Pantera Cor de Rosa

Este é o blog de Juliana Carpes Imperial, mais conhecida pelos desconhecidos como a Pantera Cor de Rosa por volta e meia ir correr toda de rosa.

sexta-feira, maio 13, 2011

2º Circuito Fluminense de Corrida Rústica e Caminhada - Etapa de Itaboraí




Novamente fui uma das primeiras a me inscrever, sendo eu a número 3 e o Thiago, o 4. Itaboraí é mais perto do que Petrópolis. Mais ainda, o horário era às 17 h, o que facilitaria a ida, mas não a volta. Tendo que acordar bem cedo na segunda, fica complicado voltar tarde para a casa em um domingo à noite.

Não sabia como chegar em Itaboraí. A própria Rio Ônibus não sabia me informar nada. Vendo na Internet, li que tinha um ônibus que saía da Praça VX, só que o site não era oficial. Uma mulher no ônibus ao ir para o trabalho falou que lá tinha ônibus e também dava para pegar van.

Na véspera da corrida, dia 30 de abril, fui até a Praça XV e peguei o tal ônibus, que tem ar-condicionado, é confortável e custa R$ 7,00. Pobre de quem mora lá e trabalha no Rio. A ida foi devagar pois muita gente entrava no caminho.

Itaboraí realmente é muito longe. É mais para baixada do que Niterói e São Gonçalo. O que me chamou a atenção de São Gonçalo em diante é o quanto Itaboraí, Manilha e São Gonçalo são municípios abandonados pelo governo. Devido à distância, o ônibus TINHA que ter banheiro. Se para Petrópolis tem, para Itaboraí também tinha que ter. Com uma passagem cara dessas, não pode não ter.

Chegando lá, me informei e achei o local de retirada do kit, o Teatro Municipal João Caetano. É um prédio histórico, que infelizmente está mal-conservado. Desta vez não nos deram os números feitos no momento da inscrição e sim os 503 e 604, respectivamente.

A volta foi bem rápida pois o ônibus estava passando pelo ponto. Ao chegar na Leopoldina, saltei e fui a pé para casa para economizar passagem. Só acho que lá é muito perigoso, tendo muitos pivetes.

No dia da corrida, saímos de casa às 14 h. Fomos até a Leopoldina e pegamos uma van, que também custava R$ 7,00 para quem a pegasse ali. À medida que chegávamos mais perto, a passagem barateava.

Chegamos no local da corrida 15:35. Estava muito quente, marcando 36ºC na Praça da Bandeira. Como não vi termômetro em Itaboraí, não dava para saber a temperatura lá.

Para minha surpresa e desespero, ouvi o apresentador da corrida falar que faltavam apenas 25 min para a largada. Ao perguntar à organização, disseram que a prefeitura mandara adiantar o horário da prova. Só que ninguém me avisou nada na hora de retirar o kit. Bem que eu estranhei que no prospecto estava 17 h mas no calendário estava 16 h. Só que eu achei que era apenas um erro de impressão. Até porque uma corrida às 16 h pode ser debaixo de muito calor, como de fato ocorreu.

Foi um tal de fazer o aquecimento apressadamente e com a frequência cardíaca elevada, pois fiquei nervosa com o fato. Para piorar, por volta das 15 h eu comi 2 barras de cereal e minha digestão ainda não tinha sido feita completamente.

Na hora da largada, estava um calor muito forte, devendo estar uns 38ºC. Vi que havia 3 mulheres que corriam mais do que eu e achei que não conseguiria pódio. Um cara de sandalha entrou na largada. Era um bêbado chapadão! Dada a largada, nem sei onde foi parar.

O percurso eram 2 voltas de 2,5 Km com quase todo o percurso em paralelepípedo e com subidas e descidas tenebrosas. Eu saí forte, para 3:56, só que foi basicamente em descida o 1º Km. Depois veio a subida e aí a coisa pegou feio. Ao fazer o retorno para a subida vi que a 3º, a Karin, não estava muito longe de mim.

Me esforcei para alcançá-la e vi que minha pulsação começou a subir muito. Ainda mais que estava muito quente e a água durante a corrida não deu conta, mesmo passando pelo posto duas vezes em apenas 5 Km. Minha velocidade e minhas forças só caiam.

Ao passar pela Karin, fui com o resto de forças que tinha e desabei na chegada. Chegou o atendimento médico, que tirou minha pressão e glicose. Ambos estavam altos, com a glicose em incríveis 281. Acho que o aparelho estava quebrado. Tá certo que fiz esforço e comi muito carboidrato. Porém, o valor estava muito acima do normal. Já a pressão dar 14 x 8 é normal depois de todo este esforço.

Vi que a Karin morreu mesmo, pois chegou bem depois. A primeira foi a Jéssica, que fez em menos de 20 min, a segunda foi a Neilda, que fez em menos de 21 min e eu fui a terceira com horrorosos 24:19. No geral absoluto, fui a 15º. Se tivesse saído mais devagar e não tivesse me estressado com o horário e a colocação, teria feito MUITO melhor. Afinal, era só uma corrida.

Já o Thiago foi o 32º no geral masculino e o 36º no geral absoluto com 29:06. Ele chegou sem conseguir andar direito e com o joelho inchado. Achava que o joelho tinha saído do lugar. Todavia, se isso tivesse acontecido, ele nem seria capaz de andar. Fomos até a ambulância e disseram que poderiam levá-lo ao hospital da cidade para ver o que era. Só que as socorristas até falaram que de fato era melhor ir pelo plano no dia seguinte e lhe deram uma injeção no bumbum de diclofenaco.

O ajudei a andar até área dos comes e bebes e pedi para ele esfregar gelo no local. Só que ele só o fez por pouco tempo e disse que não sabia o que doía mais, se o joelho ou o bumbum. Enquanto ele ficava sentado com a perna esticada, eu comi muita melancia. Ele como sempre quase não comeu nada.

Na hora do pódio, recebi um lindo troféu e um bouquet de flores. O difícil era subir no palanque, com uma escada improvisada. Ao final da premiação, houve uma justa homenagem ao Willian, que faleceu recentemente e sempre ajudava na organização das corridas. Era um rapaz muito bom que sempre estará em nossos corações. Que descanse em Paz!

A organização começou a desmontar a estrutura cedo. Peguei muitas bananas e mais um troféu, o abacaxi. Ainda nem eram 19 h quando fomos embora. Estava rolando a final da Taça Rio e ainda estava 0 a 0 no segundo tempo. Pelo visto o Thiago só dera um mal jeito no joelho, pois apesar de mancar um pouco, conseguia andar rápido.

Assim que chegamos no ponto tinha um ônibus. A volta foi rápida e começamos a ouvir fogos. Sabia que um dos times havia vencido e, pela hora, nos pênaltis. Liguei para a minha mãe que me deu a notícia de que o Mengão era campeão antecipado.

Saltamos na Leopoldina e fomos para a casa. Como já era meio tarde, não deu tempo de passar gelo. Fiquei cansada com essa correria toda.

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