Pantera Cor de Rosa

Este é o blog de Juliana Carpes Imperial, mais conhecida pelos desconhecidos como a Pantera Cor de Rosa por volta e meia ir correr toda de rosa.

sábado, maio 05, 2012

Campeonatos Brasileiros Caixa de Corrida de Fundo em Pista


Eu estava roxa para saber quando seria essa competição. Desde que ela saiu do Rio eu nunca mais a corri. Como nesse ano eu queria viajar mais, estava decidida a ir. Quando decidiram que ela seria em São Paulo e em dois dias, com o 10.000 m no sábado dia 27/04, ficou melhor ainda para mim, pois não precisaria faltar ao trabalho para ir nem gastar $$ com hospedagem.

Ao ver onde ficava o Centro Olímpico de Treinamento no Google Maps, logo pensei se tratar da pista do Ibirapuera, pois o local fica perto. É um perto longe, pois o complexo do Ibirapuera é enorme, fazendo com que as duas pistas fiquem a alguns poucos quilômetros de distância. Preferia que fosse no Ibirapuera, pois é menos longe do metrô e eu já conheço o local, sabendo chegar lá sem precisar de mapa.

A mochila a levar estava leve. O que mais pesava eram as comidas para a minha alimentação antes da corrida. Não tinha como me alimentar na rua e correr riscos sendo a corrida no mesmo dia.

Nem dormi direito depois das 5 h por estar nervosa em não chegar tarde na rodoviária. Acabou que acordei às 6 h, cheguei lá e comprei a passagem de 7:45 no ônibus executivo de um andar da 1001. A rodoviária estava lotada, com muitas pessoas com cara de sono chegando e muitas saindo.

Por causa de um engarrafamento na chegada à rodoviária, o ônibus saiu atrasado cerca de meia hora. A sala vip da 1001 ficou lotada de tanta gente. Na espera, conversei com uma gaúcha que disse que o bairro da Moema, onde fica o local da competição, é tranquilo, assim como os Jardins.

O ônibus andou em marcha lenta. Como sempre, quando posso, compro bilhete para o corredor. Todos os vendedores sempre já querem te colocar na janela. Do jeito que me levanto, jamais posso ficar na janela. O cara do lado vai me matar. Na ida, uma cara ficou do meu lado desligado da vida ouvindo música. Depois da primeira parada, um funcionário da 1001 que ocupava sozinho duas poltronas ao lado saiu e eu mudei de lugar. Não consegui dormir nada de nada durante a ida.

Peguei metrô tranquilo e saltei na estação Brigadeiro na Paulista. Consegui o feito de errar o caminho e ir em direção à estação Trianon e não à rua Teixeira da Silva. Até então estava fresco embora muita gente estivesse toda agasalhada. É interessante o fato de muitos rapazes andarem de skate nas calçadas da Avenida Paulista. Não se vê isso no centro do Rio. Além de as calçadas aqui serem estreitas, têm muitos buracos. Lá o centro também é mais limpo e sem pivetes, com poucos mendigos.

Andei até a padaria Gemel e tomei um expresso. Começou a chover e eu fui andando, andando... Passei pelo complexo do Ibirapuera e vi que tinha competição lá. Talvez alguns amigos meus estivessem ali. Continuei andando, um tanto quanto perdida, até chegar ao parque do Ibirapuera. Ao ver que estava andando demais e que nunca chegava ao meu destino, resolvi pegar um táxi até o local da competição. De táxi era perto. O problema é que andar demais antes da competição não seria uma boa idéia.

O local é amplo e bonito, sendo um complexo esportivo para outras modalidades além do atletismo. A pista é bonita e nova. Porém, a estrutura do entorno deixa a desejar. Vestiários pequenos e precários, pista de aquecimento descoberta e fechada, arquibancada simples... Achei que fosse encontrar uma estrutura bem melhor do que a do conhecido Célio de Barros. Havia um cartaz onde dizia que era proibido fazer bagunça. Lá vi a Esmeralda de Jesus, campeã no passado de 100 m e salto triplo, e o médico da CBAt, Cristiano Laurino. Queria ter visto meu ex-massagista Zico. Talvez ele tivesse na competição no Ibirapuera.

