Pantera Cor de Rosa

Este é o blog de Juliana Carpes Imperial, mais conhecida pelos desconhecidos como a Pantera Cor de Rosa por volta e meia ir correr toda de rosa.

terça-feira, março 22, 2016

Competição Aberta Caixa de Adultos


Eu queria muito correr essa competição nos 5.000 m e 1.500 m no dia 04/03, sendo que os 1.500 m só se eu corresse bem os 5.000 m, já que no adulto não dá para dar vexame e correr mal. Como ainda estava em processo de transferência para a nova equipe, tive que competir como avulsa. 

No dia 3, recebo mensagens e ligações para fazer um teste para um comercial onde precisaria saltar. Fiquei na dúvida, agradeci a lembrança mas neguei por conta da competição no dia seguinte. Pedi tanto para ser inscrita e gostaria muito de correr bem. Iria forçar demais e poderia correr mal. Se fosse a propaganda propriamente dita, não hesitaria para ganhar um cachê de R$ 3000,00. Porém, sendo só um teste, podendo ser chamada ou não, não valeria a pena. E ainda bem que não fui, pois o comercial foi cancelado. Além disso teria que faltar o trabalho para algo que poderia não dar em nada.

No sábado dia 4, acordei às 6 h, saí por volta das 6:30 e dei a sorte de pegar um ônibus logo de cara. Só que o ônibus enrolou e dava muitas voltas. Ao menos estava adiantada. Peguei um outro ônibus e saltei na porta onde costumava entrar para treinar. Contudo, trocaram o portão de entrada e tive que andar um bocado fora e dentro do CDA. Ao menos já estava cadastrada como atleta e não precisei me cadastrar lá.

Desde a hora que cheguei já estava muito quente. Eram 7:50 e já estava 30ºC na rua. O CDA fica perto de Bangu, ou seja, bem próximo à entrada do inferno. 

Estava bem ao me aquecer e a largada foi um pouco adiantada. Minha tática era a mesma: me manter com a penúltima enquanto pudesse. Todavia, elas saíram MUITO forte. Mesmo em último, passei os primeiros 400 m em 1:31, os 800 m em 3:06, os 1200 m em 4:47 e os 1600 m em 6:32. Não preciso nem dizer que quebrei feio. Acabei finalizando a prova em 22:21.11, sendo a sétima e última a terminar a prova. Duas atletas pararam no meio. Além do calor, sofremos por não terem nos dado um copo de água nesse calor. Poderia ter sido bem melhor se tivesse ficado para trás e ido mais lento durante a prova. Entretanto não teria a chance de fazer algo muito melhor do que o esperado como foi em 2012, quando consegui fazer 21:20 com a mesma tática. A diferença é que a penúltima não foi tão forte assim, assim como o calor estava um tanto menor (frio infelizmente é algo raro no RJ).

Fiquei chateada com o resultado e fiquei o resto da manhã lá para assistir mais algumas provas e conversar com os amigos: atletas, treinadores e dirigentes. As provas de velocidade foram bem fortes, cheias de atletas com chances de irem para as olimpíadas, em busca de índices. A pista do CDA é rápida e favorece, além do calor que ajuda os velocistas. O que deve ter atrapalhado é que tinha um vento chato contra a favor que me atrapalhou nos 5.000 m. 

Com o resultado ruim nos 5.000 m, resolvi não correr os 1.500 m. Se fosse correr, teria voltado para a casa logo após em 5.000 m. Ao menos resolveram reduzir a taxa de atletas avulsos de R$ 100,00 para R$ 50,00 para atletas filiados a FARJ. Mesmo que tenha que competir como avulsa na próxima competição, espero muito estar com a camisa da nova equipe, nem que tenha ainda que correr como avulsa por excesso de atletas na prova (só 3 atletas podem correr contando pontos para a equipe, os demais correm de avulso). 

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domingo, fevereiro 14, 2016

Copa Estadual Caixa de Cross Country


Como o Santa Mônica está inadimplente com a Federação de Atletismo (FARJ) e não se desfiliou oficialmente, tive que competir como avulsa pagando a taxa de R$ 100,00. Acho um absurdo isso de o clube deixar de pagar e não se desfiliar se não pretende ficar filiado. Isso só prejudica os atletas. A taxa é cara e aumentou muito de uns tempos para cá. Porém entendo as necessidades da FARJ em tempos sem Célio de Barros. Pior ainda é a taxa de transferência cobrada pela Confederação de Atletismo (CBAt), R$ 500,00, para atletas de nível estadual. É muito caro! Eu devo ser transferida apenas a nível estadual para não pagar essa taxa.

No dia da competição, 14/02/2016, acordei bem às 6:40 e saí de casa antes das 7:20, tempo suficiente para chegar ao CEFAN. Contudo, não contava com o fechamento da Av. Presidente Vargas. Deveria ter saltado ali na Rua do Matoso e ido a pé para o viaduto do Metrô da Cidade Nova para pegar um ônibus entre os vários que vão para o local, depois da passarela 13 na Av. Brasil. Acho um absurdo manterem a avenida ainda fechada considerando que os desfiles das campeãs já tinha acabado há um maior tempão. Dava muito bem para manter pelo menos alguma faixa aberta.

Não fiz isso porque não esperava que o ônibus fosse dar o maior voltão até chegar à Central. Quando cheguei lá era 7:55. Então peguei um taxi sem vergonha e com o ar-condicionado desligado. De repente o motorista me pergunta se me importaria se ele fumasse. Disse que sim e ele não fumou. Ao menos correu bastante e eu cheguei lá às 8:10, pagando R$ 45,00 pela corrida.

