Pantera Cor de Rosa

Este é o blog de Juliana Carpes Imperial, mais conhecida pelos desconhecidos como a Pantera Cor de Rosa por volta e meia ir correr toda de rosa.

sexta-feira, agosto 05, 2011

Nova lesão: distensão do obturador externo


No dia 14 de junho, treinei longo mas não forte, pois minha pressão baixara, me deixando completamente gelada. O tempo andava frio, algo que adoro. No dia 15, ao começar a rodar ainda devagar, senti um incômodo no pubis, que passou rapidamente. Não senti mais nada nesse dia. Ainda pedi ao meu massagista para que olhasse o local. Aparentemente não havia nada de mais lá.

No dia 16, ao fazer exercícios de extensão de tronco antes de me alongar, o púbis doía um pouco. Achei que não fosse nada demais. Afinal, atletas sempre têm uma dor aqui, uma dor acá... Só que durante o treino, que foi mais pesado, a dor não passou. Dava para treinar sem problemas. Porém aquilo me incomodava.

Terminado o treino, foi terrível voltar para casa. Doía muito. Eu sabia que havia algo de errado, que aquilo não era uma dor normal. Durante o dia eu continuava a sentir dor, especialmente para me levantar. De cara achei que fosse pubalgia e pesquisei a respeito na Internet. Só não saberia dizer ao certo a causa. A madrugada só confirmou meus medos: ao me levantar, mal podia andar.

No dia 17 já não fui treinar. A impressão que eu tinha é a de que meu quadril tinha se deslocado. A dor principal era no púbis, mas sentia muita dor também no glúteo e em volta da perna toda. Nesse dia marquei o médico e a avaliação na fisioterapia na segunda e terça da semana seguinte, respectivamente.

No fim de semana a dor até que melhorou muito. Mas ai de mim que desse movimento bruscos. Ou então tentasse me vestir em pé. De cara nem o médico nem a fisioterapeuta sabiam do que se tratava. Poderia ser qualquer coisa. Só a ressonância daria a resposta correta. Só que foi terrível para marcá-la. Todos os lugares que tentei pela UNIMED, meu novo plano, só tinham para dia 30. Como a dor diminuía eu achava que poderia ter sido só uma contratura e que até o dia do exame eu já estaria boa. Ledo engano!

Ao pegar o resultado no dia 7, meu mundo caiu! Eis aqui o diagnóstico. Clique para ampliar.


Eu sabia que isso era demorado pois o jogador Emerson, na época no Fluminense teve um edema ósseo no tornozelo e levou séculos para voltar. Tá certo que ele era indisciplinado e que comigo talvez demore menos. Além do edema, a distensão, apesar de ser de grau 1, é complicada por ser em um local difícil de curar. Afinal, é um músculo pequeno e que é usado em vários movientos. E sempre se dá movimentos bruscos com ele, como em uma freada de ônibus, por exemplo. Para me deixar mais pessimista, a ressonância foi feita 3 semanas depois da lesão e ainda a pegou, e não uma fibrose. Mais ainda, a lesão foi perto de um tendão, tecido pouco vascularizado que demora a se curar. Sem falar que avulsão = arranque. Ou seja, algo foi arrancado ali na região. E arranque = coisa séria.

Depois de um mês e meio mais ou menos, fui dar um trote para pegar o ônibus. Como senti dor! Até ela diminuir novamente, demorou 1 semana. Se eu caminhasse rapidamente também sentia. Ela foi diminuindo com o passar do tratamento. Estou fazendo fortalecimento e cada vez melhora mais. Todavia, a fisioterapeuta, o massagista e o médico foram categóricos ao afirmar que eu ficaria muito tempo parada. Ela mesma falou que essa foi a pior lesão que tratara em mim. Não sei o que diria se fosse ela a tratar o meu quadril no final de 2003, já que aquela lesão deixou uma sequela eterna no labrum direito.

Quando tenho uma lesão, gosto de saber exatamente o porquê ela ocorreu para não repetir o mesmo erro. Contudo, ninguém sabe como isso aconteceu. Não estava treinando pesado, havia descansado 2 dias no fim de semana anterior, estava treinando apenas em plano nas últimas duas semanas, no Célio de Barros... Uma de minhas possíveis hipóteses é novamente má postura no trabalho. Volta e meia eu sentava que nem caubói na cadeira da minha mesa, que estava com o assento duro feito uma pedra.

Também acredito que pode ter sido alongamento. Eu sempre fazia o espacate como alongamento antes e depois de treinar já há muitos anos. Esse movimento nem me causava a dor da lesão. Porém, pelo sim, pelo não, melhor não fazer mais isso. Não preciso desta flexibilidade toda como atleta.


