Pantera Cor de Rosa

Este é o blog de Juliana Carpes Imperial, mais conhecida pelos desconhecidos como a Pantera Cor de Rosa por volta e meia ir correr toda de rosa.

sexta-feira, agosto 31, 2012

Troféu Walter Arnaldo Kupper


Essa competição seria originalmente no Célio de Barros, próximo a minha casa. Porém, como a FARJ resolveu colocar o Campeonato Estadual Sub-23 na mesma data, 25 e 26 de agosto, a competição teve que ser deslocada para o CEFAN, na Avenida Brasil. Eu fiquei lamentando por ser mais longe. Afinal, saindo do meu apartamento até chegar a pista do Célio de Barros levo apenas 10 min andando rápido. Como sou associada da AVAt e fiz a inscrição com antecedência, paguei apenas R$ 20,00.

Quando saiu o programa horário, não gostei do fato de os 1.500 serem no dia anterior aos 5.000 m. Todo mundo que corre distâncias maiores sempre prefere o contrário. Já no masculino essa ordem foi respeitada. Preferia que todos os 5.000 m fossem no sábado. Nem que para isso a competição começasse às 8 h. E, obviamente, se evitassem os atrasos.

Cheguei lá sempre rapidinho. Em todas as vezes peguei um ônibus até a Central e de lá peguei um desses vermelhos paradores que vão para Campo Grande, Bangu, etc. Todos eles não eram dirigidos e sim pilotados, de tão rápido que iam. A conservação dos ônibus até que não estavam tão ruim quanto imaginava, já que sempre ouvi falar muito mal das viações daquelas bandas.

No dia 25, a largada dos 1.500 seria às 10:20. Só que quando cheguei, às 9 h, nada havia começado. Quando começou, havia pouca gente correndo na bateria dos mais velhos nos 5.000 m. Em um caso desses o bom senso deveria ter prevalecido e haver apenas uma bateria, já que na dos mais novos também tinha pouca gente.

Por causa da massa de ar seco quente estacionada no Brasil, estava um calor do capiroto por lá. Ainda mais que o local é muito descampado. Eles deveriam plantar muitas árvores frondosas por lá para aliviar o calor principalmente no verão. O que não consigo entender é o Luis Eduardo correndo de calça comprida preta. Sei que tem pouca gordura e que é friorento. Porém, naquele bafo, não entendo como não corre de short como todo mundo.

Com mais de 20 min de atraso, foi dada a largada. Eu assumi a liderança na segunda volta. Minha meta era de 6:05, para melhorar desde que voltei da lesão. Estava cumprindo o planejado e até os últimos 100 m eu era a primeira. Só que a Lindalra se aproximou e me passou no final e ninguém me avisou. Se tivessem gritado, iria para o desespero nos últimos 200 m. Acabou que fui a 2º geral de 5 atletas e a 1º e única da minha faixa-etária com 6:02.0. Se eu tivesse ficado atrás da Lindalra, certamente não teria melhorado meu tempo e nem ficado em primeiro. Afinal ela é bem mais veloz do que eu. Nos 400 m ela fez 1:13, algo que nunca fiz na minha vida. Meu melhor é de 1:22 aos 23 anos. Com 10 anos a mais aí é que fica difícil.

Poderia ter feito melhor se não tivesse ido ao Simpósio de Pesquisa Operacional e Logística da Marinha, o SPOLM, nos dias 23 e 24. Lá, evitei comer coisas pesadas, ficando no sanduíche, nos sucos... Entretanto, o pouco de stroggonoff que comi no almoço de sexta estava meio salgado, me deixando muito inchada. Corri os 1.500 m com 54,9 Kg.

Antes da prova estava combinando os 4 x 100 com a Elza, que seria às 16 h. Fui para casa, voltei, peguei minha medalha de ouro da prova da manhã e, ao perguntar sobre o revezamento, soube que a D. Margarida não me colocara para elas correrem na faixa de 50-59 anos, onde seriam ouro certo. Se eu corresse, ficariam na de 30-39, e a Ana Bannana, do Vasco, disse que colocariam uma atleta dessa faixa na equipe delas. Só que não colocaram coisa nenhuma e elas correram na 40-49. Provavelmente fez isso para garantir a primeira colocação geral no revezamento. Só que minha presença não garantiria a primeira colocação geral da Fred-Flu, já que não sou muito veloz e minha equipe tem várias senhoras.