Quando cheguei os homens já tinham largado, provavelmente às 8 h. A Edneida, que era a treinadora do Santa Mônica, tinha conversado com a Carla da FARJ e eu poderia correr como avulsa me inscrevendo na hora. Todavia, não teria premiação nem poderia contar o resultado como índice. Como se eu fosse fazer algum índice neste ano.

Lá encontrei muitos amigos: Euzébio, Auderi, Cida, Eliezer, Rai, Val, Solange, Zé Luíz (o medidor oficial e árbitro), o presidente da FARJ, o Lancetta, entre outros.

Deu tempo para me aquecer bem e me sentia bem. Entretanto, não consegui me alongar tanto quanto queria por ter chegado meio em cima da hora. Às 8:50 em ponto foi dada a largada. Se não me engano eram 7 atletas no total. Não sei dizer se todos os homens concluíram a tempo o percurso. Eles tinham só 50 min para fazer tudo, ao contrário de nós que teríamos 70 min.

Não entendi por que neste ano e em 2012 puseram ambas as provas adultas com 10 Km ao invés de colocar os homens com 12 Km e as mulheres com 8 Km como de costume. Acho que é para dificultar a vida de nós mulheres (rs).

Logo de início consegui me manter sem maiores dificuldades com o grupo. Porém, assim que começaram os primeiros obstáculos naturais, com frutinhas, folhas e raízes, comecei a ficar para trás. Como me disse o Beto uma vez, cross é uma prova de força e isso eu não tenho muito nas pernas. Não é a toa que atletas que correm obstáculos se dão bem no cross.

O percurso também tinha muita grama fofa. Eles cortaram a grama e deixaram o mato lá. Parecia até que se estava pisando em falso em um buraco em algumas partes. Tinha também que dar um saltinho em um barranco e uma subidinha e uma descidinha em um morrinho fáceis. Esse morrinho é o único trecho do percurso original que fazíamos no CEFAN até 2010, só que o subimos ao contrário, o que facilitou a subida. 

Na primeira volta as atletas que estavam na minha frente (todas!) se confundiram com o caminho e deram uma pequena parada. Eu que estava atrás pude ver bem o caminho correto. Acho que não dava muito para se confundir pois tinha marcas no chão marcando o caminho. Contudo, se eu tivesse no bolo, talvez tivesse dado uma paradinha também.

Eu fiquei para muito para trás durante toda a primeira volta até que comecei a alcançar a Uhuru, que parecia ter quebrado, pois ficava cada vez mais para trás. Água, em copos de plástico, só a partir do fim da segunda volta, tal como ocorre em provas de cross. Preferia que fosse em copos de água mineral. Desse jeito sempre derrama na nossa cara.

Eu nunca pensei em parar mesmo com o sofrimento. Estava quente, mas nem tanto, já que ali tem um pouco de sombra e batia um ventinho. O ruim era a umidade alta e ter que correr de camiseta branca, já que corria como avulsa. Detesto correr de camiseta!

Terminei o percurso de aproximadamente 10,1 Km (10,17 Km no meu preciso GPS) em 52:58, sendo a 6º de 7 atletas. A frequência média de 172. Entretanto, deve ter sido mais alta já que meu frequencímetro ficou meio louco pelo desgaste da faixa.

Não gostei nadinha do meu tempo, já que eu definitivamente esperava fazer menos de 50 min. Só que no ano passado pelo meu antigo GPS tinha menos de 8 Km (7,87 Km) e eu fiz em 39:38 num percurso bem mais fácil. Mais ainda, no último cross que corri no CEFAN em 2010, com um percurso bem mais fácil do que esse, eu fiz os aproximadamente 8 Km em 43:00.6. Só para terem uma ideia, no ano passado a Rai, campeã deste ano, fez uma distância inferior a 8 Km em 33:57. Já neste ano ela fez uma distância superior a 10 Km em mais de 45 min (ainda não sei o resultado oficial). Ou seja, fica óbvio que este percurso é mais puxado. Ainda bem que não choveu. Senão, teria muito pior. 

Fui me despedir de todo mundo e, ao me despedi do Zé Luiz, ele reclamava com um atleta juvenil mandando-o voltar e passar por de trás de um cone que marcava o percurso para não fazer uma distância menor.  

Ao ir embora mais um perrengue: peguei um 665 que vai direto para minha casa todo ferrado que andava devagar porque estava obviamente com defeito. Era uma lata velha ambulante! Não sei se adiantaria alguma coisa, mas eu deveria ter anotado o número de ordem e reclamado no 1746. Saí de lá 10:05 e cheguei em casa às 11 h. Se tivesse passado um ônibus que prestasse (mesmo ferrado mas que corresse), teria chegado bem mais cedo em casa.      

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sexta-feira, janeiro 22, 2016

Corrida de São Sebastião


Eu estava muito otimista com meu desempenho desde o final do ano passado e achava que tinha tudo para arrebentar na primeira corrida de 2016, voltando a fazer os 10 Km abaixo de 46 min, para ao longo do ano só melhorar. Só que eu não contava com uma baita gastroenterite que me deixou de cama dos dias 11 ao 16. Precisei ir duas vezes ao hospital tomar soro, não conseguia me alimentar direito, cheguei a ter um pouco de febre e muita diarreia. Só voltei a treinar no domingo, me sentindo mole, sedentária e sem velocidade. Como a corrida foi na quarta dia 20, foi meu único treino forte. O treino de segunda era apenas o de trote com 10 retas de 100 m. Nesse último treino as retas ainda não saíram tão forte quanto eu queria, mostrando-me que eu não tinha toda a minha velocidade. Para piorar, fiquei dolorida de dois treinos normais, que para minha recente e curta vida sedentária foram muito cansativos.

Eu também perdera peso (ao menos algo de bom nisso tinha que haver!) e nos últimos dias antes da corrida, fiquei com hipoglicemia e dor de cabeça pela falta de comida. Então, foram mais noites mal-dormidas com fome, fraqueza, etc.

