Pantera Cor de Rosa

Este é o blog de Juliana Carpes Imperial, mais conhecida pelos desconhecidos como a Pantera Cor de Rosa por volta e meia ir correr toda de rosa.

domingo, maio 29, 2016

Campeonatos Estaduais Caixa de Adultos


Eu havia pedido para a Solange correr nos 5.000 m no dia 28 e nos 10.000 m no dia 29. Os 5.000 m provavelmente teria que ir como avulso porque só 3 atletas podem correr por equipe. Já os 10.000 m eu provavelmente correria valendo.

A prova estava marcada para às 9:05. Dormi um pouco antes das 22 h e acordei bem às 7:05. Saí às 7:25 e cheguei lá por volta de 8:05. Poderia ter chegado mais cedo se não tivesse saltado errado um ponto antes. Enfrentei uma pequena mas um pouco demorada fila para a confirmação. Também, era muito atleta competindo logo no início. Eu realmente tive que competir como avulsa e acho que nenhuma das inscritas faltou. Ainda bem que eu sempre levo camisa branca e short azul pois sei que a chance de isso acontecer é grande. Se eu tiver sorte e não me lesionar tão cedo, quem sabe não melhore bastante e seja titular? Basta não ter estresse por motivos banais, o que mais me atrapalha.

As provas da FARJ quase sempre começam um pouco adiantadas. Só que desta vez atrasou e muito. Não sei dizer o que aconteceu. Só sei dizer que começamos às 9:41 pelo meu relógio. Ao menos não estava muito quente e novamente teve água. 

Fui novamente no meu ritmo sem querer correr muito forte. Obviamente o início sempre sai mais forte. Comecei como penúltima, tendo apenas a Val atrás de mim, passei a maior parte do tempo em último e ao final ultrapassei a Val, que havia quebrado. Terminei os 5.000 m em 22:44.5, com frequência cardíaca média de 175, que chegou a 180, provavelmente na última volta. A temperatura ficou entre 25 - 27 ºC pelo meu relógio, que é influenciado pela temperatura do corpo. Fui a 8º de dez atletas, sendo que uma parou.

Ao menos consegui melhorar um pouco com relação ao domingo passado. Para fazer algo melhor precisaria de mais algum tempo treinando sério, sem competir, algo que terei para o dia 26/06. 

Saí da prova direto para o celular para jogar no Palpite da Rodada especial da Parmê para o jogo Real Madrid x Atlético de Madrid. Como já eram 10:05, eu joguei 4 x 1 ao invés do tradicional e mais razoável 2 x 1. 

Fui dar um trote, voltei para casa pegando um pouco de engarrafamento e morrendo de fome. Almocei e encomendei um sacão de gelo para colocar nas pernas. Demorou mas chegou. Isso dá um alívio e tanto!

Por conta da fome, comi um tanto a mais do que minha dieta diária para poder correr com bastante energia no dia seguinte. No estadual de 2009 me dei mal por querer ficar com apenas as calorias da dieta entre os 10.000 m e os 5.000 m. Acabou que não corri nada nos 5.000 m por estar fraca.

Acordei durante a noite por volta de 22:30 com um certo mal-estar. Enfaixei as panturrilhas com pomada anti-inflamatório e voltei a dormir, acordando bem às 6:40, 5 minutos antes do despertador.

Novamente fui apressada e saí de casa às 7:00, chegando ao local da prova, o CEFAN, às 7:40. Infelizmente, como tinha competido como avulsa no dia anterior, não poderia competir valendo pelo Vasco hoje. Não concordo com a regra em casos como o meu, já que competi como avulsa ontem pelo excesso de atletas da equipe na mesma prova. Como só tinham duas atletas vascaínas, eu poderia ter entrado valendo. Ao menos o Vasco terminou o dia 28 na primeira posição e espero que continue assim. Quero ver a Prof. Solange ganhando um monte de troféus novamente!

Desta vez o atraso foi menor, de apenas seis minutos, com a corrida começando às 8:51. Acho que só não foi maior porque eram apenas quatro atletas tanto no masculino quanto no feminino, já que a confirmação do masculino atrasou bastante.

Dada a largada, comecei em último e cheguei a ser a segunda, já que a que foi a segunda estava devagar no início. Todavia, logo ela assumiu o ritmo adequado e foi atrás da primeira. Acabou que fui a 3º num clima que variou entre 25 e 28 ºC, finalizando em 47:28.6, com AVG 173. Mesmo estando cansada, consegui melhorar em relação à Corrida dos Fuzileiros.

