Pantera Cor de Rosa

Este é o blog de Juliana Carpes Imperial, mais conhecida pelos desconhecidos como a Pantera Cor de Rosa por volta e meia ir correr toda de rosa.

sexta-feira, abril 11, 2014

3º Corrida da OAB


Com medo de acabarem as inscrições, também fiz a inscrição dessa corrida com antecedência. Ao contrário do Rio de Janeiro, não é todo o fim de semana que tem corrida em Fortaleza.

O Cross da semana anterior fora muito pesado, portanto, minhas pernas foram ficando só mais cansadas durante a semana e no treino de sexta eu simplesmente me arrastei.

No sábado fui pegar o Kit no supermercado São Luiz. Essa foi a primeira vez que peguei o kit da corrida em um supermercado.

No dia, precisei acordar às 4:30 já que a largada era às 6:30 no Aterro da Praia de Iracema. Ao menos, por já ter morado lá, sabia exatamente o local da corrida. Em Fortaleza as corridas começam cedo demais. Eu prefiro pegar calor e ir treinar mais tarde do que correr sonolenta.

Mesmo com o equivalente à guarda municipal do Rio em greve, a polícia estava lá para garantir a segurança da corrida.

Chegando lá até bem rápido de táxi, ainda estava amanhecendo. Tirei fotos e fui me aquecer. O dia de descanso de sábado não ajudou a melhorar a situação das minhas pernas.

Na hora da concentração da largada, várias mulheres com cara de boas corredoras diziam que iriam correr os 10 Km. Já sabia nessa hora que não pegaria pódio.

Dada a largada, eu bem que tentava, mas não conseguia render na corrida. Muitas mulheres saíram na minha frente e me deixaram para trás. Contudo, se eu tivesse me inscrito nos 5 Km, talvez tivesse sido a segunda geral, pois no retorno dos 5 Km só uma mulher passou antes de eu alcançar esse ponto. Não consegui entender isso, pois aqui no Rio de Janeiro as mulheres mais fortes preferem correr os 5 Km quando a premiação é a mesma, o que era o caso nesta corrida. Mais ainda, o desequilíbrio de forças em ambas as provas, ao menos no feminino, foi gritante.

A corrida foi impecável nos aspectos hidratação e pontualidade. Porém falhou no erro da distância, pois a prova mais longa não tinha 10 Km e sim 9,6 Km. Um erro inaceitável pois dava muito bem para alongar o percurso da corrida por mais 200 m. Terminei o percurso em vergonhosos 47:50, sendo a 67º no geral absoluto, a 9º no geral feminino e a 3º na faixa-etária de 30-39 anos.

Ao final, no lanche, tinha rapadura! Não gostava mas aprendi a gostar. O fato é que tem um gosto meio estranho. Prefiro doce de leite.

Depois da premiação da geral em ambas as provas, dos advogados e das equipes, o narrador disse que haveria premiação na faixa-etária. Só que teria que pegar a medalha lá na OAB, algo que fiz na minha última sexta-feira no Ceará. Para a minha decepção, a medalha foi igual à de participação, exceto por um adesivo no verso dizendo que tinha sido a terceira.

Esta corrida infelizmente foi a minha última no Ceará. Iria ter mais duas até a minha volta. Na do Circuito das Estações eu já não iria porque na véspera eu iria ao Recife, o que foi uma ótima viagem. E acabei perdendo a da Cagece por causa de lesão.

Desde antes de ter minha última lesão na perna direita, eu já sentia uma dor chata na parte de baixo do glúteo esquerdo, que era semelhante a de ciático, porém pegando mais abaixo do piriforme. Sempre fazia alongamentos e ia levando. Várias das corridas do ano passado corri sentindo isso. Só que chegou a um ponto que não dava mais. Nas duas semanas seguintes começaram a pipocar dores em tudo quanto é lado. Minha panturrilha direita inflamou, tive uma leve contratura no posterior esquerdo. E, para piorar, a dor que sentia no glúteo esquerdo começou a ficar forte mesmo durante a continuação do exercício, o que não corria antes. Ainda estou aguardando o resultado da ressonância.

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domingo, fevereiro 23, 2014

24º Cross Caprius


Quando comecei a conseguir a rodar para 5-1, fui tentar fazer minha inscrição na Corrida de São Sebastião de Maranguape. Porém, as inscrições se encerraram antes do tempo. Antes que as do cross se acabassem, fiz a minha. E ainda bem que fiz com antecedência, pois elas também se acabaram rápido.

Minha maior dificuldade seria chegar ao local da largada, já que ainda conheço pouco Fortaleza, mesmo com o organizador me arrumando um mapa.

Na véspera, marcar um táxi se mostrou um problema. O Rádio Táxi Capital, o maior da cidade, não agenda táxi para às 6 h (a largada era às 7:30). Sorte que consegui uma cooperativa próxima que agendava e que foi super pontual.

No dia da corrida acordei às 5 h. Poderia ter acordado um pouco mais tarde, às 5:30 e ter descansado um pouco mais. Mas estava preocupada com o táxi. No Rio o agendamento funciona. Já aqui eu não sabia. E aqui pegar ônibus muito cedo é pedir para esperar por toda a eternidade. O serviço de transporte público em Fortaleza é muito ruim.

O taxista não sabia bem onde era o local. Chegando em Sabiaguaba, o local da largada, foi difícil saber onde era exatamente o ponto de largada. Vários outros corredores estavam perdidos. Foi difícil, mas achamos. Mais difícil de engolir foi o preço do táxi: 56 Reais. Táxi aqui é muito caro mesmo.

O local era um descampado com uma bela paisagem. Parecia um deserto, mesmo estando à beira de uma praia, com cactus grandes, iguais aos que vemos nos filmes. Havia algumas casas. Não sei dizer se são ilegais, pois o local é uma reserva.

A organização foi boa. Porém, faltaram cartazes indicando o local da largada para quem chegava à Sabiaguaba. Também achei ruim não ter água no percurso para ninguém sujá-lo. Era só obrigar a pessoa a parar, beber a água, e jogar o lixo no lixo e não no percurso. Eu fiz isso em Santo Antônio do Pinhal. É muito chato correr carregando água na mão. Se eu soubesse, teria trazido um cinto de hidratação que ganhei no kit da Corrida das Torcidas em 2012, se é que não me desfiz dele. Não ia comprar um, ainda mais que a empresa que comprou a minha está cortando custos e quer me mandar de volta ao Rio, algo praticamente certo de acontecer.

Na hora do aquecimento, sentia minhas pernas pesadas. Treinos fortes e talvez o fato de ter trazido algum peso do supermercado podem ter contribuído para isso. O fato de ainda estar só rodando e fazendo retas não me ajuda muito. Só mesmo os tiros para soltar as pernas e economizar meu esforço na corrida. Todavia, isso ainda deve demorar algumas semanas, até não consegui melhorar mais nas retas.

Aqui o organizador também era um coronel, só que esse é do exército. Antes da largada, para nos chamar a atenção, apitavam. Nunca vi isso lá no Rio.

