Pantera Cor de Rosa

Este é o blog de Juliana Carpes Imperial, mais conhecida pelos desconhecidos como a Pantera Cor de Rosa por volta e meia ir correr toda de rosa.

sábado, maio 04, 2013

Campeonatos Brasileiros Caixa de Corrida de Fundo em Pista



Neste ano seria novamente em um único dia, numa sexta-feira à noite, dia 26/04/2013. Eu queria ir e já tinha marcado em meu calendário. Contudo, a data se aproximava e nada de a CBAt divulgar local e regulamento. Isso é ruim pois eu queria ir de avião para a cidade escolhida e quanto mais cedo se compra a passagem, mais barata ela é.

Finalmente, faltando duas semanas, divulgaram que seria no SESI de Piracicaba, que fica na Vila Industrial, tal como em 2010, quando não foi quase ninguém. Ir de ônibus para lá só seria possível se eu dormisse na cidade, já que tanto indo direto para Piracicaba ou passando por Campinas antes chegaria muito em cima da hora. Sorte que mesmo comprando a passagem com pouca antecedência pela Azul, eu consegui um preço camarada, indo até Viracopos em Campinas e depois pegando um ônibus gratuito até Piracicaba, saindo tudo por menos de R$ 200,00.

Saí de casa no dia 26 às 9 h da manhã e peguei um 353 preso no engarrafamento na minha rua. Chegando na Leopoldina, tomei um ônibus que vai para a Ilha pela Linha Vermelha, que chegou na peixaria rapidamente. Se fosse um 634, iria passear por vários bairros até chegar lá, só faltando guia turístico. Ao esperar o ônibus, eu até comentava isso com outro cara que estava indo para a Ilha.

Mesmo sendo mais longe, por pegar o contra-fluxo, seria um deslocamento bem mais rápido estudar na UFRJ do que na PUC. Pena que por causa das greves, problemas de estrutura e segurança, preferi a segunda opção.

Da peixaria até o aeroporto eu peguei uma van pirata e lotada mesmo já que o ônibus para lá estava demorando. Acabou que cheguei no aeroporto antes das 10 h. O Galeão está muito fraco em termos de lojas, algo que precisa ser melhorado urgentemente. Se você chegar com antecedência e tiver que fazer hora, ficará sem ter nada para fazer.

Tinha feito o Web-Checkin e, ao contrário do que diziam no site, não havia a necessidade de etiquetar a bagagem de mão, algo que perguntei no balcão da compania. Desta vez não implicaram com nada em minha mala. E ainda bem que não uso cinto, pois quem usava tinha que tirá-lo para passar pelo detector de metais.

Chegando quase na hora do embarque, às 11:38, nada de a Azul nos preparar para entrar até que anunciaram que por problemas técnicos o vôo iria atrasar em 1 h. Quem ia pegar conexão para Foz do Iguaçu foi chamado ao microfone. Provavelmente seriam alocados em outro avião.

Meu medo era óbvio: perder o próximo ônibus para Piracicaba e ter que aguardar muito até o próximo. Uma mulher reclamava que esse vôo para Campinas pela Azul sempre atrasava, tentando em vão segura seu filho já indócil.

Depois de 1 h de atraso é que o avião saiu. Ao menos as aeromoças eram bem simpáticas e o serviço de bordo, excelente. Tinha água (minha escolha), dois tipos de suco em caxinha e Coca-Cola ou Coca Zero em lata e não em copo como na Gol e Tam. E para comer tinha batata chips, mix de castanhas e cookies integrais. Eu peguei dois pacotes dos dois últimos, já que eu não gosto e seria suicídio comer as batatas antes da corrida. Em outras empresas não teria essa fartura toda. Até o fone de ouvido dado para a viagem era para ficar conosco e poderia usá-lo em meu celular, já que tinha ficado sem o meu original ao dá-lo ao Thiago.

O avião da Azul é diferente. Ele só tem duas fileira de cada lado, sem cadeira do meio. Eu sentei na última poltrona no corredor que infelizmente não reclina. Fiz essa escolha para tentar ir sozinha nos dois bancos. Tinha uma dupla de chapéu fazendo piada o tempo todo. Acho que eram famosos pois na fila de embarque todos os membros da compainha os cumprimentavam alegremente. E perto de onde sentei tinham dois chineses que iam pegar conexão para Cuiabá que só falavam em chinês. Era difícil se comunicar com eles que eram zombados e riam sem entender o que lhes diziam. Estranho é que usaram o celular durante a decolagem e a aterrissagem e as aeromoças, que estavam vendo as fotos deles no celular, não reclamaram.

Assim que cheguei em Campinas me ligaram do trabalho para saber de algo que tinha sido modificado no comportamento de meu programa. E como já previa, tinha perdido o ônibus para Piracicaba, tendo que esperar mais de 2 h até o próximo que sairia às 16:30. Não quis sair para passear em Campinas para não me cansar e fiquei olhando um pouco as poucas lojas de um ovo de aeroporto. Perto da hora de embarque no ônibus tomei um cafezinho por R$ 4,00 na Casa do Pão de Queijo.

No aeroporto de Viracopos me arrumaram uma revista "Quem". Não é o tipo de coisa que gosto de ler, mas era só o que tinha e que me acompanhou no ônibus para Piracicaba. Tive que tirar meu livro da mala por ela ter ultrapassado os 5 Kg de limite para bagagem de mão.

Do lado de fora dava para sentir a poluição. Ao menos o ônibus da Azul foi pontual. Ao contrário do avião que estava lotado, este foi vazio. Apesar de convencional, o banheiro era bem melhor do que os dos ônibus que costumo pegar da 1001.

Cheguei em outra cidade poluída antes das 17:30. Para piorar, não passava um taxi para me levar na Vila Industrial. Sorte que eu estava perto do shopping que eu pretendia visitar mais tarde e me disseram que lá havia um ponto de taxi. Cheguei no ponto e estava super-ansiosa, andando de lá para cá, e logo pude pegar um conduzido por Francisco até o local. Ele tinha acabado de levar alguns atletas lá. Como seria difícil pegar taxi na volta esperando no SESI, peguei o telefone do Francisco e o do ponto do táxi do shopping para o caso de ele estar ocupado. Um rapaz no ônibus para Piracicaba tinha me indicado uns ônibus para chegar lá. Porém, o trânsito estava ruim e eu não queria esperar.

O SESI de lá é bem grande e bonito, tendo, além da pista de atletismo, escola, piscina, ginásio, e uma pista de carvão de 600 m com uma leve subida, excelente para treinos de rodagem. Se construissem algo assim para só então demolirem o Célio de Barros, eu até que ficaria satisfeita. Entretanto, o certo é deixarem o Célio de Barros lá e construirem outras pistas de alto nível pela cidade, para dar oportunidade a outros atletas.

Eu fiz minha confirmação e estava na série B dos 10.000 m. Na série B só tinham quatro mulheres. Nunca teve série B nos 10.000 m feminino e a última coisa que eu queria era correr às 22 h. Teria que ir à rodoviária trocar para o dia seguinte ou cancelar as passagens de ônibus e comprar uma de avião para o sábado e pernoitar na cidade sem aproveitar nada, já que o shopping fecha às 23 h.

Ao contrário dos últimos anos, a competição atrasou por um motivo insólito: o fosso dos 3.000 m com obstáculos estava vazio! Como deixam isso acontecer numa competição importante, onde os atletas tentam fazer índice? Imagina nas olimpíadas de 2016?

Uma atleta que me conhecia me chamou pelo nome. Só que eu não me lembrava dela de jeito algum. Novamente tinham vários atletas famosos. Meu amigo Eliezer foi também e me apresentou o Giovani dos Santos, que é realmente muito simpático. O Eliezer me disse que é porque passou dificuldades, assim como ele. Pena os jogadores de futebol em sua maioria não serem assim.

Com quase 30 min de atraso começou os 3.000 m com obstáculos feminino, cujo resultado foi fraco. Quanto ao masculino não sei dizer. Só sei que era tanto atleta que fizeram duas séries. Na primeira, um rapaz distendeu a perna e parou logo após a primeira passagem pelo fosso.

Finalmente chamaram os 10.000 m feminino só com série A. Logo antes da largada eu liguei para o Francisco e marquei com ele às 20:40, pois levaria uns 20 min do SESI à rodoviária. Estava um clima fresco mais para frio, o ideal para se correr, ao contrário da friaca do ano passado.

