Pantera Cor de Rosa

Este é o blog de Juliana Carpes Imperial, mais conhecida pelos desconhecidos como a Pantera Cor de Rosa por volta e meia ir correr toda de rosa.

domingo, julho 10, 2011

11º Torneio UFV de Atletismo de Veteranos


Decidi este ano viajar mais de uma vez para competir, já que a minha situação financeira atual não está tão ruim e dinheiro foi feito para se usar para diversão também. Como a segunda viagem do ano está reservada para a São Silvestre, escolhi participar deste torneio de veteranos. Afinal, sempre quis viajar junto com o grupo, que é bem legal. Porém, se eu fosse escolher hoje, iria preferir o Campeonato Brasileiro de Fundo em Pista, por ser uma competição mais importante e de adulto, não de veterano.

Como o Thiago infelizmente está sem emprego, paguei também a passagem dele no ônibus alugado e a parte da diária em quarto duplo em um hotel da cidade. Eu queria ficar no hotel da universidade. Quando liguei no início de março ainda não estavam fazendo reservas. Disseram-me para ligar no final de março. Ao ligar no início de abril, me disseram que não havia mais vagas, só restando quartos sêxtuplos. Acabou que eu reservei em um hotel próximo à universidade pelo dobro do preço, o Alfa Hotel. Todavia, conversando com o pessoal, parece que a pessoa que me atendeu na segunda vez errou, pois ainda havia vagas duplas até às vésperas da competição.

Apesar de Viçosa ser bem mais perto do que São Paulo, a viagem tomaria bem mais tempo por causa da parada para o almoço e das estradas, por passar por dentro de cidades pequenas de Minas Gerais, sendo elas estreitas, com subidas e quebra-molas.

No dia da ida, o ônibus ainda não havia chegado às 8 h, horário marcado para a saída do mesmo. Estava reclamando bastante e com razão. O problema é que o cel. Rabelo agendou o ônibus para 8:30, ao contrário do que foi determinado e avisado para todo mundo. Ao falar com ele, me disse que o horário combinado era 8:30 e que quem falou que era 8 h havia se enganado. De fato, haviam dito antes que o ônibus sairia às 8:30. O cel. é que deve ter se confundido, sem falar que atraso é com ele mesmo.

O ônibus saiu 8:48 do Maracanã. Antes de sair, o cel. Rabelo fez chamada. Todos estavam presentes. Ainda havia 3 vagas pois 3 pessoas desistiram em cima da hora e acabou que alguns atletas ficaram de fora e foram de ônibus de rodoviária mesmo. O ônibus era um da 1001 normal, sem aquela poltrona reclinável e confortável dos ônibus executivos da empresa. Nem água gelada tinha em grande quantidade na parte de trás do ônibus. Sorte que eu levei as minhas garrafas d'água.

A viagem, apesar de longa e cansativa, foi bem divertida. O Thiago levou o laptop e eu, o livro "Divina Comédia", que eu queria terminar de ler. Enquanto a bateria durava, ele jogava e eu lia. Quando ela acabava, ficávamos juntos. Na parada e antes de ir, ele recarregou bem a bateria. Entretanto, ela já está um tanto viciada. Sem falar que joguinho sempre faz com que a bateria descarregue rápido. Já perto de chegar, o Thiago ficou no final do ônibus e em pé, porque seus pés estavam dormentes.

Uma atleta, a Ana banana, falava sempre muitas besteiras. Duplo sentido para elas seria um eufemismo; era sentido direto mesmo. Não é a toa que tem esse apelido. Só gostaria de saber se o namorado dela não se incomoda com isso, pois acho que pega muito mal.

A parada para o almoço até que não demorou muito lá em Juiz de Fora. O difícil foi achar um orelhão para ligar para casa. Só não acho uma boa idéia do pessoal comer comida gordurosa na véspera de competir. Não sei como conseguem, se bem que um monte de gente correu mal, seja pela comida ou por noite mal dormida, como foi no meu caso. Teve ainda uma segunda parada para comprar produtos numa lojinha. Só que lá não tinha nada demais que me interessasse. Era tudo industrializado.

