Pantera Cor de Rosa

Este é o blog de Juliana Carpes Imperial, mais conhecida pelos desconhecidos como a Pantera Cor de Rosa por volta e meia ir correr toda de rosa.

terça-feira, novembro 24, 2009

Circuito De Corridas Cross Anti-tabagismo da Sulacap


Como ganhei a inscrição de graça nessa corrida por ser sócia da AVAT, resolvi participar. No dia 21 de novembro, fui pegar o kit da corrida no centro da cidade. Quase que entro numa das entradas do Teatro Municipal por engano. Chegando lá, peguei meu número e camiseta. Também fiquei sabendo que havia dado um problema e que não teria chip. Não entendi direito o que aconteceu, mas acho que quando se promete uma coisa, deve-se fazer qualquer coisa para cumpri-la. Se não se tem a certeza de que vai dar para colocar chip, não se põe isso no prospecto. Lá eu também fiquei sabendo através do Cel. Rabelo que não teria muita mulher forte.

No dia da corrida, acordei às 6 h. Assim que acordei, ouço meu celular tocar. Era o Thiago, que resolveu fazer surpresa e ir junto comigo à corrida. Porém, por causa do sono eu não entendia quando ele dizia que estava na minha porta. Eu respondia: "Que porta?". Isso acabou me apreendendo, pois estava com os minutos contados e precisava pegar algo para ele comer (2 bananas e um pit stop) e lhe fazer um café preto. Para piorar, ele veio de calça jeans.

Não havia outro jeito a não ser ir trotando até o ponto de ônibus em frente a UERJ para pegar o 383, que vai para Realengo e que passa no Sulacap, local da corrida. Se ele tivesse me avisado que viria, teria acordado mais cedo e não seria necessário fazê-lo correr junto comigo. Embora devagar, ele estava de jeans, com mochila e levando as minhas coisas. Falando nisso, meu porta-tênis se rasgou por eu colocar objetos demais dentro dele.

Ao pegar o ônibus, ele ficou brabo pois havia uns caras que ficavam me olhando, especialmente um homem negro, que tinha cara de tarado. Se fosse o caso, daria com a garrafa d'água na cabeça dele. Perco a garrafa mas não perco a honra. Havia lugares quando entramos, mas os acompanhantes nos bancos com vagas não eram lá muito convidativos. Quando conseguimos sentar, coloquei meu número e passei parte do meu protetor solar.

O ônibus correu loucamente, o que fez com que chegássemos rapidamente. Só que o ponto era perto do início da Av. Marechal Fontenelle e o quartel da PM onde seria o cross era no n° 2906. Haja trote até lá, o que deixou o Thiago muito cansado. Ao contrário do que pedi, ele não comeu as bananas na viagem por sempre enrolar para comer. Chegando lá, as bananas haviam se dissolvido, o que fez com que eu reclamasse com ele. Desperdício de comida com tanta gente passando fome no mundo é um crime que não deve ser cometido. Como as bananas sujaram a mochila, ele teve que lavá-la juntamente com o seu conteúdo.

Como estava muito quente e eu estava com um short por cima, lhe emprestei minha camiseta e o short. Ele reclamou que o short era muito curto e parecia a tanga do He-Man. O meu é que parecia por ser sunguinha. Como ele é magrinho, parecia um fundista mesmo. E não é que ele resolveu correr, mesmo sendo cross e no calorzão! Como nunca nem treinou, as instruções eram para que pegasse leve e não saísse lá na frente. Ele correu sem inscrição pois elas custavam R$ 25,00 e só tínhamos o dinheiro da passagem. Um senhor, Cirilo, até tentou conseguir uma inscrição para ele. Todavia, o organizador, o Cel Rabelo, não estava por perto.

A corrida estava marcada para às 8:30. Contudo, parte do staff, escoteiros, se atrasaram por terem ido ao quartel general da PM lá no centro achando que a corrida era lá. Até chegarem e serem colocados em seus postos, demorou muito. Com isso, a corrida só começou às 9:45, debaixo de um sol muito forte. Muito forte também fui eu no início, saindo na frente de todas as mulheres. Acabou que fui passada pela Valdenize (1°) e Lindalra, da Guarda Municipal (2°). Se eu tivesse me preparado como se fosse competir para valer, sem ir à festa da Natália na sexta, comendo macarrão e dormindo às 20 h no sábado, teria conseguido o 2° lugar. Entre os homens, o 1° foi o Frazão, da PM. Entre todos, fui a 26°.

Como estava muito quente, minha boca ficava seca. Acho que 2 postos d'água foram insuficientes devido ao calor. Outro problema foram as marcações de quilometragem, que estavam completamente erradas. Meu tempo, de 34:54, sem estar em plena forma e sem ter me preparado direito foi baixo demais para a prova, mesmo com o fato de o percurso ter sido relativamente fácil para um cross. Teve uma hora que eu me confundi no percurso, achando que era para passar por debaixo de um obstáculo, quando era para dar a volta. Meus tênis é que voltaram muito sujos de uma lama cinza.

Cheguei pouco atrás da 2° e não muito cansada. Só vim a senti-lo bem mais tarde. Thiago chegou morto com uns 39 min. Se tivesse sido inscrito, seria o 31° homem e o 4° da sua faixa-etária. Para quem nunca nem treinou, foi bem. O próprio Frazão e muitos outros acharam que ele tem tipo de fundista.

Após a corrida, fiquei forçando para que comesse bananas e melancia, o que ele detesta. Outras pessoas também o incentivaram a comer a deliciosa fruta vermelha que ele diz não ter gosto de nada. Já eu, obviamente, caí dentro da melancia e das outras frutas. Só não levei bananas para casa porque o calor com certeza as dissolveria.

No final, na classificação, só havia 50 pessoas e meu nome não constava da lista, pois anotaram o número errado: 174 e não 114. Achei estranho o número baixo de participantes. Afinal, antes da largada, tinha mais de 100 pessoas. Mais ainda, o número de sócios da AVAT foi muito pequeno considerando a gratuidade que conseguimos.

Demorou, mas saiu a premiação. Além de um troféu, ganhei um cheque de R$ 100,00. Se eu soubesse que seria esse o valor da premiação, que a segunda ganharia R$ 200,00 e que o nível da corrida não seria forte, certamente teria me preparado melhor.

Ao final, pegamos um ônibus que nos levaria ao quartel central da PM no centro, que também demorou muito a sair. Ele também levou alguns atletas para lá na ida. Esse ônibus, da Real, deu a maior volta antes de pegar a Av. Brasil para ir ao centro. Acho que o motorista não sabia o caminho direito. Thiago voltou deitado em meu colo, morto e enterrado. Saltamos na Av. Presidente Vargas, onde pegamos um ônibus que nos deixasse em casa.

Chegando aqui, o coloquei para passar gelo nas pernas, o que ele detestou. Para quem não está acostumado, realmente é ruim. Posteriormente, vimos os filmes "Brinquedo Assassino" 1 e 2. Depois disso, ele começou a ficar muito faminto e, devido ao cansaço, dormiu um pouco. Eu também fiquei muito cansada, mais por causa do calor do que pela corrida.

Para encerrar, ele colocou umas fotos em seu Orkut, que podem ser vistas aqui. Se alguém postar mais fotos em algum lugar, vou colocá-las em meu Orkut.

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