Pantera Cor de Rosa

Este é o blog de Juliana Carpes Imperial, mais conhecida pelos desconhecidos como a Pantera Cor de Rosa por volta e meia ir correr toda de rosa.

quarta-feira, dezembro 21, 2016

17º Corrida e Caminhada de Confraternização pela Reconstrução do Estádio de Atletismo Célio de Barros


Fiquei feliz em saber que essa corrida fora adiada em uma semana, já que seria uma semana a mais para entrar em forma. Porém, as duas últimas semanas de treino não foram boas por causa de problemas de insônia. Foram duas semanas com noites muito maldormidas. Obviamente, meu desempenho nessas duas semanas foi ruim.

Na véspera infelizmente não foi diferente. Demorei a pegar no sono e acordei às 6:40 cansada no dia da prova. Além disso, está difícil perder peso.

No dia anterior ainda teve uma rave no Célio de Barros, um total absurdo, descaso! Durante a semana toda o portão esteve aberto, sem seguranças e ladrões entravam e saiam sem ser incomodados. Aparentemente, o controle do Célio de Barros é da SUDERJ. Os funcionários tentam ganhar um extra com estacionamento e não estão nem aí com o patrimônio do Célio de Barros. É função deles ou do governo de colocar seguranças na porta. Como o governo quer o fim definitivo do estádio de atletismo, para que o consórcio no lugar da Odebrecht construa um estacionamento e um shopping, deixa que isso aconteça.

Como ia correr pelo Vasco, não precisei fazer minha inscrição. Só que como sempre demoram a dar os números para os atletas de verdade. Desta vez não vieram tantas atletas da minha equipe correndo com o uniforme.

Antes da largada apareceu um senhor de um dos prédios vizinhos. Ele estava indignado com o vandalismo e a rave, que fez um barulho insuportável a ponto de ele precisar sair de casa com seu filho pequeno. Como sempre nesse Brasil se compra tudo, inclusive as autoridades para se fazer um evento desses num local residencial. A que iriam fazer na Quinta da Boa Vista não tinha autorização do IBAMA? Sorte que alguém entrou no MPF e conseguiu cancelar. Por que não conseguem fazer isso com relação aos eventos no Maracanã que perturbam o sossego dos moradores?

A largada atrasou uns 15 min. Dada a largada, várias atletas saíram na minha frente. O nível da corrida foi forte, já que tinha premiação em dinheiro para os dois primeiros no masculino e no feminino. Fiz o melhor que eu podia, sempre indo pela pista, terminando em 7º com o tempo de 17:25 AVG 178. Pela frequência cardíaca parece que forcei bastante, só que ela está alterada pela insônia. Se eu não tivesse ido pela pista como os demais, teria sido a 6º, mas para ser a quinta provavelmente teria que bater o meu recorde do percurso, o que seria impossível na minha forma atual.

Todas as cinco primeiras eram atletas do Vasco, mas só as duas últimas do pódio correram com a camisa do clube, apenas posando com a bandeira na hora do pódio.

Assim que terminei encontrei meu namorado Hércules e o apresentei para todos. Também comi bastante abacaxi e 10 bananas. Novamente, com meu número, não ganhei nada no sorteio. 

Estava marcado um protesto às 9 h dentro do Célio de Barros. Contudo, poderíamos ser machucados pelos seguranças do evento. Se bem que se todo mundo entrasse, duvido, mas duvido mesmo, que fizessem alguma coisa. No outro protesto que teve em que a Elza apanhou por entrar lá teve pouca gente, o que é bem diferente.

No final, fiquei até feliz com meu desempenho. Dava para fazer melhor sem a insônia, mas nunca bateria meu recorde.

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segunda-feira, dezembro 05, 2016

1ª Corrida e Caminhada da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres do Município do Rio


Assim que a nova presidente da FARJ, Luz Marina, anunciou esta corrida, fiquei atenta ao dia 17, para fazer a inscrição. Acabou que só postaram o link à noite e só fui fazer a inscrição na manhã do dia seguinte. Mesmo assim, meu número foi o 01. Ou seja, fui a primeira a me inscrever.

