Pantera Cor de Rosa

Este é o blog de Juliana Carpes Imperial, mais conhecida pelos desconhecidos como a Pantera Cor de Rosa por volta e meia ir correr toda de rosa.

segunda-feira, maio 23, 2011

2º Circuito Fluminense de Corrida Rústica e Caminhada - Etapa Duque de Caxias




Como Duque de Caxias também é perto, resolvi participar, sendo a 18º participante a se inscrever. Desta vez o Thiago não poderia ir comigo pois ele tinha a prova do concurso dos Correios no mesmo dia.

Na véspera, resolvi ir de trem para lá. Fiz uma grande besteira em pegar na estação do Maracanã, ir até a de São Cristóvão e depois pegar o trem que vai para Saracuruna. A demora é muito grande. Deveria ter ido direto para São Cristóvão ou ter pego um ônibus. Só não fui de ônibus pois é mais caro do que o trem.

Chegando lá, demorou, mas consegui achar o local de entrega do kit. Era na vila olímplica, no bairro 25 de Agosto. O problema era o local da corrida. Como eu desconfiava, era em Santa Cruz da Serra, terra do meu ex-massagista Zico. Eu simplesmente não sabia chegar lá e achava que poderia não chegar a tempo. Me informando com membros do staff, me disseram para ir à rodoviária de Duque de Caxias e depois pegar um ônibus para lá. É nessas horas é que é bom saber dirigir e ter um carrinho.

Chegando em casa, fui na Internet e descobri que havia um ônibus da Viação Trel que sai da Central e vai até Santa Cruz da Serra.

Como teria que sair cedo de casa, marquei um táxi pela TeleUrca para me levar lá e acordei às 4:30 da manhã, pegando o veículo às 5:30. Fui de moleton e casaco, por causa do frio e do lugar sinistro. Para piorar achei que o ônibus saía do rodoviária de trás da Central, quando na verdade saía em frente ao quartel. Realmente, é um local estranho com muitos moradores de rua.

O ônibus não demorou muito a chegar. O bilhete era caro: R$ 5,60. O ônibus tinha ar-condicionado. Porém, não tinha banheiro, algo importante para uma viagem longa. Realmente, Santa Cruz da Serra é longe!

Cheguei lá por volta das 7 h e não tinha quase ninguém por lá. Estava bem frio. Uma pessoa da organização me perguntou se eu não queria levar uma melancia quase inteira para casa, daquelas que eles abrem uma parte e fazem um desenho. Disse que bem que gostaria, só que não poderia fazê-lo estando sozinha e voltando de ônibus.

O tempo passava e fui me aquecer. Estava me sentindo solta e muito bem. A temperatura ajudava e pouca gente chegava. Além de o local ser MUITO longe, havia 2 outras corridas grandes no mesmo dia: as 10 Milhas da Puma no Aterro do Flamengo e a Corrida da Paz no Morro do Alemão. Não poderia dar muita gente.

Na hora da largada, vi que de atleta só tinha eu mesmo. Ela atrasou um pouco para esperar o pessoal de Angra dos Reis que tinha acabado de chegar. Dada a largada, uma mulher saiu na minha frente. Contudo, logo a ultrapassei.

Eu estava me sentindo bem e correndo sem fazer esforço excessivo. Ou seja, tinha tudo para fazer uma excelente corrida. Entretanto, depois do 2º Km, aconteceu o inesperado. Comecei a me sentir mal, com a pressão despencando, fraqueza e tremedeira. Achei que teria que abandonar a corrida naquele ponto. Ao olhar para o relógio, vi que a frequência estava em incríveis 232. Nada de eu me sentir melhor e nada de ela baixar.

Não poderia ser baixa de sódio, pois neste caso acordaria já me sentindo mal. Não era excesso de esforço. Tão pouco poderia ser ansiedade por estar em primeiro, pois a frequência antes não estava alta. Penso que a alimentação na véspera possa ter causado isso. Comi muitas frutas. Será que fruta demais poderia ter me feito mal? Ou seria por ainda não estar fazendo treino de velocidade e não ser capaz de manter uma frequência cardíaca mais alta por muito tempo? Entretanto, se isso fosse verdade, não teria conseguido correr 10.000 m.

Andei um pouco e minha frequência foi baixando aos poucos. Isso mostra que de fato ela subiu muito e o relógio não estava louco. Se estivesse louco, ele teria zerado ou ficado com uma outra frequência errada e totalmente aleatória. Sorte que nenhuma mulher vinha logo atrás de mim. Assim que me reestabeleci, voltei a correr. Todavia, procurei forçar menos para não ter que parar novamente.

Logo antes de fazer o retorno, escutei uma mulher em um carro me chamando de gostosa. Mas que pouca vergonha!

Terminei a corrida sem maiores sobressaltos e com a frequência cardíaca dentro do normal em 23:48. Fui a 32º no geral absoluto. Entre as mulheres, só tinham 24 corredoras.

Assim que cheguei, encontrei um rapaz que conheci na etapa de Petrópolis. Ele estava acompanhado de uma garota que tinha acabado de conhecer. Ela começou a querer me tocar demais e falou que estava no carro onde mexeram comigo acompanhada de umas amigas. Saí de perto. Aí ele me contou que ela se aproximara dele e perguntara se tinha irmã. Ele disse que sim e ela perguntou se ela era gostosinha. Vê se pode uma coisa dessas. Quer ser homossexual, tudo bem. Entretanto, como não dá para saber a opção de cada um logo de cara, não se pode agir desta maneira grosseira. Mesmo se eu fosse lésbica não iria querer ter nada com uma mulher que me aborda desse jeito. Assim como é péssima a maneira como a maioria dos homens aborda as mulheres, parecendo uns tarados no cio.

Comi muita melancia e um pouco de bolo. Ao final, o ponto para pegar o ônibus de volta era logo em frente. Só achei um absurdo um ônibus sem ar-condicionado custar também R$ 5,60. Desta vez saltei na rodoviária e peguei um 266 para voltar para casa.

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