Pantera Cor de Rosa

Este é o blog de Juliana Carpes Imperial, mais conhecida pelos desconhecidos como a Pantera Cor de Rosa por volta e meia ir correr toda de rosa.

segunda-feira, agosto 07, 2017

Borel de Braços Abertos


Consegui fazer a minha inscrição rapidamente no dia 27, desta vez com o site parecendo um pouco mais rápido. Talvez pelo fato de entregarem os kits no dia e diminuir o número de inscrições por pessoa tenha afinal tornado o sistema mais justo. 

Mas algo inesperado ocorrera algumas horas antes nesse dia. Estava fazendo tiros de 150 e já no final dera um mau jeito no pé. Saíra com ele doendo um pouco, mas parecia uma pequena bobagem. No dia seguinte, fui trotando até a Quinta da Boa Vista, fiz uns circuitos e fui dar mais um trote. Ainda no início meu tornozelo deu um estalo e o pé ficou doendo bastante. A partir daí comecei a tratar. No sábado descansei e acordei no domingo parecendo que estava tudo perfeito. Só que ao sair da Quinta houve um novo estalo e fui correndo até a nova filial da Academia Physical com dor e com receio, ainda mais com a calçada toda irregular do caminho. Durante o resto da semana só piorou, mesmo treinando muito bem na terça e na quarta. Achava que não poderia correr e até tomei anti-inflamatório sem ir ao médico a partir de sexta e tratei intensamente desde quinta.

No dia da corrida acordei bem às 6:40 e saí de casa por volta de 7:10. No início, ao andar até a Sáenz Peña, parecia tudo razoavelmente bem com meu pé. Peguei um 301 e fiquei apreensiva porque tinham uns caras estranhos no ônibus. Sentei bem perto da roleta para o caso de ter que pulá-la ao contrário, além de esconder o relógio antes de saltar, já que eles estavam bem perto da porta. 

Como não queria pegar no celular para saber onde saltar, saltei perto da Proximus e andei um bocadinho até o local da largada e retirada de kits. Durante essa caminhada sentia meu tornozelo "endurecido" e incomodando. Peguei uma fila para pegar o kit e vi que pelo tamanho dava para eu ter acordado 20 min mais tarde e dormido ligeiramente mais, pois além de ter chegado antes das 8 h, por causa da fila, a entrega dos kits foi até um pouco depois das 8 h.

Ainda antes da largada, meu pé estalava, principalmente ao descer as escadas da escola onde os kits foram entregues. Entretanto, apenas incomodava, talvez pelo efeito da Nimesulida, que me deu algum inchaço no dia da corrida. Para me aquecer, estava com as pernas boas e meu pé não doeu, porém estava preso. Dada a pontual largada, apesar de não ter as 1000 pessoas, tinha visivelmente mais pessoas do que na etapa do Vidigal por conta do kit pego na hora. Se tivesse mais de 500 pessoas, acho que ficaria apertada lá na frente ou seria empurrada na largada como por exemplo aconteceu no Caju ou Santa Marta em 2015.

Dada a largada pontualmente às 9:30, saí forte na ligeira descida do início sabendo que depois da forte subida teria uma descida inclinada onde além de saber de meus medos tinha a questão do pé, que nem sabia se suportaria a descidona.

Não demorou muito e logo assumi o 2º lugar. Embora eu tenha largado forte, eu não sou exatamente muito veloz. Para a minha surpresa, estava cada vez mais próxima da Brigida ainda antes da subida. 

Dado o início da subida, parei de correr logo no início e troquei a corrida pela caminhada forte. Mesmo só andando, passava algumas pessoas. A Brigida continuou correndo por mais tempo e mesmo assim ela não se afastava.

No meio do caminho tinham galinhas passeando e mais para a frente a Brigida também começou a andar, sendo que ela às vezes corria quando a subida ficava menos pesada. Só teve um momento onde corri, quando ficou aparentemente plano. Mais perto do fim das agruras a passei e fiquei um pouco na frente dela até o começo da descida. Antes de passá-la ela me perguntou se vinha mulher atrás e realmente vinha a que seria 3º colocada. Na hora da água o nosso amigo Aurélio nos ajudou. Para quem não sabe, essa subida é muito inclinada principalmente ao final, tornando-a um tormento mesmo apenas andando.