Dada a largada, que foi pontual, pegamos um pouco de asfalto e logo de cara, grama, areia e dunas. Desde o início, fiquei entre as quatro primeiras, chegando a ser a segunda em alguns momentos. Sofria muito para subir, tendo até que subir de quatro. A garrafa em minha mão só me atrapalhava. E para descer aqueles paredões? Eu ia devagarzinho para não cair, meio que escorregando. As outras mulheres levavam vantagem nisso aí. Eu fui a terceira. A segunda subia e descia aquelas dunas com muita facilidade. Idem a quarta.

Uma das coisas que eu temia era me perder. Então, tentava não perder ninguém de vista. De vez em quando víamos bandeiras da organização. Só que o percurso não era todo marcado. Dava para a pessoa se perder sim, mesmo já conhecendo o percurso.

Mesmo bebendo água, eu me sentia mal, com a frequência cardíaca muito alta. Mesmo a largada sendo cedo, lá estava muito quente, pois era sol direto em nossas cabeças. Só melhorou quando passamos perto de um mato retorcido, momento em que fiquei em segundo pois a outra mulher deu uma parada e ficou atrás de mim por algum tempo. Ali tinha que tomar o maior cuidado para não bater com a cabeça no galho nem tropeçar. Nessa hora também passamos por casas de pescadores e fazendas.

Chegando mais para o final, com mais subidas duras, tive que dar uma andada. E não foi só eu. Foi na última descida, de um paredão gigante de areia, que a segunda foi embora e me deixou para trás. Me chamou a atenção o fato de as duas primeiras não levarem água. Eu pensei em não fazer isso, pois a garrafa atrapalha. Entretanto, se não me hidratasse teria passado mal.

Tanto as duas primeiras como a quarta correram de calça e camiseta grande. Eu não aguentaria o calor. Ou será que isso ajuda a proteger da desidratação? Afinal, os ultramaratonistas do deserto usam esse tipo de roupa. Sem falar que a calça protege de arranhões. Sim, saí com a perna arranhada.

Terminei os 7,4 Km (de acordo com a organização eram ~7,2 Km) em 45:18, sendo a 42º no geral absoluto e a 3º no geral feminino.

Ao final nos deram um suco pronto. Tinha uma outra barraca distribuindo suco no latão. Contudo, eu estava tão cansada que precisava me refazer antes de qualquer coisa. Com isso, ao chegar lá o suco já tinha acabado. Ao menos consegui 3 dos sucos instantâneos que distribuíram na chegada.

A premiação e a divulgação foram bem rápidos. E também teve sorteio de bonés e sacolas de corrida. Como sempre, não ganhei nada. Na hora da premiação, o coronel disse que eu era a carioca novinha que infelizmente estava se despedindo de Fortaleza. Me deixa triste o fato de ter que ir embora quando comecei a me adaptar à cidade. Só um milagre me faria continuar aqui...

Na volta, sem carro, ganhei carona no grito. Tinham um rapazes indo embora e, na cara e na coragem, pedi-lhes carona. Eles eram muito simpáticos e foram correr mesmo tendo ido curtir à noite. São loucos, pois podem desgastar o organismo ou mesmo se lesionarem. Um deles já esteve no Rio várias vezes para correr a meia maratona da Maratona do Rio. Eles ficaram no meu bairro e peguei uma outra carona com um deles que morava em Messejana e me deu carona até a academia onde malho.

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domingo, agosto 11, 2013

Circuito Vênus 10 K


Eu havia sofrido uma lesão poucos dias após a corrida em Porto Real, que o médico e eu achávamos ser leve: apenas uma contratura no glúteo. Cheguei a ir em Arraial do Cabo para correr a etapa do Circuito Fluminense mas desisti após me aquecer. Sentia minha perna travar ao trotar.

Voltei a treinar na semana desta corrida e queria entrar em forma desesperadamente por causa do Campeonato Brasileiro Caixa de Corrida em Montanha, em Monteiro Lobato. Porém, ainda sentia algo na perna. Antes mesmo de voltar a correr, sentia dor ao fazer a mesa flexora e a flexora em pé, algo que não é normal. Mais ainda, ao fazer exercícios na piscina, sentia algo estranho em um dos exercícios, sinal de que algo não está nada bom.

Ainda fazia distâncias curtas. Contudo, puxava mais forte do que minha forma permitia. A perna até parecia melhorar ao longo da semana, sinal de que, embora ainda não curada, a lesão em si não era grave.

Ainda sem treinar, tinha feito a inscrição na corrida gratuita Borel de Braços Abertos na modalidade de 10 Km. Ao pegar o kit, eu iria tentar trocar de modalidade explicando o que aconteceu, pois não teria condições de correr 10 Km no morro. Só que poucos dias antes ganhei no sorteio a inscrição do Circuito Vênus, no Facebook do JatsRun. Nova burrada: me inscrevi nos 10 Km.

Na véspera como sempre não treinei e busquei os kits. No da Vênus entrei numa fila para fazer as unhas, que foram feitas sem muito cuidado. E como depois fui ao salão que fica no meio do caminho de minha casa ao Borel, fui até lá pegar o kit da corrida que não iria correr. Mais uma burrada: não é nada inteligente fazer uma caminhada dessas na véspera de uma corrida e cansar as pernas.

Na hora de pegar o kit da Vênus, tive que pegar uma pulseira de ritmo, pois diziam que sem ela teria que largar lá atrás. O kit em si até era bom, só que não vale R$ 85,00 nem aqui nem na China. Para piorar, como tinham muitas corridas no mesmo dia, estava tudo meio vazio. Por isso que tantos sites sortearam inscrições.

No dia da corrida, ao me aquecer, sentia algo me incomodar entre o posterior de coxa e o glúteo. Para dizer a verdade, no início doía aí também e a dor corria quase até o joelho, mais na parte interna da coxa, não exatamente no glúteo.

Na hora da largada, todo mundo entrou no mesmo lugar e a cor e a presença da pulseira de ritmo foram ignorados. No pelotão de elite, havia boas corredoras. Todavia, elite mesmo, ali ninguém era. Tinha uma amiga minha que nem corre melhor do que eu se eu estiver em forma razoável.

Dada a largada, quem ía para os 10 Km tinha que subir a Perimetral. Correr na ponta do pé ajuda bastante nessa hora. Eu fazia esforço, porém estava devagar para a minha forma por motivos óbvios. A frequência cardíaca ficava obviamente alta para o esforço que estava fazendo (média de 176). Na hora da corrida nem lembrei do incômodo, o que seria um bom sinal.

Terminada a Perimetral, já não via muita gente na minha frente. A maioria tinha se mandado ou estava atrás de mim. Chegou uma hora que alcancei as mulheres dos 5 Km que andavam ou corriam muito devagar. Não é a toa que não quero mais correr as provas da Iguana e da O2: simplesmente não separam quem corre em cada modalidade e ao final sou obrigada a ficar fazendo zigue-zague. O pessoal não se toca que está atrapalhando quem quer correr mais rápido e quer fazer um bom tempo. Seja pela falta de forma, seja pelo zigue-zague, meu tempo por quilômetro despencou no final: 4:39.5; 5:09.5; 5:03.0; 4:55.4; 4:44.4; 4:53.4; 4:59.3; 5:16.5, totalizando 49:39, um péssimo tempo para mim, sendo a vigésima-terceira no geral e a quinta na minha faixa-etária. Não podia ver muitas dessas mulheres que chegaram pouco na minha frente na classificação final porque fizeram um tempo bruto mais alto por terem saído atrás de mim. Se tivessem respeitado as pulseiras e tivesse uma para quem corre abaixo de 5 min/Km (a menor que tinha era para quem corria entre 5 e 6 min por Km), isso não teria ocorrido.

