Pantera Cor de Rosa

Este é o blog de Juliana Carpes Imperial, mais conhecida pelos desconhecidos como a Pantera Cor de Rosa por volta e meia ir correr toda de rosa.

domingo, novembro 07, 2010

Segunda Etapa do Campeonato Estadual de Veteranos 2010


Infelizmente não deu para participar da primeira etapa por causa de um super rota-vírus que eu pegara que me arriara por completo, fazendo com que tivesse febre de 39,3 C, a maior que já tive. E só pude participar da segunda por causa de seus consecutivos adiamentos, já que ainda estava com o pé machucado. Como voltei a treinar dia 27/10, ainda estou completamente fora de forma e gorda até dizer chega. A competição só não foi mais adiada porque tiveram o bom senso de tirar o show do Jonas Brothers do estádio Célio de Barros e passá-lo para o Maracanazinho. Não teria espaço o suficiente para o palco e para o público na pista de atletismo. Sem falar o tempo que ela ficaria fechada e, provavelmente, destruída após o show.

Desta vez tive que ir sozinha, pois o Thiago tinha prova mais tarde perto da casa dele e precisava estar devidamente descansado.

Às 8 h em ponto foi dada a largada dos 3.000 m. Havia 11 atletas. Eu esperava fazer em pífios 16:12, dando 5:24 por Km. Afinal, minha melhor rodagem havia sido para 5:55.6 e não havia rodado mais de 3000 m até então. Sem falar que minhas estimativas são sempre de competir com 30 s a menos na velocidade por quilômetro durante uma competição. Acabou que fui muito mais forte do início ao fim e fiz 15:06.6. Poderia ter sido ainda melhor se eu tivesse saído mais devagar. Esse tempo ainda é horroroso para uma atleta em forma, porém excelente dadas as minhas condições. Fui a terceira geral (de 11 atletas) e a segunda (só tinham duas!) de minha faixa-etária. Na minha frente chegaram a Lindaura e a Gisele, que é da minha faixa-etária.

Eu fui para casa e voltei para os 800 m. Queria pegar a minha medalha logo, mas a Otalina não quis me dar o meu prêmio sem a presença do Coronel Rabelo. Só que ele havia sumido. Quando apareceu, peguei minha medalha.

Enquanto esperava, fui checar uma informação muito triste com a D. Margarida, que era sobre o falecimento de um atleta chamado Paulinho. Para a minha tristeza, era o meu amigo Paulinho cabelereiro. Tinha 52 anos, plena saúde, morreu treinando no Fundão, perto de onde morava. Ele costumava treinar sozinho por lá quando já estava meio escuro. Morreu de traumatismo craniano. Contudo, não se sabe o motivo. Pode ter sido um desmaio ou ter sido atacado por alguém, já que lá tem maconheiros. Embora não tivesse muito dinheiro, todo corredor tem relógio e tênis. Como ele mora sozinho e correu sem identificação, foi enterrado como indigente. Só gostaria de saber como descobriram pois já havia sido enterrado. Ela me alertou para sempre levar algo me identificando, com nome, telefone e tipo sanguíneo, pois uma senhora que falecera atropelada em uma corrida pequena também fora enterrada como indigente. Ele sempre cortava o cabelo de outros atletas e faria aniversário em novembro. Nessa data, a D. Margarida sempre lhe fazia um brigadeiro, o que ele adorava. E olha que era bem magrinho. Paulinho, minhas orações são por você. Que descanse em paz!

Depois, ela falou de sua fascite plantar que teve em 95 descoberta pelo também saudoso Dr. Arnaldo Santiago. Eu cheguei a ir nele quando criança. Ela me contou que todo mundo achava que era esporão e ele, só olhando o pé dela de longe, viu que era fascite plantar. O pé dela é o contrário do meu, sendo bem cavo. Aí, teve que usar palmilha especial. Acho que nem precisou fazer fisioterapia. Ele falou que usar calcanheira só piorava no caso de fascite, pois a fáscia fica mais tensa ainda. Foi esse médico que na época, acho que antes de eu nascer, curou o joelho da minha mãe sem operação. Igual a ele não tem nem nunca vai existir. Desta vez, ela não pode correr por outro tipo de lesão: uma gordura se formou no glúteo que comprime o nervo ciático ao correr. Ela acha que só operando resolve. Será que esses tratamentos estéticos para gordura localizada não dariam jeito nisso?

O papo foi longo pois a espera foi grande, já que os 800 m atrasou mais de 1 h. A prova, inicialmente marcada para às 10:30, só foi começar às 11:30. Um dos problemas é que os atletas não colaboram. A pessoa tem que confirmar a participação na prova com 30 min de antecedência e se não confirmar até então, perde o direito de participar da prova. Mas quem disse que a regra é cumprida? Sem falar que volta e meia alguém some e os juízes têm que "catar" a pessoa. Na minha prova, A Gisele só foi confirmar na hora da largada. E deixaram! E ela ainda tinha que fazer a prova do ENEM lá no Méier, que começava às 13:00 em ponto.

Dada a largada, um monte de gente disparou na minha frente. Eu até que recuperei algumas posições. Das 11 competidoras, acho que fui a quinta. Não queria sair forte em hipótese alguma: vai que eu distendo algum músculo? Na faixa-etária, novamente a segunda. Não vi quem ganhou. Fiz em 3:36.4, um tempo horroroso, mas muito melhor do que os 4:20 que eu supunha fazer. A Gisele, que tinha que ir embora, ainda desmaiou. Espero que tenha conseguido chegar a tempo. Todavia, não deve ter conseguido fazer uma boa prova depois disso.

Eu queria correr o revezamento sueco, mas não tinham 4 atletas na minha equipe do SESI. Não poderia correr como avulsa com outras pessoas nem com homens. Então, fui embora para casa sem pegar a medalha de prata dos 800 m. O que eu peguei foi a camiseta dos II Jogos Brasileiros Masters que só ficou pronta agora por falta de $$.

As pessoas achavam que eu não iria aparecer pois estava doente. Tive que esclarecer que fiquei doente na primeira etapa e que meu sumiço das corridas e desempenho ruim hoje fora causado pela fascite plantar. Já as gordurinhas são pelo eterno excesso de comida mesmo.

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