Pantera Cor de Rosa

Este é o blog de Juliana Carpes Imperial, mais conhecida pelos desconhecidos como a Pantera Cor de Rosa por volta e meia ir correr toda de rosa.

terça-feira, janeiro 26, 2010

São Silvestre 2009


Novamente falei que não correria a São Silvestre e mais uma vez mudei de idéia. Já é a 3° seguida. Como sempre, minha mala foi pesada por causa de comida. Além da comida (macarrão e batata cozida), tinha 2 garrafas de água de coco e muitas barras de cereal. Já a do Thiago foi pesada por causa da roupa do Bozo. Eu até estava preocupada pois na véspera ele não chegava em casa por estar na costureira, a Tia Mara, fazendo o acabamento na roupa.

Chegando na Rodoviária, como estava cedo, resolvi ir de Itapemirim e não de 1001, já que na Itapemirim tinha ônibus saindo às 7 h e na 1001, só às 7:30. Cheguei lá de ônibus. Para que pergar táxi se vários ônibus me levam até lá? Só que precisei mentir a meus pais dizendo que pegaria um táxi. O Thiago estava na fila da 1001 me esperando conforme o combinado. Compradas as passagens de executivo, fomos esperar o ônibus, onde várias pessoas iam para SP pelo mesmo motivo. Como seria feriadão, a rodoviária estava lotada e o ônibus saiu com atraso de 30 min. Infelizmente essa empresa não tem área vip, mas cobra o mesmo preço. Deveria ser mais barato.

Durante a viagem, o Thiago ficou sem o seu Game Gear, que começou a apresentar defeito, o que o impediu de jogar. Durante a parada na ida, não comemos nada, já que tudo é muito caro. Nela, o Thiago se vestiu com a roupa do Bozo dentro do ônibus para me mostrar como ficou. O ônibus era muito frio e o filme que passava no DVD, muito bobo. Era do Bill e Ted com uma cabine telefônica que era uma máquina do tempo. O maior problema não foi o filme e sim o fato de que quando o DVD acabou, o motorista não o tirou e o menu barulhento, onde os protagonistas gritam bobamente, ficava repetindo o tempo inteiro. Até que o Thiago bateu na cabine e pediu para que desligasse aquilo, para alívio dos outros passageiros. Já o filme que passou depois da parada, assim que acabou, foi tirado do aparelho. O banheiro era um problema, já que a descarga era muito forte e tinha que tomar cuidado para não levar banho com a água da privada.

Do nosso lado havia duas senhoras que iam para a corrida e o Thiago falou que uma delas o estava paquerando. Ao contrário dele, que faz cara feia quando me olham, eu nem liguei.

Chegando em São Paulo com 30 min de atraso, fomos para a fila do metrô que estava enorme. Porém, ela andou rápido. Perdemos o metrô, mas em 1 min veio outro. Ao chegarmos na estação de Trianon, saltamos e descemos toda a rua Pamplona com nossa pesadíssima mala até o hotel. Paramos no caminho para ele tirar $$ no Bradesco e seguimos até o hotel.

Lá, havia uma enorme fila para o check in e o atendimento estava muito lento. Perdi a paciência e fiz um baita escândalo. Sei que isso é feio, mas eu estava com fome e ainda tinha que tirar o kit da corrida. Eu ia almoçar numa padaria perto da retirada do Kit, mas acabou que almocei as batatas cozidas. Não dava mais para esperar pois eu estava até com dor de cabeça. Já o Thiago comprou uma lasanha 4 queijos. Me chamou a atenção a quantidade de homossexuais e emos no hotel. Vi até um casal de lésbicas.

Depois de nos estabelecermos no quarto, fomos pegar o kit, que não era longe, devidamente guiada por meu GPS: um mapa da telelistas. Chegando lá, estava meio vazio. Também, já passavam das 16 h e a entrega se encerrava às 17 h. Desta vez, o kit foi muito vagabundo. Novamente não teve café, só a amostra grátis na hora de retirar o kit. Nem sequer deram um cappuccino. E o pior, não havia o manual do atleta com o regulamento. Já a camisa era meio vagabunda e a sacola, de plástico, semelhante a de lojas de roupa. Outra coisa que me chamou a atenção foi a ausência de barracas vendendo material de corrida dentro do ginásio do Ibirapuera. Nos anos anteriores tinha muita coisa sendo vendida.

