Pantera Cor de Rosa

Este é o blog de Juliana Carpes Imperial, mais conhecida pelos desconhecidos como a Pantera Cor de Rosa por volta e meia ir correr toda de rosa.

sábado, maio 12, 2012

Circuito Corujão de Corridas de Rua -- Etapa Rio de Janeiro


Quando vi o anúncio dessa corrida nem dei bola. Afinal, o que iria fazer na Barra, onde Judas perdeu as botas e onde o vento faz a curva, à noite e gastar R$ 60,00 por mais um kit de corrida? Até que a Yescom resolveu fazer um sorteio no Twitter, no qual eu quis concorrer. Advinha quem foi a primeira pessoa a ganhar? Pois é, já ganhei 6 pizzas, 1 milkshake... Agora só falta ganhar na Mega Sena.

Fui pegar o kit sexta-feira à noite, dia 4 de maio, véspera da corrida, no Shopping Leblon. O metrô estava tranquilo juntamente com o trânsito no metrô de superfície. Ao saltar no ponto Afrânio de Melo Franco, o difícil foi achar o shopping. Pedindo informações, o encontrei.

A loja da Adidas, local de retirada, estava vazia. Não tinha ninguém tirando o kit lá. Só depois que eu peguei o meu é que chegou mais um cara. O kit é muito fraco, composto apenas de uma sacola de plástico, camiseta simples, chip descartável e número. Perguntei se não haveria brindes. Me responderam que o brinde era 20 % de desconto na loja, que é careira. Isso não é brinde para mim. Sou uma pão-dura inveterada e, como todo mundo sabe, detesto gastar dinheiro. Nem café ou cappuccino veio, mesmo a corrida sendo patrocinada pelo café 3 Corações. Tem gente que reclama e acha bobagem receber o café de brinde. Como gosto de café, mesmo não achando esse café lá essas coisas, eu adoro. Dessa marca, o bom mesmo é o cappuccino.

Como estava no Leblon, resolvi ir até o Bob's original em Ipanema e acabei comprando um Vaca Preta e um Ice Cream Soda, ambos de 700 ml. Sim, é isso mesmo que vocês estão lendo, 1400 ml de milkshake de uma só vez na véspera da corrida, algo absolutamente errado. Contudo, minha paixão por sorvete é maior. Por causa disso, cheguei em casa quase às 22 h. Para piorar, fiz quase todo o trajeto carregando o belo bouquet de margaridas que meu namorado Thiago me deu.

Acordei no sábado por volta das 8:15 me sentindo bem. Tive um dia normal sem comer muito, pois não sou louca. Não sabia como chegar lá e fui ver no site o Metrô, já que a corrida era anunciada nas estações. Todavia, não só o site não tocava no assunto como o SAC da empresa não soube me informar nada. Ainda bem que minha tia Iza mora na Barra e me disse para pegar o 179. Acho que o site da corrida deveria dar informações sobre transportes públicos para chegar ao local.

Saí de casa com bastante antecedência, às 17 h e fui para a Avenida Rio Branco no Centro, para de lá pegar o 179. Chegando lá, descobri que tinha mudado para 309, sendo que o 316 que eu peguei também servia. Além de o trajeto ser longo, peguei um baita engarrafamento. Sem metrô e com poucos ônibus para lá, fica complicado. Cheguei lá depois da 19 h. Depois de saltar do ônibus tive que andar um bom pedaço. Sorte que o motorista conhecia o ponto de referência, o Barril 8000.

Enquanto estava no ônibus, o motorista comentou o fato de um mendigo ainda não ter sido retirado da região. Em local nobre, eles tiram os mendigos e os jogam em outros lugares, como aqui na Tijuca.

Os banheiros já estavam super sujos já cedo mesmo tendo pouca gente. Esse pessoal é muito porco mesmo! Deixei minhas coisas no guarda-volumes e fui me aquecer na ciclovia. Por causa dos sorvetes e de ter treinado na véspera, ainda que leve, não estava com as pernas muito soltas.

Na hora da largada, vi o Flávio Canto e o Tandy, apresentadores do Corujão do Esporte, lá na frente. Acho que nunca correram, pois o tempo inteiro passavam pelo tapete do chip, obrigando o pessoal da organização a reiniciar a cronometragem várias vezes. Até que alguém da organização foi conversar com eles. Dava para ver que não tinha muita gente, com menos de 500 pessoas, apesar da grande propaganda da corrida. Com as 10 Milhas da Puma no dia seguinte, corrida muito longe, sem kit bom (todo mundo sabe que o kit da Yescom não costuma ser muito bom) e sendo cara, poucos quiseram ir.

Dada a largada, muita gente saiu fortão. Até eu saí mais forte do que devia, pois queria pegar pódio e vi um monte de mulheres sairem na minha frente. Porém, logo alcancei várias delas tirando duas. Estava muito escuro e tinha que tomar cuidado com aqueles negócios no chão para frear os carros. Não sei o nome disso, mas não me refiro aos quebramolas. Em vários pontos havia policiais com luzes vermelhas iluminando o caminho. Alguns quiosques ainda abertos também ajudavam a diminuir a escuridão. No terceiro quilômetro assumi o que acreditava ser a segunda posição, pois só tinha visto a Íris antes de mim. Minhas passagens foram: 4:00.7; 4:24.5; 4:31.4; 4:31.3 e 4:28.8. A frequência média foi de 179. Ficou alta por ter forçado na largada e ser de noite. Fechei em 21:55 (o melhor tempo desde a volta da lesão).

Quando cheguei, me anunciaram como terceira. Achei que alguma mulher de cabelo curto tivesse chegado antes de mim. Entretanto, foi erro da organização mesmo. Fui mesmo a segunda no feminino e a 25 no geral absoluto. Peguei uma medalha simples demais e apenas 2 barras de cereal. Poxa, por R$ 60,00 reais, deveria ter frutas, isotônico... Nem área vip com comes e bebes para os primeiros teve (justamente a melhor parte de ser um atleta campeão!).

Sentei na calçada para comer as barras e uma formiga me mordeu. Consegui mais 4 barras depois. Porém, sempre é complicado conseguir mais lanche nas corridas da Yescom, mesmo sobrando caixas e mais caixas de barra de cereal. Fui me alongar um pouco antes da premiação, que consistiu em um troféu simples e um kit da caixa igual ao que ganhei em Petrópolis. Não poderia ser um brinde comestível? Na hora da premiação, nos filmaram um pouco, principalmente a quinta colocada, que é apresentadora da Globo e namorada do Flávio Canto. Se eu apareci na TV, foi por menos de um segundo.

Ao voltar, logo de cara peguei um ônibus com ar-condicionado para o Castelo. Era meio caro, mas só queria voltar. Fiquei conversando com um senhor interessado em corridas. Porém, ele dizia que não conseguia correr. Cheguei por volta das 22 h no Centro. Estavva com medo, pois estava sozinha. Quando podia, acompanhava outras pessoas, como casais, mulheres. Andava super rápido e, se fosse necessário, correria por qualquer coisa. Graças a Deus cheguei em casa a salvo, por volta das 22:30.

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