Nem tinha me tocado, mas ao pegar o comprovante de inscrição, vi que só tinha sexta-feira para pegar o kit lá no Estácio. Como estou trabalhando de casa desde o incêndio no meu trabalho, fui no meio da tarde para lá mesmo. Afinal, aquela região é perigosa à noite. Foi tudo bem rápido e organizado. E o melhor, de graça. A retirada do kit foi no Clube do Servidor Municipal, local com uma boa piscina. 

No dia da corrida acordei bem às 7 h e cheguei ao local um pouco depois das 8 h. Precisei andar bastante pois precisei saltar antes da Avenida Passos e andar bastante até o armazém 4 no porto. Ao menos cheguei aquecida.

Mesmo estando apenas 22º, estava quente e abafado. Pudera, o local quase não tem nenhuma árvore. Muita gente não gosta, mas eu prefiro corrida às 9 h, pois assim posso dormir até mais tarde e me sentir mais bem disposta. É só a organização colocar água bem gelada em postos bem distribuídos que ameniza o problema.

Estava tudo muito bonito, o pódio, a mesa de frutas bem caprichada e a mesa das medalhas. Antes da largada, nos avisaram que teria menos de 4 Km e que talvez a corrida precisasse ser interrompida em dois pontos por causa da passagem do VLT. Dada a largada, como o nível não estava muito forte, consegui me manter entre as seis primeiras logo no início. Eu não achava que tinha chances de pódio por estar fora de forma. Porém, o Hércules sempre dizia que meu lugar era lá e que eu estaria lá.

Acabou que eu fui a terceira, completando os 2,4 Km em 11:19 com frequência cardíaca média de 177.  Não deu para ter os 800 m restantes pois não deixaram que a corrida passasse pelo museu do amanhã. Ao menos não teve nenhuma parada por conta do VLT. 

O porto está bonito, mas na minha opinião, dava para revitalizar sem tirar o viaduto, que era extremamente útil. Assim como o VLT, que só serve mais como passeio turístico, por ser extremamente lento. Além disso, faltam árvores. Para correr, o local não é adequado por ter um piso muito duro.

Depois da corrida, comi muitas frutas, especialmente abacaxi. Desta vez tinha um bolo diferente. Parecia muito bom, só que eu não queria engordar muito.

Antes da premiação, o Fábio, o apresentador da corrida, ficou dançando. Eu bem que tentava imitar. Todavia, não levo muito jeito. Na premiação eu ganhei uma coroa de louros, flores, um lindo troféu, uma sacolinha com brindes femininos e uma sexta com muitos e deliciosos biscoitos. 

Na volta, pegamos o VLT até a Candelária e um ônibus para a minha casa. Gostei muito do evento e espero que haja uma próxima edição.

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terça-feira, novembro 08, 2016

Corrida Eu-Atleta


Eu só participei dessa corrida no dia 05/11 porque tinha me inscrito com bastante antecedência e não queria jogar o dinheiro fora. Estava treinando há apenas 1 mês após ficar parada 9 semanas por conta de lesão. Eu gostaria de ir também no domingo anterior na Corrida e Caminhada de Confraternização pela Reconstrução do Estádio de Atletismo Célio de Barros. Contudo, não seria nada prudente competir em duas semanas seguidas na minha atual situação.

Fui na sexta à noite retirar o kit lá no Shopping Leblon, sendo que antigamente a retirada de kit era no local de largada, no Aterro do Flamengo, local bem mais próximo da minha casa. É muito chato levar 2 h e 30 min para ir e voltar só para ficar 5 min no local pegando o kit. Ao menos não havia fila e o kit veio caprichado com brindes. Só ficou faltando algo: o cappuccino. Veio café, mas nada de cappuccino. Seria bem melhor se viesse cappuccino ao invés de café. Só fui na sexta porque agora tem metrô quase na porta do shopping; ir de ônibus seria inviável por causa do trânsito.

