Pantera Cor de Rosa

Este é o blog de Juliana Carpes Imperial, mais conhecida pelos desconhecidos como a Pantera Cor de Rosa por volta e meia ir correr toda de rosa.

quarta-feira, outubro 14, 2009

Show do Nobuo Yamada no Rio de Janeiro


Conversando com o meu massagista às vésperas do evento, fiquei sabendo que os ingressos antecipados para o Aquecimento Anime Family já haviam esgotado e que só daria para comprar na hora. E, pelo que me dissera, não seria fácil conseguir por causa de fila. Cheguei a ligar para um dos postos e me disseram que os ingressos já haviam acabado há muito tempo. Nem adiantaria tê-los procurado logo depois de saber que meu cantor favorito estaria no Rio. Conversando com um rapaz da comunidade do Nob, ele falou que também não conseguira antecipado e que ia chegar cedo na fila. E ainda me disse que no ano passado não conseguira comprar o ingresso para o evento principal mesmo esperando por horas.

Como esse não é o evento principal e não são o Kageyama nem o Endo, que são muito mais famosos e têm comunidades no Orkut bem maiores, acreditava que conseguiria meu ingresso facilmente, mas não sem o sacrifício de acordar cedo para ficar na fila. Só não entendo como o cantor de Pegasus Fantasy pode ser menos famoso. Será que é por não ter tantas músicas famosas?

Como nunca tinha ido a um evento de cultura japonesa, não sabia se iria gostar. Esse tipo de evento reúne muitos adolescentes, que fazem muito barulho por nada. Com certeza quase não vai ter gente mais velha. Afinal, não conheço quase ninguém que gosta disso da minha idade.

No dia 4, cheguei às 8:10 na fila, que ainda estava relativamente pequena. Fiquei lendo uns artigos sobre árvores de decisão do meu projeto de pesquisa para matar o tempo. E tome de espera. Uns garotos estavam vendendo um ingresso antecipado. Mas como saber se era de verdade ou se não estavam agindo como cambistas? Resolvi esperar. Ao menos a espera era divertida, pois era legal ver as fantasias e pessoas com chapéus de orelhas de coelhinho. Uns tinham orelhas bem pequenas. Outros eram enormes, com orelhas quase indo até os pés. Também era engraçado ver umas pessoas com umas plaquinhas com mensagens. Outros as usavam para fazer votações, como para saber quem é o personagem mais gay (Afrodite qanhou de barbada!). Durante a espera, me cadastrei para um suposto sorteio de um curso de design gráfico no curso Seven que é furada. O curso é de graça, mas não é registrado no MEC e o material didático custa uma fortuna. A espera na fila foi longa, só entrando na Gama Filho quase ao meio dia.

Ao contrário do que tinha planejado, resolvi não voltar para casa e retornar ao evento apenas perto da hora do show. Como tudo era novidade, resolvi curtir.

Realmente, tinha muita garotada de 14 a 17 anos. Porém, também vi vários adultos, da minha idade e até mais velhos. Percebi que na fila havia certo preconceito dos adolescentes com relação à presença de gente mais velha no evento. Um falava de um professor de 40 que havia pedido para ele comprar o ingresso com certo tom de desdém. Outro falava de uma mulher de 36 que parecia 23, algo parecido com o meu caso. Também notei que muitos moravam longe, no subúrbio, tendo vindo de trem (inclusive eu). Ali não parecia ser o local de pessoas ricas. Até porque pessoas ricas muitas vezes têm preconceito contra coisas baratas, que acabam taxadas como coisas de pobre. Apesar de o evento ser barato, para fazer bons cosplayers é necessário ter muito $$.

Primeiramente, visitei a praça de alimentação do shopping da universidade que não tinha nada que me atraísse. O próprio Frank falou que o shopping era simples e que as lojas mudam com frequência. Como tinha levado o que comer, só comprei uma pipoca por lá.

