Pantera Cor de Rosa

Este é o blog de Juliana Carpes Imperial, mais conhecida pelos desconhecidos como a Pantera Cor de Rosa por volta e meia ir correr toda de rosa.

quinta-feira, março 31, 2011

2º Circuito Fluminense de Corrida Rústica e Caminhada - Etapa de Petrópolis




Como Petrópolis não é tão longe assim, resolvi correr esta corrida. Acabou que fiz a minha inscrição logo que elas abriram. Por isso, acabou que fui a atleta de número 1 e o Thiago, 2. Porém, como a corrida estava marcada para às 8 h, sabíamos que teríamos que madrugar para chegar lá a tempo.

Na véspera, fui sozinha pegar o kit pela manhã, já que se nós dois fôssemos juntos, haveria um gasto de passagem ainda maior. A ida até Petrópolis foi rápida. O ônibus estava quase saindo quando cheguei na Rodoviária Novo Rio. O que demorou foi o ônibus que leva da rodoviária ao centro da cidade, que ficou enchendo na rodoviária e foi lotado pela cidade. O bilhete do ônibus comum é pago na própria rodoviária, custando R$ 2,50. Achei caro para uma cidade pequena. Como as ruas são estreitas, peguei trânsito e demorei a chegar próximo ao local e me achar.

Chegando lá, deixei os quilos de alimento que eram o preço da corrida e peguei os kits, que constavam de camiseta, número com chip e a revista Triatlo. O cara da Allen Informática estava curioso para saber quem eu era por eu ser a atleta de número 1.

Ao voltar, me informei onde era o ponto e esperei apenas um pouco pelo ônibus que levava de volta à rodoviária, viagem que foi bem rápida. Esperei um pouco pelo ônibus que levava de volta ao Rio e vi umas lojar que vendiam biscoito de Petrópolis, algo que o Thiago queria comprar. Deixei as revistas que ganhei no kit em um banco da Rodoviária pois não me interessavam. A nova demora foi de um engarrafamento na Linha Vermelha que acredito que tenha ocorrido apenas pelo excesso de carros mesmo. O ônibus comum que me leva para casa até que foi rápido, pois já estava saindo da rodoviária. No total, levei umas 5:30 nesta brincadeira, saindo de casa às 8 h e voltando às 13:30.

Arrumei tudo de véspera e marquei um táxi na Tele Urca para às 5 h. As passagens de ida já estavam compradas lá em Petrópolis. No dia, acordamos às 4:15 e descemos rigorosamente no horário para pegar o táxi. O táxi já estava passando do local, mas voltou e nos pegou.

Como naquele horário não tem trânsito nenhum, chegamos em menos de 10 min na rodoviária. Como não sabia se 30 min de antecedência era muito ou pouco, nem pedi para o taxista pegar os cintos para usarmos no banco de trás, algo que acho muitíssimo importante.

Quando chegamos na rodoviária, o guichê da Fácil/Util, que leva para Petrópolis, ainda estava fechado. Confesso que fiquei preocupada quando o dispachante falou que o motorista só sairia se o bilheteiro chegasse, pois algumas pessoas precisavam comprar passagem na hora e ele, que deveria ter chegado às 5:15, estava atrasado. Eram quase 5:30 quando ele chegou. Acabou que o ônibus só saiu às 5:45.

Eu estava no banheiro quando o Thiago falou que entrou 3 casais de mulheres fazendo barraco e falando grosso. Parece que uma chamava a outra de insensível. Daí, o Thiago se virou para outro homem e disse que não só são eles homens que são considerados insensíveis.

Devido a minha demora no banheiro, o Thiago foi ver se tinha algo acontecendo e pegou um dos casais de mulheres no maior amasso. Ao ir no banheiro novamente durante a viagem vi que elas dormiam abraçadas às suas parceiras e que eram mesmo masculinas.

Chegamos em Petrópolis quase às 7 h da manhã. Por causa da serra, o Thiago ficou enjoado. Como o ônibus que leva ao centro demoraria a chegar, pegamos um táxi mesmo. Só que táxi de cidade pequena é sempre muito caro, ainda mais em bandeira dois. Conclusão, gastei R$ 25,00 numa viagem relativamente rápida. Ao menos desta vez deu para pedir ao motorista para pegar os cintos.

Quando chegamos ao local, ainda tinha pouca gente e estava bem fresco. O que para mim era fresco para o Thiago era frio. Muitos mantimentos foram arrecadados. O que me chamou a atenção era que os banheiros químicos eram de ferro e não de plástico, o que fazia com que não ficasse muito quente lá dentro.

Como já sabia, boa parte da fortíssima equipe da Pé de Vento estava por lá. Foram obrigados a correr e não lutar por dinheiro em outras corridas no mesmo dia, já que são patrocinados pela cidade de Petrópolis, cidade da equipe.

As ruas não estavam fechadas para a corrida. Porém, partes das vias estavam isoladas para que corrêssemos em seguraça.

Durante o aquecimento, uns cachorros ficaram correndo junto dos atletas. O pior é que iam pela rua, correndo grave risco de serem atropelados.

Depois do aquecimento, fui ao banheiro pela última vez e o Thiago me acompanhou. Ao sair de lá não o vi e fui direto para a largada. Quase na hora da largada, que atrasou alguns poucos minutos, ele chega desesperado e brigando comigo.

