Pantera Cor de Rosa

Este é o blog de Juliana Carpes Imperial, mais conhecida pelos desconhecidos como a Pantera Cor de Rosa por volta e meia ir correr toda de rosa.

segunda-feira, abril 11, 2011

1º Etapa do Campeonato Estadual de Veteranos


Quando me inscrevi, só tinha 1.500 m masculino. Por causa disso, pensei em correr os 400 m rasos para poder correr em duas provas. Mas foi um erro de impressão e na verdade havia 1.500 m para ambos os sexos. Teria direito a fazer um revezamento pela equipe do SESI, só que para isso teria que haver 4 atletas da equipe para participar da prova.

No dia 10 de abril, dia da competição, o Thiago também tinha um evento para ir na parte da tarde e queria ir em casa no distante Jardim Guanabara buscar parte da roupa do Jaspion civil que ficara por lá. Eu disse que poderia ir, que já que queria tanto ir ao evento de Jaspion não precisava me assistir. Só que ele resolveu ficar para me ver nos 3.000 m e só saiu logo depois da prova.

De acordo com minha forma atual, que me permite correr a quase 5:00 por Km em treino, e com os meus resultados recentes, havia planejado fazer os 3.000 m para uns 13:36 e os 1.500 para uns 6:48. Deve-se lembrar que ainda não estou fazendo tiros; apenas retinhas, sendo que a melhor média foi de 21.2, obtida na semana da competição. Adicionalmente, ainda tenho 900 g de banhas para perder.

Apesar de ter me sentido mole e tido diarréia 2 x durante a semana passada, estava me sentindo bem no dia. Estava também nervosa pois não sabia o que aconteceria.

Logo antes do sinal da largada, pedi para o juiz esperar pois o meu frequencímetro secara e não estava pegando. Frequencímetro devidamente molhado e a largada foi dada. Saí em penúltimo, bem devagar para uma atleta da minha idade. Porém, mais forte do que o planejado. Comecei a acelerar e a ultrapassar todo mundo, restando as minhas amigas Regina e Brigida. Cheguei a ultrapassar a primeira já no final. Contudo, como ela é mais veloz do que eu e está fazendo treino de velocidade, me passou novamente. Eu fui a 3º no geral e 1º e única na minha faixa-etária com 12:50.2, muito melhor do que eu esperava. Meus bpms ficaram em 175. Acho que dava até para ter forçado mais no início. Pensei ter batido meu recorde. Todavia, ao chegar em casa, vi que tinha feito 12:29 em 2003, num teste com meu ex-treinador Beto no auge da forma. Por ter forçado, saí com as pernas doídas.

A medalha desta vez não demorou a sair. Até porque a cronometragem foi feita no chão e não no queijo devido a roubo de cabos. Não é a toa que dizem que é fácil entrar no Maracanã.

Eu bem que tentei ver se dava para correr o revezamento. Entretando, o SESI quase não mandou atletas. Parece que a equipe vai acabar. Se isso ocorrer, vou para a Fred-Flu, equipe pela qual corri o cross logo que virei veterana.

Estava esperando os 1.500 m, que estava atrasado como sempre quando conversei com dois jovens veteranos que foram atletas de elite. Perguntei a eles se ainda competiam como atletas federados na categoria adulta. Disseram que não pois é muito sacrifício, tendo viagens, treinos duros e não podendo comer ou beber certas coisas. Realmente, essa parte do não poder comer certas coisas é chato. Só que se eu comer certas coisas, vou virar baleia mesmo treinando muito. Então, é melhor não comer mesmo. A sorte dos dois é que eles podem comer o que quiser que não engordam.

Com um atraso de 20 min, chegou a hora dos 1.500 m. O problema é que muitos idosos demoram muito para terminar suas provas de fundo. Acho que nesses casos deveriam deixá-los correndo na raia 1 e usar as demais para as provas de velocidade.

Como tinha feito 12:50.2 nos 3.000 m, tinha que fazer uns 6:25.1 nos 1.500 no máximo. A Regina começou a dizer que queria que eu puxasse a prova. Disse que sairia devagar e só depois aceleraria. Dada a largada, mais uma vez saí devagar, mas não tanto quanto o planejado. Como combinado, a ultrapassei. Nos metros finais ela resolveu me passar e me puxar. Só que eu sem velocidade não consegui acompanhar, fechando em 6:23.8, sendo a 2º no geral e 1º e única da minha faixa-etária novamente, e com bpm em 172. Ela me deu bronca por ter saído devagar e não ter dado o sprint com ela. Só que eu realmente não tenho como fazer isso. Não é uma coisa que eu botei na minha cabeça como ela acha. Que culpa tenho eu de ter uma musculatura ruim. Só eu sei o quanto é duro ver gente que não tem treino algum ser bem mais rápida do que eu na velocidade.

Ela também falou do fato de eu não estar competindo no adulto para não dar vexame. Ela diz que é só não ouvir o que dizem. Só que o pessoal fala e fala mesmo. E o pior, vai falar no ouvido do Vinícius. Se eu estivesse correndo por uma equipe, ainda ia lá. Já como avulsa o negócio pega ainda mais. Afinal, podem me proibir de competir. Prefiro estar melhor para poder fazer isso.

Novamente a medalha saiu relativamente rápido, devolvi meu número e fui para casa. Chegando lá, o Thiago chegou logo depois com as luvas e o tênis do Jaspion para ir ao evento.

Mais algumas poucas fotos da competição podem ser encontradas em meu Orkut.

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