Saindo dali, passamos em frente ao Century Flat, o hotel onde fiquei em 2002, 2004 e 2007. O Thiago avistou um ex-vizinho dele, que não o viu. Nessa hora, chovia muito. Um bar onde tomei café em 2004 estava muito diferente e mais acabado. Parece que mudou o dono. Nem quis entrar ali. Fomos ao Gêmel, onde já havia encerrado o almoço a quilo. Lá é uma padaria sofisticada que também tem restaurante, semelhante à Pão & Cia aqui no Rio de Janeiro. Lá eu pedi peito de frango grelhado, arroz e feijão. A comida estava boa e em quantidade generosa. Por fim, um expresso grande. Já o Thiago pediu um suco de laranja.

Depois fomos ao supermercado comprar água, um copo de plástico e gilete para ele fazer a barba. Ele queria comprar também mais pancake branco para fazer o Bozo, só que nenhuma farmácia tinha.

Voltamos ao hotel encharcados, pois não levamos o guarda-chuva conosco. Fomos tomar banho e depois fomos dormir. Não consegui dormir direito pois o Thiago fazia barulho com a garganta por causa do ar-condicionado. Chegamos até a discutir por isso. Tanto que depois de tomar o café da manhã lá no Gêmel mesmo, resolvemos cochilar. Eu comi um enorme pão italiano com manteiga e um cappuccino de chocolate. O engraçado era que o pão não era redondo e sim comprido. Estava tudo delicioso. Já o Thiago pediu uma garrafa de iogurte, uma rabanada, um folheado de queijo e um croissant de queijo com presunto. Como ele come pouco, não comeu tudo. Lá ainda comprei nescafé para tomar café com leite e café preto no hotel, já que a mãe dele lhe mandou leite, açúcar, aveia, farinha láctea, biscoitos e frutas. As maçãs quem comeu fui eu, já que o Thiago só come banana.

Na hora do almoço, aqueci meu macarrão no microondas do hotel. De lanche, ia tomando o carboidrato, pois não teria como levá-lo comigo. Quando estava me preparando, pedia para o Thiago comer algo pois ir de Bozo naquele calor era desgastante e ele já estava cansado da primeira passada na Paulista.

Saímos trotando e logo senti a dor no lado. Seria da noite mal-dormida ou da generosidade do café da manhã? Sabe como é, não tenho tanto costume de correr de tarde, ainda mais longe de casa. Afinal, o pão que comi tinha quase 500 g e o próprio padeiro perguntou se não era muita coisa. Durante o trote na enorme subida até a largada, a dor passou.

Chegando lá, fui ao banheiro só uma vez antes da largada. Ao me posicionar, estava MUITO longe da largada, muito mais do que em 2008, mesmo saindo com os mesmos 40 min de antecedência. Em 2008, eu fiquei do lado da bandeira de 4:30. Soube depois que um cara que ficou na mesma posição que eu na corrida anterior chegara com 2 h de antecedência. Só sei que não dava para ouvir nada além da música. Só soube que largou porque todo mundo começou a andar e eu fui junto. Eu dei foi é mole durante a largada, pois não vi o tapete e só liguei o relógio alguns segundos depois dele.

Até o 1° Km simplesmente não dava para correr, apenas trotar, o que me deixou desesperada. Novamente passei por um senhor que trota devagarinho lá na Quinta da Boa Vista e que estava trotando devagarinho na corrida. Se ele só vai trotar, para que sair lá na frente? No 2° Km em diante eu pisei o pé no acelerador. Só que eu me empolguei e acabei indo forte demais para tentar compensar o 1° Km. O problema é que desta vez minha pulsação subiu bem menos (talvez por estar mais calma, o que acabou me enganando). A dor no lado voltou e eu sofri com ela durante um bom tempo. Sem falar que não consegui manter o ritmo e acabei piorando o tempo em relação ao ano passado. Se eu fosse mais comedida dava para melhorar até bem meu tempo, pois estava mais preparada. Cheguei a achar que ia passar mal, mas cheguei inteira e sem dores nas pernas desta vez. No final, um homem foi me ajudando dizendo para terminarmos em 1:10. Mas só se fosse ele, pois sabia que para mim não dava. Ainda passei pela Terezinha, que devia ter morrido, pois chegou com mais de 1:15.