Dada a largada, logo fiquei para trás. Não queria sair forte como no ano passado já que só tinha fera. Mesmo assim, sentia dores do lado. Não sei dizer se era por cansaço, poluição ou ansiedade. Altitude não era pois Piracicaba fica só a 500 m de altitude. Só sei que as pernas também estavam pesadas e na hora em que eu quis aumentar a velocidade, não consegui. Ao menos não puseram música lenta desta vez, variando entre o rock e o axé.

Terminei a prova em 45:30.64 pelo tempo oficial, sendo a décima-sexta, a última entre as que concluíram, ficando a duas voltas da penúltima. Para ser a penúltima, teria que ficar próxima do meu recorde. Assim que terminei às 20:39, liguei para o Francisco, que já estava me esperando. Com o trânsito bom, chegamos na rodoviária às 20:59. Sorte que eu tinha comprado as passagens de volta na quinta-feira pela manhã, já que estava acompanhando pela Internet e via que as passagens do trecho Campinas-Rio estavam se esgotando. Eu queria o leito, porém já tinha acabado. Aliás, nesse dia fui antes do trabalho comprar as passagens e ir ao centro depois foi um senhor problema, pois não sabia qual ônibus pegar. Demorou, mas consegui pegar um que passa na Rio Branco.

Cheguei a tempo de pegar o Cometa para Campinas que estava meio vazio. Ele saiu na hora. Todavia, chegou depois da suposta chegada às 21:30 por parar em várias cidades. Em Campinas já estava fazendo muito frio. Já pensou se eu tivesse que correr na série B? Mesmo com o frio, só deu tempo de tomar uns sorvetes e logo fui pegar o Cometa para o Rio às 23:15 que estava lotado. Se tivesse deixado para comprar a passagem em cima da hora estaria ferrada, já que nem o de Piracicaba-Rio e nem o último convencional Campinas-Rio tinham lugares disponíveis. O chato de tudo isso é que não deu para dar passeio em shopping algum. Se eu tivesse perdido o ônibus para Campinas teria que pagar uns R$ 180,00 de táxi até lá. E ainda bem que não quis me arriscar a comprar a passagem de avião de volta, que estava mais de R$ 300,00. Na competição tinha gente preocupada pois sabia que perderia o vôo.

Eu bem que tentei dormir. Contudo, tinha um cara lá atrás roncando MUITO alto. Mesmo com o fone de ouvido com musiquinha relaxante relativamente alta, dava para ouvir o ronco do sujeito.

Na parada, em Guaratinguetá, estava muito frio também. Mesmo assim, tomei sorvete. Lá havia muitos ônibus parados com destino ao Rio. Eu cheguei a entrar em um Cometa errado. Por este ser convencional, logo notei o erro e fui para o certo. Quando era criança, voltando de Campinas, fiz o mesmo e quase que fico no ônibus errado que voltava de São Paulo.

Da parada em diante fui sem música para o Rio com a morte do meu celular. Apesar do ronco, até que consegui cochilar um pouco. Não eram 6 h da manhã e o ônibus chegou antes da previsão de 6:30. Peguei um taxi mesmo, pagando R$ 20,00 com uma mulher taxista, algo que nunca vi antes. Pena não ter ido antes ao ponto do 353, pois ao passar de taxi por perto vi um lá parado. Não fui para lá pois esse ônibus costuma demorar.

Cheguei em casa e dormi até às 10 h da manhã. Nos resultados vi que a atleta que me conhecia era a Adriely do Correr Bem do prof. Edgar, que infelizmente parou. Duas atletas do Rio que correram os 3.000 m com obstáculos foram desclassificadas por obstrução. O Giovani dos Santos foi o campeão nos 10.000 m e me chamou a atenção o fato de que poucos homens abandoram a prova, algo que sempre acontece. A temperatura oficial me pareceu razoável na minha prova, ente 22,3 e 21,1 graus, diferentemente do ano passado, quando ficou entre 21,4 e 21,6 e fazia a maior friaca.

A CBAt tirou um monte de fotos e novamente quase não colocou fotos no site, só dos atletas mais famosos. Eu já reclamei, mas não adiantou de nada. Todo atleta gosta de se ver em fotos.

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quinta-feira, maio 02, 2013

3º Circuito Fluminense de Corrida Rústica e Caminhada - Etapa São Pedro da Aldeia



Mesmo sabendo que iria estar morta, fui nesta corrida. Depois da aventura em Piracicaba que conto assim que puder na sexta-feira dia 26/04 e do protesto do Maraca é Nosso no dia 27, tinha esta etapa do Circuito Fluminense no dia seguinte. Em Barra do Piraí na semana anterior eu não fui porque infelizmente não há ônibus cedo o suficiente para lá aos domingos.

Já tinha comprado a passagem de ida na quinta-feira logo depois de comprar as passagens de volta de Piracicaba para às 6:02 da manhã. Agendei também um táxi da Teleurca na véspera para às 5:45.

No dia da corrida, como já esperado, acordei cansada. Chegando na rodoviária, o ônibus da 1001 praticamente vazio saiu pontualmente. O banheiro deste estava funcionando direito. Só que demorou mais tempo do que o previsto (às 7:57) para chegar em São Pedro da Aldeia mesmo sem ter pego engarrafamento ou ter ido devagar.

Chegando lá, a largada era praticamente ao lado da rodoviária, ao lado do centro de informações turísticas. Ao pegar o kit, uma das pessoas da organização falou que eles praticamente contam com a minha presença. É uma pena que nem sempre dá para eu ir pois gosto muito de correr esse circuito. Apesar de gastar uma grana nas viagens, conheço lugares diferentes saindo do batidíssimo Aterro do Flamengo e não dou lucro para empresas mercenárias que organizam corridas, como a Iguana e a O2.

Como nem meu troféu de Itaperuna nem a grana de Angra dos Reis chegaram, perguntei à Valéria da organização a respeito. Quanto ao troféu, eles ficaram de entregar. Já com relação ao $$, a culpa é da Prefeitura de Angra dos Reis. Ela inclusive me falou que outros atletas ligam para cobrar.

Encontrei lá o Quintanilha. Ele fala que estou em todas. Porém, eu posso dizer o mesmo dele, não?

O local da corrida é muito bonito e logo de cara tinha uma subida. No aquecimento eu já sentia o cansaço e as pernas pesadas. E o calor que resolveu dar as caras já em meados do outono. Enquanto me aquecia, o apresentador Fábio anunciava que a Maria do Carmo, grande atleta que já foi para o PAN e lá obteve boa colocação, estaria presente voltando a forma. Eu bem que a procurei e não a encontrava. Quem estava lá era a Vera Bazílio, que corre muito bem.

Na hora da largada, havia uns cones estranhamente no meio da pista. Era uma decisão da organização para nos proteger dos olhos de gato da pista. Uma senhora gordinha fazia aquecimento e chamava a atenção pela velocidade. Era uma Maria do Carmo bem gordinha, bem diferente daquela maratonista magrinha que conheci em 2005. Ela também se lembrou de mim.

Dada a largada pontualmente, saí relativamente forte pois mais de 5 mulheres estavam na minha frente e eu não queria perder o pódio. Não demorou muito tempo e eu estava na 3º colocação. Se estivesse solta, teria brigado e talvez conseguido a 2º posição.

As primeiras marcações de quilometragem estavam batendo com o GPS. O Km 4 é que ficou um pouco antes e como era ida e volta, antes da placa de Km 1. Não preciso nem dizer que a corrida teve mais de 5 Km, tendo mais de 5,1 Km com subidas chatinhas e descidas, sendo um total de 6 subidas.

Finalizei a corrida em 22:53, sendo a 3º no geral feminino e a 46º no geral absoluto. Minha frequência cardíaca ficou meio alta, em 179, o que indica que estava mesmo cansada. No final comecei a me sentir mal e assim que cheguei, ao invés de ir comer, me joguei em um banco e fiquei lá por um tempo me refazendo. Acabou que por isso só comi 4 tangerinas e 2 maçãs. Enquanto comia as tangerinas, fiquei conversando com outras mulheres bem simpáticas. O Quintanilha dessa vez acabou parando, uma pena!

Como a Caixa não tem patrocinado o circuito, não teve kit Caixa na premiação. Entretanto, poderiam nos ter dado outro brinde. Na hora de subir no pódio, o Fábio falou minha equipe, a Equipe Portão 17 da prof. Elza Rosa! Acho que é pela ausência da Caixa que os atletas da Pé de Vento não têm mais participado do circuito. Na hora de ir embora algumas pessoas pediram para tirar foto com o meu troféu.