Como corri de avulso, não ganhei medalha. Quem sabe em uma próxima vez?

Como deu tempo, consegui jogar a tempo meu palpite para o jogo Brasil x Panamá na página de Facebook da Parmê. Mesmo que a corrida de ontem tivesse começado na hora, não teria ganhado nada ontem, já que dera 1 x 1.

Comi duas maças e duas bananas e fui para casa com a sensação de dever cumprido. Pena que a lesão atrapalhou meus planos. Os tempos poderiam ter sido bem melhores. Depois comi bem, mas sem exagero.

Marcadores:

quarta-feira, maio 25, 2016

Competição Aberta de Adultos - Troféu Shine


Mesmo estando ainda fora de forma, pois esta competição estava marcada para 22/05, quatro semanas após a volta da lesão, pedia a Solange para competi-la. Provavelmente iria de avulso, já que cada equipe só pode inscrever três atletas por prova e minha nova equipe, o Vasco, tem atletas bem mais fortes do que eu.

Chegado o dia acordei às 6 h, saí rapidamente de casa e cheguei ao local, o CDA, por volta das 7:30. Como peguei um ônibus até Cascadura que roda menos pelo subúrbio, cheguei relativamente rápido ao Campo dos Afonsos.

Ao contrário do que ocorreu ao longo da semana, estava meio quente no dia. Ao menos desta vez resolveram dar água durante a prova. Eles colocaram uma mesa com copos que poderíamos pegar ao longo da prova. Isso pode não estar no regulamento da IAAF. Acontece que a Associação Internacional de Federações de Atletismo fica na gélida Mônaco, enquanto vivemos num lugar próximo ao caldeirão do capeta. Então, deve haver exceção e ter água. 

Na hora da confirmação, eu iria correr valendo, sem ser avulsa, porque a Rai ficara muito doente e não poderia participar. Como eram poucas atletas, eu de certo pontuaria. Como eu estava inicialmente de avulsa, tanto na hora da chamada como nos resultados eu aparecia como avulsa indevidamente. Espero que no final das quantas o resultado esteja correto e a pontuação tenha contado. De qualquer forma, acredito que o Vasco tenha sido o campeão tanto no feminino como no masculino pois ganhara várias provas.

Na hora da pontual largada, éramos apenas seis. Devido a falta de forma, nem ousei a ir junto com a penúltima. Entre fazer um tempo ruim sozinha e quebrar fazendo um tempo catastrófico, fiquei com a primeira opção.

Estava quente, com a temperatura só subindo ao longo da prova, começando na casa dos 26 ºC e terminando na casa dos 30 ºC. Tomei só uma água no meio. Eu comecei um pouco mais forte do que gostaria e mantive em boa parte da prova a média de 1:52 por volta, média que até para os 10.000 m é vergonhosa. Acabou que terminei em último com 23:02.88, tendo tomado capote de todas as outras atletas. Para não ter sido a última, teria que ter feito tempo de 10 anos atrás, já que a penúltima fez abaixo de 21 min.

Como a competição foi patrocinada pelo consulado do Catar, tivemos medalha de participação, lanche e até uma bela camisa oficial do Catar.

Fiquei por lá assistindo as demais provas da manhã. Acabei muito cansada, pois fiz um esforço muito grande, com minha frequência tendo atingido uma média de 176. Para se ter uma ideia, até o dia da competição minha rodagem média estava em aproximadamente 5:23 por quilômetro e eu fiz a prova em aproximadamente 4:37 por quilômetro. Considerando que a estimativa é se fazer a prova de 5 Km numa velocidade média 30 s mais rápido por quilômetro do que o tempo de rodagem, eu fiz uma força absurda. Atualmente a velocidade da rodagem é de aproximadamente 5:19 por quilômetro. Pena que o estadual adulto não será daqui a três semanas. Se fosse, poderia ir bem melhor, quem sabe não fazendo abaixo de 22 min os 5.000 m.

