Pantera Cor de Rosa

Este é o blog de Juliana Carpes Imperial, mais conhecida pelos desconhecidos como a Pantera Cor de Rosa por volta e meia ir correr toda de rosa.

segunda-feira, abril 23, 2007

Estórias do Colégio 2 - Professor de Química


Eu tive um professor de química no segundo grau que era muito bom. Além disso, quando eu o conheci, era bem novinho e bonitinho. Mais ainda, poderia dizer que era "pintoso". Na última vez que o vi, com a proximidade dos 30, estava ficando careca e barrigudo. Porém, li na comunidade do colégio no Orkut que ele agora está fortão.

Por causa de sua aparência, muitas garotas davam em cima dele. E ele, sendo galinha, também dava em cima de várias, namorando e ficando com muitas delas. Chegou a ficar noivo algumas vezes. Pelo Orkut, soube que se casou. Não sei como se comporta hoje em dia.

O fato é que eu nunca quis ter nada com ele. Até falava mal da aparência dele, dizendo que era feio, que a cara era fina e que ele era narigudo, o que é fato. Mas ninguém é perfeito. Esses defeitos não o tornavam feio. Eu mesma não gosto do meu nariz e do fato de ter muito pouco peito.

Também falava mal da pessoa dele. Não por maldade, mas por infantilidade. Naquela época, eu adorava ficar falando mal dos outros e das coisas só por falar. Futilidade pura. Como se eu não tivesse os meus defeitos.

Mas ele gostava de mim no bom sentido. Me tratava com muito carinho. Apertava a bochecha, etc. O tratamento que ele me dispensava era muito simpático apesar do meu comportamento. Não sei se ele sabia das coisas que eu dizia.

O fato é que eu era excelente aluna. E as minhas notas mais altas eram em química. Na época, fui a primeira aluna a acertar um problema de estequiometria de todo o colégio e o curso. E olha que a instituição já existia há alguns anos naquela época e muitos bons alunos já haviam passado por lá. Ele fez questão de me dar os parabéns. E sempre o fazia quando eu tinha os meus bons resultados nas provas, nos simulados e no vestibular.

Porém, chegou uma hora em que eu deixei de ser aluna e fui ser monitora. O tratamento dele comigo mudou. Ainda me lembro da cara dele quando reclamei de erros em gabaritos das listas de exercício. Ele negou veementemente, meio que me ridicularizando. Uma coisa que eu não gostava no colégio é que eles se achavam perfeitos. Nada é perfeito por melhor que seja. Perfeito, só Deus.

Me pergunto se a mudança no tratamento foi porque ele me tratava bem por interesses. Afinal, já tendo passado no vestibular, não daria mais nome a eles. Ou por saber de meu mau comportamento. Só perguntando a ele para saber.

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1 Comments:

At 1/12/2008 7:12 PM, Blogger Lóginus said...

Boa aluna de química, ahn?
Bacana...
Professor é uma profissão e tanto. Cria-se uma relação que vai muito mais além do que professor/aluno. Na PUC mesmo eu tenho enorme carinho por vários professores (Principalmente os de Banco de Dados.. rsrs).

Ah.. já presenciei também professores "populares" entre as garotas, na minha época de colegial. Geralmente eram professores de Geografia e Matemática que faziam mais sucesso, ahahahahaah...

Mas, afinal, porque os átomos tendem a serem como os gases nobres, com dois ou oito elétrons na última camada?
Que números cabalísticos são esses?

o.O

Té a próxima!

=D

- Luciano

 

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