Meu GPS pifou no 6 Km. Entretanto, ele batia corretamente com as marcações de quilometragem, me fazendo acreditar que a distância da corrida estivesse correta.

Na chegada, comi muitas maçãs. A medalha é que era muito vagabunda. Uma mulher foi pedir outra alegando que a dela arrebentou e caiu, o que eu não duvido nada, e negaram.

Fui para as filas de maquiagem e fotos. Uma delas ficou a lá top model embora eu tenha me achado gorda na foto. Provei também os sucos e fiz umas avaliações de taxa de gordura usando impedância. Essas avaliações me fizeram me sentir gorda. Mesmo cheia de líquidos depois da corrida, e por ter mais líquidos do que uma pessoa normal, é sempre bom ver a taxa dar baixa. Esses aparelhos descontam líquidos. Contudo, descontam menos para quem é atleta por ter mais líquidos. E eu ainda estava já de TPM.

Depois da corrida minha lesão doía mais. Ao longo da semana continuei a treinar para voltar a forma e acabou que na quinta-feira senti como se tivesse distendido algo. Desde o dia que senti a lesão, podia andar sem dor, algo que agora eu sentia. Fui ao médico, fiz ressonância e o resultado não foi nada bom:


Se eu tivesse sabido ser paciente, não teria ido para Monteiro Lobato, para onde cheguei até fazer a reserva em uma pousada. Mas estaria firme e forte para correr em Taubaté em um torneio de veteranos. Agora é continuar o tratamento (o tal exercício na piscina já consigo fazer) e voltar a forma sem pressa, porém sem ser devagar demais como já fiz no passado.

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sexta-feira, junho 21, 2013

3º Circuito Fluminense de Corrida Rústica e Caminhada - Etapa Porto Real


Ir nesta seria mais complicado. Simplesmente não existe ônibus direto do Rio para Porto Real. Tem que ir para Resende e de lá pegar um ônibus para Porto Real. Nesta opção não chegaria a tempo para a corrida. A segunda opção seria pegar um ônibus para Volta Redonda e de lá pegar um taxi para Porto Real, o que sairia muito caro e provavelmente o taxista de VR não conhecesse a cidade. Uma terceira hipótese seria pegar o ônibus para Resende e saltar perto de Porto Real na estrada, no meio do nada e tentar pegar um taxi para a cidade. Além de arriscada provavelmente não chegaria a tempo. Entretanto, a organizadora Luz, da Luz Eventos, disse-me na etapa São Gonçalo que poderiam ver se arrumariam uma hospedagem para mim como convidada da organização e que me avisariam durante a semana se isso seria possível.

Não me ligaram e até pensei em durante a semana comprar a passagem para VR. Até que no sábado pela manhã vi um recado no Facebook para eu ligar para ela. Tinham conseguido a estadia para mim lá.

Como não podia sair mesmo antes das 14 h de casa por estar de sobre-aviso caso desse problema em um cliente, fiquei só na cozinha fazendo a comida para a semana e correndo, pois poderia acabar voltando tarde no domingo. O Thiago ia lá em casa ver o problema no DVD que não tocava e acabei nem me encontrando com ele, pois saí antes das 14:30, levando uma pequena mala. Nada de muda de roupa: minha coluna está ruim e queria levar o menor peso possível. Por ter saído cedo, adiei minha ida ao salão.

Estava preocupada pois não passava nenhum ônibus para me levar para a Rodoviária. Cadê o 606 que tem aos montes? Devem ter passado uns 3 juntos logo antes. Meio que em cima da hora peguei um 634 cacarecado como de costume. O problema não é o aumento nas passagens e sim a qualidade do transporte. Cheguei em cima da hora para comprar a passagem para o ônibus da Viação Cidade do Aço para 15:05 e assim que embarquei, o ônibus saiu.

Embora a chegada em Resende tenha demorado menos do que o previsto no site, poderia ter sido bem mais rápida se não tivesse pego um grande engarrafamento na Av. Brasil.

Chegando em Resende, uma menina muito gentil me informou qual ônibus deveria pegar para Porto Real e o local onde ele passa. Porto Real até pouco tempo pertencia a Resende. Indo para lá, até que ele não demorou. Estava fazendo um pouco de frio. Para um ônibus (da Viação Falcão) intermunicipal foi barato (R$ 4,80) e eles te davam um papelzinho com o trajeto (no meu caso estava Resende-Porto Real) que eu guardei lá no fundo. Me informei com a cobradora onde era a rodoviária e o hotel Colonial (que eu tinha entendido Colônia) e ela disse que era lá no final, pois o ônibus passava por todos os bairros da cidade. Para uma cidade pequena de 16 mil habitantes, até que ela tem uma dimensão bem grande. Todavia, temos que levar em consideração que passamos por muitas fábricas e fazendas. Em Santo Antônio do Pinhal, por exemplo, você só tem o centro e fazendas ao redor. Em Porto Real tudo parece ficar mais espalhado. A Luz pediu para que eu ligasse assim que chegasse ao ponto final, que era só uma parada e não uma rodoviária. Nesse ponto Santo Antônio do Pinhal leva vantagem por ter rodoviária.

Chegando no ponto final tinha que devolver o papel que a cobradora me dera e o motorista me disse para deixar para lá pois não o achava de jeito algum. Em Porto Real os moradores não pagam pelos ônibus urbanos. Todavia, eles demoram muito, até pelo fato de a cidade ser muito pequena.

Conversava um pouco com o dispachante e ele dizia que a saúde da cidade não era tão boa quanto era vendida e que apesar do belo posto de saúde e hospital, faltavam médicos. Sem salário bom e infra-estrutura, quem quer ir? A Luz chegou e me levou para o hotel Colonial: simples mas bonitinho. Lá toda a organização se encontrava, exceto o apresentador Fábio. O pessoal jogava sinuca. A Jéssica também estava lá. Todo mundo cheio de casaco pois estava friozinho.

Fomos jantar numa cantina italiana. A Luz me contou que Porto Real foi a primeira colônia Italiana do Brasil. E que a prefeita Cida estava muito empolgada com o evento, tendo participado de todo o evento de sábado, dos Workshops de mini-atletismo e iniciação ao atletismo. Isso é muito importante para difundir o atletismo em todo o estado e garimpar atletas, além de ajudar a promover saúde. Pena que o governo não investe em pistas e locais adequados de treinamento para o atletismo.