O começo da descida era super inclinado, quando a Brigida e alguns outros homens me passaram. Descia com alguma cautela, seja pelo pé, seja pelo meu medo natural. Quando a descida amenizou, consegui colocar velocidade novamente e procurei manter o ritmo forte até o fim, mesmo me sentindo esgotada por conta da subida e apreensiva de ser passada e até perder o pódio.

Quando retornamos à rua São Miguel, sabia que estava perto e ainda assim longe, pois faltava ainda quase 1 Km que parecia não terminar nunca. Quando a moto da organização veio me acompanhar, me sentia feliz e emocionada por não sentir essa sensação há muito tempo e ainda assim ter medo de ser passada. Até que fim chegou a linha de chegada e terminei mesmo em 2º geral os 4,9 Km (4,99 Km pelo meu preciso GPS) com 28:18 AVG 174. A frequência chegou a 180 provavelmente já no final e só não ficou mais alta porque estava frio (19 - 21 ºC) e não corri nas subidas. 

Depois da corrida me confraternizei com a Brigida e a chefe de nossa equipe Portão 17, a Elza, a 3º colocada, a triatleta Gabriela Hermes, tirei muitas fotos, agradeci ao Aurélio ao apoio e à amizade, comi 4 maçãs, subi a um pódio alto e bambo, soube que a próxima etapa seria o Santa Marta dia 20 e que tinha inscrição garantida. 

Meu plano era voltar trotando. Contudo, quem disse que eu consegui? Meu pé doía muito. Tive que voltar andando e sentindo alguns estalos que apenas incomodavam de vez em quando.

Fui hoje ao médico e ele disse que era para eu tê-lo procurado já na segunda passada, além de não correr em hipótese alguma até a ressonância ficar pronta. De acordo com ele, é problema no tendão e continuar correndo pode me levar a um rompimento total. 

Uma pena, pois estava começando a voltar a correr bem e tinha a corrida do Célio de Barros no dia 13 e no Santa Marta dia 20. Infelizmente vou ter que ficar de molho e tratando. E, principalmente, ao contrário da longa parada de 9 semanas por causa da tendinite do tendão conjunto no glúteo, engordar muito pouco ou quase nada para facilitar e muito a volta a forma.

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sexta-feira, agosto 04, 2017

Programas Descontinuados: Dr. Sbaitso


Quando eu era menina, no meu primeiro computador, um 386 com 66 Mhz, com 1 Mb de memória, 81 Mb de disco e rodando DOS 5.2 e Windows 3.11, um dia instalaram uma placa de som de 8 bits da Creative. Junto com ela, veio esse programa de DOS, que era uma espécie de psicólogo usando inteligência artificial, que se chamava Dr. Sbaitso. 

Ao entrar, a primeira coisa que ele perguntava era seu nome. Dado isso, ele se apresentava e começava a conversar com o "paciente", em texto e em voz. Era possível você fazer com que seu texto fosse "falado também".    

Ele nunca resolvia nada, ficava dando voltas, era grosso, etc. Se falasse palavrão, ele dava erros de paridade, ficava doido e podia até fechar o programa. Mas se você voltasse e desse o mesmo nome de paciente, ele continuava a conversa sem ter apagado os dados anteriores. Aparentemente, ele só apagava tudo se mudasse o "paciente".

Havia e dava para pesquisar dentro do programa para quais palavras ele era programado para ter respostas automáticas, colocá-lo para repetir texto, trocar a cor de fundo e fazer contas.

O fato é que eu me divertia e ria muito, sempre fazendo perguntas para resolver coisas bobas, como soluções de jogos e fatos relacionados ao desenho das Tartarugas Ninja, pelo qual eu era fascinada naquela época. Eu também entrava como "outros pacientes", inclusive como vilões desse desenho. Eu inclusive usava um programa do Windows também descontinuado para a "ficha dos pacientes", sobre o qual falarei em uma outra oportunidade e tenho esses arquivos até hoje em meus backups.  