Dormi bem na véspera e acordei bem disposta. Porém, a saúde nos últimos 3 meses não tem me ajudado: problemas hormonais têm me deixado muito inchada durante mais de 15 dias a cada mês. Com isso, fico me sentindo muito pesada. Considerando que engordei por causa d'a lesão, a situação fica ainda pior.

No dia acordei às 5:35 e saí de casa por volta das 6 h. Só que o ônibus foi lerdando e só cheguei ao local da prova às 6:35, já na hora de me aquecer, pois a largada era às 7:15. Ao contrário de todos os anos anteriores, a largada foi no meio do aterro e não no início, o que aumenta um pouco o tempo de deslocamento. Ainda bem que levei uma garrafa d'água, pois ao contrário de anos passados, não vi barraca d'água para os atletas antes da largada, o que considero um total absurdo. Mesmo estando fresco, é importante beber água antes da largada. O chato disso é ter que me aquecer carregando uma garrafa de água debaixo do braço. Tá certo que estou acostumada com isso ao ir e voltar da Quinta. Todavia, se eu puder evitar carregar volume extra, ajuda muito. E eu não preciso de água só para beber; ela também serve para molhar a faixa do meu frequencímetro. Afinal, ele não funciona direito com a faixa seca.

Ao me aquecer eu sentia meu corpo muito pesado. Entretanto terei que me acostumar com isso, já que se minha saúde continuar falhando, isso ocorrerá na média em 50 % das corridas.

Tinha bastante gente, mas não em excesso. Talvez por isso os banheiros não estivessem muito sujos. E olha que nem tinham muitos, mas que deram conta do recado. Dada a largada, saí com tranquilidade mais para frente sem grandes atropelos. Minha velocidade inicial foi de 4:50 por min nos 3 1ºs quilômetros. Depois, não consegui manter nem conseguia forçar. Acabou que finalizei os 10,1 Km em 51:25, com frequência cardíaca média de 171, que é relativamente baixa, o que prova que meu corpo não me deixava forçar. A temperatura variou entre 19 - 21 ºC, o que é fresco. O ideal é que estivesse uns 16 ºC sem chuva, como fazia em Curitiba. Fui a 215º no geral absoluto, a 19º no geral feminino e a 3º na minha faixa-etária. Mesmo piorando muito o tempo fiquei numa posição melhor neste ano.

Depois da corrida entrei 2 x na fila para pegar o spray de "ice-hot" para passar nas dores e 6 x na fila para tomar café. Também consegui pegar 4 x o lanche. Achei chato e um tremendo absurdo o fato de que ainda tinha "ice-hot" e lanche, mas a organização não queria dar mais para que ficassem com eles mesmos. Oras, a gente pagou por isso. Se eles querem os brindes também, que separem antes para eles.

Entre uma fila e outra encontrei a nova presidente da FARJ, a Luz Marina. Desejei-lhe boa sorte, porque vai precisar. Ela terá muito trabalho pela frente. Espero muito que consiga que reconstruam o Célio de Barros dentro do Complexo do Maracanã.

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sexta-feira, agosto 05, 2016

Circuito Caixa - Etapa Recife

Sempre quis correr uma etapa do Circuito Caixa, que não tem no Rio de Janeiro. Para isso, precisaria viajar e a etapa de Recife caiu numa data boa, dia 31/07, sem outras competições desejadas próximas. Além disso, queria mesmo voltar a Recife. Então, antecipei minhas férias. Como meu namorado Hércules estaria em férias em agosto, ele foi comigo.

Infelizmente não consegui promoção no voo, que saiu R$ 1600,00 ida e volta para os dois. Ficamos no hotel Íbis Boa Viagem, que ficava relativamente próximo ao local de largada, o belo Forte do Brum, de sábado até terça.