A comida da cantina era muito boa, sem muito sal. Não gosto de comer na rua na véspera e comi um canelone de frango caprichado, com muito frango, coisa rara na maioria dos restaurantes. Conversávamos sobre os preços abusivos da maioria das corridas de rua sem dar nada em troca, se esquecendo de que quem faz a corrida são os corredores amadores. Assim que voltei fui para o quarto dormir. Era até bem grande. Só que não conseguia dormir por estar um tanto estressada. As muitas coisas para fazer durante o dia e ter batido cabeça no trabalho para resolver um problema me fizeram ir dormir só lá por volta de 1 h. Ao menos só ia acordar às 7 h. Acabou que às 6:30 já estava acordada, só ficando na cama até às 7 h.

Fui tomar café e não vi a Jéssica. Não sei se acordou mais tarde ou se já tinha ido para o local, bem próximo ao hotel. Tomei só café preto e um pão francês com manteiga. O café do hotel era bonzinho. Pena ter que ir correr e não poder comer mais do que isso. Como já esperava, por não ter dormido direito minha frequência cardíaca estava alta.

Infelizmente não estava frio de manhã. A Jéssica não gosta de frio e disse que quando correu o mundial de cross na Polônia até neve tinha e a área de aquecimento tinha aquecimento artificial. Esse tipo de frio ou o de Santo Antônio do Pinhal também é demais. O negócio é bom na minha opinião lá pela casa dos 16º C, 18º C... Porém, ela concorda comigo que o calor que fez no Estadual Adulto também é desagradável. Pena naquele dia não ter tido termômetro por perto.

Ela também me falou que, mesmo sendo a atleta que é, tem dificuldade de conseguir patrocínio e paga do bolso a fisioterapia quando se machuca. O caso dela fica pior do que o meu quando se machuca, já que sua profissão é ser atleta.

A retirada de kits, mesa de frutas, banheiro, era tudo num excelente ginário poli-esportivo. Por lá ter banheiro, não foi necessário ter banheiro químico. Banheiro normal ou caminhão banheiro é bem melhor. Nesta etapa tinha bastante gente. Nesses locais vem muita gente de VR, Resente, Barra Mansa, etc. E nessas cidades têm umas meninas fortes.

Fui me aquecer e me sentia meio travada. Normal depois de tanto estresse. Pensei que fosse encontrar o André Gomes por lá, só que ele não foi. O simpático pessoal da Friends Running de São Gonçalo também não apareceu. A largada atrasou um pouco porque novamente um carro enguiçou na rua no meio do percurso. E novamente a organização se preocupou de botar um cone em um boeiro desnivelado para que não tropeçássemos, com o apresentador Fábio sempre dançando e botando todo mundo para dançar.

Dada a largada eu até tentei e fiz muita força. A Jéssica e as Vivianes de Barra Mansa se mandaram e cheguei mesmo a ficar em sexto. Para minha sorte, a mulher que tinha me ultrapassado se aquece forte demais e acaba ficando cansada. Me mantive em quinto, contudo, não conseguia me aproximar de uma senhora de 45-49 que foi com tudo. Vendo o resultado final, teria que fazer meu melhor da temporada para ir com ela. E eu achando que ela ia quebrar. Idade não é documento; não tem senhora na casa dos 60 que no mundial master faz o 10.000 m abaixo de 42 min? Acabou que fui a 5º mesmo no geral feminino e a 42º no geral absoluto fazendo os 5,67 Km em 24:58. A Jéssica foi a 2º. Em corrida passeando pela cidade fica difícil fazer um percurso exato; só se cortássemos por entre as propriedades e passássemos por cima de muros. Achei só que a água poderia ter vindo mais cedo.

Fiquei sabendo que a Chiptiming não bota mais o resultado em listagem fazendo com que tenhamos que buscar os resultados manualmente pois os organizadores não querem que os corredores vejam o número total de participantes, principalmente quando ele é pequeno. E eu pensando que era para que um atleta não ficasse fuçando o resultado do outro...

Pegando a medalha, fui comer tangerina e outras frutas. Começou a corrida infantil. Na volta, uma das pessoas da organização falou que sempre dá menos criança do que o previsto. Respondi que tem muita criança que na hora não quer correr e que conheço casos assim e os pais preferem não forçar.

Dada a premiação, a prefeita também recebeu um prêmio especial e se emocionou por achar importante que seu povo faça esporte para ter qualidade de vida. Ela mesma foi na caminhada. Também recebeu uma homenagem especial um rapaz que sofreu um grave acidente e mesmo com os médicos dizendo que ele não andaria mais ele voltou a correr apesar das sequelas. Isso foi muito bonito.

No final, a famosa dança do Fábio para fechar a corrida com chave de ouro. Eu dancei. Já a Jéssica fugiu da raia.

Terminado tudo, o pessoal ia arrumando as coisas e eu passando o gelo que sobrou dos containers de água mineral. O pessoal acha engraçado. Aposto que tem muita gente que não faz isso por vergonha. Entretanto, não estou nem aí para o que vão pensar.

Jéssica e eu conversamos com uma mulher que perguntava sobre os atletas que subiam ao pódio e explicamos a ela nosso treinamento. Ela, ao contrário de mim, treina de domingo a domingo. Já eu descanso ao menos um dia. A musculação dela é similar a minha, com muita repetição e pouca carga. Tem treinador que diz que fundista tem que fazer trabalho de força e não resistência na musculação, já que a resistência é feita na corrida. Só se isso valer para quem quer qualidade de vida e não resultado. E quem quer os dois, que é o meu caso, faz o quê?

Assim que tudo foi para o caminhão da organização que saiu antes de nós, voltei ao hotel para tomar banho. Como não tinha levado nada, só passei um sabão e botei a mesma roupa suja de volta. Antes que me perguntem, em casa tomei um banho completo.

Antes de voltarmos, passamos na cantina de novo e no almoço era a quilo. Novamente a comida era boa. Na rua eu fujo das saladas, ficando na lasanha de bacalhau e almôndegas. Depois me arrependi, pois deveria ter pego era arroz e feijão.

Consegui uma carona com o pessoal da organização, o que é bem mais rápido do que esperar e pegar dois ônibus. Ao contrário de mim, a Jéssica dormiu no carro. Quem me dera eu ter essa facilidades. Me deixaram no metrô de Colégio e fui saltar na estação do Maracanã logo antes do jogo. Já eles foram para Padre Miguel. O local estava cheio e tranquilo, com muito policiamento. Fotografei o Célio de Barros como estacionamento de cima e queria fazê-lo lá embaixo e fiquei com medo por causa dos policiais. Minha decisão foi sábia pois logo antes havia tido uma manifestação repreendida com muita violência pela polícia. Os manifestantes fugiram para a Quinta e a polícia soltou bombas e gás de pimenta lá dentro mesmo com famílias e crianças fazendo piquenique.

À Luz Eventos e à toda equipe um muito obrigada pela estadia e evento! Gostei bastante! Espero um dia poder voltar à cidade de Porto Real também, seja para correr seja para passear.

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quarta-feira, junho 19, 2013

3º Circuito Fluminense de Corrida Rústica e Caminhada - Etapa São Gonçalo


Esta é uma cidade bem próxima e não poderia deixar de ir. Meu pai sempre falando que corrida nesses lugares não presta. Porém, isso depende do organizador. As corridas do Circuito Fluminense e da Spiridon são sempre boas mesmo que em Nova Iguaçu.

