Pantera Cor de Rosa

Este é o blog de Juliana Carpes Imperial, mais conhecida pelos desconhecidos como a Pantera Cor de Rosa por volta e meia ir correr toda de rosa.

sexta-feira, abril 27, 2007

Tartarugas Ninja


No início, quando o desenho começou a passar na TV, eu não me interessava nem um pouco por ele. Achava ruim mesmo sem nunca ter visto. Talvez porque minha mãe vivesse falando mal do desenho, dizendo que era bobo. Isso é bem verdade, mas não o torna ruim.

Até que um dia os meus vizinhos vieram com o jogo do Nintendo das Tartarugas Ninja para jogar aqui em casa. Quando vi o jogo, logo virei a cara. Porém, ao ver o quanto eles e a minha irmã se divertiam, parei para ver e vi que o jogo era muito bom.

Passado algum tempo, compramos o jogo importado. Esse era muito difícil, pois os personagens só tinham 3 vidas. O jogo em si não era tão difícil, mas o Destruidor no final era um chefe muito complicado. Não vi outro jeito de vencer a não ser nunca perder vidas durante o jogo e acumular vidas durante o mesmo, ficando matando um monte de inimigos que se repetem durante o jogo. Com muita insistência, consegui tal feito e finalmente venci o jogo. Obviamente estava apaixonada pelo jogo.

Mas antes disso, estava vendo a Xuxa quando passou o desenho. Isso foi no final de 92. Era o episódio no qual o Baxter se transforma em mosca. Gostei muito. No dia seguinte, queria assistir novamente, mas não me lembrava do horário do desenho. Acabei não vendo. Só depois me lembrei que era às 12h. No outro dia, consegui ver. Meu coração pulava! Era paixão na certa.

Quando a Xuxa acabou e entrou a TV Colosso, tive medo que o desenho deixasse de ser exibido. Para a minha surpresa, entraram novos episódios, de quando eles vão para a Europa, que na minha opinião são os melhores da série. Eu chegava a chorar de tanto rir de tão engraçados que eram.

Até que o desenho deixou de ser exibido. Fiquei muito triste. Cheguei a chorar. Ele chegou a voltar a passar algumas vezes, mas nunca de forma muito contínua e com espisódeos fora de ordem.

Naquela época eu jamais admitiria que adorava o desenho. Apesar de sempre ter tido personalidade forte, minha mãe sempre ficava me cobrando maturidade, dizendo que eu tinha que arrumar namorado. Quando arrumei, ela falava mal dele e não queria que eu transasse com ele. Como ser madura, se ela nunca me deu liberdade para viver a minha própria vida? E esse negócio de arrumar namorado é complicado. É difícil eu gostar de alguém. Eu sei de cara quando alguém me serve ou não, ainda que não saiba disso conscientemente. Como sou uma pessoa muito diferente das demais, é difícil isso acontecer. Prefiro ficar sozinha a ter alguém só para me divertir.

Ficava muito triste quando não podia ver o desenho. Na oitava série, quando tinha horário vago e eu podia ver o desenho, ficava irritada porque minha mãe vinha me buscar e voltava lerdando (como sempre!) ou se atrasava, fazendo com que eu perdesse parte do desenho. Porém, quando eu pude voltar sozinha, eu voltava feito uma bala, chegando a correr pelas ruas.

Pior ainda era quando ela me arrastava para a piscina. Sempre detestei sol. Tanto que só vou correr depois de passar uma camada bem grossa de protetor solar e com viseira. Aliás, não saio sem ela. É ridículo? Então sou ridícula. Sol na minha pele, nem pensar. Obviamente, chegava em casa depois do desenho.

E quando ela me botava de castigo, me proibindo de assistir televisão. Minha mãe me colocava de castigo por qualquer coisa e pelos motivos mais ridículos que se pode imaginar.