Marcadores:

sábado, maio 21, 2016

29º Corrida dos Fuzileiros Navais e 11º Corrida do Corpo de Intendentes


Na noite do dia 29/04 eu havia feito a minha inscrição nesta corrida. Faltando uma semana, fui olhar o regulamento para ver como seria a retirada de kits e vi que precisava do comprovante de inscrição. Ao acessar o site Minhas Inscrições, onde a inscrição foi feita, vi que a minha inscrição estava como cancelada. Procurei o boleto, comprovante, vasculhei minhas contas e não achei nenhum registro de pagamento.

Tentei fazer minha inscrição novamente, porém o prazo já havia se esgotado. Liguei para a Marinha e tentei contato com o site Minhas Inscrições para saber se algo poderia ser feito na segunda-feira dia 9/05. Contudo, disseram que as inscrições já estavam encerradas e que eu não poderia fazê-la no dia da entrega de kit. Infelizmente não tinha mais o contato dos Fuzileiros Navais que treinavam no Célio de Barros. Eu até tentei contatar dois deles pelo Facebook mas não me responderam.

Até que na comunidade do face que faz venda e troca de kit de corridas eu encontrei um rapaz militar que estava vendendo o dele por não poder correr no dia. Eu paguei o preço, peguei via fotos do Zap os documentos necessários e retirei o kit por ele. Como ele corre muito mais do que eu, é homem, e eu ia correr os 10 Km, não estaria prejudicando ninguém. Se acaso fosse uma senhora de idade, bastaria correr sem o chip que não daria problemas.

No dia da retirada dos kits e durante a corrida vi o Monteiro, que era treinador dos Fuzileiros Navais na época em que eles treinavam no Célio de Barros. Entretanto, acho que ele não me reconheceu. Afinal, ele não me vê há uns 10 anos. Se ele tivesse me reconhecido, acho que tentaria dar um jeito de me inscrever na corrida.

No dia preferi não levar nada para deixar no guarda-volumes. Afinal, no meu número estava escrito militar masculino. Levei apenas o bilhete único no bolso, a camiseta que colocaria ao lado do short e uma garrafa de água.

Chegando lá vi muitos militares e nem tanto civis. Fui me aquecer e estava me sentindo bem. Na hora da largada estava confortavelmente mais para frente mas não muito tanto na frente porque só estava correndo depois da volta da lesão há 3 semanas. Ou seja, não tinha muita gente na corrida. Antes da largada teve o hino do Brasil e o da Itália, já que a Corritalia Brasile estava apoiando esta corrida. Tanto que quando vi que dera problema na minha inscrição, procurei a Luz Marina, organizadora da Corritalia Brasile 2014 (em 2015 não teve por falta de patrocínio). Acredito que com isso não venhamos a ter a Corritalia Brasile propriamente dita.

Dada a largada não saí forte. Mantive mais ou menos o ritmo de 4:45 a corrida toda. Quando teve a virada, reparei que era a 1º mulher. Eu avisei que meu número era o de 5 Km na virada e idem quando a moto da organização com o fuzileiro usando o belo uniforme da marinha veio atrás de mim. Na chegada, quando já era a segunda, chegando pouco atrás da primeira, avisei a mesma coisa.

Terminei os 10 Km em exatos 48 min pelo meu relógio. Nos resultados oficiais não colocaram o tempo para o atleta de quem corri com o número em local algum. Acho que ele foi desclassificado por eu ter passado pelo tapete dos 10 Km. Ao menos a diferença, se existisse, seria mínima, já que só ligo o relógio ao passar pelo tapete e desligo ao passar novamente. Olhando a classificação geral, se tivesse valido, eu teria sido a 2º mulher e a 125º no geral absoluto, sem contar com os pelotões militares.

Desta vez o erro na distância foi bem menor, de 70 m, e começou a ocorrer só após os 7 Km. Como eles separam quem corre 5 Km e 10 Km a partir dos 7,5 Km, não dá para quem faz 10 Km tangenciar a rua sempre. Então, deveriam colocar a virada dos 10 Km um pouco antes.

Após a chegada, consegui pegar minha medalha sem problemas, um isotônico e comi 8 bananas e 12 maçãs. Poderia ter comido um pouco mais. Todavia, queria ter bastante barriga para o rodízio às 17 h no Beluga, onde comi apenas 14 fatias salgadas e 6 doces, além de um petit gateau, por conta na demora do serviço.

Algo que me chamou a atenção foi o grande número de militares com tatuagens grandes. Se por um lado não podem usar brinco e o cabelo tem que ser raspado, quanto à tatuagem estão sendo mais liberais.

