Pantera Cor de Rosa

Este é o blog de Juliana Carpes Imperial, mais conhecida pelos desconhecidos como a Pantera Cor de Rosa por volta e meia ir correr toda de rosa.

quarta-feira, março 31, 2010

1º Etapa do Circuito AVAt de Cross

O nome deste circuito de corridas, na verdade, é Circuito de Corridas Cross Anti-tabagismo da Sulacap, organizado pelo Coronel Rabelo, presidente da Associação de Veteranos de Atletismo do Rio de Janeiro (AVAt-RJ). Todo ano sempre teve o Campeonato Estadual de Cross da AVAt, mas neste ano, o novo presidente resolveu colocar o circuito de Cross organizado pelo seu Instituto Semeai como um circuito de cross da AVAt.

Como sócia da AVAt, a inscrição saiu por R$ 15,00. Se o Thiago fosse correr, teria que pagar mais R$ 35,00. Como ele ficou chateado por não participar e ele está sem emprego, eu prometi pagar as inscrições das próximas quatro etapas para ele.

A inscrição foi um tanto confusa, fazendo com que quase não tivesse sócios da AVAt na competição. As fichas de inscrição demoraram muito a chegar na sede da associação. Acho que os sócios deveriam ter feito um esforço de ir e prestigiar o evento, até como forma de prestigiar a associação. No dia em que eu fiz a minha, na antevéspera, a Dona Margarida falou que não teria ninguém para levar as fichas para o Instituto Semeai. Porém, alguém as levou e as efetivou. Tanto que no dia seguinte pela manhã meu kit já estava disponível lá.

No dia, acordei às 5:30 e saí de casa por volta das 6:08. Me atrasei pois tive que voltar por ter esquecido algo de suma importância: meu remédio do nariz. Como o Thiago não havia aparecido ainda e eu não podia me atrasar, fui sozinha até o ponto de ônibus e dei o recado ao porteiro da noite, o Seu Antônio, para avisar ao Thiago que estaria no ponto em frente a UERJ para pegar o 383 que vai a Realengo.

Assim que cheguei no ponto ele me apareceu esbaforido e brigou comigo por não esperá-lo. Respondi que não poderia fazê-lo para não correr o risco de perder a corrida. Ele falou que o problema foi o ônibus 634 que ele pega para chegar na minha casa ter parado na feira nordestina de São Cristóvão e embarcado pessoas bêbadas. Para piorar, parou um ônibus na frente no qual não parava de entrar gente.

Já o ônibus para ir ao Sulacap demorou a beça e veio cheio. Da outra vez também foi cheio. Durante a espera já fui passando o protetor solar e terminei de passar quando sentamos. Dentro do ônibus, o Thiago se incomodou com uns emos simplesmente por serem emos. Confesso não me incomodar com essa tribo.

Chegando lá, novamente deixei passar o ponto e mais uma vez fomos trotando até quase o quartel da PM. Chegamos lá por volta das 7:30. Percebi que poderia ter saído às 6:30 de casa sem maiores problemas. Peguei meu chip e reparei que apesar de poucos competidores, muitas mulheres de elite compareceram. A premiação em dinheiro não justificava tal peso, já que R$ 300 para o primeiro não é lá essas coisas e só um ganha isso.

A corrida, como de costume, atrasou 30 min com a desculpa de esperar os atrasados. Não acho isso justo. Todo mundo sabe o horário e quem acorda mais cedo para chegar na hora certa acaba saindo prejudicado por dormir menos.

O percurso era de 4 voltas de 2 Km. A princípio, a medição de percurso estava correta, mas a marcação intermediária de cada volta estava visivelmente errada, depois da metade de cada uma. O percurso em si não era difícil, com asfalto e grama. Contudo, como chovera muito, a grama estava pantanosa e havia trechos escorregadios.

O narrador da corrida era simpático, mas muito repetitivo. Ficava sempre falando que tinha os atletas mais velozes e as mulheres mais bonitas. E sempre incentivava dizendo: "Vai, garotinho! Vai, garotinha!". Podia mudar um pouco as frases...

Não conseguia evoluir durante a corrida. Nem mesmo a minha pulsação se elevava. Estava um pouco cansada por não ter treinado leve quinta e sexta. Mais ainda: meu massagista, o Frank, teve bebê e não está atendendo, por estar ajudando sua esposa e mamãe de primeira viagem, minha xará Ju, a cuidar do Murilinho.

Conclusão: ia pior a cada volta. Terminei na sexta posição, primeira da faixa-etária e a trigésima sexta na classificação geral, com o tempo de 38:21. Por causa de minha colocação, ganhei R$ 40,00. Poderia ter sido bem melhor...
Os resultados:
Geral Feminino
Geral Masculino

Após chegar, caí dentro da melancia. Mesmo sem ter tomado café da manhã, não consegui convencer o Thiago a comer banana, apenas a tomar uns refrescos de frutas. Após isso, como a premiação estava demorada, passei bastante gelo nas pernas, já que jogaram fora o que gelava a água e os refrescos.

Como estava suja por causa da lama, pedi para tomar banho. Depois de muita insistência, consegui. Da próxima vez não levo nada para tomar banho, já que não há vestiário disponível para os atletas, o que acho muito ruim depois de correr um cross. Já não me basta ter voltado negra do XTerra no ano passado?

Enquanto esperávamos a premiação, o Thiago se irritou com uns soldados que me olhavam, chegando a reclamar com o Coronel Rabelo a respeito, que não podia fazer nada, já que não sabia quem era. Adicionalmente, se ele fosse tomar uma providência, teria de prender o quartel inteiro, já que a maioria dos homens é safada mesmo.

Por lá, vi um homem parecido com o Holly Wood. Afinal, lugar de policial é na polícia, apesar de ele se dizer policial civil e não PM. Todavia, logo vi que não era seu fulano pois ele não usa roupas de cores fortes, só cores escuras. Também estava sem seu cordão de ouro da grossura de um polegar, chapéu e óculos escuros. Sem falar que o cara era tinha a pele mais clara. Logo, não era ele. O Thiago pensou em ir bater nele. Sorte que ele também viu que não era o sujeito pérfido.

Na hora de irmos embora, não havia nenhum ônibus a nossa espera para nos levar ao centro da cidade. Então, tínhamos que descer tudo a pé até pegar o 383 lá no Valqueire. Só que eu comecei a me sentir mal. Foi um custo chegar até o ponto. Para piorar, um cruzamento complicado e uma feira atrapalharam o trânsito, o que fez com que o ônibus demorasse a chegar e viesse cheio. Logo conseguimos sentar, mas o ônibus quebrou. O seguinte veio logo depois. Contudo, lotou logo. Fomos em pé até em casa. Só melhorei depois de almoçar. Acho que o esforço baixou a minha glicose e a melancia não foi o suficiente para repor...

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