Pantera Cor de Rosa

Este é o blog de Juliana Carpes Imperial, mais conhecida pelos desconhecidos como a Pantera Cor de Rosa por volta e meia ir correr toda de rosa.

quinta-feira, dezembro 24, 2009

XTerra Trail Nigth Run 2009


No ano passado não pude correr essa corrida porque estava me recuperando de lesão e não poderia me arriscar. Sem falar que como a corrida passara a ser à noite, teria que ficar hospedada no Hotel Porto Bello ou em algum hotel adjacente pois não teria como voltar de lá de ônibus de rodoviária tarde da noite. Ou seja, a aventura sairia muito cara. Se eu ao menos tivesse alguém para me levar de volta ou para dividir quarto comigo, tudo ficaria mais fácil.

Para minha felicidade, em 2009, embora eu estivesse ainda rechonchuda por ter voltado de férias há pouco tempo, colocaram um ônibus executivo para nos levar e trazer do hotel. E estava barato, custando R$ 30,00. Só de ida, se eu fosse pela Viação Costa Verde, pagaria R$ 34,00. Obviamente que aceitei no ato e fiz a minha inscrição. Confesso que gostaria de poder ficar hospedada no hotel. Mesmo estando muito caro, o hotel lotou e só havia vaga nos hotéis das redondezas. Também, esse pessoal de triatlon costuma ser muito rico.

Uma preocupação minha era com tomar banho depois da corrida. Porém, ao perguntar ao organizador se haveria essa possibilidade, disseram que não. Mesmo assim, coloquei itens de banho em minha mochila. Não queria ter que tomar banho em casa depois de estar muito cansada. Em 2007, se eu tivesse ido previnida, poderia ter tomado banho na sauna do hotel.

No dia da partida, estava um baita sol. Foi difícil achar de onde sairia, pois o parque dos patins, o local combinado, é muito grande. Quando chegou o ônibus, me espantou o fato de ter pouca gente esperando, pois tenho uma amiga que não conseguira vaga no ônibus. Ela até estava lá e conseguiu a vaga no ônibus. Mas desistiu e foi de carro. Acabou que o ônibus foi bem vazio. Ao contrário do ônibus da Costa Verde, tinha banheiro e refrigerador com água gelada. Pena que a máquina de café estava vazia.

Eu, que sou previnida, levei meu macarrão. É chato comer comida não muito quente, mas fazer o quê? O pessoal que chegou lá teve uma desagradável surpresa: quem não estava hospedado não poderia consumir no bar do hotel. E olha que era pago. Isso simplesmente não me faz sentido. Eles poderiam botar um preço mais alto para quem é de fora. Esse pessoal com certeza passou fome. Eu, se pudesse, pagaria um cafezinho para ficar mais desperta. Aliás, era apenas isso o que muita gente queria fazer. Infelizmente não conhecia nenhum hóspede que pudesse me ajudar com isso.

Assim que chegamos, fomos pegar os kits da corrida, que estavam bem caprichados. Só lamento o fato de eles terem dado camisas e não camisetas, apesar de serem bem bonitas e duráveis. Depois, fui fazer umas compras, comprando um chaveiro do hotel para minha mãe na lojinha e uma toca impermeável, com o lado de fora de silicone e o lado de dentro de pano na feira do evento. Queria comprar outras coisas, como tops e maiôs, mas os altos preços me fizeram desistir.

Ao contrário de 2007, não poderíamos usar a sauna nem o banheiro do hotel, somente os banheiros químicos. Ou seja, teria de voltar toda preta para casa. Para impedir que algum não hóspede usasse as instalações do hotel, seguranças com cara de mau estavam de plantão na porta do banheiro e da sauna. Mas poderia jantar e almoçar no hotel em um determinado setor com os preços mais em conta. Eles bem que poderiam ter oferecido um serviço de banho e permitir usar o bar.

Antes da corrida, tirei muitas fotos e fucei o hotel todo. Logo após a retirada do kit, conheci os feras de corrida em montanha. Um deles me falou que a lesão de para de ganso era causada por correr em asfalto, algo de que já suspeitava. Ele me mostrou como ligar a lanterna de cabeça, já que as pilhas lá dentro não estavam com as polaridades corretamente encaixadas. Todos os feras da modalidade estavam presentes ali, mesmo não havendo premiação em dinheiro.

Quando começou a ficar escuro, não pude mais tirar fotos e fiquei no porto dos iates, onde estavam algumas pessoas que tinham ido só para a corrida. Bem que alguém poderia me convidar para dar uma volta. Ou então, seria bom ter dinheiro para pegar o eco taxi que flagrei em uma de minhas fotos.

Chegando a hora da corrida, guardei meus pertences e fui me aquecer. Liguei a lanterna para fazer uns testes e achei que iluminava bem. Me posicionei bem lá para frente. Me chamou a atenção o fato de a fera de corridas em montanha, Luzia, ser gordinha. E também o fato de muita gente correr com roupas justas e meias compridas. Eram roupas dessas cheias de tecnologia que ajudam os músculos e a manter a temperatura corporal. Como já disse antes aqui, morreria de calor se tivesse que usar esse tipo de roupa.

