Pantera Cor de Rosa

Este é o blog de Juliana Carpes Imperial, mais conhecida pelos desconhecidos como a Pantera Cor de Rosa por volta e meia ir correr toda de rosa.

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Estórias do Ballet 2 - Colega no Ballet

Nessa estória eu estava no quarto ano (eu pulei o terceiro). Tinha uma garota no estúdio que dançava muito bem. Ela tinha técnica, graça e carisma. No Jazz, então, ela arrasava. Chamava a atenção de todos desde pequena. A mãe dela vivia histérica por causa disso. Ela ficava dando chiliques quando a filha se apresentava. Isso incomodava os outros pais. Numa dessas, um pai se virou e disse: "Dá-lhe, mãe!". Ela passou a se moderar nos chiliques, mas fez coisas pior.

Na apresentação desse ano, minha mãe estava tomando conta da turma da minha irmã, que era do segundo ano. De repente, vieram umas colegas delas tristinhas e perguntaram a ela se elas haviam estragado a apresentação do ano anterior. Lembro-me bem disso pois no momento minha mãe ajeitava o meu cabelo. Minha mãe e eu respondemos que de jeito algum. Então elas disseram que a mãe da tal garota dissera-lhes isso, aos gritos e apontando o dedo, e que não era para elas estragarem a apresentação da filha dela, que no Jazz era a solista da turma da minha irmã.

Essa garota no início era legal. Mas o sucesso começou a lhe subir a cabeça e ela começou a ficar esnobe. Era impressionante como quase todas as que faziam sucesso ficavam esnobes. Pra dizer a verdade, não conheço ninguém que em algum momento não tenha ficado deslumbrada por isso. Mas ela não era das piores, não. Não estou aqui para julgar ninguém, porque já fui extremamente esnobe em outras ocasiões. Infelizmente, o orgulho e a vaidade são males arraigados dentro da gente. Eu me esforço bastante para extirpar esses meus defeitos, mas é difícil.

Voltando ao assunto, minha mãe ficou uma fera e foi falar com a diretora do Studio. Não me lembro se ela brigou com a outra mãe. Só sei que teve uma situação em que as amigas da minha irmã estavam correndo atrás do palco brincando e a garota agarrou no braço de uma delas exigindo que ficasse quieta. Minha mãe a pegou pelo braço e disse que ela era quem estava tomando conta das crianças, não essa minha colega. As crianças a aplaudiram.

Ela ficou uma fera e saiu bufando. Pelo que soube ela não queria entrar na dança da minha irmã no dia seguinte, mas não tinha jeito. Ela ainda aprontou mais uma, que foi sair correndo e empurrar a mim e a uma amiga da minha irmã enquanto conversávamos. Falei bem alto: "Que cavala!" (o certo seria égua, mas tudo bem). Eu também não vou negar que fiquei debochando dela (atitude errada!).

Por causa dessa confusão toda, passei a ter problemas com uma professora de ballet, cuja estória contarei na próxima postagem.

A medida que os anos foram passando, eu acabei na mesma turma da dela. Eu explico: é que quando se vai para os últimos anos, as turmas acabam se juntando por falta de alunas. Nunca fui amiga dela, mas também não éramos inimigas. Nessa época ela era mais tranqüila. Apesar de tudo, a mãe dela também passou a me tratar bem. Uma vez eu passei mal e ela demonstrou preocupação. Pode até ser que tenha sido tudo falsidade, mas eu sinceramente acredito que as pessoas podem mudar para melhor.

Nessa estória, só achei pouco ela apenas ter tomado uma bronca da diretora do Studio. Eu teria dado uma punição. Na apresentação que aconteceu dois anos depois ela foi solista de crianças novamente. Não aconteceu nada, mas poderia ter havido alguma confusão. Essa estória foi a única confusão dela da qual eu soube. Não sei se aconteceu algo mais. Se alguém ler isso e souber, por favor comente.

Eu outro tópico prometo fazer considerações sobre o orgulho e o deslumbramento.

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