Confirmei minha participação. Para a CBAt, eu ainda sou atleta do Salgueiro. Mais ainda, meu número de registro estava errado.

Começou a fazer um frio de rachar. Eu havia tirado o moleton depois de colocar o número. Só que enquanto eu assistia outras provas, coloquei-o de volta. O público era mínimo, formado basicamente por atletas que ainda iam competir. Acho que a competição deveria ser mais bem divulgada. Os 10.000 m talvez seja chato para o grande público, mas os 3.000 m com obstáculo de certo é uma prova interessante de se ver. Minha sugestão é que no ano que vem, se forem fazer em 2 dias, coloquem os 10.000 m no primeiro dia e os 5.000 no segundo dia. Acho que vai dar mais atletas dessa forma. Eu teria que faltar ao trabalho, mas adoraria competir nos 2 dias se fosse o caso. Revezamentos estranhos e 30.000 m rasos não são exatamente provas atrativas. O Jorge Ultramaratonista iria gostar da última!

Quando começou o 3.000 m com obstáculos masculino, fui me aquecer de moleton mesmo. Todas as outras se aqueceram agasalhadas. Me chama a atenção de atletas tão celebrados serem pessoas simpáticas e simples. Os jogadores de futebol marrentos deveriam se espelhas neles.

Logo na chamada fui tirando tudo, ficando só de sunguinha. Me aqueci. Todavia, havia ne esquecido de fazer alongamento. Uma combinação de cansaço e falta de local adequado causou isso.

Logo antes da largada começou a chover, parando logo depois. Nem anunciaram nossos nomes por causa de um ligeiro atraso. Só acho que poderiam ter anunciado durante a prova. Passei o início forte, com a primeira volta para 1:37. Não adianta eu falar para mim mesma que tenho que largar em último. Chega na hora e acabo não cumprindo. O 1º Km passei em 4:13. A frequência cardíaca ficou alta o tempo todo, com média de 179, de certo por conta do cansaço. Se tivesse ido mais devagar de início, talvez tivesse feito algo melhor do que os 45:17.9 que fiz. Como estava frio, bebi água apenas uma vez no meio da prova.

Além do cansaço, a altitude de 800 m de São Paulo pesa. Se por um lado o frio ajudou, a altitude me fez diminuir o passo ao final por conta de dores no baço. Poderia ter feito um "tempo menor" com a ajuda dos juízes, já que eles sismaram que faltava uma volta a menos. Eu sempre corrigia. Entretanto, não teve jeito. Até tocar o sino para mim eles tocaram. Além de eu contar as voltas, faço projeções do meu provável tempo final a cada volta. Com isso, não tenho como errar pois a projeção de uma volta nunca dá muito diferente da feita na volta anterior. Como honesta que sou, dei o número de voltas correto.

Terminada a prova, não fiquei para ver os homens correndo os 10.000 m rasos e fui embora. Peguei um táxi até a Rua Tutóia. De lá, fui andando até o Gemel. Jantei e pedi novamente um café expresso médio. Só que a atendente entendeu média e me trouxe um café com leite grande. Só notei o erro ao provar. Talvez tenha sido até melhor assim, já que um café forte me deixaria ainda mais acordada. Comprei também mini-folheados. Tive a impressão ao andar em São Paulo que o frio foi diminuindo com o passar das horas.

Peguei o metrô de volta e consegui uma passagem de leito GVT pela Expresso do Sul para às 23 h. Enquanto aguardava morrendo de sono, ficava olhando os passantes tentando adivinhar de que cidade eram para matar o tempo.

Esse ônibus GVT é leito na frente e executivo atrás. Nesse todas as classes tinham cobertor e travesseiro, assim como era a 1001 antigamente. O banheiro é que estava um nojo antes mesmo da partida. E sem lixeira!
Havia novamente um rapaz do meu lado que várias vezes falou ao celular. Dormir foi complicado, só conseguindo tirar alguns cochilos. Além dos solavancos do ônibus, um cara na poltrona ao lado volta e meia roncava alto.

Cheguei no rio 4:30 da madrugada. Peguei um táxi desses de corrida fixa mesmo, infelizmente, e cheguei em casa antes das 5 h, para dormir até quase 11 h. Treinar leve seria o desejável. Entretanto, estava MUITO cansada. Faria tudo de novo, com a exceção de acordar um pouco mais tarde no dia para não chegar tão cedo em SP e tentaria sair mais devagar na hora da corrida.