No sábado acordei às 8 h, peguei metrô e BRT, e logo cheguei ao aeroporto para encontrar meu namorado. O voo da Gol foi pontual e impecável. Chegamos lá no horário marcado, fomos almoçar e ao shopping pegar o kit. Infelizmente lá perdi a lente de meu já combalido óculos escuros. Tentamos achar mas não conseguimos. 

Não consegui relaxar direito à noite. Acho que o chocolate quente tinha restos de café na máquina da Nestlé, o que atrapalhou meu sono. Além disso, comi besteira na noite anterior, comi um sanduíche com frango empanado e ovo frito na véspera, algo bem engordativo para uma atleta.

No dia da corrida acordamos às 5:15, já que a corrida era às 7:15. Pegamos um táxi às 5:45, que deu uma volta maior do que a necessária e chegamos lá antes das 6 h. Peguei o chip, que não era descartável, me alonguei e fui me aquecer. O local que escolhi para isso era péssimo, pois tinha um vento contra enorme. Torcia para que a corrida passasse por ali apenas a favor do vento.

A largada atrasou ligeiramente e nos primeiros metros foi difícil correr por conta do excesso de gente correndo devagar e saindo lá na frente. Depois disso, o inimigo foi o vento contra. Era muito vento forte, ou contra ou lateral, principalmente bem no início da corrida. Além disso, teve ida e volta por um viaduto curvo e com uma boa subida. No final, tive que ficar me desviando do pessoal que caminha nos 5 Km, o que também atrapalha.

Acabou que terminei os 10 Km em 47:07, sendo a 58º no geral absoluto, a 15º no geral feminino e a 1º na minha faixa-etária, sendo a 1º sem ser atleta de elite. A 2º do povão chegou quase 1 min depois de mim e as duas últimas da elite fizeram em mais de 45 min. Elas provavelmente quebraram por causa do vento.

A corrida teve quatro postos de água e ao final deu suco de manga, maçã e banana. Todavia, a maioria das bananas estava meio passada. Eu tinha direito de ficar na área da Caixa, já que sou correntista. Por conta disso eu paguei só R$ 55,00 e a inscrição mais cara custou R$ 90,00, para ganhar uma boa camiseta e uma sacola reciclável.

O melhor foi ter medalhas na faixa-etária para os 5 Km e os 10 Km. A premiação não demorou e parece não ter havido nenhum rolo como costuma acontecer no Rio por causa dos trapaceiros. Enquanto esperava, passava gelo que peguei dos galões com água e suco na área da Caixa.

Depois fomos curtir a cidade pelos outros três dias. A viagem como um todo foi muito boa e produtiva!

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quinta-feira, agosto 04, 2016

Treino da Nike 27/07/2016


Como eu estava de férias e gosto de fazer abdominais, me inscrevi para o treino de NTC de abdominais nessa academia na Barra da Tijuca. Toda quarta-feira às 13:45 tem esse treino, que sempre quis fazer.

Como o local era longe e o Google dizia que levaria quase 2 h para chegar, saí de casa às 11:45. Fui de metrô até Del Castilho e peguei o 614, que, ao contrário do que era no passado, não é mais uma linha de integração com o metrô, pois tive que pagar uma passagem inteira, o que acho um absurdo. 

Pensei que pegaria engarrafamento ao longo da Linha Amarela, que seria seguida até quase o final. Entretanto, o trânsito foi praticamente livre, o que fez com que chegasse às 12:45 ao local. A academia fica no Shopping Metropolitano, que é lindo. Me senti em outra cidade nas redondezas: um local bem cuidado, sem pivetes e mendigos.