No dia da corrida, dia 20 de janeiro, acordei às 5:30 meio cansada, saí às 6 h e fui para o Aterro do Flamengo. Estava chuviscando e meio frio, algo que nunca vi numa corrida de São Sebastião. Todas sempre foram marcadas por um fortíssimo calor. Apesar de cansada e com a frequência cardíaca meio alta, sentia o corpo leve no aquecimento. Consegui me posicionar bem na frente na hora da largada sem passar aperto.

Uma coisa absurda é o número de pessoas que conseguem vaga na elite "no grito". Quem corre os 5 Km não pode sair na elite mesmo sendo fera e tem que sair lá atrás. O mesmo vale para os homens e mulheres que levam mais de 32 e 37 min, respectivamente, nos 10 Km. Não tem isso de que um dia já pôde fazer. Se não pode fazer mais, tem que ir para o povão. Até acho justo que o índice seja mais "leve" para ter mais gente na elite. Contudo se o índice é de X min, somente quem faz abaixo de X min deve entrar na elite. 

Dada a largada com tranquilidade, procurei segurar o ritmo no 1º quilômetro, fechado com 4:17. Dali em diante eu forcei para me manter junto com um homem que corre lá na Quinta da Boa Vista. Me mantive próxima até o 3º quilômetro. Depois eu precisei arrumar outro homem para seguir, pois o outro me deixara para trás, a quem acompanhei até o final. Eu nem olhava muito o relógio, apenas procurava me manter focada no homem a quem seguia. 

Quando chegou a hora de dividir o pessoal entre os 5 e 10 Km, eu me mantive junto com o pessoal dos 5 Km para tentar ter mais velocidade e fazer uma tangente na curva. Mesmo assim, os 5 Km do meu relógio deu um tantinho antes dos 5 Km marcados na corrida. E o erro só foi aumentando, ficando em aproximadamente 100 m do 6º quilômetro ao 9º e chegando a 170 m ao terminar a corrida. Sentia o esforço e dores do lado. Porém, a vontade era maior do que qualquer dor,

Terminei a corrida que eu coloco como tendo 10,1 Km (10,17 no meu preciso GPS) em 45:49, sendo a 154º no geral absoluto, 17º no geral feminino, 2º não-elite e 1º da minha faixa-etária. Se eu tivesse uma boa semana, acho que dava para fazer abaixo de 45 min. De qualquer forma, estou otimista. Se não tiver lesões, porque não tentar terminar o ano fazendo abaixo de 42 min nos 10 Km e abaixo de 20 min os 5 Km? Sonhar não custa nada mesmo com o peso da idade nas costas.

Dada a premiação, fiquei surpresa com o forte nível dos atletas estrangeiros e com a premiação que diminuiu, sendo R$ 4000,00 para o 1º e míseros R$ 500,00 para o 5º. Em compensação, a Caixa, que patrocina a corrida, aumentou o patrocínio para o futebol. Além de ter muito atleta forte para pouca premiação, me chamou a atenção o fato de que nunca chamam um ex-fundista para subir ao pódio e premiar os atletas. Sempre é um ex-velocista. Com todo o respeito aos nossos ótimos ex-velocistas, a corrida é de fundo e temos também vários ex-fundistas que merecem ser lembrados. 

Uma coisa que me desagradou e muito na corrida foi o lanche. Só deixaram cada um pegar uma banana pequena, uma fatia de melancia (ao menos a minha foi gigante) e um sorvete. A corrida é muito cara para essa pão-durice toda. Eu até consegui mais um sorvete ao pedir para o dono da organização, o João Traven. Ao final, depois de esperar o sorteio onde raramente ganho algo, tentei pegar mais alguma coisa. As melancias tinham acabado, só sobrando banana e sorvete. Me deram uma caixa de bananas. Entretanto, se recusaram a me dar mais sorvete. Acho isso um absurdo. Quem pagou os R$ 75 reais de inscrição juntamente com R$ 6,00 de taxa de conveniência? É muito caro para fazerem isso. Se sobrou, tinham que dar para os corredores, nem que fosse no sorteio. Se eu conseguisse uma, teria comido todos de uma só vez sem piedade.

Com o esforço que tive estando um pouco fora de forma, acabei muito dolorida e cansada nos dias seguintes. Parece até que fiz a São Silvestre, que é bem mais puxada.


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domingo, dezembro 06, 2015

Circuito da Longevidade


Eu não tinha planos de correr essa. Porém, como a Corritalia Brasile tinha sido cancelada e a de Duque de Caxias do ano passado fora muito bagunçada, resolvi ir nesta que é boa e barata, apenas R$ 20,00 (R$ 10,00 para idosos). Se eu não ganhar a inscrição da Beach Run do Rei e Rainha do Mar, esta foi a última do ano.

Como ela é muito concorrida, acordei à meia-noite do dia em que começavam as inscrições para não ficar de fora. Infelizmente no Rio de Janeiro foi organizada pela Ativo.com, empresa que até agora não me pagou o processo que eu ganhei, juntamente com a multa, que está em fase de execução. O site estava muito lento na hora mas consegui sem maiores problemas. Dava até para fazer na manhã do dia seguinte. Porém, na parte da tarde já não tinha mais. Ainda bem que eu não arrisquei e fiz a minha logo.

Quando minha inscrição foi confirmada, apareceu que eu estava no pelotão Quênia, para quem corre abaixo de 4:50/Km. Contudo, ao imprimir o comprovante de inscrição para pegar o kit, nada estava escrito. Procurei em meu e-mail alguma informação e não achei nada.