Marcadores:

sexta-feira, maio 06, 2016

Treino da Nike 06/05/2016


Mais um treino da na Quinta da Boa Vista. Novamente um treino NTC, de funcional.

Acordei às 6:00 da manhã, fui correndo até a Quinta da Boa Vista e dei uma volta completa lá antes de ir ao local do treino. O local foi o mesmo de sempre. Quase que não chego a tempo de fazer o check-in, que termina 10 min antes de o treino começar. Cheguei pontualmente na hora em que ele terminou. Isso foi culpa daquele sinal de trânsito na Radial Oeste que leva 6:30 para fechar. Levei a viseira da Nike da minha mãe para ver se tirariam mais fotos minhas.

Desta vez foi ainda menos gente do que da última vez. Fui a 43º e última a fazer o check-in. Até ontem ainda restava uma vaga. Parece que o pessoal não se interessou muito. Novamente vi também pessoas que já foram em outros treinos. Repetindo o que disse a respeito do outro treino, ainda não fiz amigos novos nos treinos da Nike.

A professora foi outra, que também era bem legal. Alguns dos professores do staff são sempre os mesmos. Desta vez não teve moleza: o treino foi puxado. Saí com as pernas bem pesadas. Ao final comi 3 barras de cereal da trio com aveia e mel. Poxa, eles poderiam mudar o sabor, colocando aquelas com brigadeiro ou coco, que são bem mais gostosas.

Após o treino fui correndo ao meu ponto inicial na Quinta da Boa Vista, ali no Horto Botânico, dei mais uma volta e fui embora correndo.

Marcadores:

terça-feira, março 22, 2016

Competição Aberta Caixa de Adultos


Eu queria muito correr essa competição nos 5.000 m e 1.500 m no dia 04/03, sendo que os 1.500 m só se eu corresse bem os 5.000 m, já que no adulto não dá para dar vexame e correr mal. Como ainda estava em processo de transferência para a nova equipe, tive que competir como avulsa. 

No dia 3, recebo mensagens e ligações para fazer um teste para um comercial onde precisaria saltar. Fiquei na dúvida, agradeci a lembrança mas neguei por conta da competição no dia seguinte. Pedi tanto para ser inscrita e gostaria muito de correr bem. Iria forçar demais e poderia correr mal. Se fosse a propaganda propriamente dita, não hesitaria para ganhar um cachê de R$ 3000,00. Porém, sendo só um teste, podendo ser chamada ou não, não valeria a pena. E ainda bem que não fui, pois o comercial foi cancelado. Além disso teria que faltar o trabalho para algo que poderia não dar em nada.

No sábado dia 4, acordei às 6 h, saí por volta das 6:30 e dei a sorte de pegar um ônibus logo de cara. Só que o ônibus enrolou e dava muitas voltas. Ao menos estava adiantada. Peguei um outro ônibus e saltei na porta onde costumava entrar para treinar. Contudo, trocaram o portão de entrada e tive que andar um bocado fora e dentro do CDA. Ao menos já estava cadastrada como atleta e não precisei me cadastrar lá.

Desde a hora que cheguei já estava muito quente. Eram 7:50 e já estava 30ºC na rua. O CDA fica perto de Bangu, ou seja, bem próximo à entrada do inferno. 

Estava bem ao me aquecer e a largada foi um pouco adiantada. Minha tática era a mesma: me manter com a penúltima enquanto pudesse. Todavia, elas saíram MUITO forte. Mesmo em último, passei os primeiros 400 m em 1:31, os 800 m em 3:06, os 1200 m em 4:47 e os 1600 m em 6:32. Não preciso nem dizer que quebrei feio. Acabei finalizando a prova em 22:21.11, sendo a sétima e última a terminar a prova. Duas atletas pararam no meio. Além do calor, sofremos por não terem nos dado um copo de água nesse calor. Poderia ter sido bem melhor se tivesse ficado para trás e ido mais lento durante a prova. Entretanto não teria a chance de fazer algo muito melhor do que o esperado como foi em 2012, quando consegui fazer 21:20 com a mesma tática. A diferença é que a penúltima não foi tão forte assim, assim como o calor estava um tanto menor (frio infelizmente é algo raro no RJ).