Acordei às 5 h e às 6 h me mandei para a Igreja de São Francisco Xavier pegar o Coesa com destino à São Gonçalo. Muita gente que mora lá já é pobre e ainda tem que pagar 6,65 pelo ônibus. Aí é que fica pobre mesmo.

Chegando no suposto lugar da largada, na Rua Dr. Portela, no bairro do Camarão, não vejo nada. Resolvo ligar meu moribundo celular e ligo para a organização, que diz que a largada está em um local próximo. Não sei se trocaram a largada de lugar ou puseram erradamente a largada no regulamento ali. Se bem que se tivesse chegado mais tarde ouviria o Fábio no microfone e iria para o local correto. Como não sabia se o local era muito longe e se os ônibus da Coesa demorariam muito, acabou que cheguei ao local às 7 h da manhã. O pessoal da organização achou que eu tinha me enganado ou que estivesse no regulamento o horário errado de 8 h ao invés de 9 h.

Me ofereceram algo para comer. Porém, aquela altura só mesmo minha água de coco e mais nada para não enjoar na corrida. É nessa hora que invejo meu amigo Evandro que come 4 pães antes de ir treinar e não sente nada nem engorda.

Aproveitei o tempo sobrando e fiquei alongando meu combalido ciático e tirando fotos, inclusive de um gato de rua.

Tinha uns panfletos da Corrida do Cristo e me perguntaram se eu iria. Se eu ganhasse corteisa, poderia ser. 16 Km de subida não é comigo. Se eu ganhasse cortesia, seria mais provável que eu só fosse tirar o kit mesmo.

No local tinha uma pequena academia e 2 banheiros, sendo que um estava fechado. A prefeitura não levou os banheiros químicos e só tinha um banheiro para todo mundo. Sorte que não foi muita gente. Se fosse, o matinho atrás da academia iria quebrar meu galho.

Por causa do vestibular da UERJ, havia muitos carros e não daria para a corrida passar de maneira segura por toda a extensão prevista. Deste modo, a organizadora Luz diminuiu o percurso, que no meu GPS ficou em 3,45 Km. É melhor correr menos do que ser atropelado. Em Angra dos Reis ocorreu o mesmo.

O André Gomes tinha me oferecido carona até lá. Só que ele mora em Santa Cruz da Serra e teríamos que nos encontrar no meio do nada, o que seria muito perigoso para mim. Ali na Av. Brasil tem muitos viciados em crack.

Durante o aquecimento vi um gato muito parecido com a Sasha e tão carinhoso quanto ela. Fiz carinho nele e ele resolveu me seguir.

Com ligeira pontualidade a corrida começou e eu saí forte. Teve uma hora que achei que estava em primeiro até que vi a Lígia, minha companheira de equipe no adulto (Santa Mônica) na frente. Cheguei a me aproximar dela. Entretanto, não consegui manter o ritmo depois da primeira metade e ainda fui ultrapassada por outra menina. Terminei a corrida em 14:19 em 3º no geral feminino e 24º no geral absoluto, melhor do que a velocidade prevista para os 3 Km, de 4:15 por Km.

Dada a premiação, o Fábio desafiou o público na dança para dar brindes (camisetas da organização). Acabou que ele chamou a mim e 2 empolgadas senhoras (que conversavam comigo antes da corrida e adoram um samba} para dançar com ele no palco.

Ao final, ele chamou também uns idosos de uma equipe de Queimados, sua professora e a mim para dançarmos todos juntos, soltando bem a franga. No final, um senhor pegou o microfone e disse: "Esse cara dança muito!". E como dança.

Obviamente, estando em São Gonçalo, a equipe do Friends Running, que costuma ir a várias etapas, estava lá. Afinal, lá e a casa deles.

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Troféu Brasil Master


Pela falta de competições de veteranos no Rio e como esta competição seria em São Paulo, nos dias 01 e 02/06, cidade próxima, resolvi ir. Para economizar, me inscrevi para provas somente no domingo, nos 10.000 m, 400 m e 1.500 m. Não queria correr o revezamento 4 x 400 m pois poderia terminar tarde e depois de certa hora não tem mais avião. Depois de comprar as passagens, aí mesmo que não daria para correr pois os vôos depois das 20 h estavam BEM mais caros.

O Thiago foi comigo. As duas passagens custaram apenas um pouco mais do que 4 passagens de ônibus leito, ou seja, não foram muito caras. Na ida, no sábado, fomos até o minúsculo e tedioso aeroporto Santos Dumont. Ao menos lá tinha uma exposição com caravelas. O Thiago não estava bem, precisando ir ao banheiro a todo instante.

A ida pela TAM foi pontual e chegamos até antes da hora em Congonhas. Saímos de lá, andamos um pouco, pegamos um ônibus normal e fomos até o Parque do Ibirapuera, de onde fomos andando até o hotel Century Paulista Flat. No ônibus as pessoas não sabiam nos informar ao certo onde saltar, mas ao menos mostraram empenho em nos ajudar. Ao chegar no hotel, resolvi que ia pagar mais meia diária, já que a volta seria mais tarde. Me arrependi de não ter me inscrito nos 800 m, pois pela hora em que chegamos daria muito bem para correr a prova. Afinal, 400 m não é muito a minha praia, sendo veloz demais para mim.

Fomos almoçar no Gemel. Eu comi uma deliciosa lasanha de beringela. Já o Thiago, mesmo mal, comeu arroz, feijão e batata frita, em quantidade grande para o que ele costuma comer. No hotel estava tendo congresso e até tinha um buffet que os hóspedes também poderiam comer. Porém, não tinha nada que me atraísse muito e seria perigoso comer demais na véspera da corrida. O Thiago reclamava que eu estava de short enquanto todos estavam arrumados. Claro, eles estavam em um congresso enquanto eu era uma hóspede e queria relaxar.

Aliás, o congresso era de fisioterapia sobre aquelas faixas coloridas para tirar dor. Eu devia ter me oferecido de cobaia, já que estava sentindo muito o meu ciático.

Ele queria se encontrar com uma pessoa que não conhece pessoalmente e tentava contato com ele, que infelizmente estava trabalhando bastante e acabou não podendo vê-lo. Nem mesmo contato com nosso amigo virtual Gerson conseguimos, já que gostaríamos muito de conhecê-lo.

Eu fui até a pista do Ibirapuera e, ao contrário do que acontecia para entrar no Célio de Barros, entrei sem ninguém perguntar para onde eu ia. Lá vi que a Elza já tinha tirado meu kit, que ela levaria para mim na hora de correr os 10.000 m.

No domingo, o Thiago não queria sair da cama de jeito algum. Mesmo não tendo ido dormir muito tarde, dizia estar com muito frio e que a cama estava boa. Estava frio na rua, mas não no quarto. Febre ele não tinha.

Tomei um café bem leve para não enjoar às 6 h e fui trotando para o Ibirapuera. Estava friozinho nesta hora. Lá soube que o atraso na véspera foi enorme e que os revezamentos só ocorreram às 21 h.