O problema da má colocação dos postos d'água continuou, assim como o acelera e desacelera durante a corrida. Desta vez, não fiquei brincando com as crianças que pediam para bater na mão delas. Nem fui paquerada por nenhuma mulher na torcida. Mais uma vez teve alguém para dizer que eu era de Santa Catarina. Terminei a corrida com meu relógio marcando 1:12:49. Eis os tempos intermediários:
  • 01° Km - 4:55.9 AVG: 168 bpm
  • 02° Km - 4:19.4 AVG: 174 bpm
  • 03° Km - 4:13.3 AVG: 173 bpm
  • 04° Km - 4:41.6 AVG: 175 bpm
  • 05° Km - 4:56.6 AVG: 174 bpm
  • 06° Km - 4:41.5 AVG: 174 bpm
  • 07° Km - 4:32.1 AVG: 174 bpm
  • 08° Km - 4:46.3 AVG: 176 bpm
  • 09° Km - 4:47.3 AVG: 174 bpm
  • 10° Km - 5:19.7 AVG: 175 bpm
  • 11° Km - 5:08.3 AVG: 173 bpm
  • 12° Km - 4:56.0 AVG: 172 bpm
  • 13° Km - 5:19.2 AVG: 173 bpm
  • 14° Km - 5:16.2 AVG: 179 bpm
  • 15° Km - 4:56.1 AVG: 168 bpm
Ao pegar o lanche, também vagabundo, encontrei um veterano e a Terezinha, e liguei para casa do orelhão. Voltei trotando ao hotel, onde cheguei às 18:30. Enquanto o Thiago não chegava, comi bastante, tomei banho e me alonguei. Cheguei a ligar para casa para saber o que fazer por causa da demora do Thiago. Ele chegou quando eu estava botando as pernas para cima. Ele fez o mesmo que eu para relaxá-las depois do banho. Ligamos para nossos pais. Depois, minha mãe ligou para desejar feliz ano novo, já que durmo cedo. Eram 23:57 quando disse para o Thiago irmos lá para o último andar vermos os fogos. Ele estava meio lento mas disse para correr, pois só faltavam 3 min. Chegamos lá na hora exata e curtimos 15 min de fogos. Deu para ver que havia chovido. Um menino gaúcho falou que São Paulo parecia a cidade dos filmes. De fato, é parecida com Nova Iorque. Depois, fomos dormir. Desta vez eu acordei várias vezes pois ele roncou por causa do ar-condicionado.

Pela manhã, tomamos café no quarto, lanchamos, tomamos banho, arrumamos a mala e fomos embora. Não é que quase que esqueceu a aliança no banheiro, pois a tirara para tomar banho? Pegamos um ônibus convencional da Espresso Brasileiro na volta que já estava saindo. A diferença para o executivo é que não tem lanche, DVD, água (isso faz falta), cobertor e travesseiro. De bom, não é tão frio e anda mais rápido. O conforto do veículo é praticamente o mesmo. Na volta, li alguns artigos, assim como na ida, e cochilei abraçada ao Thiago. Na parada, ele comeu um espetinho, que dividiu com um cachorro e um salgado. Comprou uma água também. Fiquei desesperada por ele ter perdido minha comanda, que foi parar na recepção. Ele ficou dizendo que tenho que ficar mais calma. Neste intervalo, encontrei a Márcia Oliva que estava no ônibus das 12:15 (o meu era o das 12:30). Não sei se ela parou ou se correu como avulsa. O fato é que não achei seu nome na lista de participantes.

Chegamos adiantados, pegamos um ônibus normal e chegamos em casa curtindo a repercursão do Bozo na São Silvestre. Pena não termos levado a máquina fotográfica para registrar nomes de ruas ou construções engraçados. As fotos podem ser encontradas no meu Orkut. Quanto ao vídeo de chegada, o que está no site da Webrun está errado. O que aconteceu é que puseram o meu tempo bruto no site como sendo de 1:32:15, sendo que ao chegar ele estava em 1:15-1:16. Devem ter contado desde a largada das mulheres. Ao olhar os vídeos de 1:32 e alguma coisa, eu não me achei e vi o relógio da prova com 1:32 e alguma coisa. Eu não poderia estar ali. Também não me vi nos de 1:15-1:16. Se alguém me vir em algum vídeo, favor me avisar.

No site da Yescom, após algumas correções, vi que terminei em 1:12:56, em 2083° geral absoluto de 18049 pessoas, 115° geral feminino de 3130 mulheres e 14° na minha faixa-etária de 523 mulheres da minha idade. Meu tempo piorou, mas minha classificação feminina absoluta e principalmente a relativa melhorou bastante.

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