Ainda é possível brincar online aqui.

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sábado, julho 22, 2017

Campeonato Estadual de Veteranos


Minha primeira prova, os 1500 m, estava marcada para às 16:45 do sábado. Normalmente eu sairia às 15:15. Contudo, como estava acompanhando o trânsito na Avenida Brasil e tinha trechos muito ruins por causa das obras da Transbrasil, saí às 15 h. Só que estava muito ruim mesmo e acabei chegando lá quase às 16 h, um tanto em cima, já que gosto de chegar com 1 h de antecedência. O Hércules veio me assistir e chegou praticamente junto comigo.

Ao confirmar minha prova, os árbitros começaram a dizer que eu estava atrasada e que não deveriam aceitar, e parece que implicaram com outras pessoas por isso. Só que as provas estavam adiantadas e um atleta pode não aceitar correr antes da hora. Eu estava confirmando antes das 16:15. Então, não tinham porque implicar. Aliás, por causa do engarrafamento, muita gente chegou atrasada e a equipe de Búzios não conseguiu chegar para as provas de sábado à tarde.

Eles nos apressaram, mal consegui me aquecer, para separarem em três baterias as não muitas atletas porque estavam com poucos árbitros. Como as mais novas foram as últimas, deu tempo de fazer um aquecimento rápido e ir ao banheiro. Um árbitro me acompanhou juntamente com a Ana Paula, que largaria comigo. Só que resolveram pegar um atalho pelo barranco. Para subir não tive problemas. Porém, para descer... A Ana Paula até me perguntou brincando se não tive infância. Não é à toa que não consigo correr nas descidas de barranco ou escadas irregulares.

Dada a hora da largada das categorias abaixo de 40, quase na hora marcada, comecei por último e tentei alcançar a todo custo as atletas que estavam logo na minha frente, algo que não consegui por pouco. Elas mantiveram basicamente a mesma distância de mim o tempo todo. Acabou que terminei exausta em 6:02.2, com a frequência cardíaca média de 175, sendo a 5º geral entre 15 atletas e a 4º da faixa-etária 35-39 entre 5 atletas. Foi um resultado muito acima do esperado para a minha forma atual. Se eu não tiver lesões, dá para encarar os 1500 m descansada entre as atletas federadas sem dar vexame.

Eu queria muito correr também os revezamentos e tínhamos equipe para tal. Mal deu tempo de descansar e dar um trote e fomos chamadas para o revezamento 4 x 100. Eles estavam apressando porque estava escurecendo e lá no CEFAN a pista fica totalmente escura à noite. Eu fui a 3º perna e peguei o bastão da Elza. Como a Lenita e ela são mais velhas, não peguei o bastão sendo a 1º mas o passei para a Solange em 1º. Como ela é veloz, fechamos em 1º geral de 4 equipes e na categoria sub-50, onde só tínhamos nós. Como era uma corrida de 100 m, não deu para marcar meu tempo individual. Já minha equipe fez em 1:14.4. 

Já estava escuro quando saí do CEFAN e peguei um pouco de trânsito na volta. Isso me deixava apreensiva para o dia seguinte, pois não queria chegar atrasada para correr os 5.000 m no domingo do dia seguinte.

Infelizmente tive pouco tempo para a recuperação e ainda por cima demorei um pouco a dormir por causa da adrenalina recente. No dia seguinte acordei às 6 h e saí de casa às 6:25. Desta vez o trânsito estava excelente e cheguei às 7 h no local.

Desta vez também não apressaram a largada e pude me aquecer normalmente. Dada a largada comecei em 3º geral e na faixa-etária e terminei assim. Assim como nos 1500 m, estava preocupada em melhorar a minha colocação e quase nem olhava no relógio. Só que eu estava muito cansada de ontem e fiz em 22:42.1, AVG 171. Dá para ver pela frequência cardíaca que não consegui forçar muito.

Já os 800 m eles adiantaram bastante e novamente não consegui me aquecer tanto quanto deveria. Mas ao menos não foi na correria. Como desta vez tinha árbitros em número suficiente, colocaram todo mundo para largar junto, saindo em arco. Fiz toda a força que podia e acabei com 3:06.2, AVG 167, ficando em 6º geral de 16 atletas e em 5º de 6 atletas na faixa-etária de 35-39.

