Pantera Cor de Rosa

Este é o blog de Juliana Carpes Imperial, mais conhecida pelos desconhecidos como a Pantera Cor de Rosa por volta e meia ir correr toda de rosa.

domingo, abril 29, 2007

Estórias do Colégio 7 - Diretora do Colégio


Antes de começar a postagem, devo esclarecer que o meu colégio do segundo grau era parte de um curso. Então, quando falei do diretor aqui, me referia ao diretor de ambos. O mesmo com relação ao diretor de ensino. Porém, neste texto refiro-me a diretora apenas do colégio.

A foto acima não poderia ser melhor. Ela se arrumava demais, tinha um cabelo cor de cenoura e sempre usava maquiagem muito forte. Não era simpática, mas também não era durona como se imagina que as diretoras de colégio sejam. Até porque, como disse na postagem à qual me referi acima, deixava a cola rolar solta se fossem as queridinhas dela que colassem. Não me esqueço de uma prova de história em que todos exceto eu colaram e só uma garota, de quem ela não gostava muito, teve a prova zerada. O meu amigo que também não colava me contou que ela olhava de cara feia se via alguém que não elas colando. Mas se elas o fizessem, todos fechavam os olhos. O engraçado é que até os professores durões com cola as deixavam colar. Claro que eram ordens de cima.

Como eu denunciara a cola, essa diretora passou a ter implicância comigo. Ela também era psicóloga, porém psicologia não era com ela. Uma vez me colocou sozinha para fazer a prova dando a entender que eu poderia colar. Quem me conhece bem sabe que eu jamais fiz ou faria isso. Sempre preferi tirar zero a colar.

Uma vez, ao conversar comigo em sua sala, ainda no primeiro ano, disse que todos os alunos eram os melhores de seus respectivos colégios de origem, uma grande mentira pregada pelo diretor geral e que um aluno da minha turma, apesar de suas notas baixas e de ser bagunceiro, seria muito bem vindo em qualquer colégio. Eu, com a minha sinceridade mordaz, disse que isso não era verdade e que aquele garoto ficava em recuperação. Sei disso porque estudamos no mesmo colégio no início do ginásio. Mais ainda, uma garota da minha turma vinha de uma reprovação em seu colégio de origem. Soube por ela que o diretor geral lhe dissera que ela não havia sido reprovada tão mal assim. Isso não existe!

Apesar de não gostar de mim, quando alguém fazia uma reclamação sobre um professor, ela me consultava, para saber se era verdade mesmo. Ela sabia que eu não mentia.

Uma vez ela disse para a minha mãe que eu gostava era de homens mais velhos, se referindo a este professor de português. Ela deve ter ajudado a espelhar essa estória ridícula.

Algo que eu detestava nela era o fato de ela (principalmente) e o diretor geral manipularem o tal prêmio que os funcionários davam para os alunos. Ainda, no mural, sempre se colocavam os aniversariantes do mês. Quando era o de uma queridinha, e só ela fazia naquele mês (a turma até o segundo ano era pequena) sempre havia uma mensagem do tipo "neste mês de ... nossa querida amiga ...". O pessoal não gostava disso. Diziam, será que no meu vão colocar isso também? A puxação de saco era descarada.

Ela vivia valorizando os que tiravam notas altas nas listas de exercício, mesmo no caso de haver cópia descarada. O pessoal costumava fazer em grupo da seguinte forma: eram 9 matérias + redação; cada um colocava o monitor para fazer 3 e depois copiava as respostas dos demais nas outras matérias. Ou seja, ninguém fazia nada. E quando ela ou o monitor dividia a nota por causa de cópia, nunca pegavam as queridinhas. Já me dividiram a nota porque copiaram o meu sem eu saber. Também já me ameaçaram dizendo: "Próxima cópia = 0". Deviam ter copiado o meu novamente.

Eu fazia ballet clássico na época e ficava mais tempo no ballet do que nos estudos. Mas as minhas notas sempre foram altas. Ela dizia que eu tinha que sair do ballet para tirar notas ainda mais altas. Respondia que estava satisfeita com as minhas notas. Duas das queridinhas faziam ballet e pararam. Embora colassem, se matavam de estudar em casa. Ela me perguntou se eu não queria passar em primeiro no vestibular. Respondi que preferia o ballet. No final das contas, fiquei com os dois. Minha mãe teve que ir no diretor geral para que parassem de dizer que eu tinha que sair do ballet antes de eu ir para o terceiro ano.

No terceiro ano, no primeiro simulado, fui a quarta do colégio. A diretora me elogiou e ficou feliz. No segundo, fui a segunda do colégio e nona contando o pessoal do curso, perdendo para a sua principal queridinha no desempate. Também ficou feliz. Meus amigos disseram que roubaram para ela. Nesses dois ela foi a primeira. No seguinte, as posições se inverteram. A partir daí a diretora virou a cara para mim. No quarto, fui a primeira geral. Ela só falava comigo, puxando meu saco, na frente da minha mãe. Ela nunca aceitou o fato de estar errada por dizer que eu tinha que sair do ballet para ser a melhor. Sem falar que fui melhor que a sua queridinha.

Já como monitora, ela nunca me colocava para corrigir as listas de exercício do pessoal do colégio por não gostar de mim.

Por fim, uma vez no jornal deu que ela chamou um táxi e mandou uma menina para a casa por desavenças pedagógicas. Nunca soube qual foi o resultado dessa confusão.

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