Na volta, mais um problema com a 1001. Comprei a passagem de volta para 10:45. Quando o ônibus vindo de Cabo-Frio chega já com atraso, esse não pode seguir viagem por problemas na suspensão e outro tem que vir da garagem que é próxima. Pensei em trocar a passagem pelo de 11 h. Entretanto, o motorista falou para não fazê-lo pois aquele demoraria mais para chegar ao Rio por passar por Araruama.

Ônibus pode quebrar, acontece, só que há muitas queixas de quebra de ônibus da 1001 na Internet. Depois de alguma espera veio o ônibus substituto CHEIO de mosquitos. Os passageiros ficaram matando os mosquitos. Se eu pegar dengue vou processar a 1001. E, numa viagem dessa distância, o ônibus TEM que ter banheiro, algo que nem o quebrado e nem o substituto tinham. Não sei dizer se o que passou em Araruama tinha banheiro. Só sei que para piorar pegamos um engarrafamento de Itaboraí à São Gonçalo e que o ônibus que passou em Araruama chegou junto com o meu. Sim, reclamei do fato ao Detro, à Defesa do Comsumidor de O Globo e ao Reclame Aqui. Ao menos fui sentada em 2 bancos novamente.

Tanto na ida quanto na volta fiquei rascunhando o relato da competição em Piracicaba. Ao contrário deste, está ENORME!





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domingo, abril 28, 2013

3º Circuito Fluminense de Corrida Rústica e Caminhada - Etapa Itaperuna / Corrida de São José

Já sabia que ia ter corrida em Itaperuna no Circuito Fluminense em 2013 desde que saiu o calendário da FARJ no início do ano. E nem quis saber de ir para lá quando soube pelo apresentador Fábio na ida para a corrida em Angra dos Reis que o local ficava perto de Varre-Sai, ou seja, onde Judas perdeu as botas e onde o vento faz a curva. Porém, quando soube logo no início de março que seria numa terça às 16:30, dia 19, dia de São José, me animei em ir, pois seria possível participar da corrida sem pernoitar na cidade, distante 6 h da capital de ônibus. O problema seria falar com meu chefe. Ele até deixa, porém tem que avisar com muita antecedência, algo que não tinha. No dia seguinte à abertura das inscrições, fui na cara e na coragem e pedi. E consegui!

Na ida eu pegaria um ônibus às 9 h para chegar às 15 h. O problema seria a volta. Para voltar direto, o único ônibus sairia depois das 22 h. A alternativa seria ir para Campos no ônibus das 18:15 e pegar outro para voltar mais tarde, chegando em casa por volta das 3 h da manhã. Só que isso só seria possível se a premiação não demorasse muito. Senão, só chegaria em casa depois das 5 h da manhã. Se eu ao menos conseguisse dormir em ônibus...

Eu bem que queria ir à Resende também, no dia 17. Só que o primeiro ônibus sai às 6:15 e só chega lá às 8:45, depois do horário da largada, às 8:30. Pegar ônibus para SP também não era opção, pois o primeiro so sai às 6 h. Eu cheguei a fazer a minha inscrição na esperança de conseguir uma carona em vão.

No dia, fui andando até a Igreja de São Francisco Xavier pegar o 606 ou o 634 para ir até a Rodoviária. Mas nenhum deles passava e já eram quase 8:10. Meu medo era de que o trânsito até a rodoviária estivesse muito ruim. Acabou que eu peguei um taxi mesmo e não demorou muito até eu chegar lá. Dava para ter esperado um pouco mais.

Havia apenas uma pequena fila no guichê da 1001 e deu para comprar rapidamente o bilhete. Itaperuna de fato é longe. Contudo, o maior problema é que o ônibus passa por um monte de cidades pequenas, com quebramolas, e faz paradas para deixar e pegar passageiros.

Fui para a área VIP, tomei 2 cafés com açúcar, já que não tem mais a bancada com adoçante e esperei o ônibus que estava um pouco atrasado. Era executivo, porém meio velho. Para minha decepção, não teve lanchinho. Tinha que ter dada a longa viagem até lá. Para ficar sozinha, mudei de lugar. Ainda mais que não gosto de sentar ao lado de homens estranhos. O maior problema do ônibus não era o fato de ser velho e sim o banheiro, que não trancava nem tinha a luz que avisa que estava ocupado funcionando. Conclusão: numa das vezes em que fui lá tinha homem lá dentro. Para piorar, ao escovar os dentes, numa curva eu fui jogada contra a porta que abriu e eu me esborrachei no chão. Sorte que não foi nada demais. Já pensou se eu estivesse sem calças? Isso poderia acontecer com um homem fazendo xixi em pé. Já pensou o vexame?

Parte do caminho passa pela estrada que leva à Viçosa. De acordo com meu celular, estive em Minas. Passava pela divisa. Passei por Santo António de Pádua, Lage do Muriaé, Miracema do Norte e, finalmente, Itaperuna, às 15:10. Até tentei dormir na ida. Mas quem disse que eu consegui?

Chegando lá, o local da retirada do kit, a Igreja de São José do Avahy, era relativamente próxima. Só tinha que andar um bocadinho. Dava para ver que tinha tido enchente recentemente. Meus pais ficaram o tempo todo dizendo para eu não ir e que a corrida seria cancelada por causa das chuvas. Só que teve calamidade em Petrópolis, não em Itaperuna. Eu acompanhei as notícias locais para ver se a corrida iria ocorrer mesmo. E logo de cara vi que a corrida ia acontecer, ao ver os cones da organização fechando parte da rua.

Fui andando, andando, me informando se estava na direção certa até encontrar o local da largada e a bela igreja. Consegui um orelhão que funcionasse para falar com minha mãe, algo que foi difícil de achar. Era feriado na cidade (algo que o taxista da volta me certificou por ser o dia de São José, padroeiro da cidade), já que via boa parte do comércio fechado. Peguei meu kit no salão paroquial. Já eram quase 15:30 e eu fui tirando a calça lá mesmo. Meu medo era que o padre brigasse comigo. Aí a Valéria falou que não tinha problema desde que eu não fosse na direção da igreja. A camiseta eu só tirei na rua mesmo.

Desta vez havia um mulher narrando a corrida. Como eles teriam narrador, o Fábio não foi contratado. Uma pena, pois ele faz falta.

As inscrições se esgotaram rapidamente e de fato tinha muita gente que ia participar. Até alguns padres e o bispo iam também (só caminhar, porque eles são bem gordinhos).

Encontrei a Selma e o Quintanilha. A Selma tinha ido no ônibus anterior e o Quintanilha estava na cidade já há alguns dias. Na hora de me aquecer, fui conversando com a Selma e ela me disse que o Beto havia constatado que corrida na esteira faz mal ao joelho. Acredito, já que a corrida na esteira é mais um pula-pula do que uma corrida em si. Durante o aquecimento, me senti melhor do que quando em Nova Iguaçu.

Esta etapa também atrasou novamente por cauda de um veículo. Pena não ter o Fábio para dançar... Um ônibus ficou estacionado no meio do percurso e ninguém achava o motorista para tirá-lo de lá. Demorou até que isso fosse feito.

Finalmente dada a largada, cometi o grandíssimo erro de tentar acompanhar a Selma. Consegui fazê-lo pelos primeiros metros e acabei cansada. Conclusão, 2 mulheres que correm até bem me passaram. Elas usavam tênis de treino e nem eram tão magras assim, porém visivelmente corredoras. Minha frequência cardíaca ficou bem alta, para ver o quanto me matei.

Acabou que terminei os 4,8 Km em 21:17, com a frequência cardíaca média de 179 (alta!), ficando em vigésimo-quinto no geral absoluto e no quarto lugar geral. Cheguei atrás da Selma e das 2 corredoras de Itaperuna. Já o Quintanilha que pernoitou lá por alguns dias infelizmente não conseguiu correr bem e não pegou pódio. Minhas passagens foram de 4:03.1; 4:20.5; 4:38.8; 4:33.9 e 3:41.4. Fica visível que quebrei. O simpático e gordinho bispo foi o último.

O tempo ia passando, eu ia comendo e nada de começar a premiação. Eu queria pegar o ônibus para Campos às 18:15 de qualquer jeito. Finalmente ia começar a premiação com um pequeno porém: por causa das chuvas parte dos troféus ficou presa no Rio de Janeiro e não pode ser levada à Itaperuna. Então, ninguém ia levar o troféu para casa. Por ter $$ e ter que assinar recibo, o negócio demorava... Desta vez não tinha patrocínio da Caixa, portanto, não teve o brinde de sempre. Terminada a premiação, peguei um taxi e saí correndo para a rodoviária, chegando lá a tempo de pegar o ônibus para Campos. Se eu ficasse presa na cidade, ia esperar o sorteio de brindes e ficaria para a missa, mesmo não sendo mais católica (apesar disso acho a celebração bonita).