Faltava o revezamento 4 x 400, que também começou bem adiantado. Até que foi bom, já que foi pouco depois dos 800 m e não tinha dado tempo de esfriar. A Lenita estava esgotada e sem condições de ir. Então, a Vera foi a 1º perna da nossa equipe, passando para a Elza, que passou para mim e, por último, passei para a Solange, que quase pegou a última da 2º equipe sub-50. Eu, já esgotada, fiz em 1:34.7, AVG 158. Já minha equipe fez em 6:40.2. Já na saída da pista a Elza tinha falado que uma equipe tinha invadido a raia e que talvez fosse desclassificada, fazendo com que ficássemos com a prata. Mas na verdade ficamos com o outro, pois a outra equipe sub-50 que chegou na nossa frente passou o bastão antes do setor válido de passagem, pelo fato de a atleta ter posto o braço para fora para pegar o bastão. Portanto, fomos a 2º equipe geral de 5 e a 1º de 4 na categoria sub-50.

No final, a nossa equipe Portão-17 Maracanã foi a 3º no feminino e 2º no masculino, mesmo sendo uma equipe pequena. O que conta muito é o revezamento, cuja pontuação é dobrada.

Saí cansada e feliz. Algo que gostei bastante foi o fato de ter havido renovação no atletismo master carioca, com a entrada de novas equipes e veteranos jovens. No último estadual que participei, em 2015, já estava feliz com a entrada da equipe Muvuca da Vovó, de Campo Grande. Agora, apareceram também a Superação Master e Atletismo Búzios. O que achei ruim foi a estrutura dos banheiros disponibilizados para o atletismo pelo CEFAN. Eles sempre nos deixam um banheiro horrível. A AVAt paga uma taxa caríssima. Logo, melhores banheiros deveriam ser cobrados.

Outra coisa que gostei é que depois de muito tempo voltaram com os números separados por faixa-etária, sendo que esses ficaram bem bonitos, em nada lembrando os do passado. O que não gostei é que talvez não haja o festival de 1 Km da AVAt por causa de empecilhos criados pelo administrador da Quinta da Boa Vista. Já o triatlo de velocidade foi cancelado por falta de atletas, porque a procura foi muito baixa.

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domingo, julho 02, 2017

Vidigal de Braços Abertos


Essa corrida é uma loteria e eu consegui fazer a minha inscrição no dia 20/06 às 12 h, mesmo com o site ficando super-lento. Aliás, devo ter sido uma das primeiras a conseguir, já que meu número foi o 55. Uma coisa chata durante a inscrição é que não tinha a minha equipe, a Equipe Portão 17, no combo de escolha de equipe. Como não tinha como editar, tive que escolher "Nenhuma".

Na véspera, dia de pegar o kit, até que consegui chegar rápido ao local da largada e a fila estava pequena, sendo logo atendida inclusive alguns minutos antes da hora de início, às 10 h. Só demorou um pouco porque só tinha uma pessoa com computador conferindo as inscrições, já que os demais estavam sem energia ainda. A camiseta M acabou ficando muito grande. Como eu iria saber que fariam um modelo grande? Em geral acho a P muito justa e eu gosto de camisa larga. Todavia, essa M ficou gigante em mim. O que me espantou foi a ausência de chip, sendo a cronometragem manual. Isso provavelmente ocorreu por falta de verba. Não sei se foi isso que fez com que as etapas do projeto demorassem a ser anunciadas ou se foi a total falta de segurança nos morros da cidade.

A volta também foi rápida. À noite, às 20 h, agendei um táxi para o dia seguinte às 6:30 e fui dormir um pouco depois das 21 h. Acordei no dia seguinte às 6 h bem disposta mesmo estando resfriada. Acordei durante a madrugada entupida umas três vezes mas nada que pudesse me deixar mole ou cansada.