Dada a largada, o início era em asfalto. Tive que moderar pois minha frequência cardíaca estava alta demais. O nervoso e a falta de forma falavam alto. Nessa parte, havia a iluminação do hotel que ajudava. Porém, ao entrar na parte da fazenda, só contávamos praticamente com nossas lanternas de cabeça. E também com as de alguns membros do staff. De resto, era um breu só. Foi aí que eu percebi que as lanternas que nos deram eram furrecas. Sem falar que, de acordo com o meu massagista que faz trilha a noite, quem não tá acostumado costuma direcionar a luz quase nos pés, quando o certo é colocá-la uns 10 m a frente. Eu, sem saber isso no dia, coloquei-a logo em frente a meus pés.

Como eu enchergo mal, e no escuro a coisa piora muito, acabava que eu desacelerava com medo de não saber onde estava pisando quando o terreno era muito irregular. Obviamente, perdi posições preciosas com isso. Desta vez, ao contrário de 2007, teve vários rios, sendo que um deles era fundo. Na saída de um deles, sofri 2 quedas. Caí, demorei a me levantar e caí de novo, sujando minhas mãos de lama. Nisso umas duas mulheres me passaram.

Teve uma hora que passávamos perto de um curral e pude ver as vacas brancas se aproximando e fazendo barulho. Isso me lembrou a Moo Moo Farm, um dos easter eggs de Diablo 2. Ainda ali, sofri mais uma queda, mas desta eu me levantei rapidamente. Pelo menos, se algo me acontecesse, havia ambulâncias em vários pontos.

Durante o percurso, eu ouvia uma canção de guerra. Achava que poderíamos estar perto de um quartel ou algo assim. Ou então, talvez militares estivessem acampados fazendo treinamento. Como o som começou a ficar mais alto, achei que um dos corredores era milico. Todavia, eu estava enganada. O canto vinha de um membro do staff. Ele repetia: "A PM patrulha a noite inteira...". Certamente era um PM tomando conta da corrida. Deu vontade de dizer que era mentira. Desde quando se vê PMs por aí durante a noite. Se fosse verdade, o Rio de Janeiro não seria tão violento. Conversando com um cara depois da corrida, ele falou que havia também um cara da marinha no staff. E eu conheço um cara que afirma ser policial civil que disse que havia sido chamado para o staff mas que não iria. Pelo visto, eles sairam chamando um monte de gente da área da segurança. Talvez os tenham chamado para alguma emergência. Cortar caminho ali naquele escuro seria impraticável.

Quando voltou o asfalto, aproveitei e fui com tudo, ganhando algumas posições entre homens e mulheres. Terminei os 9 Km em 48:39. Apesar de aguardar a premiação por faixa-etária, sabia que dificilmente conseguiria algo. Acabou que fui a 170° no geral absoluto, 19° geral e a 5° da faixa-etária. Se eu estivesse em forma, teria conseguido uma colocação bem melhor.

Ao chegar, me enchi de maçã, Gatorate e RedBull. Foi tanto que nem precisaria jantar. Acabou que eu comecei a tremer de frio porque as bebidas estavam muito geladas. O campeão veio comemorar comigo, me abraçando e segurando uma enorme bandeira. Uns caras que estavam lá ficaram insistindo para que eu ficasse para a festa que ocorreria depois do evento e que me levariam de van. Eu é que não sou louca de voltar para casa com gente que nunca vi mais gorda.

Enquanto aguardava as premiações, me alongava. Depois fui ver a classificação e conversei um pouco com um dos organizadores da corrida, a quem pedi uma maneira de tomar banho da próxima vez. Se bem que seria complicado oferecer banho a umas 1000 pessoas. Fico me perguntando se esse tipo de evento é vantajoso ao hotel, pois outros hóspedes que nada têm a ver com a corrida podem se incomodar com a muvuca.

O guia do ônibus demorou a aparecer para nos levar de volta. Ele teve que ser "buscado" na organização. Uma garota voltou de pé engessado, possivelmente quebrado. Sorte que nada aconteceu comigo. Já meu amigo Gilson sofreu uma distensão próxima a um tendão do joelho. Mesmo assim, ele correu bem, ficando em 4° em sua faixa-etária. Porém, até hoje ele não recuperou completamente a forma.

Na volta tive que ir várias e várias vezes ao banheiro por causa do exceço de líquidos que eu ingerira ao final da corrida. E como o ônibus estava muito frio, eu bem que tentei cochilar mas não conseguia. Para espantar o frio, me cobri com uma toalha.

Pedi para saltar na Leopoldina e fui com um grupo até a rodoviária Novo Rio. O pessoal ia tentar pegar um ônibus urbano, contudo não havia um ônibus no terminal. Chamei um taxi da TeleUrca e voltei sã e salva para casa. Não fui dormir sem antes tomar um banho. No dia seguinte, fui trotar por volta das 12 h e adivinha quem cruzou o meu caminho: o capiroto em pessoa!

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1 Comments:

At 1/17/2010 12:50 PM, Blogger Pantera Cor de Rosa said...

O diabo, tinhoso, belzebu, satanás, chifrudo, pai do rock, etc. Como você preferir!

 

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