Chegamos por volta das 16:30. O quarto do hotel era um desbunde, com cozinha e tudo mais. Pena que o hotel só servia café da manhã, não tendo nem sequer um serviço de quarto, apenas um frigo bar. Na viagem levei arroz branco em grande quantidade, pois necessitaria de muito carboidrato. Para o Thiago, levei miojo (juntamente com queijo ralado) e passatempo. Até eu comi o miojo no dia seguinte. Levamos o marmiquente, só que como o quarto tinha cozinha, preferimos fazer na frigideira para aquecer comida.

Tentei pegar o kit à noite, que era apenas um número, uma tabela de récordes e os horários das minhas provas. Só que eles só seriam entregues bem mais tarde na hora da palestra de um treinador famoso. Acabou que peguei antes da primeira prova mesmo.

Além de uma boa alimentação, um atleta tem que ter uma boa noite de sono na véspera. Só que quem disse que eu consegui dormir. Tinha um show na cidade e o pessoal fazia a maior arruaça na rua. Havia muita gente falando alto e gritando. Sem falar que a qualquer hora do dia os filhinhos de papai passavam com o som do carrão nas alturas. Queria ver eles fazerem isso aqui no Rio. Logo logo ouviriam: "Perdeu, perdeu!". Infelizmente não tinha nem como trocar de quarto para um de fundos, já que o hotel estava lotado. Vou passar a ter isso como regra: sempre pedir quarto de fundos ao reservar em qualquer hotel.

No dia seguinte, estava cansada e com um pouco de dor de cabeça. Só comi 3 barras de cereal e um café preto no café da manhã do hotel e me mandei trotando para a pista da Universidade de Viçosa. Ela é bem longe da entrada. Como estava cansada, a frequência cardíaca estava muito mais alta do que o razoável para um trote.

Estava muito frio no local. A organização era feita por alunos de educação física da universidade que aparentemente estavam cursando a matéria de atletismo. Como eles eram os juízes, por causa da absoluta falta de experiência, se enrolavam muito. Acho que tinham que contratar alguns juízes de verdade para passar instruções e coordenar os trabalhos.
Era um tal de atleta entrar na pista em cima da hora, atrasando a prova, esquecendo de confirmar. E a competição só ia atrasando...

Nos 5.000 m tinham 2 senhoras mais velhas do que eu, uma com mais de 50 e outra com mais de 45 que eram de impressionar. Ouvia a conversa delas e percebi que tinham bons tempos, com 42 min no 10.000 m e 1:10 na São Silvestre. Espero que um dia consiga este último. Dada a largada, eu errei pois saí bem mais forte do que o planejado. Fiquei em segundo atrás da de 45 e depois caí para terceiro. Não demorou muito e ultrapassei as duas. Só que além de ter saído forte e estar cansada (como todo mundo ali), fiquei sentindo cólicas intestinais e, possivelmente, menstruais, já que fiquei menstruada na madrugada do dia 6. Acabou que no finalzinho perdi para a de 50, fazendo em 22:07.95. O que me impressionou nela é seu corpo magro e ao mesmo tempo musculoso. Se não olhar seu rosto, você diz que é uma garota, mesmo já tendo filho. Quem me dera ter uma genética assim.

Durante a prova, muitas pessoas me incentivaram e pediam para que eu não olhasse no relógio. Porém, numa prova longa, acho que isso não faz muita diferença.

Assim que terminou a prova, voltei para o hotel trotando para tomar o café da manhã. Estava realmente muito caprichado. O problema é que eu me excedi. Devia apenas ter comido frutas, café preto, queijo minas, pães, mel e manteiga. Nada de café com leite, achocolatado e cappuccino com leite integral, mingau de aveia com leite integral e, principalmente, muitos pães de queijo. Não cheguei a comer os bolinhos, chocolates e o doce de leite de Viçosa. Só que quem disse que consegui fazer a digestão até a hora dos 1.500 m, por volta das 14 h? Acho quem não foi tanto pelo que comi e sim pelo fato de eu estar com o corpo esgotado pelas horas de viagem e a noite mal-dormida. Acabou que eu "andei" na pista. Simplesmente não conseguia correr, sentindo meu estômago extremamente dilatado. Resultado: fui a primeira na faixa e a terceira geral, perdendo para as senhoras que citei acima, terminando com o tempo extra-oficial de 6:39.8. Nunca corri um 1.500 tão mal.