A atendente da cooperativa Taxi Tijuca me dissera na véspera que iriam me mandar um SMS 10 min antes do táxi chegar. Como isso não aconteceu, liguei para lá às 6:25. A atendente parecia totalmente perdida. Na véspera, ao ligar, a outra atendente já sabia de onde eu estava ligando pelo meu número de telefone. Já a da manhã não sabia meu celular, de onde eu sairia, para onde eu iria, etc. Deu 6:30, desliguei o telefone enquanto ela tentava encontrar a informação sobre meu táxi, e fui para a rua pegar um táxi qualquer. Sorte que minha rua é movimentada e costumam passar vários táxis por aqui. E em nenhum momento me retornaram para o fixo ou celular para falar que o táxi havia chegado ou algo assim. Ele simplesmente não apareceu. Saudades do tempo em que a Tele Urca funcionava bem e podia contar com ela. Da outra vez que peguei a Taxi Tijuca, o serviço fora perfeito e o motorista me falou que a Tele Urca estava quase falindo.

O táxi da rua foi super-eficiente e cheguei lá na hora desejada, às 7 h. Só não cheguei mais rápido e acabei pagando mais caro porque o sentido de subida da Av. Niemeyer estava fechado e o taxista teve que dar a volta pelo Túnel Dois Irmãos. Nesse caminho descendo São Conrado, passamos pelo antigo Hotel Nacional, que foi comprado, reformado e está lindo! Isso me fez lembrar das apresentações de ballet no teatro desse belo hotel.

Chegando lá ainda tinha bem pouca gente. Estava frio, mas como meu celular dizia erroneamente que estava 20 ºC (na verdade fez 18 ºC), decidi correr sem camisa mesmo resfriada. Ao me aquecer descendo e subindo a dura ciclovia da Av. Niemeyer (o local é lindo mas definitivamente não é bom para as articulações), vi muita gente subindo a avenida a pé do Leblon para o local da largada. Se eu soubesse que era só 1 Km até a largada, teria saltado ali, ido a pé e economizado um dinheiro razoável com o táxi.

Chegando a hora da largada, me posicionei mais para frente e reparei que não tinha muita gente. Tive a impressão de que a maioria era da comunidade por causa do número que indicava isso. Vendo o vídeo da corrida, até que teve bastante gente. Contudo, bem menos do que teve no Caju em 2015 e, principalmente, no Santa Marta daquele ano. Em ambas a largadas foi um empurra-empurra danado e na de Botafogo fiquei apertada lá na frente. Tá na cara que muita gente se inscreveu e não foi nem pegar o kit. Eles têm que cobrar uma taxa simbólica para efetuar as inscrições e com esse valor comprar os alimentos. Acho que seria até melhor para eles, pois poderiam comprar em grandes volumes diretamente do fornecedor e nos pouparia de levar peso por aí.

Dada a largada, tive algum atraso com as pessoas lentas que saem na frente, peguei uma descida inclinada e logo no início uma subida MUITO pesada. Eu a corri do início ao fim. Eu comecei a sentir a boa muito seca mesmo tendo bebido 500 ml desde que acordei. Acho que foi o tremendo esforço. Não sei se foi erro do frequencímetro ou se de fato meus batimentos cardíacos chegaram a 216. Se isso ocorreu, foi nessa subida. Ao final da subida eu era a 3º geral e 3º de fora da comunidade.

Em seguida, vieram descidas em escadas. Como havia chovido durante à noite, estava bem escorregadio. Se em escadas normais eu desço devagar, imagina escorregando? Nisso, duas atletas da comunidade me passaram. Voltamos a Av. Niemeyer, onde consegui correr bem rápido e passei novamente uma das atletas da comunidade. Nessa hora, sentia dores nas duas solas dos pés. Acho que foi por correr na ponta do pé em parte da subida. Sorte que passaram depois. Em seguida, veio uma sequência de subidas pesadíssimas, num local muito bonito, com muito mato. Ali eu corri só no início. Vendo que a atleta da comunidade estava bem longe, só andei rápido. Mesmo andando, conseguia passar bastante gente. 