O shopping também é muito bonito e bem grande. Já a academia é um espetáculo! Já tinha visto fotos na Internet e sabia que era a dona da SmartFit, mas quando você vê pessoalmente é outra coisa. A academia é de São Paulo e dizem que essa filial é pequena perto das de lá. Os aparelhos são novíssimos, modernos e em boa quantidade; muitas esteiras, transports e escadas (o que minha academia não tem); a academia é limpíssima, o banheiro é enorme e um luxo só; tem armários e guarda-volumes com pessoa tomando conta; espaço para aula de aeróbica e funcional dentro da musculação, duas salas de avaliação física, etc. Na Internet falam mal dos professores, que não dão atenção aos alunos. Infelizmente isso acontece em toda academia. Tem que ter sorte de o professor do seu horário ser atencioso. Não sei dizer quanto à avaliação física. Se for bem melhor do que a da minha, mais precisamente, se fizer avaliação de força muscular, algo que seria muito importante para mim, valeria a pena ir lá e pagar. 

Perguntei o preço e a mensalidade pura está R$ 339,00. Para o luxo que é, está de bom tamanho. A minha que não chega aos pés dessa está R$ 214,00. Na hora do almoço estava relativamente vazia; só o spinning estava cheio. Não sei dizer como fica depois das 18 h. A minha já foi muito cheia nesse horário, ficando não tão lotada hoje em dia. Fizeram um cadastro completo meu para caso eu queira ser aluna ou ir a outras aulas. Pena que é longe! Ao contrário dos treinos da Nike normais, não teve pulseira nem check-in em um sistema, talvez por ter pouca gente de fora.

Ao contrário do que era anunciado, não era uma aula só de abdominal, e sim uma de NTC curta, porém puxada. Era só de 24 minutos, com 50 s cada exercício, com 10 s de descanso entre cada exercício. Se eu soubesse que seria um NTC normal, teria levado o frequencímetro, pois em alguns exercícios a frequência subiu bastante, principalmente no desafio final de 1 min de burpee. Eu, ao contrário da maioria, fiz tudo. O professor era muito bom e animado, corrigindo os exercícios dos alunos. 

Agora que descobri que todo dia tem aula de abdominal na minha academia no horário do almoço, não tem por que eu ir lá na caixa prego fazer algo que não é só abdominal. Ao menos a volta também foi rápida. Se eu morasse em São Paulo, iria querer malhar numa academia bem moderna como essa. Aliás, o mercado fitness lá é anos-luz na frente do do Rio.

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quinta-feira, julho 07, 2016

Caju de Braços Abertos


As inscrições abriram e fecharam rapidamente, e eu consegui fazer a minha. Na semana da corrida ainda sentia a fraqueza horrorosa da gripe que eu pegara, o que ainda deixou o rendimento dos meus treinos da semana ruim. Só fui correr bem na sexta e só no sábado, na véspera da corrida, me senti bem de verdade. Entretanto, já era tarde, pois o resultado de uma corrida só pode ser bom se os treinos forem bons.

Desde a abertura das inscrições até a entrega de kits, notei que o percurso tinha sido modificado, sem passar pelas subidinhas mais puxadas. Quando fui pegar o kit, estava vazio e soube que muita gente havia desistido. Eu levei arroz e feijão para pegar o kit e por conta do preço do feijão, havia poucos sacos de feijão. O pórtico estava em um lugar diferente, o que me fez crer que a largada não seria na ladeira e sim no plano, algo que facilitaria a dispersão, pois a ladeira é muito estreita.

No dia da corrida de fato vi que a largada estava na rua e não tinha muita gente. Por conta disso, algumas pessoas conseguiram se inscrever na véspera e na hora. A organização foi falha, pois puseram apenas quatro banheiros químicos, os tapetes do chip ficavam antes da linha de largada, o que atrapalha a contagem do tempo líquido, e não tinha água antes da largada, um total absurdo, obrigando os atletas a levarem água e se aquecerem com garrafa, algo bastante incômodo. Eu deixei minha garrafa, já achando que a perderia, no ferro que fica no pórtico de largada.