Ao ver os resultados na Internet na segunda-feira, constatei que de fato a temperatura aumentou. Fui a 20º de 21º que terminaram, sendo que 3 pararam. Pena que não colocam mais fotos nem terem colocado a lista inicial de participantes...

10.000 metros rasos - Feminino - Serie A

Temperatura Inicial/Final: 21,4º - 21,6º
Umidade Inicial/Final: 79% - 79%

Col. Atleta Tempo
Cruz Nonata da Silva 32.52.36
Fabiana Cristine da Silva 34.16.88
Tatiele Roberta de Carvalho 34.28.81
Michele Cristina das Chagas 35.19.08
Rosangela Raimundo Pereira 35.47.45
Sirlene Souza de Pinho 35.57.21
Noeme Maria Pereira 36.43.92
Elizabeth Esteves de Souza 37.33.70
Drielly Ap Nunes de Souza 38.01.77
10º Jaciane Baroso Araujo 38.12.00
11º Rozirene Ferreira Silva 38.23.17
12º Drielle Vanessa Conde Severiano 38.27.15
13º Jessica Pelario Bueno 38.27.86
14º Arone Lucia Gomes de Paula 38.27.94
15º Cristiane Alves Silva 40.00.10
16º Thais Moreira da Silva 40.14.69
17º Maria Luciana Siqueira Paulo 40.34.69
18º Angelina das Graças Rafael 40.40.31
19º Euza Maria Dias Gomes 43.56..43
20º Juliana Carpes Imperial 45.17.90
21º Roberta de Souza Silva 45.32.79
  Maria de Lourdes Floriano AB
  Maria Aprecida Ferraz AB
  Rosangela Figueiredo da Silva AB

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2 Comments:

At 5/05/2012 6:02 PM, Blogger Jorge said...

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Olá Juliana boa noite quanto tempo náo nos falamos e nos vemos hein, que bom que atualizou o blog...Olha só competi uma vez 5 mil em pista e fui o 2 na geral, particularmente nao gosto muito de corridas de velocidades em pista, mas respeito quem gosta, ao ler o seu post vi que vc fez uma verdeira maratona tanto para ir para SP como para voltar vc é uma verdadeira guerreira não é qualquer mulher que faz isso não Parabéns...Agora nao sabia que esta prova era no Rio e mudou para SP...Vc falou que o público nao participa muito de provas assim, acredito que deve ser pq estava frio e chovendo, estive recentemente em SP realmente lá é impressionante nem tem praia e é frio pacas, aliás eu odeio o frio...kkk...Também vc citou sobre o metrô de lá realmente se a pessoa que não está acostumada em SP se perde pq e uma baldeação danada da RODOVIÁRIA, COM METRO E até TREM é um corre dali danado...hehehe...
Ahhh obrigado por ter citado o meu nome em meu blog, realmente até eu fiquei impressionado teve 2 amigos meus que também esteve nesta prova dos 30K em pista foi um fato inédito acho que foi a primeira vez um é daqui do Rio de Niterói é o Carlos Magno e o outro é de Minas o Marcos Farinazzo eu só fiquei sabendo no Face que eles correram se eu soubesse antes também teria ido uma pena...mais quem sabe na próxima...
Eita ninguém merece dormir e com uma pessoa roncando ao lado eu odeio, mas a dica é vc levar sempre nas viagens aqueles abafador de som que coloca nas orelhas tampa qualquer ruído externo.
Meus parabéns pela saga e competição em SP...Mas nesse campeonato de pista todos ganham pelo menos uma medalha de participação ou não?

Bons treinos e bom final de semana,

Jorge Cerqueira
www.jmaratona.com

 
At 5/09/2012 6:28 PM, Blogger Pantera Cor de Rosa said...

Não, no Rio e com calor mesmo assim ficava vazio. Acho que é falta de divulgação mesmo, infelizmente.

Eu levo algodão e ponho no ouvido. Mas o cara roncava muito alto.

Não, só os 3 primeiros ganham medalha. Ao menos a competição é de graça.

 

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