Por fim, acho que um tranco correndo pode ter causado isso. Lá na pista aquelas atletas do Vasco vivem fazendo besteiras e nos obriga a desviar bruscamente. E recentemente isso aconteceu várias vezes. O tranco em si não causaria maiores problemas. Entretanto, se a musculatura estivesse cansada ou fraca, a distensão poderia ocorrer, sim.

Ao menos sei que estou bem acompanhada de profissionais extremamente competentes, e, principalmente, que gostam de mim.

O tratamento, no total, foi o seguinte:

1) Alongamento de panturrilha na rampa. Não sei para que isso na minha lesão, mas tudo bem.

2) Alongamento de ísquios na maca 4 x 30 s. Igual ao que eu fazia na lesão de fascite plantar.

3) Alongamento de glúteo na maca 3 x 30 s.


4) Alongamento de adutor 3 x 30 s. O fisioterapeuta pega a sua perna com você deitado relaxado na maca de barriga para cima e abre sua perna até onde der. No meu caso, por eu ser muito flexível, a perna vai bem longe e tem que ter rotação externa.

5) Alongamento de borboleta deitado 3 x 30 s. Você chega bem para o lado da perna lesionada na maca, deixa uma perna esticada e a outra em borboleta. O fisioterapeuta apenas faz força para baixo.

6) Alongamento de quadríceps deitado 3 x 30 s. Você fica em posição fetal de costas para o fisioterapeuta, que puxa a sua perna para trás dobrada.

7) Alongamento de piriforme 3 x 30 s. Igual ao que eu fazia na lesão de fascite plantar.

8) Alongamento de psoas. Deita-se na maca na diagonal segurando a perna boa dobrada por trás do joelho e o fisioterapeuta força para baixo a perna ruim. 3 x 30 s.

9) Massagem no adutor, virilha e púbis por 5 min.

10) Massagem nas costas e soltura do glúteo por 3 min. A parte das costas acho que foi porque no início a fisioterapeuta não sabia o que eu tinha.

11) Ultra-som no ponto de dor do glúteo e no púbis por 5 min. As intensidades e modos variaram durante o tratamento dependendo da avaliação. Ora era contínuo, ora pulsado. Ora com 0,8, ora com 1,2. Só sei que quando é contínuo, é quando tem que aquecer a região lesionada.

12) Calor + tens por 15 min no púbis e ísquios. Como já disse anteriormente, o tens teria que ficar por pelo menos uns 40 min. O tens ajuda a tirar a dor e o calor a soltar a musculatura.

13) Gelo por 20 min. Ajuda bastante a desinflamar.

14) Agora começa o fortalecimento, que obviamente é depois de haver uma boa melhora na lesão. A ordem é a da inclusão dos exercícios. Primeiramente extensão e flexão em pé com elástico, 3 x 10.

15) Adução com elástico 3 x 12.

16) Quadrices lentamente sentada na maca 3 x 12. O peso começou com 3 Kg e só foi aumentando até 10 Kg. No início partia de 60º. Não quis aumentar disso para não ficar aquele bando de caneleiras penduradas.

17) Posterior com caneleira em pé dobrando a perna para trás lentamente com 3 x 12. O peso começou com 2 Kg e só foi aumentando até 10 Kg. Não quis aumentar disso para não ficar aquele bando de caneleiras penduradas.

18) Adutor na maca com a perna de apoio dobrada em cima de dois colchonetes dobrados para fazer volume lentamente com 3 x 12. Começou com 3 Kg e terminou com 5 Kg.

19) Glúteo em pé com o corpo debruçado sobre dois colchonetes dobrados em cima da maca bem lentamente 3 x 12. O objetivo é levantar a perna para trás. O outro pé fica em cima de um cálcio. Começou com 1 e terminou com 5 Kg.

20) Exercício de rotação interna e externa com o fisioterapeuta fazendo resistência. 3 x 12.

21) Um exercício numa bola oval, colocando o calcanhar da perna ruim em cima dela e segurando a outra dobrada por trás do joelho. O objetivo é forçar o pé na bola e levantar o quadril do chão. 3 x 12.

22) Agachamento devagar na parede com o bolão nas costas. 3 x 12 e ao final sustentar lá em baixo por 1 min.

23) No início, tinha uma manipulação de 1 min que eu acho que tinha por objetivo soltar o púbis. Não sei descrever o que era.

24) Em casa, obviamente, muita moxa! O chato é o local. É sensível e ainda a fumaça pode subir para os olhos, causando irritação. Não sei o que é pior: fumaça de moxa ou cebola.

Como tenho que amargar o maior tempão de molho, meu objetivo principal é não engordar. Tenho resistido bravamente. No caso da torção do pé em 2003 eu resisti quase até o final, mas uma sequência de festas juninas me engordou. Sendo que aquela lesão levou 5 semanas para curar. Já esta tem a previsão de uns 6 meses. Vou chorar, desculpe mas eu vou chorar...

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