Na véspera da corrida, fui pegar o kit na Bradesco Seguros lá de Botafogo, na Rua Real Grandeza. Estava tranquilo, sem filas. Pela lista, tinha muita gente inscrita. Era um tal de passar por nomes começados por J até chegar ao meu! A mulher não me pediu nenhum documento, nem boleto, nem comprovante de pagamento e nem confirmação de pagamento. Imprimi tudo a toa! Depois disso fui pedir para cadastrarem minha equipe, já que mesmo estando na Equipe Portão-17 Maracanã em meu cadastro no Ativo.com, tinha ficado sem equipe. Um membro da organização resolveu isso rapidamente ao alterar meu cadastro.

Na véspera tinha dormido bem cedo, feito tudo direito desde quinta-feira (inclusive resistindo a um delicioso bolo!) e acordei muito bem na manhã de domingo dia 06/12 às 5:30. Infelizmente precisava madrugar porque a largada era às 7:30. Saí de casa por volta de 5:55 e para minha sorte peguei um 457, que é o ônibus mais rápido para o Leme. 

Chegando lá, por volta das 6:10, para a minha surpresa, a corrida não era ao final do Leme como em 2010, quando participei pela primeira vez desta corrida, e sim em frente ao antigo hotel Meridien. No meu número estava escrito pelotão C e não Quênia. O C é para quem corre abaixo de 5:00/Km, que é o meu caso. Entretanto, vi um monte de gente no B e no C que não fariam abaixo de 4:00/Km e 5:00/Km, respectivamente.

Fui conseguir uns copos d'água antes da largada. Novamente isso foi meio complicado. É um absurdo não quererem dar água antes da corrida. Não vou me aquecer e levar para a largada meu garrafão. Outro ponto negativo foi o guarda-volumes. Demoraram para aprontá-lo, o que atrasou um pouco meu aquecimento.

Ao me aquecer me sentia bem, bem diferente da última corrida quando sentia meu corpo fraco e pesado.  Me aqueci na ciclovia e reparei que tiraram as metragens, outro absurdo! Também vi muitos atletas de elite.

Na hora da largada, quando entramos pelo corredor do pelotão C, pudemos ir até o B, bem mais para frente. Só não podíamos avançar até o A, dos atletas inscritos na elite (nem todos ali eram atletas de elite de fato).

Dada a largada com 1 min de atraso, que foi tranquila, tive que me segurar pois estava indo forte demais. Minha expectativa era de fazer em 27:03 e larguei para abaixo de 4:00/Km, mas passei o Km 1 em 4:19. A virada era lá no Arpoador. Tinha água nos Kms 1,5, 3,0 e 4,5. No último eu não precisei pegar. 

Depois da volta, vi uma mulher ainda na ida atravessando a pista, parando, pegando água e correndo na volta cortando o caminho, como se não fosse com ela. Apontei e falei bem alto que ela tinha cortado o caminho. Ela nem olhou. Outras pessoas também falaram que era um absurdo. Sorte que tinha tapete na virada e ela foi devidamente desclassificada. 

Durante a corrida, na hora da volta, vi que só tinham 4 mulheres não-elite na minha frente. Finalizei a corrida em 26:39, melhor do que eu queria, ficando em 126º no geral absoluto, 21º no geral feminino e 2º na faixa-etária. Fiquei em 2º lugar porque a Sirlene de Souza Pinho, campeã da maratona do Pan em 2007 foi a 1º. Nessa corrida eles premiaram quem saiu na elite e não pegou pódio entre os 5ºs na faixa-etária. Um absurdo, nunca vi isso! Todavia, isso estava permitido no regulamento. Já os 5ºs da elite foram premiados pelo Jairzinho, o Furacão.

Após a corrida tomei um isotônico e comi 10 bananas e 12 maçãs. Percebi que até os caras da organização comentaram quando sai do local. Nesse meio tempo começou a caminhada com bastante atraso, sendo que muita gente caminhou já durante a corrida. Saí porque estava com a barriga lotada e fui até o local da premiação por faixa-etária, que ainda não tinha saído. Como demorou, fui me alongar um pouco, peguei minha bolsa e quando voltei já tinha saído. Ainda demorou um pouco até entregarem os troféus em mãos, não no pódio, como deveria ser. Afinal, havia um pódio ao lado da premiação da faixa-etária. O pessoal reclamou bastante disso de os atletas de elite pegarem premiação por faixa-etária.

Depois disso fui embora para casa. Como a caminhada ainda não tinha terminado, não dava para entrar na baia do lanche e levar umas frutas. Sofri para pegar ônibus de volta, já que esse prefeito trocou tudo novamente!

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domingo, novembro 22, 2015

11º Corrida e Caminhada de Confraternização pela Reconstrução do Estádio de Atletismo Célio de Barros

Depois da louca aventura no morro, uma corrida normal, de 3,9 Km, na semana seguinte, no dia 22/11. Fiz minha inscrição com certa antecedência, já que cada vez mais a procura dela é maior. Engraçado é que o Paulinho do Coco ficava o tempo todo perguntando se eu já estava inscrita e não adiantava eu falar que sim que ele perguntava novamente. Ao me encontrar com ele no dia, ele falou que era para fazer propaganda do evento.

A semana anterior não fora boa para mim. Todo mundo em casa doente, gente gripada em meu trabalho e tome de choque térmico e variações climáticas... Não deu outra e minha garganta inflamou. Meu nariz não chegou a ficar ruim, mas tive más noites de sono, acordando várias vezes com mal-estar e a garganta incomodando. Cheguei até mesmo a perder a fome, algo muito raro de acontecer.

No dia, acordei às 6:40 e fui trotando até a largada por volta das 7:10. Me sentia mole e pesada. Imagina se eu estivesse muito gripada, o que não sentiria?

