Pantera Cor de Rosa

Este é o blog de Juliana Carpes Imperial, mais conhecida pelos desconhecidos como a Pantera Cor de Rosa por volta e meia ir correr toda de rosa.

quarta-feira, outubro 20, 2010

Belinha, a Medrosa


Minha gata Belinha é uma tremenda figura. Aliás, o que ela mais faz é tremer de medo por tudo quanto é causa possível. Desde que chegou aqui em casa, ainda filhote, sempre foi a mais medrosa. Quando o Thiago tentou chegar perto dela pela primeira vez, ainda filhote, ela abriu a boca e deu uma senhora rosnada. O Mesmo aconteceu com o meu massagista, que disse: "Mas que bocão!". O engraçado é que quando ela rosna, ela praticamente não emite som. É um rosnado quase silencioso. Idem quando mia. É um miadinho pequenininho, bem baixinho. A propósito, ela quase não mia.

Quando a minha irmã se casou, a Belinha não quis mais saber dela. Sempre foge quando ela chega. Não sei se é por achar que ela é uma estranha ou por temer que ela traga sua gata Luiza. E olha que foi com a minha irmã que ela ficava abraçada logo depois de castrada.

Teve um dia em que eu acordei e o teclado do computador estava no chão. A queda havia sido feia, pois as pilhas haviam saído. Peguei a Belinha e a levei para a sala do computador para lhe mostrar a besteira e lhe dar umas palmadas. No caminho até a sala ela já começou a botar o rabo entre as pernas e a miar. Ao chegar lá, apenas consegui dar um tapinha nela. Ela começou a rosnar e a tentar escapar de qualquer forma. Acabou que me meteu a unha, furando a minha roupa e saiu correndo para baixo da cama da minha mãe. Tentei chegar perto e só tomei rosnada. Ficou uns tempos fugindo de mim, mas depois melhorou.

Sempre quando um gato faz besteira, nós pegamos o gato, mostramos-lhe o erro e lhe danos uns tapas. Eles sempre sabem o que fizeram de errado e já botam o rabo entre as pernas quando os levamos para o local e se encolhem todos ao apanhar. Só que a reação da Belinha foi muito exagerada.

Ela também vive aprontando, derrubando as coisas. Teve um dia que derrubou a caixa de som do computador. Foi o maior barulhão. Sorte que nem ela nem o teclado quebraram. Minha mãe falou que ela já tinha ficado apavorada com a queda do teclado e eu ainda fui bater nela...

Outro dia, ela subiu em minha cama. Depois de um tempo quis descer e não sabia como, pois a minha cama é a de cima de um beliche. Fui tentar ajudar. Ela se apavorou e começou a rosnar e a correr de um lado para o outro. Até que a peguei. Só que no desespero ela pulou e saiu correndo e soltou um baita cheiro de medo. Era um cheiro muito mais forte do que o exalado pela Tigresa no dia que teve o AVC. Para piorar, o cheiro ficou colado em mim e demorou a sair.

Desde esse dia ela sempre foge de mim se estiver andando e achar que quero pegá-la. Se eu tentar me aproximar, recebo rosnada. Se estiver deitada e eu me aproximar, deixa que eu faça carinho nela. Não chega a ser como no caso da minha irmã, que basta chegar em casa para ela sumir.

Teve um outro dia em que ela estava na minha cama e eu queria tirá-la para poder dormir. Também rosnou. Porém, dessa vez foi mais tranquilo. Da próxima vez que tiver que tirá-la de lá, chamo a minha mãe.

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