Pantera Cor de Rosa

Este é o blog de Juliana Carpes Imperial, mais conhecida pelos desconhecidos como a Pantera Cor de Rosa por volta e meia ir correr toda de rosa.

sábado, abril 28, 2007

Estórias do Colégio 6 - Cobra Venenosa 2


Como já disse aqui , havia uma garota em minha turma no segundo grau que espalhava boatos a meu respeito com relação a meu comportamento com os garotos e professores.

Ela era muito bonita tanto de corpo quanto de rosto; uma bela mulata. Porém, tinha um comportamento muito pouco razoável. Usava shorts curtíssimos e se insinuava para os colegas, monitores e professores quando tinha interesses. Ela fazia isso mostrando o decote. E tinha a cara de pau de dizer que eu fazia isso. Ainda me lembro de ver a cara de um garoto um tanto assustado olhando para aquilo enquanto ela o seduzia para conseguir copiar a sua lista de exercícios. Era inteligente também, mas não tanto o quanto dizia.

Meus problemas com ela começaram por causa de minha revolta com o excesso de cola da turma. Só eu não colava no primeiro ano. No segundo ao menos ganhei um amigo que compartilhava meus ideais de honestidade. Mais do que a cola, o que me irritava é que ela e outras duas garotas tiravam notas altas tudo graças à cola descarada. Por causa de suas notas, tinham o saco puxado pelos diretores. Para piorar, se alguns colavam os professores faziam cara feia, porém elas podiam colar à vontade. Aconteceu que uma vez, quando o diretor foi na sala, dedei o excesso de cola. Agi mal. Não tinha nada que dedurar os meus colegas. Com isso, briguei com boa parte da turma.

Entretanto, ela e duas amigas, sendo que uma também tirava notas altas, começaram a querer fazer amizade comigo. O objetivo delas é que eu entrasse no grupo delas. O que as duas faziam era enganar os demais. Não prestavam atenção na aula, copiavam as listas de exercício e colavam muito, mas se matavam de estudar em casa. Faziam isso para acabar com a concorrência no vestibular. A outra garota do grupo só colava, mas não estudava. Chegou no terceiro ano e se deu muito mal, já que queria medicina. Começou a se matar de estudar, mas havia perdido muito tempo. Ela, que não falava comigo, viu que tinha estado do lado errado e começou a se aproximar aos poucos de mim, principalmente quando eu virei monitora. Outros também se deram mal por causa disso.

Voltando à garota em questão, ela debochava do meu comportamento. Ela chegava a gritar "Gerson, Gerson!", fazendo alusão a "Lei de Gerson", de querer tirar vantagem em tudo. Outros também costumavam me dizer que o mundo é dos espertos. Belos espertos, que não passaram no vestibular. A verdadeira esperta sou eu, que passei bem sem me matar de estudar e fazendo ballet tanto o quanto queria. E ainda tinha tempo para jogar os meus joguinhos de video-game e computador, dos quais nunca abri mão. Prestar atenção na aula e fazer as listas de exercício seriamente, eis os meus segredos. Tá certo que eu sempre tive facilidade para aprender. Mas essa fórmula já ajuda muito para qualquer um.

Depois de uma reunião dos professores, a tal professora de português disse que, por ela ser muito inteligente, ela fazia todos os exercícios mais rapidamente e então fazia bagunça. Só que isso não era verdade, porque ela não fazia nenhum exercício em aula. E quem costumava terminar tudo rápido era eu e não ela. Isso aconteceu porque ela começou a se dizer super dotada. Como em outros casos que eu já contei, todo mundo acreditou. Só que ela nem tinha o raciocínio tão rápido assim se comparado ao meu, por exemplo. Ela dizia que tinha feito teste de Q.I. e que dera que ela era super dotada, mas nunca disse quanto dera no teste. Assim é fácil! Também vou sair dizendo que tenho um milhão no banco, que sou a melhor atleta do Brasil, que tenho chances de ir ao PAN, que meus artigos saíram nas melhores revistas, etc. Pior que todo mundo acreditaria.

No segundo ano ela ganhou duas vezes o prêmio que os funcionários dão para os alunos. Na primeira vez, foi aplaudida. Contudo, na segunda, ninguém gostou. Até porque ela não merecia. Até a psicóloga estava sem graça para lhe entregar o prêmio.

Ela ainda era descaradamente paquerada pelo diretor do colégio. Uma vez, ao fazer uma reclamação, ela disse que sabia que estava sendo chata. Ele a interrompeu e disse que ela não era chata, que era linda. Em outra situação, ela jogou uma apostila repetida fora. Ele reclamou com ela, dizendo que isso doía no coração dele. Uma vez ele a chamou para conversar e um amigo disse que ele iria chamá-la para ir para a cama. Quando ela já era monitora, na festa dos funcionários, ela estava dançando. A roupa era até comportada, mas ele ficou parado babando.

No terceiro ano, muitos alunos novos entraram para a turma. Ela começou a falar mal de mim para muita gente, contando que eu dedurei a cola. Por causa disso, muitos começaram a se aproximar de mim para ver quem eu realmente era. Como viram que eu não era má, fizeram amizade comigo e ficaram contra ela.

Por estar estudando muito, ela não estava fazendo exercícios e começou a engordar visivelmente. Suas celulites ficavam à mostra. Mas por dizer que malhava muito e que estava magra e forte, todo mundo acreditava. Chegava ao cúmulo de dizer que tinha 10 % de gordura. Eu que sou atleta, no melhor da minha forma nunca cheguei a tal, mesmo no protocolo de Faulkner. Ela, que não era atleta, tinha a perna bem mais grossa que a minha e muitas curvas nunca seria assim tão magra.

Ela era da comissão de formatura, da qual também fazia parte o diretor de ensino. Começaram a dizer que a comissão estava desviando o dinheiro para comprar calça nova, etc. Eles foram lá na frente provar que não faziam nada de errado. Ela chegou para mim e disse que estavam agindo honestamente. Não respondi. Todavia, jamais dissera que eles estavam roubando. O que ela queria, ela não dizia que era a "esperta"? Como Fizera fama de desonesta, era natural que a acusassem. Só não me pergunte quem a acusou. Se bobear, foi uma "amiga" dela.

Daí ela passou a dizer que o ambiente da turma era péssimo e que havia muita carga negativa ali. Como já dizia a minha avó: "Quem semeia vento colhe tempestade."

Já na faculdade, ela foi fazer economia na PUC, enquanto eu fui fazer engenharia. Nos dois casos, tínhamos que estudar Cálculo I. Mais ainda, tínhamos o mesmo professor. Não é que ela apareceu na minha frente depois do primeiro teste para saber as questões. Claro que não dei. Cara de pau!

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