Fiquei chateada com o resultado e fiquei o resto da manhã lá para assistir mais algumas provas e conversar com os amigos: atletas, treinadores e dirigentes. As provas de velocidade foram bem fortes, cheias de atletas com chances de irem para as olimpíadas, em busca de índices. A pista do CDA é rápida e favorece, além do calor que ajuda os velocistas. O que deve ter atrapalhado é que tinha um vento chato contra a favor que me atrapalhou nos 5.000 m. 

Com o resultado ruim nos 5.000 m, resolvi não correr os 1.500 m. Se fosse correr, teria voltado para a casa logo após em 5.000 m. Ao menos resolveram reduzir a taxa de atletas avulsos de R$ 100,00 para R$ 50,00 para atletas filiados a FARJ. Mesmo que tenha que competir como avulsa na próxima competição, espero muito estar com a camisa da nova equipe, nem que tenha ainda que correr como avulsa por excesso de atletas na prova (só 3 atletas podem correr contando pontos para a equipe, os demais correm de avulso). 

Marcadores:

domingo, fevereiro 14, 2016

Copa Estadual Caixa de Cross Country


Como o Santa Mônica está inadimplente com a Federação de Atletismo (FARJ) e não se desfiliou oficialmente, tive que competir como avulsa pagando a taxa de R$ 100,00. Acho um absurdo isso de o clube deixar de pagar e não se desfiliar se não pretende ficar filiado. Isso só prejudica os atletas. A taxa é cara e aumentou muito de uns tempos para cá. Porém entendo as necessidades da FARJ em tempos sem Célio de Barros. Pior ainda é a taxa de transferência cobrada pela Confederação de Atletismo (CBAt), R$ 500,00, para atletas de nível estadual. É muito caro! Eu devo ser transferida apenas a nível estadual para não pagar essa taxa.

No dia da competição, 14/02/2016, acordei bem às 6:40 e saí de casa antes das 7:20, tempo suficiente para chegar ao CEFAN. Contudo, não contava com o fechamento da Av. Presidente Vargas. Deveria ter saltado ali na Rua do Matoso e ido a pé para o viaduto do Metrô da Cidade Nova para pegar um ônibus entre os vários que vão para o local, depois da passarela 13 na Av. Brasil. Acho um absurdo manterem a avenida ainda fechada considerando que os desfiles das campeãs já tinha acabado há um maior tempão. Dava muito bem para manter pelo menos alguma faixa aberta.

Não fiz isso porque não esperava que o ônibus fosse dar o maior voltão até chegar à Central. Quando cheguei lá era 7:55. Então peguei um taxi sem vergonha e com o ar-condicionado desligado. De repente o motorista me pergunta se me importaria se ele fumasse. Disse que sim e ele não fumou. Ao menos correu bastante e eu cheguei lá às 8:10, pagando R$ 45,00 pela corrida.

Quando cheguei os homens já tinham largado, provavelmente às 8 h. A Edneida, que era a treinadora do Santa Mônica, tinha conversado com a Carla da FARJ e eu poderia correr como avulsa me inscrevendo na hora. Todavia, não teria premiação nem poderia contar o resultado como índice. Como se eu fosse fazer algum índice neste ano.

Lá encontrei muitos amigos: Euzébio, Auderi, Cida, Eliezer, Rai, Val, Solange, Zé Luíz (o medidor oficial e árbitro), o presidente da FARJ, o Lancetta, entre outros.

Deu tempo para me aquecer bem e me sentia bem. Entretanto, não consegui me alongar tanto quanto queria por ter chegado meio em cima da hora. Às 8:50 em ponto foi dada a largada. Se não me engano eram 7 atletas no total. Não sei dizer se todos os homens concluíram a tempo o percurso. Eles tinham só 50 min para fazer tudo, ao contrário de nós que teríamos 70 min.

Não entendi por que neste ano e em 2012 puseram ambas as provas adultas com 10 Km ao invés de colocar os homens com 12 Km e as mulheres com 8 Km como de costume. Acho que é para dificultar a vida de nós mulheres (rs).

Logo de início consegui me manter sem maiores dificuldades com o grupo. Porém, assim que começaram os primeiros obstáculos naturais, com frutinhas, folhas e raízes, comecei a ficar para trás. Como me disse o Beto uma vez, cross é uma prova de força e isso eu não tenho muito nas pernas. Não é a toa que atletas que correm obstáculos se dão bem no cross.