Fui voltar a correr só quando começou a descer. Porém, aí vieram as escadas escorregadias novamente. Para quem não sabe, essas escadas não são certinhas como as que vemos nos edifícios. Nas do Santa Marta e nas do Vidigal, cada degrau tem um jeito e um tamanho, dificultando ainda mais a descida. Para piorar, ao contrário do Santa Marta, em boa parte não tinha muito onde me segurar ou quando tinha, era muito baixo e não dava para me apoiar. Nessa minha lerdeza fui ultrapassada por outra atleta de fora.

Ao terminar as escadas, fui com tudo. Entretanto, ela já tinha ido embora há muito tempo. Acabou que terminei os 5,95 Km pelo meu relógio em 40 min. Na prancheta deu uns 41 min porque fui perguntar ao apresentador sobre a minha posição. Durante o percurso não tinha visto a primeira geral e achava que pudesse ter pego pódio. Também não sabia se a mulher que me passara na segunda descida de escadas era da comunidade ou não. De acordo com o prospecto da organização eram 6,24 Km. Não sei dizer se eles erraram, mexeram no percurso, ou se meu GPS errou. Só sei que a única placa de quilometragem correta de acordo com meu relógio era a de 3 Km. Todas as outras estavam colocadas antes do local certo pelo meu GPS.

Terminei bem quebrada e cansada. A frequência média nem ficou muito alta (171) por conta de andar em trechos de subida braba (a maior parte delas). Infelizmente o sensor de altitude do meu Polar V800 deixou de funcionar em uma das atualizações e não tenho como saber o quanto subi no total. O que alivia o esforço é o apoio das pessoas da comunidade. Não foi tão grande quanto no Santa Marta. Porém, eles foram sempre bem simpáticos e animados.  

Muitas pessoas me disseram para não correr, porque seria perigoso por causa da violência que tem explodido nas comunidades com UPP. Só que eu vi bastante polícia no percurso. Não sei dizer se eles foram embora depois da corrida deixando moradores e pessoas que passam por ali sem segurança.

Ao chegar em casa, mandei um e-mail à organização pedindo para incluir minha equipe nos resultados e na combo para as próximas inscrições. 

Infelizmente não poderei estar presente na etapa seguinte na Rocinha porque será no mesmo dia dos 5.000 m do estadual de veteranos. Contudo, espero muito conseguir me inscrever e estar presente na etapa do Borel, que está prevista para o dia 6 de agosto.

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segunda-feira, junho 12, 2017

20º Corrida e Caminhada de Confraternização pela Reconstrução do Estádio de Atletismo Célio de Barros


Eu queria muito ter corrido a edição anterior, mas infelizmente uma leve distensão no posterior de coxa esquerda me tirou de combate. Eu já até tinha voltado a correr há alguns dias, porém estava fora de forma.

Depois da lesão esta foi a minha primeira corrida. Até que minha forma andou evoluindo bem. Só que nesse meio tempo tive dois resfriados e muitos eventos comestíveis, que não me deixam emagrecer o que ainda falta emagrecer da engorda da lesão passada. Nessa última não engordei, contudo, ainda não estou no peso correto.

O segundo resfriado ainda está em curso, me deixando muito entupida e atrapalhando minhas noites de sono. Então, não acordei nos meus melhores dias e o rendimento não seria o que eu gostaria.

Fui já me aquecendo e dei logo a volta completa. Realmente, não estava me sentindo tão bem, estando pesada e mole. Estava sol, todavia, sentia muito frio. E, de fato, a temperatura na hora do aquecimento estava em 14 ºC. Isso é bem frio para os padrões de outono carioca. O que salvou é que o clima estava seco. Se estivesse chovendo, todos teriam congelado.

Desta vez o organizador Cel. Rabelo resolveu fazer algo mais grandioso, com DJ, um belo pórtico, chip, e medalha e camiseta típicas das corridas TOP, só que mantendo o preço acessível: R$ 38,00. Afinal, ele não quer lucrar e sim chamar atenção para a causa, que é a reconstrução da pista.

Como corri novamente pelo Vasco, minha inscrição foi gratuita. O chato é que assim fico sem a camiseta, que desta vez foi muito bonita, e também preciso esperar todo mundo que pagou pegar seu kit ou fazer a inscrição. Além disso, para colocar minhas coisas no guarda-volumes, tenho que guardar minhas camisas pelo nome e não pelo número.
 