O ônibus para Campos era convencional. Este novamente tinha um problema no banheiro. Além de a porta não fechar e nem estar funcionando a sinalização de que tem gente dentro (novamente abri a porta e tinha um homem lá dentro), ao usar o banheiro, era como se ele tivesse um chuveirinho lá em baixo. Tudo o líquido jogado voltava, como se fosse um chafariz. Um nojo, uma vergonha! Toquei a descarga uma das vezes e o banheiro voltou ao normal. Da outra vez que toquei a descarga para tentar usar o banheiro, a descarga "voltava" como se fosse um chafariz. Falei com o motorista, ele foi ver e disse que o banheiro estava normal. Ele deve tê-lo arrumado.

Chegando em Campos, tomei sorvetes e comi 2 pacotes de biscoito de polvilho. O Executivo da 1001 chegou um pouco atrasado, depois de 22:30 e desta vez tinha um banheiro decente. Tanto na ida como nos da volta fiquei com os dois bancos para mim. No de Itaperuna-Campos é que tive que mudar de lugar para conseguir isso. Até que consegui cochilar um pouco no ônibus saindo de Campos, chegando no Rio por volta de 3:30 da manhã. Infelizmente só pude dormir até às 8 h por causa do trabalho no dia seguinte.

Nos Campeonatos Brasileiros Caixa de Corrida em Montanha, ao ir de avião, a tela na poltrona mostrava o mapa do Estado do Rio de Janeiro e marcava em destaque Itaperuna e Campos. Ali deu para ver como essas cidades são muito longe da capital.

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domingo, março 24, 2013

3º Circuito Fluminense de Corrida Rústica e Caminhada - Etapa Nova Iguaçu


No dia 10 de março de 2013 teve essa corrida, que foi adiada do ano passado. No dia da corrida acordei um pouco inchada pois ainda estava menstruada. Menos mal que a TPM já tinha passado, porém ainda não era uma data ideal para competir.

No dia acordei às 5 h da manhã, tinha feito tudo certo até então e peguei o primeiro trem (cacarecado) às 6:07 na estação Maracanã para Nova Iguaçu. No meio do caminho entraram uns funkeiros voltando do baile funk, o que me deixou apreensiva. Sorte que só fizeram um pouco de bagunça e nada mais. O trem atrasou um pouquinho mas chegou na hora exata na estação de destino. Saltando lá fui andando até o local da largada na Via Light, que eu corretamente acreditava que era o mesmo onde ocorria a finada corrida de aniversário da cidade organizada pela Spiridon.

Como sempre, parte das barracas da organização lá sempre são colocadas em cima de uma grama que fica pantanosa quando chove. O guarda-volumes, os banheiros químicos, o pódio e as frutas estavam lá. Era até complicado andar por ali porque escorregava. Já a retirada de kit estava do outro lado, onde não tinha lama. Tinha gente tentando se inscrever na hora. Contudo, as vagas tinham acabado e o pessoal tinha que esperar gente que não apareceu para pegar algumas das vagas que sobraram.

Deixei meu quilo de alimento, peguei meu kit, me aprontei e fui me aquecer e sentia o quanto meu corpo estava pesado. No meu kit ficou faltando uma sacolinha de pano que é novidade no circuito. Falei com a Valéria da organização e ela ficou de ver para mim mais tarde. Na hora da largada, como sempre teve um pequeno atraso. Primeiramente porque não sabiam ao certo como seria a largada dos deficientes. Ela seria às 8:15, antes da geral às 8:30. Só que em cima da hora mudaram para ser logo após a geral. Em segundo lugar, tinham que esperar o prefeito, que por não morar na cidade (absurdo total!), demorou a chegar. Enquanto a largada não era dada, o apresentador Fábio ficava rebolando ao som das músicas. Ainda teve uma hora em que precisamos chegar um pouco para trás, pois o pessoal estava muito perto do tapete do chip, o que estava causando leituras indevidas.

Dada a largada, o percurso era uma ida e volta no pesado percurso da Via Light, totalmente interditado para os carros, com subidas e descidas. Fez calor, mas nada que atrapalhasse muito. Apesar de a corrida ser teoricamente de 5 Km, na verdade só teve 4,6 Km: 2,3 Km de ida e 2,3 Km de volta, com um posto de água na metade do caminho. Acho que dava para ter os 5 Km sem problema, já que uma boa parte do percurso fechado para os carros não foi usado na corrida. Fiz os 4,6 Km em 20:20, sendo a 41º no geral absoluto e a 4º no geral feminino, sendo a 1º a Jéssica Ladeira; a 2º, a Selma dos Reis e, a 5º, a Iara. Minha frequência cardíaca média foi de 182 bpm, muito alta, ficando assim desde a largada, mostrando que fiz muito esforço e que não estava em minhas melhores condições. E, de fato, fiquei acabadona, demorando a me recuperar, tamanho foi meu esforço. O fato é que sou muito aguerrida e sempre acabo forçando mais do que o razoável para ter o melhor desempenho possível, me matando mesmo, chegando no limite, ao contrário dos corredores mais talentosos.

Na hora do lanche, comi muitos caquis, maçãs e bananas, tomando o devido cuidado para não escorregar por causa da lama. Não quis comer melancia para não ter vontade de ir ao banheiro no caminho de volta.

Dada a premiação, deixei pra lá o fato de não ter pego a sacolinha e saí correndo para poder pegar o trem das 11:16. Senão, teria que pegar o trem só às 11:56, tendo que esperar 40 min ou mais por causa dos atrasos. Cheguei na estação atrasada. Todavia, o trem atrasou mais do que eu. Desta vez, foi um trem novo com ar-condicionado. Contudo, estava tão sujo quanto um cacarecado graças ao povo porcolino sem educação. Entrou um grupo de vascaínos animados para ir ao jogo no Engenhão. Mal sabiam eles que seriam vice de novo. A viagem de volta foi demorada pois em várias estações o trem ficava parado mais de 5 min. Quando vão tirar a concessão da SuperVia ou lhe dar uma senhora multa?


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sexta-feira, fevereiro 08, 2013

88º Corrida de São Silvestre




Consegui uma super promoção em junho na TAM e comprei as passagens de ida e volta por R$ 130,00, contando as taxas de embarque, saindo do Galeão e chegando em Guarulhos. Meu medo era só acabar gastando muito no taxi em translados de ida e volta aos aeroportos. Também reservei o Century Paulista Flat com muita antecedência. Estava em boa forma, só que nesse meio tempo eu me machuquei, já sabendo que não teria o rendimento esperado. Se não fosse correr, iria para lá só para passar o fim de ano. Também modificaram a minha passagem, adiantando a ida em 1 h e atrasando a volta em 1 h, o que foi bom para mim. Além de eu aproveitar mais a viagem, o vôo deixou de ser internacional, ou seja, poderia levar líquidos na mala de mão sem problemas.

No dia do embarque, dia 29, acordei cedo, fiz um treino leve, fui até a Igreja de Santo Afonso, pequei o 634, saltei na peixaria, e de lá peguei uma van para o aeroporto. Tive que deixar o guarda-chuva de lado para não passar dos 5 Kgs. Tinha feito web check in, mas tinha medo de em algum lugar pesarem a minha mala. Cheguei com antecedência no aeroporto e fiz um caro e curto lanche no Palheta. Não havia lanchado decentemente e estava roxa de fome.

Na hora de passar pelo raio x, vi que deu problema por causa do meu laquê. Sabia que poderia acontecer e tinha levado um quase acabando. Acabou que a mulher levou meu laquê embora e se eu o quisesse de volta teria que voltar e despachá-lo. Eu não queria ter esse trabalho todo para despachar um laquê quase acabando.

Todo mundo entrou no avião, que estava bem cheio, porém, nada de ele sair nem de ligarem o ar-condicionado. Ficou um calor terrível e era um tal de entrar técnico e sair técnico da cabine do piloto. Ficou nisso por 1 h até que o avião decolou. Na ida não teve balinha :(. De lanche só teve água, Coca-Cola ou Coca Zero (o que eu escolhi) e um sanduíche de queijo com presunto.

Cheguei lá e fiz questão de ir ao Pizza Hut do aeroporto. Era um express com cafeteria, algo que não tem por aqui. O serviço lá foi muito bom. Novamente um lanche rápido e ainda mais caro e fui pegar o ônibus para a estação do Tatuapé. No caminho vi alguns pivetes. Não é a toa que dizem que Guarulhos é perigoso. O ônibus demorou a sair e uma fila enorme se formou. Ao menos fui sentada.