O percurso também tinha muita grama fofa. Eles cortaram a grama e deixaram o mato lá. Parecia até que se estava pisando em falso em um buraco em algumas partes. Tinha também que dar um saltinho em um barranco e uma subidinha e uma descidinha em um morrinho fáceis. Esse morrinho é o único trecho do percurso original que fazíamos no CEFAN até 2010, só que o subimos ao contrário, o que facilitou a subida. 

Na primeira volta as atletas que estavam na minha frente (todas!) se confundiram com o caminho e deram uma pequena parada. Eu que estava atrás pude ver bem o caminho correto. Acho que não dava muito para se confundir pois tinha marcas no chão marcando o caminho. Contudo, se eu tivesse no bolo, talvez tivesse dado uma paradinha também.

Eu fiquei para muito para trás durante toda a primeira volta até que comecei a alcançar a Uhuru, que parecia ter quebrado, pois ficava cada vez mais para trás. Água, em copos de plástico, só a partir do fim da segunda volta, tal como ocorre em provas de cross. Preferia que fosse em copos de água mineral. Desse jeito sempre derrama na nossa cara.

Eu nunca pensei em parar mesmo com o sofrimento. Estava quente, mas nem tanto, já que ali tem um pouco de sombra e batia um ventinho. O ruim era a umidade alta e ter que correr de camiseta branca, já que corria como avulsa. Detesto correr de camiseta!

Terminei o percurso de aproximadamente 10,1 Km (10,17 Km no meu preciso GPS) em 52:58, sendo a 6º de 7 atletas. A frequência média de 172. Entretanto, deve ter sido mais alta já que meu frequencímetro ficou meio louco pelo desgaste da faixa.

Não gostei nadinha do meu tempo, já que eu definitivamente esperava fazer menos de 50 min. Só que no ano passado pelo meu antigo GPS tinha menos de 8 Km (7,87 Km) e eu fiz em 39:38 num percurso bem mais fácil. Mais ainda, no último cross que corri no CEFAN em 2010, com um percurso bem mais fácil do que esse, eu fiz os aproximadamente 8 Km em 43:00.6. Só para terem uma ideia, no ano passado a Rai, campeã deste ano, fez uma distância inferior a 8 Km em 33:57. Já neste ano ela fez uma distância superior a 10 Km em mais de 45 min (ainda não sei o resultado oficial). Ou seja, fica óbvio que este percurso é mais puxado. Ainda bem que não choveu. Senão, teria muito pior. 

Fui me despedir de todo mundo e, ao me despedi do Zé Luiz, ele reclamava com um atleta juvenil mandando-o voltar e passar por de trás de um cone que marcava o percurso para não fazer uma distância menor.  

Ao ir embora mais um perrengue: peguei um 665 que vai direto para minha casa todo ferrado que andava devagar porque estava obviamente com defeito. Era uma lata velha ambulante! Não sei se adiantaria alguma coisa, mas eu deveria ter anotado o número de ordem e reclamado no 1746. Saí de lá 10:05 e cheguei em casa às 11 h. Se tivesse passado um ônibus que prestasse (mesmo ferrado mas que corresse), teria chegado bem mais cedo em casa.      

Marcadores:

sexta-feira, janeiro 22, 2016

Corrida de São Sebastião


Eu estava muito otimista com meu desempenho desde o final do ano passado e achava que tinha tudo para arrebentar na primeira corrida de 2016, voltando a fazer os 10 Km abaixo de 46 min, para ao longo do ano só melhorar. Só que eu não contava com uma baita gastroenterite que me deixou de cama dos dias 11 ao 16. Precisei ir duas vezes ao hospital tomar soro, não conseguia me alimentar direito, cheguei a ter um pouco de febre e muita diarreia. Só voltei a treinar no domingo, me sentindo mole, sedentária e sem velocidade. Como a corrida foi na quarta dia 20, foi meu único treino forte. O treino de segunda era apenas o de trote com 10 retas de 100 m. Nesse último treino as retas ainda não saíram tão forte quanto eu queria, mostrando-me que eu não tinha toda a minha velocidade. Para piorar, fiquei dolorida de dois treinos normais, que para minha recente e curta vida sedentária foram muito cansativos.

Eu também perdera peso (ao menos algo de bom nisso tinha que haver!) e nos últimos dias antes da corrida, fiquei com hipoglicemia e dor de cabeça pela falta de comida. Então, foram mais noites mal-dormidas com fome, fraqueza, etc.

