Pantera Cor de Rosa

Este é o blog de Juliana Carpes Imperial, mais conhecida pelos desconhecidos como a Pantera Cor de Rosa por volta e meia ir correr toda de rosa.

terça-feira, janeiro 16, 2007

Estórias do Ballet 3 - Professora de Ballet

Como disse anteriormente, tive problemas com uma professora de ballet. Tive uma professora no terceiro ano que gostava de mim. Como professora não era de corrigir muito, algo fundamental no ballet clássico. Não por incompetência, talvez por ser nova e ter sofrido com o excesso de rigidez. Professores da antiga empurravam, puxavam, eram impiedosos e até beliscavam ou batiam com vara. Talento e preparo ela tinha. Era boa coreógrafa, por ser bem criativa. Também tinha jeito com figurinos e desenhava muito bem.

Pulei o ano e mudei de professora. Uma vez a minha do quarto ano faltou e essa a substituiu. Novamente me tratou muito bem. E como a turma era mais velha, ela foi mais agradável (ela não tinha muita paciência com crianças). No final do quarto ano aconteceu a estória que contei na postagem anterior. Acontece que essa professora e a minha colega citada abaixo eram muito próximas.

No quinto ano ela foi a minha professora. Assim que eu soube, gostei, por saber que ela gostava de mim. Mas ao olhá-la, percebi que não me olhava mais com a mesma simpatia. Por dois anos sofri muito. Ela não era de corrigir muito, mas a mim ela corrigia o tempo inteiro, meio que se desfazendo de mim. As coisas pioravam se por ventura a mãe ou a filha citadas abaixo estivessem assistindo à aula.

Mas uma coisa eu tenho que agradecer a ela. Com toda a sua implicância, eu melhorei muito e me esforçava bastante para que ela não pegasse no meu pé. Minha flexibilidade, que era mínima, ficou considerável. Até hoje é. Ela inclusive elogiava bastante o meu esforço.

Ela também dava aula para a minha irmã. Ela a irritava, mas como a minha irmã não gostava de ballet, não se esforçava e a ironizava, não teve grandes problemas. Claro que a professora implicava com ela, mas a minha irmã nem ligava. Ela costumava dizer para a minha irmã que ela deveria ser tão esforçada quanto eu.

No sétimo ano, ela passou a me tratar bem melhor. No oitavo, a turma da minha irmã se rebelou contra ela, querendo uma nova professora, algo que conseguiram. A partir daí eu também me rebelei e passei a ridicularizá-la (ela não era mais a minha professora). Ela me olhava de longe com um ódio terrível. Se olhos fuzilassem, eu já estaria morta há muito tempo. No ano seguinte ela saiu. Quando eu entrei para a faculdade, eu a encontrei algumas vezes. A cara dela não era das melhores e eu debochava direto.

É claro que eu agi muito mal ao debochar e ao falar mal dela. Hoje em dia eu tenho a consciência de que não se deve pagar um mal com outro mal. Sinceramente, não tenho raiva dela e gostaria que ela não tivesse raiva de mim. Mas o que eu nunca entendi foi o porquê de ela implicar comigo. Eu não tinha nada a ver com a estória abaixo. Esse não é a único problema por causa de brigas entre pessoas ligadas indiretamente a mim. Em breve contarei mais estórias sobre o assunto.

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