Para não ter atraso desta vez, os organizadores resolveram inventar, colocando-nos para correr na raia 5 com os devidos ajustes no número de voltas de forma a dar 10.000 m certinho e iriam colocar homens ao mesmo tempo competindo na raia 1 para adiantar o programa. Todas as mulheres e homens mais velhos acabaram e quem disse que colocaram homens para competir na raia 1? Estragaram meu plano, que era passar os 400 m das voltas iniciais para 1:48 e só depois acelerar. Como iria calcular o ritmo certo em 428 m? Acabou que fui a 3º geral e 1º da minha faixa-etária terminando em 44:48.37 usando outras mulheres que ficaram para trás como coelho.

Fui e voltei ao hotel algumas vezes (na primeira para tomar um café da manhã melhor) e começou a fazer muito frio e a chover. O Thiago chegou a tomar café, só que voltou para a cama e ficou lá até bem tarde. Os 400 m estavam marcados para as 12 h e antes de sair pela primeira vez já tinha confirmado minha presença na mesa de confirmação. Ao voltar pela um pouco antes das 12 h, enquanto os barreiristas ainda competiam, fui pegar minha medalha dos 10.000 m e não vi o pessoal sendo chamado para os 400 m. Quando fui ver, já tinham terminado a chamada e simplesmente me deixaram de fora! Tentei de tudo para mudar a situação, já que a competição estava atrasada. Dava muito bem para terem mudado, já que deixaram as atletas esperando o MAIOR TEMPÃO embaixo da arquibancada. As primeiras baterias de 400 m só começaram com as mais velhas lá por 12:20. Só tinha eu na minha faixa. Poderia trotar que seria ouro! Dava muito bem tempo de alterar o sistema para me incluir. Eles é que não quiseram. O engraçado é que eles podem se atrasar. Os atletas, não, têm que ficar esperando a desorganização deles. O cara ainda me disse que os atrasos ocorrem porque quando vão ver precisa de mais uma bateria para uma prova e tal. Eles não sabem o número de inscritos, faixas-etárias, etc de cada prova? É só se planejar e adiantar as provas caso menos atletas compareçam, avisando os atletas que os adiantamentos podem ocorrer.

Nos 1.500 m resolvi não dar mole. O certo era levar cada grupo de cada vez. Nos levam para o outro lado da pista, eu que sou mais nova tenho que esperar as duas baterias acabar e nem banheiro tem (nada que um local escondido não resolva). Não corri muito bem os 1.500. O cansaço, tênis e pista molhados e encaixotamento só pioraram a situação, fazendo com que eu terminasse com 6:01.18, sendo a 12º geral e 2º geral feminino. Tem muita coroa veloz, impressionante!

Voltei ao hotel, tomei banho e o Thiago finalmente tinha acordado e estava jogando o Mega Drive que tinha levado. No sábado, ao ligá-lo, ele não funcionava direito pois o tínhamos posto em 220 V, quando a voltagem do hotel é de 110 V.

O Thiago foi comigo pegar minha medalha dos 1.500 m e ficou impressionado com a quantidade de atletas veteranos japoneses, a grande maioria.

Na volta, passei no Gemel e comprei bastante pizza de massa branca, algo que adoro, e tomamos um café preto. No almoço apenas comi um pão de hamburguer no Gemel mesmo. Não iria querer enjoar. Nem olhar o buffet no hotel quis para não cair em tentação. Voltaríamos por Guarulhos e nos perdemos um pouco na estação do Tatuapé para achar o ônibus que nos levaria ao aeroporto.

Infelizmente não vimos nenhum traço da Parada Gay quando passamos na Av. Paulista. Depois fiquei sabendo que por causa do frio e da chuva foi pouca gente. Uma pena pois deve ser um evento bem alegre.

Chegando lá, fomos fazer um lanche no Pizza Hut e fomos para o embarque. Entramos rápido no avião. Contudo, a decolagem atrasou bastante por causa do mau tempo. E se na ida o lanche foi bom, com sanduíche e bebida (podendo ser refrigerante em lata), na volta foi um simples biscoitinho com refrigerante ou água no copo. O serviço de bordo da TAM já foi bem melhor. Bom mesmo é o da Azul. Espero que não mude. O da Webjet começou ótimo e depois ficou pago.

Ao chegar com atraso no Rio, chamamos o TeleUrca, que chegou rápido e ficou nos esperando. Pegamos um baita engarrafamento por causa da lei seca e demoramos a chegar na minha casa e me causou um desfalque ainda maior no preço do taxi. Chegando em casa, só quis saber de dormir mesmo.

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quarta-feira, junho 05, 2013

Campeonatos Estaduais Caixa de Adultos



Assim que comecei a rodar abaixo de 5 min / Km, quis voltar a competir como atleta federada. Pensei logo na Edneida e perguntei se ela não tinha uma vaguinha para mim. E ela disse sim! De acordo com ela, se um clube acaba (como foi o caso do Salgueiro), não tem por que haver transferência, algo que faz sentido. Mais ainda, ela sequer encontrou meu registro no site da CBAt. Adicionalmente, fuçando o site da CBAt, não encontrei o registro do Salgueiro. O do SESI ainda está lá, talvez por ter acabado há menos tempo.

Deixei meus documentos com ela no dia do protesto, 27/04. Desta data em diante, uma competição foi cancelada (Troféu Walter Santos de meio fundo, fundo e saltos no dia 18/05) e nada de o programa horário do estadual sair. Saiu com pouca antecedência e sem provas de marcha (acho que por falta de atletas), e provas combinadas, arremessos e lançamentos (para não estragar o campo de futebol). Ela fez a minha inscrição nos 10.000 m e nos 5.000 m, porém como avulsa, já que a inscrição no Santa Mônica ainda não tinha se concretizado.

Como era na Urca, fui de metrô. Só que no sábado saí com antecedência de 2 h do horário da prova dos 5.000 m e o ônibus do metrô para a Urca estava demorando muito. Conclusão: peguei um taxi para chegar ao local, lá no final do bairro, tendo que dar a maior volta para chegar lá. O chato é que perdi o $$ a mais para pagar a integração do metrô.

O local, a Escola de Educação Física do Exército (ESEFEX), é muito bonito. O problema é que o bebedouro fica dentro de um local onde só os militarem têm acesso e é necessário pedir para eles encherem a garrafa. Já com relação ao banheiro, o único problema é que demoraram a abrir o feminino. E também tem que ir de calça por ser quartel.

Como atleta convidada, não tem jeito, tem que pagar a taxa de R$ 30,00. Ao menos sei que o dinheiro vai para ajudar a FARJ e não para dar lucro a empresas mercenárias.

Algo de que sentia saudades ao competir como federada era de ver a energia dos atletas mais jovens. E pude rever muitos amigos!

Na hora da largada começou a fazer calor. Só havia mais 4 atletas além de mim. Pior, todas elas corriam mais do que eu. Não tinha jeito, era ir para a morte para não dar vexame. Dada a largada, saí colada com uma menina de 18 anos do Brasil Vale Ouro, a Irene. Ao errar nas contas, achando que estava passando a volta para cima de 1:46, cheguei a passá-la, mas deixe-a me passar novamente ao ver que passei a 1º volta para 1:34. Colei nela e ali fiquei até os últimos 600 m. Ela começou forte e foi caindo. O treinador dela reclamava muito de seu desempenho. E eu me esforçando ao máximo para não deixá-la escapar muito. No final ela acelerou e não consegui acompanhá-la. Fui a última com honrosos 21:20.59, bem melhor do que os 22:05 esperados. Minha meta é baseada nos 30 s a menos da velocidade de rodagem para os 5.000 m: como estava rodando para 4:55, a meta era de 4:25. Cheguei acabada! Poderia ter sido melhor se ela tivesse saído mais devagar e mantivesse o ritmo, se estivesse fresco e se eles tivessem fornecido água. Depois disso fui logo para casa passar MUITO gelo.