Desta vez deu muita, mas muita gente mesmo! Isso é muito bom para a causa. Para dificultar as coisas para o meu lado, o Vasco trouxe vários atletas. Achava difícil conseguir pódio. Simplesmente botei na cabeça que iria para a morte. Não haveria outro jeito se quisesse algo.  

Nesta edição o Cel. Rabelo não pode vir por estar em Brasília lutando por um salário melhor e mais justo para os policiais. Então, quem comandou foi o Cordeiro. Antes de dar a volta de aquecimento deixei minhas coisas com a secretária Graça. Por causa do show do Peal Jam, havia grades em torno da ciclovia que faria com que não a seguíssemos totalmente, sendo que em alguns pontos o percurso ficou apertado.

Dada a largada, com um pouco de atraso por causa dos inscritos de última hora, saí com todas as minhas forças. Logo de cara pensei em parar, pois sentia uma total falta de forças. Não sei o que me fez continuar. Como pode um princípio de gripe derrubar tanto assim uma pessoa?

Eu sempre fui pela pista da ciclovia onde dava, que é o certo para dar quase 4 Km (mais precisamente 3,9 Km) coisa que as meninas do Vasco e a maioria das pessoas não fizeram. Eu passei por algumas delas e via outras próximas. Só fui olhar para o relógio mais para o final. Simplesmente o ignorei, coisa que não costumo fazer. Só me passava pela cabeça tentar passar as duas mais próximas.  Não consegui fazê-lo. Porém, bati meu recorde do percurso fazendo os 3,9 Km em 16:50, chegando em 5º lugar. Poderia ter sido melhor também se não tivesse o pedaço apertado onde deu um ligeiro engarrafamento na 1º volta. Nesta edição, embora não tenha dado para seguir a ciclovia em sua totalidade, havia trechos onde não dava para fazer a tangente justamente por causa das grades. Além disso, a chegada foi um pouco para frente da largada. Com isso, meu GPS marcou 3,94 Km.

Ao chegar me joguei no chão e fiquei algum tempo lá. Estava absolutamente esgotada. Se no morro não dei tudo de mim, hoje eu o fiz. Se estivesse num dia bom, dava para ter sido a 3º. Ela estava a uns 10 s de mim, chegando quase junto com a 4º. Se não tivesse me matado, não pegaria pódio. Afinal, a sexta (também do Vasco) e a sétima chegaram pouco depois de mim.

Quando me levantei caí de boca no abacaxi. E tome de abacaxi! Fui conversar com um pessoal que correu no Santa Marta na semana anterior. Todo mundo repetia que fora loucura loucura! Alguns correram também no Jacarezinho e disseram que lá não tiveram o apoio dos moradores. Também conversamos sobre o motivo do adiamento da eletrizante corrida do Santa Marta.

Na hora do pódio, tanto no masculino quanto no feminino havia 3 atletas do Vasco no pódio. Mais ainda, quem me entregou o troféu foi um treinador vascaíno. Além do troféu, havia latas de cerveja de premiação. Me recusei sequer a tirar foto com as cervejas. Não vou fazer propaganda de algo que não gosto. Dei tudo para meu amigo Gilson, que sempre me apoia.

Como não teve nenhum azarado que nunca ganha no sorteio para deixar o número comigo, não ganhei nada. Contudo, sortearam poucas coisas. Teve lençol, balança... É sempre legal ganhar no sorteio. A panela de pressão da edição passada está sendo muito útil. 

Espero muito estar inteira para correr a edição que deve cair em Janeiro. Depois da corrida passei em casa, fui à academia e depois fui encher o pandulho no Buffet Premium da Parmê do Shopping Tijuca. E ainda teve direito a sobremesa, com fatia de torta de mousse de chocolate e sorvete de creme.

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sexta-feira, novembro 20, 2015

Santa Marta de Braços Abertos

As inscrições abriram dia 26/10 às 12 h, 2 semanas antes da data originalmente marcada, dia 7/11. Na correria conseguimos fazer, achando que talvez não fosse possível. Desta vez eu iria com meus novos amigos, Eduardo e Thiago.

No dia 3 o Thiago me avisou que a corrida fora adiada e aparentemente não teria, pois o problema era falta de verbas. Várias corridas já foram adiadas por falta de verbas e acabou que nunca foram realizadas. Achei um absurdo não nos avisarem por e-mail. Ele soube por sua assessoria, a Taff, lá do Engenhão, e ao olharmos no site constatamos que era verdade. Ao menos escapamos de uma baita chuva, o que tornaria a aventura que descreverei ainda mais emocionante e tensa.

No dia 9 recebo o e-mail dizendo que a etapa seria no dia 14. Apesar de termos recebido e-mail, continuei achando malfeito. Era para darem pelo menos mais uma semana. Confesso que achei estranho esse adiamento. Seria a chuva, que eles já sabiam que iria cair, pois se pagarmos temos como ter uma previsão mais precisa e bem local? Seria algum problema com possíveis bandidos que ainda estariam no morro? Seria para esvaziar o evento? Seria para inserir alguém que não tinha conseguido se inscrever? Ou para não colidir com a Corrida Eu-Atleta no dia 8/11, projeto da Globo que patrocina o Projeto de Braços Abertos? Nunca vamos saber. Só sei que tínhamos que confirmar com nosso CPF num formulário do Google, onde provavelmente verificaram cada CPF manualmente. Nem formato obrigatório, com só números ou não, tinha. Eu, por exemplo, preenchi 3 vezes de diversas formas e todas elas foram aceitas.