Chegando lá, vi o Shopping Metrô Tatuapé, mas decidi explorá-lo na volta. O Metrô de São Paulo piorou, já que desde o ano passado senti que o intervalo entre os trens aumentou. Antes era que nem no Rio nos anos 80, um atrás do outro. Ao menos sempre pego uma época com a cidade vazia.

Mesmo indo com costume a São Paulo, me perdi no metrô e acabei pegando o sentido inverso em uma das baldeações. Logo me encontrei e saltei na estação Brigadeiro rumo ao hotel, onde peguei uma baita chuva. Não tinha levado guarda-chuva justamente para diminuir o peso da mala. Só que do jeito que o chão estava molhado, nada impedia de meu tênis ficar molhado, minha maior preocupação.

Tomei um café no Gemel e fui dar entrada num Century Flat ainda vazio. Antes de me perguntarem pelo Thiago, ele não pôde ir comigo pois trabalharia dia 29 e dia 2, e como seu trabalho é cansativo, ele preferiu ficar em casa. Mas perdeu uma ótima oportunidade de aparecer de Bozo em São Paulo, já que o SBT costuma filmar figuras na corrida.

Fui direto pegar o kit de chinelos, deixando o tênis secando no quarto do hotel. Não tinha fila e peguei o kit fácil. Na feira tinha uma roleta no estande do Subway. Se acertasse o sanduíche de peito de peru, você o ganhava. Em 3 tentativas, ganhei 2 x. Também provei uns suplementos que mais pareciam umas balinhas. O café infelizmente já tinha acabado. Precisava comprar um gel de cabelo para substituir meu laquê e deixei de tentar ganhar o sanduíche mais vezes pois temia que a farmácia fechasse. Acabou que comprei o gel no supermercado Yayá mesmo e resolvi voltar à feira da São Silvestre. Só que quando voltei lá já tinham encerrado a brincadeira do sanduíche. O bom que ele era bem natureba, com muita salada e pão integral.

O kit não é lá essas coisas para o preço pago. A camiseta é muito vagabunda. Ao menos vieram uns bombons, carboidrato, suplemento proteico e, ao invés de café, pó de café com leite e cappuccino, o que também é sempre muito bem vindo.

Notei que boa parte do comércio estava fechada mesmo no dia 29: salões, bares, restaurantes, etc. Um restaurante que sempre abriu no dia 31 tinha um cartaz dizendo que só voltariam a funcionar no dia 3. Até a padaria Gemel em dia algum serviu almoço e estava produzindo poucos pães, biscoitinhos, etc. Seria o medo da violência que fez todo o comércio fechar?

Nos dias 29 e 30 não parava de chover. E tome de raios e trovões. Já sabia que o estado de São Paulo é onde mais caem raios, mas não esperava tanto. E mesmo que não estivesse trovejando não daria para ir a piscina, pois ela estava em manutenção.

No dia 30, após tomar o café, fui até o Ginário do Ibirapuera novamente para ver se eu conseguia ganhar mais algum sanduíche. Só que eu desisti ao ver a enorme fila para retirar o kit. O local deveria estar bem cheio e eu levaria muito tempo para conseguir rodar a roleta e quiçá ganhar mais um sanduíche. Ainda bem que no dia 29 não tinha fila.

Desde o dia 27 eu estava com a cutícula de uma unha da mão doendo muito e estava a base de analgésico para dormir. O dedo latejava. No dia 29, ao ir treinar, notei um ponto verde na unha. No dia 30 a coisa ficou muito feia e eu mal podia dobrar o dedo. Precisava ir a um hospital mas o 0800 do meu cartão do plano não funcionava para perguntar onde poderia ser atendida em SP. Como não é viável ligar de DDD para plano de saúde, liguei para minha mãe, expliquei a situação, e ela ligou para o plano. Depois de muitos digite isso para..., ela foi atendida, explicou o problema e lhe deram um número de São Paulo, que sempre chamava e ninguém atendia. Apesar de a coisa estar feia, eu só iria ao hospital depois da corrida porque o médico poderia dar antibiótico.

No dia 30 visitei o MASP junto com outro hóspede que só iria assistir à corrida. É bem grande e tinha várias exposições. O grande problema é que em parte das obras há uma linha de um metro que você não pode ultrapassar para chegar mais perto. Para a ceguinha aqui isso é uma tortura para poder ler a descrição das obras, mesmo com as fontes sendo grandes. O próprio rapaz disse para usar óculos. Só que eu detesto óculos e lentes. Depois disso só fui descansar, até por causa da chuva. Queria passar gelo, mas frigobares demoram a gelar. Se eu o fizesse, ficaria sem gelo depois da corrida. Queria comprar gelo em uma loja próxima. Contudo, o comércio estava todo fechado.

Ao meio dia desse dia chegou o pessoal da caravana da Ana. Me disseram para colocar água quente e o índio falou para colocar água quente com sal e vinagre. O problema seria arrumar um vinagre. Fiquei só na água quente da bica do quarto mesmo.

No dia 31 acordei bem. Comi pães sem manteiga e café preto no café da manhã. Só assim para não ficar enjoada. Saí do hotel por volta das 8 h da manhã, já que a corrida neste ano seria pela manhã. Como a chegada seria na Paulista, estava confuso ir lá para frente. Tinha o tempo todo que mudar de pista já que no momento estava rolando a prova dos deficientes com muitos deles chegando.

Segui meu plano de ir lá para a frente pela calçada lateral até o primeiro espaço onde não tivesse grade. De fato, consegui ficar muito lá na frente, quase à beira da largada do povão. Desta vez, como não é o percurso antigo, a largada foi um pouco à frente do MASP. Tinham algumas figuras, como um reporter da ESPN Brasil que ia filmar tudo saindo do povão, e um senhor religioso que queria saber dos namorados(as), esposos(as) de cada um. Se a pessoa fosse solteira, ele tentava arrumar um par perguntando a outro alguém se não estaria interessado.

Dada a largada, foi um baita empurra-empurra e eu acabei jogada contra as grades. Meu relógio mudou de configuração e o GPS do meu bolso saiu do lugar tamanha que foi a confusão. Me recompus, esperei um pouquinho e fui andando até passar pela largada para começar a correr. Como estava próxima da largada, só levei uns 2 min para passar por ela. No primeiro quilômetro sempre é muito difícil correr. Levei mais de 5 min. Depois deu para correr melhor. Desta vez não teve tantos gritos de Corinthians mesmo ele tendo sido campeão mundial.

Com o passar dos quilômetros meu rendimento foi caindo. A falta de forma começou a falar mais alto. Acho que água só no quilômetro quarto atrapalha bastante, ainda mais que eu acabo estressada com o aperto da largada. Quando a pessoa se estressa ela sente sede. Sim, acho que isso afeta o rendimento negativamente.

Cheguei com 01:15:36. O fato é que depois de algum tempo não conseguia mais manter o ritmo nem fazer força. E fez calor no dia também. Nos dias 29 e 30 estava fresco. Contudo no dia 31 fez calor. No momento minha posição atualmente no site é de 2195º no geral absoluto de 20873 concluintes, 91º geral feminino de 4320 mulheres e 18º na minha faixa-etária de 743 mulheres. Eu já fui a 86º e perdi algumas posições. A Yescom ainda está revendo os resultados e esse ainda não é o oficial. Se não fosse tanta gente perderia tempo olhando as fotos e vendo se tem algum homem com chip de mulher. Minha posição foi boa porque quanto mais gente mais difícil é correr e porque tiveram bem menos mulheres na elite. Sendo que sempre tem quem saia na elite que não é elite e quem é da elite que não deixam sair na elite por não ter Q. I. Se eu ficar entre as 100 primeiras mesmo vou chorar para que em 2013 eu saia na elite B.

Depois da corrida, tive que andar um pouco para pegar a medalha. Acabei não pegando o lanche e tive que pedir a um membro da organização para pedir um para mim. Não é que a mulher relutou a dar ao cara para que ele me desse o lanche fraco: umas barras de cereal e pães de mel. Cadê as frutas e o Gatorate? Gatorate só durante a corrida, algo que nem gosto muito pois me dá sede.

Voltei trotando para o hotel. Durante o percurso, no início, não tinha muita gente nos apoiando. Entretanto, com o passar do tempo o público aumentou bastante. O difícil foi medir a distância da volta. O GPS simplesmente não funciona bem em SP por causa dos prédios altos, demorando muito a pegar e ficando doidão.