Mas o pior mesmo foi quando eu queria ver o desenho e a minha irmã estava vendo outra coisa e não quis mudar de jeito nenhum. Só que ela não tinha tanto interesse. Tanto que ela nem terminou de ver o que estava assistindo. Ainda hoje não consegui ver o tal episódio completo, o da Rádio Pirata. Por isso, passei a alocar a televisão bem cedo e quis ter uma e um vídeo cassete, para poder gravar os desenhos, algo que cheguei a fazer, embora só em preto-e-branco. Minha mãe dizia: "Gravar isso daí? Rindo tanto dessa besteira aí? Vê se cresce!!" Nisso eu não quero crescer, não.

Hoje em dia eu assumo para todo mundo: "Eu amo as Tartarugas Ninja! Eu amo os Cavaleiros do Zodíaco!" Estou pouco me lixando se alguém vai dizer que sou infantil. Se isso me faz infantil, então sou mesmo e com muito orgulho. Não estou fazendo mal a ninguém. Ao menos sou feliz, fazendo o que eu gosto.

Mais ainda, para a minha felicidade geral estão lançando os episódios da série clássica em DVD. Não gosto da nova série. Perdeu o que havia de melhor, o besteirol. Comprei todos os que lançaram até então, pegando até a quarta temporada. Estão todos em inglês. O chato é que eu estava acostumada com as vozes e as piadas da versão brasileira, que são bem diferentes. O primeiro não tem legendas. Sorte que eu entendo muito bem o inglês. Claro que não dá para entender 100 %, pois não conheço certas gírias. Até nisso o desenho é cultura, pois eu aprendi várias gírias novas.

Algo que eu também gostava muito no desenho é que ele tinha um certo lado cultural, falando um pouco do renascentismo e, quando eles viajam para a Europa, são mostrados lugares importantes no velho continente. Meu personagem favorito é o Baxter Stockman quando humano. Como mosca ele é muito chato, só pensando em se vingar.

Claro que hoje em dia a paixão não é a mesma de 15 anos atrás. É fato que não tem a mesma graça. Todavia, é muito bom lembrar a infância. Eu sonhava muito com o desenho. Tanto assistindo episódios como estando dentro deles. Engraçado que eu sonhava com episódios que eu ainda não havia visto, que depois passavam de fato. Até nas minhas brincadeiras havia personagens baseados no desenho.

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3 Comments:

At 1/12/2008 4:58 PM, Blogger Lóginus said...

Adorei seu blog... tou fuçando alguns post e parei nesse!

eu AMO as Tartarugas Ninjas... e VENERO os Cavaleiros do Zodíaco.

Também gostava muito das versões de Nintendo 8bits e chorei de alegria quando consegui jogar a versão do Super Nintendo (que dá pra arremessar os bonecos na tela.. era irado!!)

Legal o post, um misto de tudo, fala sobre paixões da infância e sua divertida/conturbada relação com sua mãe... gostei muito!

Com certeza vou visitar aqui mais vezes, ok?

Cawabunga!!!


- Luciano

 
At 1/16/2008 7:16 PM, Blogger Pantera Cor de Rosa said...

Realmente, aquilo de jogar o personagem contra a tela é muito legal.

No jogo 2, do NES, havia um bug engraçado, em que a tartaruga podia ficar presa no alto da tela.
Isso às vezes podia acontecer com você e o foot soldier também. Isso chegou a acontecer com você?

Beijos.

 
At 1/16/2008 11:52 PM, Blogger Lóginus said...

Ih.. não aconteceu não. Mas adoro esses bugs dos jogos de NES.

Mas, a versão dois era a "The Arcade Game" ou "Manhattan Project"? Pq tinha uma versão antiguinha que dava muitos bugs: o TMNT 1!!

A propósito, a versão japonesa de Megaman 3, se no controle 2 vc pressionasse pra direita (ou pra esquerda? não lembro mais... rs) o seu personagem dava super-pulos e ficava invencível nos abismos! Não era macete, era bug mesmo!

bjão!

 

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