Um deles, o Eduardo, que mora em Botafogo se ofereceu para pegar os kits para todos os inscritos, um total de seis pessoas, o que dá doze quilos de alimentos. Demos a ele toda a documentação necessária por quem busca o kit. Eu não gosto de que ninguém pegue o kit por mim, ainda mais quando é alguém que nunca fez isso por mim pois sempre acho que pode dar rolo. Mas ao final deu tudo certo, ele conseguiu pegar todos os kits e achou o pessoal da organização muito prestativo e gentil.

O kit tinha uma sacola, uma bonita camisa, número (sem nossos nomes como ocorreu na etapa do Caju, infelizmente), chip colável e alfinetes. A lanterna de cabeça seria dada na hora. No xTerra que corri em 2009 à noite a lanterna vinha junto com o kit. Eu consegui achar essa e a levei junto comigo para usar as duas, já que não enxergo bem. A velha estava sem baterias. Ao comprar novas, ela funcionou perfeitamente.

Tudo certo para a corrida, saí de casa umas 18:10 e cheguei lá por volta de 18:40. Como tinha marcado de pegar o kit com ele às 19 h, dei uma volta, fiz o reconhecimento do local, vi onde era a largada, chegada e as escadarias.

Deu 19:05 e nada de o rapaz chegar. Resolvi ligar a Internet do celular e vi uma mensagem de que o Eduardo fora encontrar o Thiago no Shopping Botafogo. Só consegui falar com ele às 19:10, quando já estava chegando e me acharam. As três mulheres inscritas pelo Thiago não apareceram, o que foi uma pena! Seria legal conhecê-las pessoalmente, pois parecem pessoas bem legais. Será que elas não tiveram coragem de encarar a loucura que veríamos a seguir?

Com o kit em mãos pudemos pegar as lanternas de cabeça. Essa era grande e pesada. Porém, com maior poder de iluminação. Fomos deixar nossos Itens no guarda-volumes e eu fui me aquecer. Nisso me perdi deles e só os encontrei após a chegada. Estava ansiosa e meus batimentos estavam altos antes de me aquecer (sentada a BPM mínima deu 93). Isso me levou a me aquecer um pouco mais forte e quase atropelei umas pessoas pelo caminho. Fui até a entrada do metrô e voltei.

Tinha bebido uma água quente que pegara no guarda-volume antes dos rapazes chegarem e antes de largar queria mais uma água. Fui pegar uma na chegada e não quiseram me dar. Meti a mão e peguei diante da reclamação do pessoal da organização. Estava com sede, estava quente e viria uma pedreira pela frente.

Algumas crianças me pediram uma das lanternas mas eu não dei. A ceguinha aqui iria precisar de ambas e precisei mesmo.

Pulei a grade para ficar bem mais para frente e fiquei amassadona. Havia ali muita gente que não era capaz de correr bem rápido. Meus batimentos antes da largada estavam a 140. Me lembrou o dia em que corri o xTerra em 2007 ao meio-dia de baixo de um senhor calor, quando estavam a 165 ao esperar a largada. Novamente esperava aventura e emoção pela frente.

Dada a largada, o pessoal saiu rasgando até as escadas. Eu também fiz força. Contudo, velocidade não é meu forte. Me senti empurrada. Porém dessa vez nada saiu do lugar. Vi uma pessoa caída na largada que me pareceu ser o seu Chico Águia. Continuo a afirmar que é uma temeridade um senhor de 80 anos, mesmo sendo atleta e correndo mais do que muito jovem, sair lá na frente

Chegando nas escadas, peguei um baita engarrafamento. Muita gente parando logo de início. Quando tinha uma brecha, eu corria. A mulher que foi segunda estava ali junto comigo. Apesar de pesado e parecerem intermináveis, onde não tinha engarrafamento ou nas brechas eu corria nas escadas. Até aí tinha luz, muito apoio das pessoas e parecia seguro. O problema veio a seguir.

O segundo trecho era uma trilha escura de descida. Ali eu GELEI de medo. Pedia a Deus forças e coragem. Ia bem devagar. Eu tirei a lanterna nova da cabeça e a levei na mão. Ela era pesada, estava me incomodando, e com ela na mão podia ver melhor onde pisava.  Um senhor me deu a mão e foi comigo. Nisso umas 3 mulheres me passaram e foram embora. A que estava comigo nas escadas já tinha me ultrapassado nesse ponto. Lá em cima me disseram que dava para ver o Cristo com as cores da França, junto com uma bela noite. A corrida foi no dia que se seguiu aos atentados na França e foi por esse motivo que o Cristo estava iluminado com as cores da bandeira francesa. O pavor não me deixou perceber toda sua beleza. Essa descida me deixou com traumas, tendo pesadelos por dois dias.

Quando pude correr, agradeci ao senhor e fui embora. Ainda era o 1º Km. Meu GPS se perdera nas escadas, ficando sem sinal. Tinha uma ambulância para os possíveis acidentados. E de fato isso ocorreu. Ao final vi várias pessoas de pé torcido com gelo no local. Nisso teve uma subida dura, onde corri o tempo todo e uma descidona. Dei a volta e vi que era a sexta. Quase não passo pelo tapete na pressa. Tive que dar um passo atrás e passar por ele novamente.

Na volta pegamos uma subida dura, que era o oposto da descida, uma descida por onde subimos na ida, onde ultrapassei duas mulheres, e uma nova subida que parecia não ter mais fim. Pensei que veria alguns dos meus amigos vindo no sentido oposto, mas nada. Nessa subidona eu não aguentei e comecei a andar. Como andava rápido, passei muita gente, inclusive uma das mulheres da comunidade que passou por mim descendo as trilhas voando. Não vi ninguém aguentando correr ali. Eu confesso que não a vi na volta antes de mim. Nessa subida vi um homem caído com dor e temi ser um de meus amigos. Sorte que depois de eles chegarem vi que não era.

Antes da subidona estavam dando RedBull. Só que seria uma loucura tomar isso. Poderia me dar azia e de certo impediria meu sono.