Nos estandes de vendas, havia broches, pingentes, anéis, miniaturas, chaveiros, bonecos grandes, bichos de pelúcia, camisetas, chapéus de orelhas de coelho de todos os tamanhos e cores, plaquinhas e caneta com apagador para mandar mensagens, partes de cosplays (como a faixa de cabeça do Naruto), mangás, animes e, CDS e DVDs de bandas japonesas que tocavam nos estandes. Algumas pessoas cantavam junto com as bandas. Pensei em comprar um chapéu de orelhas de coelhinho, mas como quase não usaria, desisti. Obviamente, comprei uma camiseta e dois chaveiros de "Os Cavaleiros do Zodíaco", sendo um do gêmeos para a minha mãe.

Depois de ver os estandes, onde havia muita coisa, fui passear no evento. O animekê estava desanimado. Fui olhar um pouco os desenhos que as pessoas faziam, os jogos de fliperama, paquerar as comidas, ver o pessoal concentrado jogando RPG e a enorme quantidade de emos (inclusive um dos apresentadores era emo). O que mais fiz foi admirar os cosplayers e tirar muitas fotos. O que me espantou foi a quantidade de gente gorda. E o pior é que algumas pessoas usavam roupas curtas que deixavam a barriga de fora. Acho que esses otakus não são muito fãs de exercício físico. Também achava engraçadas as mensagens nas plaquinhas, que algumas pessoas usavam para pedir dinheiro. Deveria ter arrumado uma dessas para pedir ajuda à atleta. Vi também parte do 1° episódio do Lost Canvas em uma TV enorme. Está muito bom. Mas como eu vou poder assistir a isso depois e em português, resolvi ir curtir as bandas de j-metal e, principalmente, o concurso de cosplayers.

O apresentador, o Kuroda, é muito engraçado, me lembrando o Bussunda. Muitos cosplayers eram ruins na hora da apresentação, quando o Kuroda fazia um gesto muito engraçado para mostrar que a apresentação foi ruim. Acho muita cara de pau subir ao palco para fazer um teatro mal-feito. As roupas em si até que estavam legais. O sistema de som era ruim e falhava constantemente, atrapalhando as apresentações. Vi tudo de pé em cima de uma carteira de uma sala de aula, onde a vista era excelente. Sempre mexiam com as mulheres bonitas, não escapando nem uma das apresentadoras.

Se eu fosse cosplayer, eu faria a Saori ou a Yuzuhira do Lost Canvas. Como tenho corpo para mostrar, tenho a certeza de que ficaria ótimo. Uma fantasia bem feita e uma boa apresentação certamente fariam sucesso.

Mas o melhor ainda estava por vir. Assim que os desfiles de cosplayers estavam acabando, fui lá para frente do palco, bem no meio, com visão privilegiada. Também chegaram perto outros fãs, como o Gohan Bombeiro, sua namorada, a Nina, e outras duas simpáticas meninas. Antes do show, havia uma banda de j-metal brasileira, no estilo do Sepultura, só que cantando em japonês. Eu estava com o livrinho do Make-Up nas mãos para mostrar ao Nobuo Yamada. Quando os músicos no palco foram beber água, disseram-me para guardá-lo, pois seria um pecado deixar cair água naquela preciosidade. E seria mesmo.

Enquanto o show não começava, pois atrasou em meia hora, uma das meninas do meu lado fez mostrou um belo desenho dele e escreveu um cartão em japonês. Perguntei se havia escrito: "Lindo, tesão, bonito e gostosão!". Brincadeiras a parte, acho que isso seria desrespeitoso. Elas me contaram que em São Paulo ele foi chamado de gostoso e entendeu, fazendo pose e respondendo: "Sou gostoso". Elas ainda me ensinaram o significado da palavra tokusatsu, que é o que é o Jaspion, Changeman, etc. Durante a espera, o Kuroda fazia umas graças, como pedir para cantar uma música começada com "Faça elevar" (sugestão do Gohan). Ainda antes do show, por segurança, apareceram vários membros da organização e ficaram em frente ao palco, para evitar que algum engraçadinho subisse lá, coisa que não aconteceu.