Só acho que se ela não soubesse que a atleta da faixa dos 30 iria ou queria correr, deveria ter dito que ia ver ainda quem faria o revezamento. Ou então dissesse que ela correria pelo Vasco se eu correse pela Fred-Flu. Em competição de Veteranos tem pontuação por equipes. Se a Fred-Flu ganhasse na 30-39 e elas na 40-49, ambas receberiam o mesmo número de pontos.

Acabou que perdi meu precioso tempo e R$ 11,00, contando os dois ônibus da ida e da volta. Por mim, na volta, saltaria na Leopoldina e iria andando até em casa. São só uns 40 min de caminhada. Porém, a região tem muitos pivetes.

Tanto na noite de sexta como na de sábado fui dormir cedão. No domingo acordei com a maior dor de cabeça, provavelmente por causa do forte sol e calor. Estava mais leve, mas ainda acima dos 53 Kg.

Como eram apenas 5 atletas novamente, confirmamos logo a inscrição e pedimos para começar a prova logo. Eles também não poderiam atrasar por causa do Intercolegial, que ocorreria na parte da tarde. Mais ainda, um atraso acarretaria em pagar mais aos juízes. Ao menos no dia 26 estava menos quente.

Dada a largada, tentei fazer o planejado para correr abaixo dos 21 min. Porém, o cansaço do dia anterior, o peso a mais e o calor me atrapalharam. O Luiz Correa, o Cegonha, me deu todo o apoio e me incentivou o tempo todo. Ganhei com sobras. Contudo, não consegui cumprir a meta estabelecida. Sabia que não conseguiria desde a quarta volta. Se eu tivesse alguém para me puxar talvez conseguisse. Acabou que fiz em 21:45.9.

Achei muito bom o fato de os resultados sairem logo e a premiação não ter demorado a acontecer. Nunca uma competição de veteranos foi tão ágil nesse ponto. Tomara que todas as próximas sejam assim. No café da manhã do mês de agosto falei que gostei disso e pedi para que os atletas sejam sempre anunciados antes das provas, o que não ocorreu. O Celby me explicou que em provas de veteranos isso é complicado porque o certo é anunciar a faixa-etária de cada um, o que pode acabar atrasando e muito a competição.

Desta vez, o Vasco não tinha 4 atletas para compor o revezamento. Adicionalmente, se eu não competisse, provavelmente a Fred-Flu não teria gente, pois com várias atletas lesionadas, fica difícil correr 400 m. Acabou que ficou Elza, Ivone Rocha, Ivone Maciel e eu. Como não estava com a camisa da Fred-Flu, o Juvenal me emprestou a dele. Para a nossa sorte, o revezamento começou antes das 12 h, adiantando o programa. Eles tinham que correr mesmo por causa do Intercolegial. Muitas crianças já haviam chegado.

Durante o revezamento a torcida de incentivo foi bem grande, principalmente das crianças. Fechamos em 6:26.9, com eu fazendo 1:26.1, meu melhor desempenho em 400 m desde a lesão. Depois fizemos pose na pista e no pódio para as fotos.

Na premiação por equipes, A Fred-Flu levou a melhor no feminino, seguida de Vasco (vice de novo!) e Guarda Municipal. Já no masculino o Vasco foi terceiro, a Fred-Flu, segunda, e a +Velozes, ex-Velozes e Furiosos, só de homens "jovens", venceu.

Voltei para casa de carona com a Elza. Ela tirou muitas fotos juntamente com o Arizoli. Todas ficaram muito boas.


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1 Comments:

At 10/01/2012 5:36 PM, Blogger Jorge said...

Juliana a Rainha da pista eu só fiz uma vez uma competição na pista e o resultado foi o segundo colocado, mas particularmente nao gosto de corridas assim, mas como somos fominhas vamos em tudo ne, agora so lamento pq a organizacao mudou para o CEFAN a competicao la e bom, mas bem longe né.

Bons treinos,

Jorge Cerqueira
www.jmaratona.com

 

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