Depois da subidona tinha que descer as escadas de volta. Foi impressionante o apoio dos moradores. Eles até falavam quando tinha buraco, e tal. Na subida eles também avisavam dos buracos. Novamente, parecia interminável. Para piorar, por já ter caído de escada, tenho trauma e não consigo ir muito rápido. Alguns homens me ultrapassaram aí. Alguns eram até grosseiros, mandando sair da frente. Só que eu estava no cantinho, tinha espaço para eles. Na descida as crianças pediam minha lanterna. Só que ainda me era útil. Mesmo com luz, eu não enxergo bem, principalmente à noite.

Uma das pessoas que me deu forças na corrida é um cara que corre no Maracanã que me chamava de Portão-17 em alusão ao nome de minha equipe e um rapaz que me conhece lá da Quinta cujo nome não sei. Só sei que ele é parecido com o meu amigo Evandro. Na chegada ele falou comigo do fato de eu ter travado na descida. Na descida eu não poderia ter feito melhor. Contudo, acho que poderia ter corrido na subidona. Estava exausta, cheguei achando que iria desmaiar, mas fico na dúvida se não faltou psicológico. Eu subi o Cristo no final do ano correndo tudo quase até o fim. Será que o excesso de adrenalina e tensão atrapalhou? Se eu tivesse corrido, teria conseguido o 3º lugar? Minha amiga Brigida chegou uns 2 min na minha frente. Se tivesse corrido na subidona, teria feito menos tempo do que ela. Entretanto, não sei o que ocorreria se tivesse disputa. A verdade é que nunca vou saber.

Terminei os mais loucos 5 Km que fiz em 42:34, sendo a 59º no geral absoluto, a 4º no geral feminino e a 1º na minha faixa-etária. Infelizmente nenhuma das mulheres que chegaram na minha frente era da comunidade. A que ganhou o 1º da comunidade não foi a mulher que vi passar por mim. Ela pareceu que ia desistir na subidona. A primeira da comunidade chegou uns 5 min atrás. Peguei a água, a maçã, minhas coisas, e fui para a grade de chegada esperá-los. Chegou o seu Chico, o pastor da igreja de lá, que largara ao meu lado, e nada deles. Comecei a ficar muito preocupada. Liguei o celular e vi a mensagem do Eduardo perguntando pelo meu chip, se eu o tinha colocado, uns 20 min antes da largada. Depois de muito tempo chega o Thiago, sendo que o Eduardo chegou logo atrás. Esse me pediu mais água e consegui dois copos lá na chegada. Eles largaram muito atrás e pegaram muito mais engarrafamento do que eu.

Eles foram pegar suas coisas, sentamos na calçada e ficamos conversando, encantados e felizes de termos vivido aquela loucura toda. Eu posso dizer sem dúvidas que foi uma das maiores aventuras que vivi em minha vida. Foi uma enorme adrenalina, Essa rivaliza ou passa o que vivi no cross nas dunas do Ceará em 2014 e a corrida de montanha em Santo Antônio do Pinhal em 2012. Falamos em repetir a dose em 2016. Todavia, por já sabermos pelo que vamos passar, não terá exatamente a mesma graça.

O Thiago esperava mais três amigos que eram de sua equipe, um deles o professor Diego. Eles demoraram, até porque antes deram duas voltas na Lagoa correndo. São loucos! O Eduardo também fez pedal pela manhã. Já o Thiago fizera musculação na véspera. Nada aconselhável antes de uma corrida. Os três adoraram saber que eu era uma atleta de verdade e que terminara em 4º. O mais importante é saber que todo mundo concluiu a prova inteiro, sem torções nem outras lesões.

Antes de irmos embora, tiramos uma foto na largada e outra na praça. Eu ainda tinha pernas para subir na mureta e sair mais alto do que todo mundo. Nenhum de nós demos a lanterna para as crianças que pediam insistentemente exceto o Thiago. Ela pode ser muito útil em uma nova aventura.

Na volta nos dividimos. O Eduardo, que mora em Botafogo, foi comigo até o ponto, já que era caminho dele mesmo. Eu ainda tive pernas para dar um tirão e atravessar o sinal correndo. Fomos pela rua Sorocaba, onde minha irmã mora, até a Voluntários da Pátria. Ficamos conversando até chegar um 438. Estava cansada demais para ler e fiquei encostada na janela de olhos fechados.

Chegando em casa, fui contar a aventura para meus pais. Minha mãe ficou muito preocupada com tudo e achou que fiz a maior loucura. Ela já não queria que eu fosse antes, sem saber tudo o que viria a acontecer. Ela e outras pessoas bem que tentaram me convencer a não ir em vão. Eu gosto de uma aventura. Só nunca pensei que seria algo nesse nível. Nem a Seraphim passou por algo assim durante suas aventuras por Ancaria.

Falei no celular o Eduardo de que tinha chegado e que estava bem. Fui para a cama antes das 23 h. Entretanto, quem disse que eu conseguia dormir. Estava acesona por conta da adrenalina. Só peguei no sono lá pelas 3 h. E estou dolorida até o momento em que escrevo.

Para terminar, melhor do que ter vivido uma aventura dessas, foi ter feito isso acompanhada de amigos com quem pude compartilhar as mesmas emoções!

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domingo, novembro 08, 2015

Corrida Eu-Atleta

Essa corrida eu já corri várias vezes. Com o nome Eu-Atleta foi a 1º vez. Antes ela era a Corrida Pan-Americana pois foi criada em 2007.