Antes da prova tinha recebido a minha medalha dos 5.000 m que guardaram para mim. Como o programa horário estava muito atrasado, fiquei com as pernas para cima o maior tempão antes dos 1.500 m descansando. Os "juízes" estavam muito enrolados. A desorganização era tanta que estavam planejadas 2 séries de 1.500 m. Contudo, como muita gente que estava cansada desistiu de competir, resolveram fazer só uma sem avisar em alto e bom som todas as participantes. Isso só gerou mais atraso, com gente confirmando em cima da hora. Para mim até que o atraso foi bom por causa da indisposição estomacal.

Enquanto aguardava os 400 m rasos, recebi a medalha dos 1.500 no pódio. Entretanto, o tempo oficial não saiu. O Thiago não foi me assistir nas provas da tarde pois ele preferiu acessar um pouco a Internet e descansar no quarto. Na hora da prova, nova enrolação, pois não conseguiam montar as séries de forma adequada, com só as mais velhas primeiro e só as mais novas depois. Eu até que consegui me sentir melhor na última prova. Todavia, me sentia fraca e sem forças para correr forte. Acabou que tive a mesma colocação com as mesmas atletas na minha frente, fazendo o tempo extra-oficial de 1:28.1.

Assim que acabou a prova, simplesmente fui trotando bem devagar para o hotel com a pulsação altíssima novamente. Me alonguei, botei as minhas pernas para cima, tomei banho e fiquei junto com o Thiago. Desta vez deu para dormir melhor, embora acordasse algumas vezes por causa dos carros dos filhinhos de papai com o som nas alturas.

No dia seguinte infelizmente tivemos que acordar cedo. Pena que só pudemos ficar até às 8 h no café da manhã. Desta vez tinha salsicha. Comi também os bolinhos e os chocolates e, principalmente, tomei muito cappuccino.

Saímos e fomos até o hotel da universidade pegar o ônibus. O difícil foi arrumar um lugar para nós dois juntos. Até alguém decidir se mudar, demorou. Na volta até que o ônibus saiu rápido. Durante a viagem, peguei minha medalha dos 400 m rasos.

A primeira parada ainda foi em Viçosa para comprar queijo, doce de leite, biscoitos, etc. Como eu não queria que nada estragasse, comprei apenas doce de leite e biscoito de canela. Mas teve gente comprando até linguiça. E não é que uma senhora perdeu a linguiça dentro do ônibus? Ela ficou desesperada, mas acabou achando. Havia escorregado no local destinado a bagagem de mão.

O pessoal estava muito cansado e a volta foi mais silenciosa. Como o ônibus lotou e saiu mais em conta do que o planejado, cada um recebeu de volta R$ 30,00. Novamente o laptop do Thiago ficou sem bateria logo. Na parada para o almoço, usamos uma tomada da borracharia e a Internet liberada do local. Isso eu acho um perigo, eu jamais o faria se o computador fosse o meu. Eu não almocei, apesar de o buffet ser bem caprichado e ter aquela beringela à milanesa que adoro. Desta vez a parada foi looooonga... O Thiago é que comprou um biscoito salgado daqueles que detesto e um guaraná.

Chegamos novamente por volta das 16:30. O que pesou no tempo foi a longa parada no almoço, já que a velocidade média foi bem mais alta pois o percurso era de descida. O motorista, que ficou no hotel da universidade junto com o pessoal e era bem simpático, elogiou o comportamento do grupo. Afinal, ninguém, por exemplo, tentou roubar algo nas paradas, coisa infelizmente comum em excursões, principalmente se tratando de cariocas.

Infelizmente não tenho fotos para mostrar. O Ari tirou muitas. Entretanto, como o Orkut dele já está abarrotado de fotos, ele não colocou nenhuma no ar. Se eu tivesse tempo, ficaria lá no computador da AVAt fuçando as fotos.

Não sei se no ano que vem vou novamente, pois devo preferir as competições adultas. O que sei é que esta edição da competição deve ser a penúltima, pois o organizador vai deixar o cargo e parece que ninguém quer assumi-lo.

Marcadores:

0 Comments:

Postar um comentário

Links to this post:

Criar um link

<< Home

Free counter and stats for your website on www.motigo.com