No dia seguinte, acordei com um pouco mais de antecedência para não ter que pegar taxi. Ao chegar ao local ganhei uma carona do Peninha até a pista. Desta vez a prova era às 9:30. E apenas 4 atletas competiram: além da Rai, a Ligia (futura companheira de equipe) e a Regina (fora de forma por causa de um acidente em um treino) estavam lá. Desta vez estava bem mais quente. A Regina logo ficou para trás e eu colei na Ligia. Estava ainda mais quente e ela estava cansada do dia anterior, por ter corrido 1.500 m, 800 m e o revezamento 4 x 100. Eu também estava cansada. Fui com ela até os 7500 m. Depois disso forcei e a ultrapassei. Terminei com 45:29.95 em 2º, pior do que os 45:20 planejados. Porém, como fui como convidada, não ganhei a bela medalha.

No domingo ao menos a FARJ trouxe umas frutas para os atletas. Nunca tinha havido isso antes em uma competição. Se eu estivesse já no Santa Mônica, a Edneida me colocaria para correr os revezamentos. Lhe disse que não sou velocista, que ira dar vexame e as pessoas iriam falar mal de mim. Ela respondeu que isso não é importante e sim ser feliz. Até porque o pessoal faz fofoca de tudo: se vai mal não corre nada, se vai bem tá tomando algo, e por aí vai.

Depois de tanto agito, só um relaxamento na piscina!

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sábado, maio 04, 2013

Campeonatos Brasileiros Caixa de Corrida de Fundo em Pista



Neste ano seria novamente em um único dia, numa sexta-feira à noite, dia 26/04/2013. Eu queria ir e já tinha marcado em meu calendário. Contudo, a data se aproximava e nada de a CBAt divulgar local e regulamento. Isso é ruim pois eu queria ir de avião para a cidade escolhida e quanto mais cedo se compra a passagem, mais barata ela é.

Finalmente, faltando duas semanas, divulgaram que seria no SESI de Piracicaba, que fica na Vila Industrial, tal como em 2010, quando não foi quase ninguém. Ir de ônibus para lá só seria possível se eu dormisse na cidade, já que tanto indo direto para Piracicaba ou passando por Campinas antes chegaria muito em cima da hora. Sorte que mesmo comprando a passagem com pouca antecedência pela Azul, eu consegui um preço camarada, indo até Viracopos em Campinas e depois pegando um ônibus gratuito até Piracicaba, saindo tudo por menos de R$ 200,00.

Saí de casa no dia 26 às 9 h da manhã e peguei um 353 preso no engarrafamento na minha rua. Chegando na Leopoldina, tomei um ônibus que vai para a Ilha pela Linha Vermelha, que chegou na peixaria rapidamente. Se fosse um 634, iria passear por vários bairros até chegar lá, só faltando guia turístico. Ao esperar o ônibus, eu até comentava isso com outro cara que estava indo para a Ilha.

Mesmo sendo mais longe, por pegar o contra-fluxo, seria um deslocamento bem mais rápido estudar na UFRJ do que na PUC. Pena que por causa das greves, problemas de estrutura e segurança, preferi a segunda opção.

Da peixaria até o aeroporto eu peguei uma van pirata e lotada mesmo já que o ônibus para lá estava demorando. Acabou que cheguei no aeroporto antes das 10 h. O Galeão está muito fraco em termos de lojas, algo que precisa ser melhorado urgentemente. Se você chegar com antecedência e tiver que fazer hora, ficará sem ter nada para fazer.

Tinha feito o Web-Checkin e, ao contrário do que diziam no site, não havia a necessidade de etiquetar a bagagem de mão, algo que perguntei no balcão da compania. Desta vez não implicaram com nada em minha mala. E ainda bem que não uso cinto, pois quem usava tinha que tirá-lo para passar pelo detector de metais.

Chegando quase na hora do embarque, às 11:38, nada de a Azul nos preparar para entrar até que anunciaram que por problemas técnicos o vôo iria atrasar em 1 h. Quem ia pegar conexão para Foz do Iguaçu foi chamado ao microfone. Provavelmente seriam alocados em outro avião.

Meu medo era óbvio: perder o próximo ônibus para Piracicaba e ter que aguardar muito até o próximo. Uma mulher reclamava que esse vôo para Campinas pela Azul sempre atrasava, tentando em vão segura seu filho já indócil.

Depois de 1 h de atraso é que o avião saiu. Ao menos as aeromoças eram bem simpáticas e o serviço de bordo, excelente. Tinha água (minha escolha), dois tipos de suco em caxinha e Coca-Cola ou Coca Zero em lata e não em copo como na Gol e Tam. E para comer tinha batata chips, mix de castanhas e cookies integrais. Eu peguei dois pacotes dos dois últimos, já que eu não gosto e seria suicídio comer as batatas antes da corrida. Em outras empresas não teria essa fartura toda. Até o fone de ouvido dado para a viagem era para ficar conosco e poderia usá-lo em meu celular, já que tinha ficado sem o meu original ao dá-lo ao Thiago.

O avião da Azul é diferente. Ele só tem duas fileira de cada lado, sem cadeira do meio. Eu sentei na última poltrona no corredor que infelizmente não reclina. Fiz essa escolha para tentar ir sozinha nos dois bancos. Tinha uma dupla de chapéu fazendo piada o tempo todo. Acho que eram famosos pois na fila de embarque todos os membros da compainha os cumprimentavam alegremente. E perto de onde sentei tinham dois chineses que iam pegar conexão para Cuiabá que só falavam em chinês. Era difícil se comunicar com eles que eram zombados e riam sem entender o que lhes diziam. Estranho é que usaram o celular durante a decolagem e a aterrissagem e as aeromoças, que estavam vendo as fotos deles no celular, não reclamaram.

Assim que cheguei em Campinas me ligaram do trabalho para saber de algo que tinha sido modificado no comportamento de meu programa. E como já previa, tinha perdido o ônibus para Piracicaba, tendo que esperar mais de 2 h até o próximo que sairia às 16:30. Não quis sair para passear em Campinas para não me cansar e fiquei olhando um pouco as poucas lojas de um ovo de aeroporto. Perto da hora de embarque no ônibus tomei um cafezinho por R$ 4,00 na Casa do Pão de Queijo.

No aeroporto de Viracopos me arrumaram uma revista "Quem". Não é o tipo de coisa que gosto de ler, mas era só o que tinha e que me acompanhou no ônibus para Piracicaba. Tive que tirar meu livro da mala por ela ter ultrapassado os 5 Kg de limite para bagagem de mão.