A corrida também atrasou 5 min por conta de tráfego no percurso. Ao me aquecer eu notara que o percurso estava diferente, sem subir o morrinho para passar pelas ruínas. Além disso, uma moradora na largada dissera que de fato era quase tudo plano, passando basicamente ao redor da comunidade e não dentro dela. Ouvi dizer que foi por violência lá dentro. Com essa crise a polícia não tem como dar conta dos bandidos.

Dada a largada, fiz todo o esforço para me manter entre as primeiras. Porém, a falta de treino adequado não deixou. Apesar de me sentir bem disposta e fazer bastante esforço, as pernas não estavam me obedecendo. Só acho que não fui pior porque disputei boa parte do percurso com uma xará, completando os 5,4 Km pelo meu preciso GPS em 25:19, AVG 175. Fui a 79º no geral absoluto, a 10º no geral feminino, a 9º das mulheres de fora da comunidade e a 2º da minha faixa-etária. O clima estava bom e as subidas não foram pequenas. Só teve uma parte em que passamos no que acredito ser bem no meio da comunidade, que era uma rua mais larga de paralelepípedos. Como sempre, apenas aproximadamente um terço dos inscritos participou, o que acho um absurdo com quem quer correr e não consegue se inscrever.

Consegui pegar minha garrafa de volta que, por milagre, não fora jogada fora, comi duas maçãs e fui embora um tanto chateada. Sei que não estava em forma por conta da doença. Todavia, quem é atleta sempre quer correr bem. 

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segunda-feira, julho 04, 2016

14º Corrida e Caminhada de Confraternização pela Reconstrução do Estádio de Atletismo Célio de Barros


Desta vez eu correria pelo Vasco e estava esperançosa de bater meu recorde do percurso, sentindo minha forma voltando aos poucos. Todavia, no dia 9 de junho comecei a ficar doente e peguei uma gripe muito pesada, a ponto de ao achar que estava boa e tentar correr, sentir dor nas costas ao respirar. Achava que podia estar com pneumonia, mas foi só a pior gripe mais forte da minha vida mesmo. Acredito que tenha sido a temida H1N1.

Na véspera e no dia da corrida ainda me sentia fraca. Acordei às 6:40 e fui trotando ao local da corrida. Encontrei mais uns amigos da minha equipe e fui dar um trote para me aquecer. Como me sentia fraca e meio "aérea", mole...!

Antes da largada, a Graça da organização nos deu nossos números, já que a Solange não estaria presente com os demais atletas por estar no estadual sub-18. Isso facilitou e muito a minha vida. Se as atletas dela viessem, eu não teria chance alguma de pódio dadas as minhas condições.

Dada a largada com um ligeiro atraso, algumas mulheres saíram na minha frente. Eu não tenho muita velocidade e fui passando uma a uma, sempre seguindo pela ciclovia. Onde estava interditado, eu acompanhei a grade para poder dar a medida de 3,9 Km, sem me importar tanto com a competição em si. Eu pegaria pódio de qualquer jeito e minha maior intenção era fazer abaixo de 18 min no percurso, não pegar pódio e ganhar mais um troféu entre os muitos que já tenho. Por eu fazer isso, duas mulheres me passaram e eu só fui passá-las no finalzinho, usando o pouco da velocidade que tenho.

Fui a 2º, perdendo apenas para a Brigida, com o tempo de 17:44. O recorde, se vier, ficará para a próxima etapa onde espero estar com muita saúde. Após a corrida, comi MUITO abacaxi e desta vez não ganhei nada no sorteio. Acho que só ganharei novamente se alguém for embora e me der seu número.

Senti falta do meu relógio, que está no conserto, pois gosto de monitorar a frequência cardíaca para ver se não está alta ou baixa demais. Em corridas mais curtas como essa ela tem que ser mais alta mesmo, mas não logo de cara pois pode significar esforço em excesso.

Como ainda não estava 100 % recuperada, o cansaço que se abateu sobre mim após o evento foi extremado. O fato é que eu ainda não estava boa para competir e uma pessoa realmente prudente não teria ido.

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