Deu a hora do almoço e o pessoal da caravana foi almoçar antes de ir embora. Eu pensei em almoçar com eles. Entretando, o buffet não tinha nada que me interessasse muito.

Acabou que fui comer algo no Gemel mesmo, que também não ofereceu almoço. Depois de descansar, me alongar, colocar as pernas para cima e passar gelo, fui a um hospital próximo, o Santa Catarina. Lá atendiam meu plano, porém não o nacional, e me disseram para ir ao Santa Helena, hospital do plano, próximo a uma das estações do metrô. Chegando lá até que o atendimento foi rápido e fui muito bem tratada. A secretária teve que liberar uma autorização especial e disse não conhecer o número de telefone de São Paulo que o plano deu para a minha mãe. O enfermeiro disse que devia ser unha encravada e o médico deu uma anestesia e tirou o pus do meu dedo. Doeu a anestesia e o procedimento mesmo com a anestesia. Ele, como esperado, me deu antibiótico e anti-inflamatório que acabaram sendo meio caros. E o atendimento no caixa da Droga Raia, onde comprei, foi péssimo, pois a mulher do caixa era muito enrolada.

Depois fui passear numa Paulista ainda vazia, tirando muitas fotos e de olho em possíveis trombadinhas. Se dessem mesmo 2 milhões de pessoas como em Copacabana, já era para estar meio cheio. Fiquei abismada com o tamanho da área VIP para alguns poucos "importantes". Para que isso? Fui até o Shopping Conjunto Nacional, um shopping antigão e bem diferente, já quase fechado. O guarda não gostou de eu estar tirando fotos dizendo que era proibido. Não sei por quê. Não era um museu, era só um shopping vazio. Pena que o Viena de lá já estava fechado, que deve ser melhor do que os outros por ser grandão. Esse shopping fica próximo à famosa rua Augusta.

Voltei ao hotel que ficou vazio e fui descansar. E também acessar um pouco de Internet. Difícil foi jantar no hotel. Quase tudo que eu pedia no cardápio estava em falta. E acabou que o sanduíche mesmo grande não me satisfez e assaltei os amendoins caros do frigobar. Durmo cedo. Todavia, acordei às 0 h só para ver os fogos. Depois dormi de novo e acordei às 5 h para trotar no Ibirapuera no dia 1º. Estava meio enlameado pois havia chovido. O local me pareceu bem maior do que a Quinta da Boa Vista. Mais ainda, não vi mendigos por lá. Segui uma trilha e acabei me perdendo. Pedi ajuda a um guarda em uma guarita e ele era novo e não soube me ajudar muito. Sorte que reparei que a rua que podia ver onde eu estava era a República do Líbano, por onde andei para chegar ao Centro Olímpico de Treinamento (COT) em abril para o Campeonatos Brasileiros Caixa de Fundo em Pista. Então, perguntei-lhe para que lado ficava o COT. Ele soube me responder e foi só eu sair do parque e ir para o lado contrário. Encontrei outra entrada e voltei ao parque. Lá, tinha uma bandinha e eles me pediram para tirar foto deles. Na volta ao hotel me perdi na rua novamente. Consegui me achar e voltei trotando.

O café da manhã estava vazião. O bom é que depois da corrida dá para comer ovos mexidos e tudo mais. No dia 2 não deu para correr. No dia 1º estava dolorida de maneira suportável. No dia 2 eu mal andava. Ao fazer o check out, fui sincera e descrevi tudo que comi no frigobar. Na volta para o aeroporto, dei uma passeada no Shopping Metrô Tatuapé que começava a abrir. Pobres dos funcionários que iriam trabalhar naquele dia. Esse shopping é um shopping normal, sem nada de mais. Esse também tinha um Pizza Hut Express.

O ônibus para o aeroporto chegou rápido e foi até vazio. Lá mais uma vez fui ao Pizza Hut. A atendente sismou comigo que com fé em Deus posso ser campeã da São Silvestre. Fé e força de vontade eu tenho. E muito! O que faço já é milagre. Só que não tem como eu ir contra a genética. Tenho uns talentos, outros, não.

Fiz o web check in em um terminal da TAM, não precisando despachar nada. Ao passar pelo raio X, a mulher olhou, olhou e perguntou se tinha uma medalha na mochila. Disse que sim. Falando nela, ela era grandona! Comentei do spray de cabelo e ela disse é que não pode spray com mais de 300 ml, o caso do meu laquê. Acabou que foi bobagem eu gastar o desodorante de pés que ganhei no kit com medo de ter que descartá-lo. E ela me disse que também poderia ter trazido de volta os alfinetes da corrida, que acabei jogando fora. O vôo da volta foi pontual, desta vez com balinha. No serviço de bordo, novamente Coca-Cola, Coca-Cola Zero ou água, uns biscoitos e polenguinho. As pessoas do meu lado não quiseram o queijo e me deram, para a minha felicidade geral.

Ao sair do aeroporto, tive vontade de voltar para São Paulo ao sentir o calor do Rio de Janeiro. E ainda vem o piloto dizendo a bordo que a temperatura do Rio estava ótima. Só se for ótima para quem está no inferno. Peguei uma van até a peixaria e peguei outro ônibus para o centro da cidade. Não pude saltar no primeiro ponto da Av. Presidente Vargas pois tinha um cara estranho com cara de bandido parado lá, saltando no seguinte. Ao voltar para casa, peguei o 247 com meu amigo Leandro ao voltante.

Quanto ao plano de saúde, reclamei com a Defesa do Consumidor de O Globo. Aí eles me dizem que o 0800 veio errado no cartão e que o número de São Paulo que me deram estava errado, me dando os números corretos. Me prometeram um outro cartão com o 0800 impresso corretamente. Ele chegou com o telefone errado novamente. Reclamei de novo e só assim me mandaram um cartão correto. Que gente mais complicada!

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domingo, janeiro 20, 2013

Corrida de São Sebastião 2013


Fiz a inscrição dessa corrida que gosto de correr com antecedência para pagar mais barato (R$ 50,00) e ainda bem que o fiz, pois as inscrições acabaram cedo. Por causa da gripe durante a semana e um cansaço gigantesco que se abateu sobre mim a partir de quinta, sabia que não poderia render tudo o que posso. Nào sei dizer, mas nas tardes de quinta e sexta me bateu um mal-estar terrível, tendo eu a impressão de que estava com febre. Talvez sim, pois também sentia frio.

No sábado, antes de pegar o kit fui à Quinta da Boa Vista gravar uma matéria para a Band sobre o protesto que estamos fazendo sobre a demolição do Célio de Barros. Lá combinamos de continuar o protesto na corrida. Fui pegar o kit sem problemas de fila, com tudo bem organizado. Gostei muito do porta-tênis. Só acho que para as mulheres poderiam dar viseira e não boné.

No dia da corrida novamente não acordei muito bem às 5:30. Durante o aquecimento sentia as pernas pesadas... Mesmo sem aparentemente estar anêmica, já que tenho tomado sulfato ferroso, a necessidade de sono tem sido anormal e o cansaço nesses dias, gigantesco. Um EPO certamente faria uma diferença nessas horas. Se eu fosse desonesta... Falando sério, tomar um negócio desses é perigoso e a saúde sempre deve falar em primeiro lugar.

Cheguei na corrida às 7 h e achei quente, porém nada absurdo. Achei a Brigida, que parece que foi embora logo depois, a Elza e o Gilson, que estavam com os cartazes do protesto. Eu mesma escrevi em meu número: "O Maraca é nosso!" e "O Célio de Barros é nosso!". E fui correr de preto de luto.

Neste ano tinha bem mais gente do que os supostos 8000 do ano passado, quando na verdade só uns 3000 concluíram. Tanto que no ano passado me coloquei lá na frente facilmente, algo que não aconteceu desta vez. GPS ligado e pegando bem e lá famos nós depois de dada a largada.

Logo de início tive que me desvencilhar de pessoas mais lentas. As passagens foram (marcando a quilometragem pelo GPS): 4:22.5; 4:37.6; 4:37.5; 4:38.9; 4:33.5; 4:42.1; 4:33.6; 4:44.7; 4:48.4; 5:06.0. Não, não desacelerei ao final. Acontece que a corrida tinha mais de 100 m a mais mesmo. No GPS deu 10,14 Km. Os 40 m a mais pode ser erro, desvios de outras pessoas... Contudo, os 100 m de diferença numa corrida relativamente reta é considerável. A questão é que fizeram um dia uma marcação correta e colocam as placas e viradas mais ou menos certas. Aí aparece o erro. Eu via que a cada passagem de quilômetro sempre a placa estava mais a frente. O maior erro foi na de 9 Km para o final. Numa corrida oficial eles não deveriam permitir que isso ocorresse e o percurso deveria ser medido novamente sempre antes da corrida. Tanto que tinha distância a mais que só o queniano campeão fez a corrida abaixo de 30 min. Eu fechei com 46:45.