Apesar da grandiosidade, esta edição ficou mais vazia: muitos atletas de elite foram ao Troféu Brasil ou então estão em preparação para campeonatos de categorias menores, além da Maratona do Rio e as demais provas que fazem parte dela na semana seguinte.

Dada a largada, logo eu estava entre as cinco primeiras em pouco tempo. Em várias partes do percurso eu fui a quarta, só que mais para o final eu perdi o contato com a Railda, que passou mal na chegada, e acabei em quinto mesmo, com o tempo de 17:29.5 pelo meu relógio, passando a primeira volta em 8:31, não sendo muito forte. A frequência cardíaca média ficou em 171, o que prova que não consegui fazer muita força. Num dia normal, estando bem, ganharia a Railda na forma atual, pois faz tempo que não perco para ela.

Assim que eu cheguei corri para buscar minhas camisas. Avisei ao cel. e a Graça, sua secretária, que tinha um compromisso, e saí correndo para ele. Ainda tive que voltar e dar meu nome, pois meu chip estava sem nome. No final, deu tudo certo, chegando apenas um pouco atrasada no compromisso e ganhando mais um troféu, que vou pegar depois.

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domingo, fevereiro 19, 2017

18º Corrida e Caminhada de Confraternização pela Reconstrução do Estádio de Atletismo Célio de Barros


Com a melhora da forma eu esperava ter um desempenho melhor do o que da última edição. Tinha tido uma semana com melhora no treino curto e uma melhora significativa no longo. Para melhorar, nas últimas noites tinha conseguido dormir bem e o fim do horário de verão me daria 1 h a mais de sono. Por outro lado, estaria bem mais quente.

Confesso ter ficado preocupada se meu celular iria tocar na hora certa ou não. Preocupação boba, pois o pior que poderia acontecer seria acordar antes da hora. Ao acordar durante a madrugada, vi que o celular tinha saído do horário de verão automaticamente.

Acordei às 6:40 bem disposta e saí de casa às 7:15 já me aquecendo. Confesso que senti minhas pernas pesadas. 1,4 Kg de inchaço de um dia para o outro faz diferença, mesmo estando emagrecendo um pouco a cada dia.

Antes da largada, durante o aquecimento/alongamento, houve uma dança e o organizador, o Cel. Rabelo, arrebentou na dança!

Dada a largada um pouquinho depois das 8 h, perdi alguns segundos com pessoas lentas à frente. Depois, consegui acelerar e passar muita gente na primeira volta. Eu infelizmente não sou muito veloz e outras pessoas saem bem mais forte do que eu. A primeira volta eu passei em 8:03 e fechei em 7º lugar fazendo os 3,9 Km (3,96 no meu super-preciso GPS) em 16:59.6, com frequência cardíaca média de 176 (fiz bastante força). Poderia ter sido melhor se eu tivesse ido um pouco mais fraco na primeira volta. Estava 27 ºC durante toda a corrida, inclusive no aquecimento, ou seja, estava quente. Se tudo der certo, em abril, estando mais em forma e estando mais fresco, quem sabe não quebro meu recorde de 16:50?

Mesmo que o tivesse quebrado não teria pego pódio. Acho que sou a única que vai totalmente pela pista de corrida do Maracanã, que é o certo (a corrida é anunciada como tendo 4 Km). Senão, acaba tendo 3,7 Km, como disse um amigo meu. A diferença acaba sendo muito grande. Talvez se eu tivesse feito isso, teria pego o 5º lugar, já que 200 m dá uns 52 s de diferença na minha velocidade. Na primeira volta eu ainda via a 5º na minha frente. Já na segunda, quando meu desempenho caiu, não a vi mais. O que importa para mim é fazer um tempo bom, saber que estou evoluindo. Se eu tiver que voltar a pegar pódio, vai ser desse jeito. 

Depois da corrida, demorei alguns segundos para me recompor devido ao cansaço. Posteriormente, comi bastante abacaxi e melancia, mas não tanto quanto eu gosto. Era tanta gente correndo (o que é excelente!) que acabou e só tinha sobrado banana passada.

