive que ficar me desviando do pessoal que caminha nos 5 Km, o que também atrapalha.

Acabou que terminei os 10 Km em 47:07, sendo a 58º no geral absoluto, a 15º no geral feminino e a 1º na minha faixa-etária, sendo a 1º sem ser atleta de elite. A 2º do povão chegou quase 1 min depois de mim e as duas últimas da elite fizeram em mais de 45 min. Elas provavelmente quebraram por causa do vento.

A corrida teve quatro postos de água e ao final deu suco de manga, maçã e banana. Todavia, a maioria das bananas estava meio passada. Eu tinha direito de ficar na área da Caixa, já que sou correntista. Por conta disso eu paguei só R$ 55,00 e a inscrição mais cara custou R$ 90,00, para ganhar uma boa camiseta e uma sacola reciclável.

O melhor foi ter medalhas na faixa-etária para os 5 Km e os 10 Km. A premiação não demorou e parece não ter havido nenhum rolo como costuma acontecer no Rio por causa dos trapaceiros. Enquanto esperava, passava gelo que peguei dos galões com água e suco na área da Caixa.

Depois fomos curtir a cidade pelos outros três dias. A viagem como um todo foi muito boa e produtiva!

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