As frequências médias foram: 171; 174; 174; 174; 174; 175; 175; 174; 173; 175. A média foi 174. Eis a prova do cansaço: não consegui fazer força ao final da corrida.

Após a chegada fui fazer algo muito bom: comer! Comi um total de 4 fatias de melancias, 12 bananas, 8 barras de cereal e 1,05 L de Gatorate. Enquanto isso a ceguinha aqui tentava achar o pessoal do protesto. Achei que todo mundo tinha ido embora. Entretanto, vi nas fotos que o pessoal fez o protesto e até o Robson Caetano participou.

Teve sorteios como sempre e como sempre nunca ganhei nada. O Robson Caetano fazendo o sorteio é uma figuraça, sendo muito engraçado.

Fui embora e mais tarde soube o resultado oficial pela Elza. Fui a 17 no geral feminino (com uma SENHORA DE 71 ANOS chegando na minha frente???), a primeira da faixa-etária e a 192 no geral absoluto. Ou houve alguma trapaça ou engano. Depois vou olhar as fotos dessa mulher e ver se realmente foi uma senhora.

Senti falta de ter o Arcebispo da cidade abençoando a corrida e de ter padres participando e concorrendo na categoria padre como no ano passado. Só acho que as freiras também deveriam poder correr como mulheres normais, assim como os padres. Se quisessem participar, teriam que correr de hábito debaixo do calor do Rio de Janeiro.

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3º Circuito Fluminense de Corrida Rústica e Caminhada - Etapa Angra dos Reis


A corrida seria no dia 5 de janeiro. No dia 5, eu já estava me preparando quando recebo um e-mail da organização dizendo que a corrida foi adiada para o dia 12 por causa dos estragos de uma forte chuva. No dia 12 também estava chovendo e, por isso, eu olhava meu e-mail e o site várias vezes para saber se não iria ser cancelada. Como não foi, às 14 h me mandei para a rodoviária.

Chegando lá, vi que estava cheia e quase que não consigo bilhete para o ônibus das 15 h, estando quase todo cheio. Na hora de pegar o ônibus, que chegou atrasado, um rapaz gordinho e fumando, acompanhado de outro magrinho, me comprimenta e pergunta se eu estava indo para a corrida. Não o reconheci e sabia que pelo tipo não era corredor. Só quando ele se apresentou e impostou a voz é que eu vi que era o apresentador da corrida, que eu descobri que se chama Fábio. O outro rapaz era o Fernando, filho da Luz'Marina, organizadora da corrida.

Acabou que ao entrarmos no ônibus havia vários lugares vazios e deu para ficarmos próximos e conversarmos bastante durante a viagem. Acho que muita gente compra a passagem e desiste por conseguir uma carona. Eles falaram que o ônibus das 16 h estava cheio e que devia ser de corredores do Rio indo para lá.

Chegamos lá só às 18 h devido ao atraso no ônibus e um engarrafamento por causa de um acidente na altura de Campo Grande. Eles estavam atrasados e fui junto com eles em um taxi. De acordo com o Fernando, bronca de mãe é a pior que tem.

O local da largada era muito bonito, no Cais Santa Luzia. Tirei algumas fotos de lá. Já estive em Angra há muitos anos atrás, porém nunca visitei a cidade em si.

Na hora de pegar o kit, a Valéria já veio querendo saber o número de minha conta bancária, pois teria premiação em dinheiro. Até achava que teria mesmo, pois em 2011 teve e deu até queniano na prova. Sabia que não teria chances, ainda mais com a garganta inflamada. Disse a ela que estava perdendo tempo e dei o número mesmo assim.

Estava ventando, o que me deixava ainda mais temerosa quanto à saúde. Fiquei conversando um bom tempo com a Domiciana e o Josecarlos debaixo da barraca de frutas.

Chegou a hora de eu me aquecer e nada do GPS funcionar. Até que ele começou a pegar as distâncias e ficou certinho, não parando mais. Parece que o segredo para ele pegar bem é esperar um bom tempo até ele se sincronizar bem com os satélites. Apesar de ser descampado, havia muitas nuvens, o que atrapalha bastante o GPS.

Chegou à hora da largada e nada de a corrida começar. O apresentador, que me disse que é ator e apresentador de festas, dançou e rebolou sem a menor vergonha. Ele mesmo diz que a organizadora o incentiva a fazer essas coisas. É bom que ajuda a descontrair e tirar a ansiedade.

Demorou, demorou e a organizadora veio dizer que um carro enguiçou no meio do percurso e que precisavam tirar o carro para começar a corrida. Antes disso, ela disse que a corrida teria menos de 4 Km, sendo encurtada por motivos de segurança.

Quando deram a largada, eu saí mais devagar e depois puxei o quanto podia. Eles fecharam o trânsito para a corrida, o que deixou muitos motoristas zangados. Acabou que na última virada vi que era a quinta. Pelo que a própria Domiciana estava falando, a organizadora havia dito que não teria premiação em dinheiro. Pelo visto, a decisão foi feita na última hora e, por isso, muitos atletas candidatos a ganharem dinheiro não apareceram.

Acabou que terminei os 3,1 Km pegos pelo meu GPS em 13:30, com passagens de 4:12, 4:27 e 4:51, e frequências médias de 174, 180 e 182. Se tivesse bem e mais em forma, dava para pegar o quarto lugar, já que ela fechou em 12:50. Para a minha surpresa, a Jéssica Ladeira foi a segunda porque seu chip caiu 2 vezes. A campeã foi outra ferinha, Viviane Amorim, de Barra Mansa.

A premiação não demorou muito. Ganhei o mesmo kit da Caixa e troféu de sempre. Para os moradores de Angra tinha um brinde diferente. Bem que poderiam dar para todo mundo. Acabando a premiação, peguei umas maçãs e me mandei para a Rodoviária.

Chegando lá, o ônibus de 20:40 tinha acabado de sair e o próximo só chegaria vindo de Paraty às 22:40. Nem o guichê estava aberto. Corria o risco de o ônibus chegar e nem lugar ter. Se a corrida não tivesse atrasado eu não teria problemas.

Chegaram o Fábio e dois atletas, a Neilda, a terceira colocada, e o José Gutembergue, o campeão, ambos da Pé de Vento. Ele teria que dormir na rodoviária pois não chegaria a tempo de pegar o último ônibus para Petrópolis onde mora. O fato é que quase ninguém do Rio de Janeiro foi para lá. O Fábio contou que além de tirar o carro enguiçado, tiveram que esperar a ambulância chegar, pois ficou presa no engarrafamento causado pelo carro quebrado.

Quando o ônibus chegou, por volta de 23:05, é que me dei conta que pagando a passagem com o motorista precisaria de dinheiro. Por sorte eu tinha, pois tinha pedido uns remédios e um deles estava em falta, o que fez com que eu tivesse mais dinheiro na carteira. Disse o motorista que se eu não tivesse dinheiro se daria um jeito. Jeito que eu acreditava ser tirar dinheiro no caixa-eletrônico da rodoviária do rio (não tinha caixa na de Angra dos Reis).

O ônibus até que não estava muito cheio. Eu bem que tentei dornir. Contudo, o balanço do ônibus e o desconforto das cadeiras sempre atrapalha.

Chegamos ao Rio por volta de 1:15 e quem disse que os caixas eletrônicos funcionavam? Para evitar assaltos, eles não funcionam depois das 22 h. Ao invés de aumentarem a segurança da cidade, nossos governantes "tiram o problema". Só que se esquecem que os bandidos sempre dão um jeito de fazer um ganho. Se não forem roubar quem tira dinheiro do caixa-eletrônico, vão roubar um carro, uma casa, etc. Sorte que descobri que tinha mais um dinheiro escondido e pude pagar um taxi. Se a cidade não fosse violenta, eu voltava a pé. Só que infelizmente não moro na Inglaterra e sim no Brasil.

Assim que puder narro a São Silvestre, anterior a essa corrida. Para finalizar, só sei que hoje, dia 20, o dinheiro que ganhei na corrida ainda não caiu em minha conta. Pode ser pouco, mas $$ sempre ajuda.