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terça-feira, janeiro 24, 2017

Copa Estadual de Cross Country


Eu queria muito ir bem na Copa Estadual de Cross Contry para conseguir ir para a Copa Brasil de Cross Contry em São Paulo. Em princípio, o Vasco tentaria levar cinco atletas no adulto feminino.

Eu já estava inscrita na Corrida de São Sebastião quando soube que, inicialmente, o cross seria no dia 22. Depois, foi para o dia 21. Mas eu não queria deixar de ir na corrida de rua porque nunca se sabe se será possível competir em provas de atletas federados e eu queria também ser tri na minha faixa-etária (algo que consegui!).

Eu sabia desde o início que não conseguiria ter o desempenho desejado no cross, seja pelo desempenho nos treinos, seja pelo resultado na São Sebastião, que, embora tenha sido dentro do esperado, não foi legal. O fato é que não consegui perder o peso desejado desde que voltei aos treinos no início de outubro e, por conta disso, meu desempenho nos treinos não evoluiu como deveria, somando-se a isso minhas crises constantes de insônia e o calor do verão, que mesmo não estando tão forte, faz uma temperatura e sensação térmica além do saudável.

Além de tudo, como eu suspeitava, a equipe do Vasco agora está BEM forte. É muito legal saber que o clube está investindo em atletas fortes e espero que continue assim para melhorar o atletismo carioca. Porém, para eu conseguir ter chances de alguma coisa, eu tenho que ser melhor do que já fui no auge da minha forma, algo improvável dada minha idade, lesões constantes, insônia (que está cada vez pior), saúde em geral, falta de local adequado de treino (Célio de Barros), etc, que não têm colaborado.

Mesmo tendo muitas atletas inscritas na minha equipe, todas correriam valendo pontos por equipe e, no final, as seis melhores seriam levadas para o brasileiro de cross.

Cheguei cedo e, por um imprevisto, a competição acabou atrasada. Desta vez, tinha pórtico, chip, e a própria FARJ trouxe frutas e aquele delicioso bolo das corridas que a Luz (agora presidente da FARJ) organiza (que eu não iria comer, mas que acabou antes de eu correr). Não vi os troféus por equipes; já as medalhas para os campeões estava caprichada.

Acabou que largamos quase às 9 h e, embora não estivesse tão quente assim (25 - 27 ºC), havia sol. O percurso era similar ao do ano passado, sendo que não tinha o pequeno barranco e, desta vez, tinha 10 Km cravados de acordo com meu agora mais preciso GPS.

Desde o início não consegui me manter com o grupo, chegando a tomar capote das três primeiras na quarta de cinco voltas. O fato é que olhando as fotos, dá pra ver que estou com muito mais gordura nos membros inferiores que as demais atletas, algo que faz toda a diferença. Além disso, eu sinto minha barriga pesada. O cansaço da São Sebastião até contou, mas definitivamente não foi isso o que me fez correr mal.

Corri basicamente sozinha fazendo toda a força que eu tinha (AVG 172 num cross, com grama fofa, é bem significativo). Nunca pensei em desistir e cheguei a me sentir mal no final, com calafrios, mesmo bebendo água gelada em todas as voltas. Acabou que eu fiz os exatos 10 Km em vergonhosos 53:44, ficando muito atrás da penúltima. 

O fato que mesmo que eu fizesse algo similar ao meu recorde em cross (36:10 em 8 Km em 2006) num percurso de dificuldade semelhante, eu conseguiria ficar entre as seis primeiras do Vasco. Todavia, ao menos teria uma classificação honrosa.

Aparentemente, de acordo com o regulamento do brasileiro, só 6 atletas podem ser inscritos por equipe. Eu até pensava em ir por conta própria. Contudo, melhor não ir mesmo. Mesmo estando um pouco mais em forma, o resultado seria vexaminoso. Melhor deixar mesmo para ir na Corrida e Caminhada de Confraternização pela Reconstrução do Estádio de Atletismo Célio de Barros do dia 19/02, onde tenho mais chances de ir bem.

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