No dia da corrida, dia 20 de janeiro, acordei às 5:30 meio cansada, saí às 6 h e fui para o Aterro do Flamengo. Estava chuviscando e meio frio, algo que nunca vi numa corrida de São Sebastião. Todas sempre foram marcadas por um fortíssimo calor. Apesar de cansada e com a frequência cardíaca meio alta, sentia o corpo leve no aquecimento. Consegui me posicionar bem na frente na hora da largada sem passar aperto.

Uma coisa absurda é o número de pessoas que conseguem vaga na elite "no grito". Quem corre os 5 Km não pode sair na elite mesmo sendo fera e tem que sair lá atrás. O mesmo vale para os homens e mulheres que levam mais de 32 e 37 min, respectivamente, nos 10 Km. Não tem isso de que um dia já pôde fazer. Se não pode fazer mais, tem que ir para o povão. Até acho justo que o índice seja mais "leve" para ter mais gente na elite. Contudo se o índice é de X min, somente quem faz abaixo de X min deve entrar na elite. 

Dada a largada com tranquilidade, procurei segurar o ritmo no 1º quilômetro, fechado com 4:17. Dali em diante eu forcei para me manter junto com um homem que corre lá na Quinta da Boa Vista. Me mantive próxima até o 3º quilômetro. Depois eu precisei arrumar outro homem para seguir, pois o outro me deixara para trás, a quem acompanhei até o final. Eu nem olhava muito o relógio, apenas procurava me manter focada no homem a quem seguia. 

Quando chegou a hora de dividir o pessoal entre os 5 e 10 Km, eu me mantive junto com o pessoal dos 5 Km para tentar ter mais velocidade e fazer uma tangente na curva. Mesmo assim, os 5 Km do meu relógio deu um tantinho antes dos 5 Km marcados na corrida. E o erro só foi aumentando, ficando em aproximadamente 100 m do 6º quilômetro ao 9º e chegando a 170 m ao terminar a corrida. Sentia o esforço e dores do lado. Porém, a vontade era maior do que qualquer dor,

Terminei a corrida que eu coloco como tendo 10,1 Km (10,17 no meu preciso GPS) em 45:49, sendo a 154º no geral absoluto, 17º no geral feminino, 2º não-elite e 1º da minha faixa-etária. Se eu tivesse uma boa semana, acho que dava para fazer abaixo de 45 min. De qualquer forma, estou otimista. Se não tiver lesões, porque não tentar terminar o ano fazendo abaixo de 42 min nos 10 Km e abaixo de 20 min os 5 Km? Sonhar não custa nada mesmo com o peso da idade nas costas.

Dada a premiação, fiquei surpresa com o forte nível dos atletas estrangeiros e com a premiação que diminuiu, sendo R$ 4000,00 para o 1º e míseros R$ 500,00 para o 5º. Em compensação, a Caixa, que patrocina a corrida, aumentou o patrocínio para o futebol. Além de ter muito atleta forte para pouca premiação, me chamou a atenção o fato de que nunca chamam um ex-fundista para subir ao pódio e premiar os atletas. Sempre é um ex-velocista. Com todo o respeito aos nossos ótimos ex-velocistas, a corrida é de fundo e temos também vários ex-fundistas que merecem ser lembrados. 

Uma coisa que me desagradou e muito na corrida foi o lanche. Só deixaram cada um pegar uma banana pequena, uma fatia de melancia (ao menos a minha foi gigante) e um sorvete. A corrida é muito cara para essa pão-durice toda. Eu até consegui mais um sorvete ao pedir para o dono da organização, o João Traven. Ao final, depois de esperar o sorteio onde raramente ganho algo, tentei pegar mais alguma coisa. As melancias tinham acabado, só sobrando banana e sorvete. Me deram uma caixa de bananas. Entretanto, se recusaram a me dar mais sorvete. Acho isso um absurdo. Quem pagou os R$ 75 reais de inscrição juntamente com R$ 6,00 de taxa de conveniência? É muito caro para fazerem isso. Se sobrou, tinham que dar para os corredores, nem que fosse no sorteio. Se eu conseguisse uma, teria comido todos de uma só vez sem piedade.

Com o esforço que tive estando um pouco fora de forma, acabei muito dolorida e cansada nos dias seguintes. Parece até que fiz a São Silvestre, que é bem mais puxada.


Marcadores:

Free counter and stats for your website on www.motigo.com