Pantera Cor de Rosa

Este é o blog de Juliana Carpes Imperial, mais conhecida pelos desconhecidos como a Pantera Cor de Rosa por volta e meia ir correr toda de rosa.

sábado, julho 24, 2010

4º Treinão Light para a Maratona do Rio 2010


Eu só participei até o quarto treinão porque no quinto e no sexto eu já estava com o pé machucado. E mesmo que eu estivesse bem não iria ao sexto, já que no mesmo dia tinha uma das etapas do Circuito de Cross. Por causa do pé, também perdi a Family Run. A minha sorte é que eu ainda não havia feito a minha inscrição.

Este quarto foi onde Judas perdeu a bota e onde o vento faz a curva, lá em Duque de Caxias, local onde eu nunca fui. Para não dizer que nunca tinha ido lá, quando voltava de viagem, sempre passava por ali. Mas só assim. Para piorar, não deram uma boa referência de como se chegar ao local e, ao perguntar à organização como chegar, disseram para que eu fosse de trem. Mais ainda, o local é perto da favela do lixão, que de acordo com a mãe do Thiago, é perigosa.

Então, falei com o Thiago assim: a gente vai de trem e depois nos viramos para chegar lá, perguntando para as pessoas. E assim fizemos. Acordamos às 5:30 e saímos de casa às 6:10 para pegar o trem às 6:29. Como tinha que pegar em São Cristóvão, fomos trotando. Havia pessoas andando pelos trilhos para pegar o trem sem ter que pagar. Os caras estavam totalmente bêbados.

O trem que chegou tinha ar-condicionado. Como sempre na ida o trem era bom e o da volta, um cacareco. A viagem foi rápida. Chegando lá, depois de passar por um forte cheiro de xixi na estação, tome de perguntar aqui e ali como chegar. Acabou que tomamos um caminho longo até o local, pois algumas pessoas indicaram errado. Já próximos, pegamos carona com um casal que também procurava o local. Eles também reclamaram da pouca referência.

Ao chegarmos, havia bem pouca gente. A lista de inscritos era grande, mas poucos de fato compareceram. Fui passar o protetor solar e já foi o Thiago reclamando que não havia sol. Só que ao final ele apareceu e eu fiz bem em me proteger. O problema dele é que o Thiago diz que os homens vão me olhar, o que de fato acontece. Só que não daria para ter acordado mais cedo e ter passado o protetor antes, já que perderia parte de seu efeito pelo fato de o treinão ter começado por volta das 9:10.

Enquanto aguardávamos as palestras, parece que um cara fez sinal de positivo para o Thiago, como se o parabenizasse por estar me pegando, o que o deixou uma fera. Não sei se isso de fato ocorreu ou se o Thiago viu mal. De qualquer forma, não era para ele ter discutido com o cara. Ele também implicou pois não queria que eu me alongasse durante as palestas pelo mesmo motivo.

A primeira palestra foi a mesma de sempre da nutricionista. Já a segunda foi de um fisioterapeuta, que foi realmente muito boa. Eles sempre deveriam variar os temas, pois fica chato para quem vai a vários treinões. Para quem não vai, eles poderiam colocar os vídeos na Internet depois e não ficar repetindo sempre a mesma coisa. Tem tanta coisa importante para uma boa corrida... Poderiam chamar um ortopedista, clínico, cardiologista, endocrinologista, psicólogo e até dentista.

Na hora de começar ainda estava nublado e eu fui tirar a camiseta, ficando só de top. Obviamente, o Thiago começou a dizer que estava frio e que eu era a única de top. Eu respondi que não estava 14 graus e que, portanto, não estava frio. Ainda bem que não me deixei levar por ele, pois quando o sol saiu ficou quente.

No início do treinão, eu bem que tentei acompanhar o marcador de ritmo de 5-1. Só que ele se empolgou e correu bem mais rápido. O Thiago tentou me acompanhar mas logo ficou para trás. Eu teria conseguido acompanhar o tal coelho, cujo apelido é Madalena e é um senhor de idade que corre espantosamente muito bem, se não estivesse novamente cansada do trabalho de piscina da véspera. Durante o treinão, foi anunciado que o prefeito Zito estava no local. Não o vi.

O percurso tinha um pouco menos de 5 Km no total e era meio confuso, passando por locais com barracos. Não sei como não o errei. Cada volta tinha um pouco menos de 5 Km, pois entre o Km 5 e o Km 1 a distância devia ser de um pouco mais de 800 m. As outras marcações pareciam estar certas. Então, para compensar, dei 3 voltas e comecei uma quarta parando na marca de 1 Km. Depois, fui trotando até as tendas da organização. Fiz os aproximadamente 15 Km em 77:27. O Thiago fica dizendo que não é competição e é para eu ir devagar. Só que isso que eu fiz foi devagar. Queria ter feito tempo de São Silvestre, que tem multidão e subidas. Se eu só tentar correr forte na competição, nunca serei boa atleta.

Chegando lá, me encontrei com o Thiago. Ele sentiu o joelho onde sofreu um acidente de moto e passou mal. Quanto ao joelho, tem que comprar um tênis melhor e fazer uma fisioterapia boa que lhe permita correr sem dor. O próprio fisioterapeuta palestrante lhe falou que seu tênis não é bom. Quanto a passar mal, como alguém que não come frutas, verduras e legumes vai aguentar correr bem? Achei legal o fato de o próprio organizador da Spiridon, o João Traven, se interessar pela saúde do meu noivo. Ele sempre participa bastante de seus próprios eventos.

Chegando a hora do sorteio, novamente não ganhamos nada, mesmo com tão pouca gente presente. Só levamos um engradado de coca-cola light cada um que eles deram. Acho que eles iam dar uma lata para cada um, mas como foram poucas pessoas, deram um engradado todo para cada participante.

Eu como sempre comi muitas e muitas frutas lá. Pena que não deu para comer mais pois fecharam o espaço do treinão bem cedo desta vez. Porém ainda deu tempo de colocar um gelinho no meu pé que já doía muito. Eu aproveitei um saco que um cara usara em seu joelho.

Antes de sair, perguntamos como chegar ao trem. Desta vez, um dos seguranças do evento nos deu um caminho rápido e seguro, que não passava por área de risco. Chegamos lá rápidamente. Na estação, o Thiago arrumou encrenca com um moleque, desses com cara de bandido, por ter me olhado. O garoto até ameaçou partir para cima, mas resolveu ir embora. Para nosso azar, o trem tinha acabado de sair e o próximo demoraria uns 45 min para chegar. Decidimos esperar, pois não sabíamos onde pegar um ônibus para voltar para a Tijuca.

Após a longa espera, chegou o trem cacarecado. Notei que dentro da linha, perto dos trilhos, pessoas se drogavam. Saltamos em São Cristóvão exaustos de tudo e fomos para minha casa descansar.

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