Pantera Cor de Rosa

Este é o blog de Juliana Carpes Imperial, mais conhecida pelos desconhecidos como a Pantera Cor de Rosa por volta e meia ir correr toda de rosa.

sábado, janeiro 03, 2009

Uma Aventura em Volta Redonda



Estava na hora de voltar a competir e a única corrida boa mais próxima era lá em Volta Redonda. Longe, mas mesmo assim decidi viver uma aventura indo correr lá.

A aventura começou na hora de comprar a passagem de ida. Saí do trabalho antes das 20 h e peguei um ônibus que ía para a rodoviária. Para começar os contra-tempos, peguei um ônibus que dava a maior volta. Como era sexta-feira, dia 12/12/08, além do pessoal que vai viajar ou beber, estava chovendo e havia aqueles que estavam indo fazer as compras de Natal. O resultado foi um engarrafamento gigantesco até a rodoviária. A compra da passagem e a volta para a casa foram rápidos. Entre um e outro, comprei dois enormes sacões de pipoca, já que a fome era negra.

Na ida para lá, não levei casaco e passei frio no ônibus e na cidade do aço. Chegando lá, minha rinite alérgica logo sentiu a poluição. Ao contrário do que pensei, o local para a retirada do kit não era "logo ali" como me disseram. Era uma longa caminhada até lá. Disseram-me que dava para ir a pé. Até dava, mas era muito chão. Teria sido melhor ter pegado (pegado é de fato o correto) um ônibus. O pior é que o ônibus para chegar na cidade andara muito devagar e chegara em cima da hora para o fim da entrega dos kits. Sorte que muitas pessoas também se atrasaram e eles entregaram os kits por bem mais tempo.

Como a corrida era de graça, muitos dos inscritos não foram. Ao contrário do que pode se pensar, a corrida foi super-organizada, com estrutura de corrida grande. A pontualidade foi britânica (com todas as mulheres saindo antes dos homens, como acho que deveria ser em todas as corridas), muitas frutas, água e isotônicos, percurso com ruas fechadas e dois tapetes de cronometragem no meio do percurso para evitar cortes de caminho, coisa que nem na São Silvestre acontece (eu já vi gente cortando caminho na São Silvestre). Durante o percurso havia várias pessoas no apoio indicando o caminho. Até exame anti-dopping teve. A prefeitura da cidade dá todo apoio à corrida, assim como a de Nova Iguaçu faz em sua respectiva corrida.

A premiação era boa. Logo, o nível da corrida estava bem forte, com atletas de São Paulo e quenianos. Por causa da ansiosidade, dormi pouco na véspera. Para piorar, estava sem frequencímetro (agora, sem trema), pois o relógio estava no concerto. Saí devagar, por causa da falta de ritmo (primeira competição depois da lesão, com medo de quebrar). Do meio para a frente, senti que dava para ir mais rápido. Terminei os 10 Km com 43:42, sendo a 21° no geral feminino, 10° na faixa-etária de 18-29 e 114° no geral absoluto. Como estava frio, a temperatura ajudou. Para a re-estréia, foi um bom resultado. Não ganhei nada, mas valeu.

Me esqueci de que haveria sorteio e fui embora, pegando um ônibus para a rodoviária, que ficou preso no trânsito devido ao fechamento da rua principal para a corrida. A volta para a casa foi tranquila, mesmo com o show da Madonna. Tudo valeu a pena!

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