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domingo, dezembro 16, 2012

3º Circuito Fluminense de Corrida Rústica e Caminhada - Etapa Vila Militar


Como várias etapas foram canceladas, achei que não iria ter mais nenhuma etapa do circuito e que essa corrida não ira acontecer. Porém, de repente o circuito voltou com a etapa de Volta Redonda. Não fui lá pois ainda estava fora de forma com a distensão do reto anterior na coxa direita, que me deixou no estaleiro por 5 semanas. No dia da Corrida das Torcidas eu ainda só estava com uma contratura. Contudo, a cabeça-dura aqui quis continuar treinando e deu no que deu. Outro motivo para a ausência seria a necessidade de pernoitar na cidade, já que a corrida seria às 8 h.

Duas semanas antes da etapa eu estava indo ao trabalho e vi o anúncio da etapa num ônibus. No mesmo dia corri para fazer a inscrição.

No site diziam que a corrida começaria às 19:30 e a cantada de Natal às 19:00. Só que meia hora só para a cantada é muito pouco, já que os militares da banda nunca querem largar o osso. Eles fazem questão de mostrar todo o repertório e mais alguma coisa.

Saí de casa um pouco depois das 17 h no trote. Peguei o trem das 17:32 para a Vila Militar. Após pagar a passagem, perguntei a mulher da bilheteria a que horas passaria o trem e ela me respondeu às 17:47. Ela me deu a resposta de domingo. Provavelmente estava adiantada. O trem chegou com 2 min de atraso e estava estranhamente cheio. Mesmo com menor intervalo entre os trens não era para estar assim. Ao menos era um dos trens novos, com display, ar-condicionado, sem aquela barulheira nem parecendo que vai se desmontar a qualquer momento. Entretanto, o que passou antes para Japeri era o cacarecado. Não se pode negar que os trens melhoraram. Todavia, com a arrecadação que a Supervia tem, era para o serviço ser MUITO melhor. E falta proibirem de fato os camelôs que ficam gritando. Um deles chegou até mesmo usar um microfone. Ao menos desta vez não teve nenhum pastor falando.

Cheguei lá por volta das 18:10. Não consegui sentar nenhuma vez. Será que toda aquela gente ia para Santa Cruz? Dei o quilo de alimento e peguei meu número, chip e camiseta, igual a todas as outras. Esqueci o termo de autorização, o que não foi problema. Eles estavam distribuindo a numeração na hora e só depois o chip seria registrado com nossos números. Quem quisesse poderia se inscrever na hora desde que trouxesse o alimento para doação.

Desta vez disseram que pediram para a banda terminar mais cedo para a corrida começar às 20 h. Novamente, isso não aconteceu.

Fiquei conversando com alguns atletas. Resolvi ir ao banheiro e achei um orelhão para ligar para meus pais e para o Thiago. Como sempre não levei o celular. Não é que por tempo limitado ligação de orelhão para Oi fixo está de graça? Só que só funciona colocando o 9090 na frente como se fosse a cobrar. Caso contrário, a ligação cai. Ao ligar para o Thiago, seu irmão atendeu dizendo que ele tinha saído com o Edgard e que já deviam estar voltando.

Ao sair do orelhão, quem eu vejo? O Thiago e o Edgard. Eles tinham ido para um churrasco perto dali, viram a corrida e resolveram descer pois o Thiago sabia que eu ia correr ali. O Thiago como sempre é do contra. Na hora do churrasco, que foi farto, só beliscou. Logo depois, saiu dizendo que estava com fome. Dá para entender?

Ele se lamentou de não ter trazido a roupa do Bozo. Teria sido um sucesso, já que também teve corrida infantil. Correr para ele não seria bom, já que ainda estava meio doente.

Estávamos conversando e o Vadico apareceu de bicicleta. Achei legal ele ficar estimulando o Edgard a fazer exercício. Me espantei ao saber que ele já tem 70 anos. Quem se cuida parece ser mais novo.

Tome de o tempo passar e nada da corrida começar. A banda atrasou um pouco como sempre. E dada de ela terminar. Até que o Papai Noel chegou e a cantada de Natal terminou por volta das 20:20. Os banheiros químicos àquela altura estavam nojentos, sendo que um deles tinha até vômito. Eca!

Todo mundo se posicionou para a largada. Desta vez teve bem menos gente, algo em torno de 500 pessoas. Acho que o excesso de corridas no dia seguinte e o fato de essa estar sendo muito tarde deve ter causado isso. Porém, nada de darem a largada. O apresentador se empolgou e começou a dançar o Gangnam Style. Em Duque de Caxias foi o Kuduro. E não é que ele dança mesmo! Espero que alguém tenha filmado e coloque no Youtube. Vale a pena ver de novo! Depois disso, o Papai Noel falou, o capelão falou... Quase 21 h e aí deram a largada.

Vi várias mulheres saindo rasgando. Eu bem que tentei mas não consegui acompanhá-las e acabei saindo mais forte do que devia. Como o local é descampado e o céu estava limpo, o GPS funcionava que era uma beleza. Na hora do aquecimento ele foi perfeito, batendo com a distância corrida, já que no local há placas de 100 em 100 m. Porém, mesmo com essa cola, o pessoal da organização não conseguiu fazer a medição correta. Nenhuma das placas de quilometragem estava no local correto e no final a corrida teve 100 m a mais.

Me espanta o Jorge Ultramaratonista. O cara faz um longo de 20 Km de manhã, chega de noite e sai rasgando! Que energia ele tem!

Na primeira virada não consegui ver quantas mulheres estavam na minha frente. Antes do quilômetro 2 umas amigas me gritaram dizendo que eu estava em terceiro. Contudo sabia que deviam ter perdido alguma mulher, já que várias saíram disparado na minha frente.

Na segunda virada vi que tinham 4 na minha frente. Antes disso vi o quarto quase desistindo já no final. Soube pelo Edgard que ele pegou pódio. Entretando, desmaiou ao chegar. E também vi um cara cortando caminho. Ele falou que a corrida não valia nada mesmo, pois não ganharia nada. Não é bem assim. E o relatório de chegada? Ninguém gosta de se ver mais atrás na listagem pois alguém cortara o caminho.

Ao virar, vi que a sexta estava muito longe. De fato, ela chegou mais de 2 min atrás de mim. Durante a corrida toda senti dor do lado. Falta de forma é fogo! Terminei os 5,1 Km em 23:22, sendo a quinta no geral feminino e a setenta e sete no geral absoluto. Foi muito bom, considerando que ainda não rodo facilmente para menos de 5:10 por quilômetro e que, normalmente, a velocidade dos 5 Km é em média 30 s a menos da velocidade de rodagem com esforço mediano. Novamente a campeã foi a Jéssica Laderia. Ainda bem que a Tereza Madalena não foi. Senão, não teria chances de pódio. Afinal, a quarta fez em 21:05. Teria que estar no auge da minha forma para ir junto com ela. Minha frequência cardíaca média foi de 179. Considerando a hora da corrida, é muita coisa. Nessa hora eu já estou dormindo.

A medalha desta vez foi muito bonita. Não deixaram o Thiago e o Edgard entrarem comigo na área vip dos atletas. Nem deu para comer muita coisa pois tinha muita gente. E tome de espera até a hora da premiação. Muito chato isso. Meu relógio já tinha dormido há muito tempo. Saiu a premiação e ganhei o velho belo troféu de sempre e o quase inútil kit da caixa. O Lancetta quem me deu o troféu. O Thiago ficou brabo pois a primeira foto foi junto com os homens que nos deram a premiação. Quando eles saíram e a foto era só conosco, um cara do lado dele disse: "Agora, sim!" Fazer o quê, os cabras machos não vão querer ver homens barbados, certo?

Fomos para o ponto esperar um ônibus. Nessa hora já não tinha mais fruta nenhuma. O primeiro 393 passou reto. O 367, para a Praça XV, parou. Sorte que estava vazio. Pegamos 2 engarrafamentos no caminho. Um por causa de um viaduto fechado em Honório Gurgel e outro por causa de um acidente sério, onde um carro capotou. Espero que ninguém tenha sofrido nada demais. Nessa segunda retenção, o Thiago viu um cara drogado dar uma pancada em uma mulher. Quase ninguém viu. Como foi atrás de uma mureta, a polícia passou e não fez nada. No meio do caminho me espantei com o Shopping Jardim Guadalupe, que é muito bonito e novinho em folha.

Demorou, mas chegamos na rodoviária. Pegamos um taxi e chegamos rápido em casa. Como era bandeira 2, saiu R$ 16,20, porém mais barato do que os de tabela da rodoviária. Eles foram embora ao me deixar em casa. Por causa da adrenalina, demorei a dormir. E soube que eles só chegaram na casa do Thiago às 4 h da manhã por causa da demora do 634.

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