Dada a largada, o pessoal saiu no desespero, muito forte, inclusive o Thiago. Os cachorros foram junto. Eu procurei ser prudente. Por causa da altitude, meu ouvido tapava durante a corrida. Sem falar que ainda tossia por causa da gripe. Acredito que as marcações de quilômetros não estavam corretas, pois os tempos que fiz durante os 5,6 Km foram: 4:04.1, 4:32.2, 4:19.6, 4:40.6 e 8:16.1, finalizando a corrida em 25:52.6 pelo meu relógio.

Durante a corrida eu passei por várias mulheres e não fui ultrapassada por nenhuma, passando inclusive duas atletas do Vasco. Acabou que minha pulsação subiu muito pois fiquei ansiosa com a possibilidade de ter ficado entre as 5 primerias apesar de não ter feito um grande tempo. Fiz apenas ligeiramente melhor do que o esperado para a minha forma atual. Se eu tirasse a média ponderada para os tempos esperados para os 5 Km e os 6 Km, dava quase 25:54.

Chegando lá, acabei esquecendo de pegar a medalha e fui direto para senhora e nababesca área VIP dos atletas, com muito e delicioso bolo, caqui, uva, tangerina, banana e maçã de excelente qualidade. Chega a ser engraçado que uma corrida gratuíta ofereça um lanche tão bom e uma corrida caríssima como o Circuito das Estações ofereça um lanche com bananas verdes.

De início, eu pegava um caqui e ia ver se o Thiago já tinha chegado. Ele não demorou para aparecer, pois em 32 min depois da largada o encontrei, sendo que ele falara que tinha chegado a um tempão. Fui pegar a minha medalha e fui comer mais. Ele ficou reclamando da semelhança da medalha com a da Corrida do Natal Solidário. Depois dos 4 caquis enormes me acabei no bolo. Devo ter comido mais de 30 pedaços.

Enquanto comia, ia lá na apuração ver se os resultados já tinham saído. Só que o das outras pessoas iam saindo e o meu, o do Thiago e o de outras pessoas, não. Pedi para ver a listagem. Na dos homens sairam os 10 primeiros. Contudo, no das mulheres, só as 4 primeiras. Estava ainda na esperança de ter sido a quinta pois na minha frente imediata eu não via nenhuma mulher e a quarta fizera em 23:25.

Saiu o pódio e anunciaram a quinta como tendo feito 24 min e alguma coisa. Não gravei seu nome.

O Thiago fez algumas novas amizades, inclusive com um velho amigo meu, o Eliezer, que já há alguns anos é atleta profissional da Pé de Vento e mora em Petrópolis. Ele foi o quinto. Aliás, só deu Pé de Vento no pódio masculino, como era esperado.

De barriga já bem cheia, resolvemos ir embora. O bolo e os caquis já haviam acabado. Levei 4 tangerinas, que logo acabaram também. Confesso que não acho certo que antes do fim do evento o pessoal pegasse uns sacos enormes e os enchessem de frutas. Tomei mais um suco e fomos em direção ao ponto onde pegaríamos um ônibus para a rodoviária. Durante a saída, anunciaram que haveria uma aula de aeróbica. Eu só queria ir mesmo para casa.

O ônibus que nos levaria a rodoviária levou séculos. Acabou que pegamos o executivo, que foi o único que veio e pagamos R$ 3,00 a passagem. Chegando na rodoviária, o Thiago pensou em comprar doces de Petrópolis. Todavia, estava sem um tostão furado. Ele queria também visitar uma fábrica de biscoitos e doces. Entretanto, não teria como comprar nada.

A volta foi bem rápida, em menos de 1 h. O 266, que nos leva da rodoviária ao Maracanã também foi rápido e chegamos cedo em casa. Só que a barriga cheia e as curvas na serra foi uma combinação tenebrosa, que me deixou enjoadona o resto do dia, a ponto de não conseguir comer mais nada. Já o Thiago que comeu pouco lá também ficou enjoado.

Assim que acessei a Internet, vi os resultados. Meu tempo estava como 25:56, apenas um pequeno erro para mais. Só que minha colocação estava como 5º geral. Como assim? Se eu fora a 5º, por que não fora chamada para receber o troféu? E a atleta que subiu no pódio nessa posição? Terá seu chip falhado? Será que foi esquecida na lista? Ou será que eu fora a quinta mesmo? Não fazia a menor idéia. Mandei um e-mail para a organização que foi prontamente respondido. Houve um erro no cadastro da atleta em questão e ela fora colocada no masculino.

Como então na verdade fui a 6º, fui obviamente a 1º da minha faixa-etária e a 69º no geral absoluto. Quanto ao Thiago, ele terminou a corria em 29:05, sendo o 124º no geral absoluto, 112º no geral masculino, o 21º na sua faixa-etária. Para quem não treina e só corre de vez enquanto, o tempo dele foi muito bom.

Apesar desse lance da classificação, gostei muito da corrida por ter sido de graça, bem organizada, com ambiente simpático e com um lanche de alto nível. Parabéns aos organizadores! Pena que muitas das etapas sejam longe demais exigindo hospedagem na cidade.

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