Como não fiz com muita antecedência, tive que morrer em R$ 100,00. Já quem pagou com muita antecedência mesmo pagou apenas a metade do preço. Em 2011 eu paguei bem mais barato por ela mesmo fazendo a inscrição mesmo em cima da hora. Eu não gosto de fazer com muita antecedência pois posso me lesionar e eles não devolvem o dinheiro em hipótese alguma, o que acho errado.

Pra pegar o kit peguei um baita engarrafamento. Gostei de ganhar o café 3 Corações. Só senti falta de ganhar o cappuccino, que é muito mais gostoso. Veio também 1 L de água de coco, um protetor labial e uma garrafa que para mim não serve de nada e que eu sempre passo a diante. A camisa, de material vagabundo, eu dei pra minha mãe.

Sei que o Rio de Janeiro é quente, mas nada justifica colocar o raios da corrida às 7:15. Prefiro pegar calor e acordar mais tarde pra correr. Detesto ter que madrugar! Meu corpo definitivamente prefere dormir mais.

Na véspera dormi bem e acordei às 5:15 da madrugada, com tudo escuro. Dava até para acordar mais tarde porque sobrou tempo. Saí de casa às 5:45 e peguei um 433 para lá. Ao menos no domingo assim cedão não tem engarrafamento na Riachuelo. Descobri que o problema é a fila do estacionamento do Mundial.

Chegando lá tirei umas fotos, dei mais uma alongada e deixei minha sacola no guarda-volumes. Fui me aquecer e estava me sentindo bem. Por ficar um dia descansando, é normal estar com o peso mais alto, mas estava bem.

Por causa da chuva que caiu durante toda a madrugada, o asfalto estava bem molhado, embora quase sem poças, e meio grudento por causa da terra que caiu da grama no chão.  Em compensação, a temperatura estava boa. Pra ficar melhor, tinha que estar um pouco mais frio.

Consegui ficar bem para frente na hora da largada que ocorreu sem problemas e empurra-empurra. Nessa edição a corrida não passou pelo Trevo dos Estudantes. Não sei dizer no ano passado. Só sei que em 2011 a corrida passou por ali. Procurei não forçar muito no início. Passei o 1º Km (pelo meu GPS) em 4:28 e os demais entre 4:40-4:46. Infelizmente não consegui pegar o copo no 2º posto. Se tivesse quente, voltava para pegar. Contudo, como estava fresco, segui em frente. Acabou que fez falta e foi um alívio quando peguei água no 3º posto.

Procurei sempre ir tangenciando e vi que até mesmo no 1º Km havia uns 10 m a mais. Com o passar dos quilômetros, essa diferença aumentou mas não muito. O erro maior foi ao final, no último quilômetro, que tinha mais de 100 m a mais. Acabou que pelo meu GPS deu 10,18 Km (no GPS de outras pessoas não deu menos de 10,15 Km). Sendo rigorosa e arredondando pra baixo, concluí os 10,1 Km em 47:19, sendo a 148º no geral absoluto, 24º no geral feminino e 1º na minha faixa-etária. Foi melhor do que os 47:02 esperados se tivesse rigorosamente 10 Km baseado em meus treinos. Para baixar preciso ter sequência de treinos sem lesões, só e somente isso. Esse foi o meu melhor 10 Km desde 02/06/2013, quando fiz 44 min e 48.37 s no Ibirapuera, no Troféu Brasil Master. Pouco depois disso só me lesionei.

Depois, fui lanchar. Peguei 4 águas de coco de 200 ml e 5 saquinhos no total com torrone, barras de cereal e tubetes recheados de leite da Montevérgine. Foi tanto doce que acabei enjoada. Entretanto, depois da corrida vale tudo.

Entre um lanche e outro fui comprar um top com a Iara e para pagá-lo precisava pegar minha sacola no guarda-volumes. Contudo, o que encontrei foi uma enorme bagunça. Eles até hoje pegam a pequena lateral do número e colocam no volume ao invés de deixar essa lateral para pegar os objetos de volta e colocar as coisas numa sacolona com um número gigante escrito a caneta. Por causa disso, os membros da organização tinham a maior dificuldade de encontrar os volumes de cada um. Ficou todo mundo se espremendo e quase derrubando a grade para conseguir pegar o que guardou. Para piorar, havia pouca gente trabalhando no guarda-volumes. Sinceramente, para que economizar na hora do guarda-volumes? Para deixar os corredores irritados? Com a inscrição sendo cara e com grandes patrocínios, não era para isso ocorrer.

Enquanto comia, conheci um iniciante em corridas chamado Gustavo que logo na primeira corrida foi inscrito nos 10 Km e conseguiu correr sem parar. Falei para ele correr a corrida do Célio de Barros no dia 22, que é boa, barata e curta, ou seja, perfeita para ele. Ele falou que sente dores no peito do pé (possivelmente por causa de tênis incompatível com sua pisada) e eu da minha já famosíssima tendinite, que também causou muita dor nesse local durante algum tempo. Eu lhe dei algumas dicas e espero que continue correndo cada vez mais.

Enquanto conversávamos, encontrei o Rafinha, que não correu e apenas acompanhou uma amiga atleta de elite. Ele também está com uma dor. Ao falarmos de dar sorte para não ter lesão, ele falou de uma atleta que torceu o pé ao descer escadas e acabou com uma fratura, precisando ficar de gesso e perdendo o resto da temporada devido ao acaso. Ao me despedir do Gustavo encontrei o Auderi (que vinha bem e se lesionou) e a Cida, sua esposa, que tirou uma ótima foto minha na corrida. Enquanto falava com eles, encontrei a Graça, secretária do Cel. Rabelo, falando da corrida do Célio de Barros e da do Cristo. Como a do dia 29/11 foi cancelada, se eu achar que não vai ter a do dia 31/12, a Corrida Rio Maravilha, uma novidade, corro o Cristo, se conseguir me inscrever, obviamente.  

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