Até que chegou a hora de o Nobuo Yamada entrar no palco para delírio geral, principalmente para mim, que gritei feito uma louca durante o show inteiro. Como não tinha banda, o som passava atrás. Contudo, ele cantava de verdade e colava algumas das letras. É que japonês é tão difícil que ele mesmo deve se confundir. Logo no início, o som falhou e ele parou onde estava, ficando estático e de boca aberta, esperando o som voltar. Como a música de entrada foi "Pegasus Fantasy", todo mundo, até os fotógrafos, estavam empolgadíssimos.

Ele também estava animadíssimo apesar de extremamente cansado. Ele chegara na manhã do dia do show depois de 30 h de vôo e iria para POA no dia seguinte. Mesmo exausto, ele dava tudo de si em cada música. Eu pulava e mostrava o tempo inteiro o livrinho do Make-Up para ele. Ele deu tchau para mim durante o show, o que dá para ver nos vídeos do Gohan. E adorou ver o desenho da menina. Não sei se foi isso que a deixou emocionada ou o fato de algumas músicas terem letras bem tristes. Set list:
1 - Pegasus Fantasy
2 - Only for Love
3- Can't say good bey
4- Sayonara Wariors
5- Go go Sentai Boukenger
6- Boukenger go Fight
7- Never
8- Blue Forever
9- Pegasus Fantasy (português/japonês)

Só achei que o show estava muito vazio considerando o cantor que estava no palco. Acho que o show foi pouco divulgado e num dia ruim. Se fosse no domingo, certamente teria lotado. Mas o público estava empolgadíssimo, o que contagiava o cantor. Ele falou um palavrão para dizer o quão bom estava o show e disse que havia um kizuná (o mais alto grau de amizade) entre ele e a platéia. Ambos foram repetidos várias vezes e em coro pelo público. Como mediador, estava o Ricardo Cruz, cantor da versão brasileira de Pegasus Forever e da banda japonesa JAM. Ele também pareceu ser bem legal e ficou feliz quando uma das meninas do meu lado mostrou braceletes e bandanas da banda.

Quando parecia que o show havia terminado, após Blue Forever, as meninas e eu fomos para traz do palco. Nós o chamamos e ele veio com a maior simpatia. E ELE APERTOU A MINHA MÃO!!! Ele foi chamado de volta ao palco, quando cantou em português, e eu corri novamente para lá e depois corri de volta para falar com ele, mas a organização fez uma rodinha e o levou até um lugar sem ninguém. Uma pena, pois só queria um autógrafo no meu livrinho do Make-Up e, quem sabe, trocar umas palavrinhas com ele. Teve um cara no Orkut que conseguiu ir no camarim dele. Se eu conhecesse alguém da organização...

Esse evento me rendeu frutos deliciosos que eu simplesmente não esperava na época do show. Fiz amizade com o Gohan, um cara de 29 que se define como uma criança grande e é fanático por cultura japonesa. Ele é fã do Make-Up desde os anos 90, quando conseguia acessar a música em fitas cassetes importadas. Ele não me pareceu conhecer as mais antigas (e melhores!). Aliás, me chamou a atenção do fato de ter gente com aproximadamente a minha idade no show em quantidade razoável, onde a média de idade era bem maior do que a do evento em geral.

Quanto ao fato de ele ser uma criança grande, digo sem dúvida que gente assim é gente feliz. As pessoas me criticam por eu ser assim. Por isso pareço mais nova e não envelheço. Pode-se ser criança sem ser infantil; ser jovial e não ser irresponsável.

Para finalizar:
1- Fotos dos cosplayers e suas apresentações;
2- Fotos do show, e
3- Vídeos do show: parte 1, parte 2 e parte 3

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