Do lado de fora dava para sentir a poluição. Ao menos o ônibus da Azul foi pontual. Ao contrário do avião que estava lotado, este foi vazio. Apesar de convencional, o banheiro era bem melhor do que os dos ônibus que costumo pegar da 1001.

Cheguei em outra cidade poluída antes das 17:30. Para piorar, não passava um taxi para me levar na Vila Industrial. Sorte que eu estava perto do shopping que eu pretendia visitar mais tarde e me disseram que lá havia um ponto de taxi. Cheguei no ponto e estava super-ansiosa, andando de lá para cá, e logo pude pegar um conduzido por Francisco até o local. Ele tinha acabado de levar alguns atletas lá. Como seria difícil pegar taxi na volta esperando no SESI, peguei o telefone do Francisco e o do ponto do táxi do shopping para o caso de ele estar ocupado. Um rapaz no ônibus para Piracicaba tinha me indicado uns ônibus para chegar lá. Porém, o trânsito estava ruim e eu não queria esperar.

O SESI de lá é bem grande e bonito, tendo, além da pista de atletismo, escola, piscina, ginásio, e uma pista de carvão de 600 m com uma leve subida, excelente para treinos de rodagem. Se construissem algo assim para só então demolirem o Célio de Barros, eu até que ficaria satisfeita. Entretanto, o certo é deixarem o Célio de Barros lá e construirem outras pistas de alto nível pela cidade, para dar oportunidade a outros atletas.

Eu fiz minha confirmação e estava na série B dos 10.000 m. Na série B só tinham quatro mulheres. Nunca teve série B nos 10.000 m feminino e a última coisa que eu queria era correr às 22 h. Teria que ir à rodoviária trocar para o dia seguinte ou cancelar as passagens de ônibus e comprar uma de avião para o sábado e pernoitar na cidade sem aproveitar nada, já que o shopping fecha às 23 h.

Ao contrário dos últimos anos, a competição atrasou por um motivo insólito: o fosso dos 3.000 m com obstáculos estava vazio! Como deixam isso acontecer numa competição importante, onde os atletas tentam fazer índice? Imagina nas olimpíadas de 2016?

Uma atleta que me conhecia me chamou pelo nome. Só que eu não me lembrava dela de jeito algum. Novamente tinham vários atletas famosos. Meu amigo Eliezer foi também e me apresentou o Giovani dos Santos, que é realmente muito simpático. O Eliezer me disse que é porque passou dificuldades, assim como ele. Pena os jogadores de futebol em sua maioria não serem assim.

Com quase 30 min de atraso começou os 3.000 m com obstáculos feminino, cujo resultado foi fraco. Quanto ao masculino não sei dizer. Só sei que era tanto atleta que fizeram duas séries. Na primeira, um rapaz distendeu a perna e parou logo após a primeira passagem pelo fosso.

Finalmente chamaram os 10.000 m feminino só com série A. Logo antes da largada eu liguei para o Francisco e marquei com ele às 20:40, pois levaria uns 20 min do SESI à rodoviária. Estava um clima fresco mais para frio, o ideal para se correr, ao contrário da friaca do ano passado.

Dada a largada, logo fiquei para trás. Não queria sair forte como no ano passado já que só tinha fera. Mesmo assim, sentia dores do lado. Não sei dizer se era por cansaço, poluição ou ansiedade. Altitude não era pois Piracicaba fica só a 500 m de altitude. Só sei que as pernas também estavam pesadas e na hora em que eu quis aumentar a velocidade, não consegui. Ao menos não puseram música lenta desta vez, variando entre o rock e o axé.

Terminei a prova em 45:30.64 pelo tempo oficial, sendo a décima-sexta, a última entre as que concluíram, ficando a duas voltas da penúltima. Para ser a penúltima, teria que ficar próxima do meu recorde. Assim que terminei às 20:39, liguei para o Francisco, que já estava me esperando. Com o trânsito bom, chegamos na rodoviária às 20:59. Sorte que eu tinha comprado as passagens de volta na quinta-feira pela manhã, já que estava acompanhando pela Internet e via que as passagens do trecho Campinas-Rio estavam se esgotando. Eu queria o leito, porém já tinha acabado. Aliás, nesse dia fui antes do trabalho comprar as passagens e ir ao centro depois foi um senhor problema, pois não sabia qual ônibus pegar. Demorou, mas consegui pegar um que passa na Rio Branco.

Cheguei a tempo de pegar o Cometa para Campinas que estava meio vazio. Ele saiu na hora. Todavia, chegou depois da suposta chegada às 21:30 por parar em várias cidades. Em Campinas já estava fazendo muito frio. Já pensou se eu tivesse que correr na série B? Mesmo com o frio, só deu tempo de tomar uns sorvetes e logo fui pegar o Cometa para o Rio às 23:15 que estava lotado. Se tivesse deixado para comprar a passagem em cima da hora estaria ferrada, já que nem o de Piracicaba-Rio e nem o último convencional Campinas-Rio tinham lugares disponíveis. O chato de tudo isso é que não deu para dar passeio em shopping algum. Se eu tivesse perdido o ônibus para Campinas teria que pagar uns R$ 180,00 de táxi até lá. E ainda bem que não quis me arriscar a comprar a passagem de avião de volta, que estava mais de R$ 300,00. Na competição tinha gente preocupada pois sabia que perderia o vôo.

Eu bem que tentei dormir. Contudo, tinha um cara lá atrás roncando MUITO alto. Mesmo com o fone de ouvido com musiquinha relaxante relativamente alta, dava para ouvir o ronco do sujeito.

Na parada, em Guaratinguetá, estava muito frio também. Mesmo assim, tomei sorvete. Lá havia muitos ônibus parados com destino ao Rio. Eu cheguei a entrar em um Cometa errado. Por este ser convencional, logo notei o erro e fui para o certo. Quando era criança, voltando de Campinas, fiz o mesmo e quase que fico no ônibus errado que voltava de São Paulo.

Da parada em diante fui sem música para o Rio com a morte do meu celular. Apesar do ronco, até que consegui cochilar um pouco. Não eram 6 h da manhã e o ônibus chegou antes da previsão de 6:30. Peguei um taxi mesmo, pagando R$ 20,00 com uma mulher taxista, algo que nunca vi antes. Pena não ter ido antes ao ponto do 353, pois ao passar de taxi por perto vi um lá parado. Não fui para lá pois esse ônibus costuma demorar.

Cheguei em casa e dormi até às 10 h da manhã. Nos resultados vi que a atleta que me conhecia era a Adriely do Correr Bem do prof. Edgar, que infelizmente parou. Duas atletas do Rio que correram os 3.000 m com obstáculos foram desclassificadas por obstrução. O Giovani dos Santos foi o campeão nos 10.000 m e me chamou a atenção o fato de que poucos homens abandoram a prova, algo que sempre acontece. A temperatura oficial me pareceu razoável na minha prova, ente 22,3 e 21,1 graus, diferentemente do ano passado, quando ficou entre 21,4 e 21,6 e fazia a maior friaca.

A CBAt tirou um monte de fotos e novamente quase não colocou fotos no site, só dos atletas mais famosos. Eu já reclamei, mas não adiantou de nada. Todo atleta gosta de se ver em fotos.

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