Pantera Cor de Rosa

Este é o blog de Juliana Carpes Imperial, mais conhecida pelos desconhecidos como a Pantera Cor de Rosa por volta e meia ir correr toda de rosa.

domingo, janeiro 20, 2013

Corrida de São Sebastião 2013


Fiz a inscrição dessa corrida que gosto de correr com antecedência para pagar mais barato (R$ 50,00) e ainda bem que o fiz, pois as inscrições acabaram cedo. Por causa da gripe durante a semana e um cansaço gigantesco que se abateu sobre mim a partir de quinta, sabia que não poderia render tudo o que posso. Nào sei dizer, mas nas tardes de quinta e sexta me bateu um mal-estar terrível, tendo eu a impressão de que estava com febre. Talvez sim, pois também sentia frio.

No sábado, antes de pegar o kit fui à Quinta da Boa Vista gravar uma matéria para a Band sobre o protesto que estamos fazendo sobre a demolição do Célio de Barros. Lá combinamos de continuar o protesto na corrida. Fui pegar o kit sem problemas de fila, com tudo bem organizado. Gostei muito do porta-tênis. Só acho que para as mulheres poderiam dar viseira e não boné.

No dia da corrida novamente não acordei muito bem às 5:30. Durante o aquecimento sentia as pernas pesadas... Mesmo sem aparentemente estar anêmica, já que tenho tomado sulfato ferroso, a necessidade de sono tem sido anormal e o cansaço nesses dias, gigantesco. Um EPO certamente faria uma diferença nessas horas. Se eu fosse desonesta... Falando sério, tomar um negócio desses é perigoso e a saúde sempre deve falar em primeiro lugar.

Cheguei na corrida às 7 h e achei quente, porém nada absurdo. Achei a Brigida, que parece que foi embora logo depois, a Elza e o Gilson, que estavam com os cartazes do protesto. Eu mesma escrevi em meu número: "O Maraca é nosso!" e "O Célio de Barros é nosso!". E fui correr de preto de luto.

Neste ano tinha bem mais gente do que os supostos 8000 do ano passado, quando na verdade só uns 3000 concluíram. Tanto que no ano passado me coloquei lá na frente facilmente, algo que não aconteceu desta vez. GPS ligado e pegando bem e lá famos nós depois de dada a largada.

Logo de início tive que me desvencilhar de pessoas mais lentas. As passagens foram (marcando a quilometragem pelo GPS): 4:22.5; 4:37.6; 4:37.5; 4:38.9; 4:33.5; 4:42.1; 4:33.6; 4:44.7; 4:48.4; 5:06.0. Não, não desacelerei ao final. Acontece que a corrida tinha mais de 100 m a mais mesmo. No GPS deu 10,14 Km. Os 40 m a mais pode ser erro, desvios de outras pessoas... Contudo, os 100 m de diferença numa corrida relativamente reta é considerável. A questão é que fizeram um dia uma marcação correta e colocam as placas e viradas mais ou menos certas. Aí aparece o erro. Eu via que a cada passagem de quilômetro sempre a placa estava mais a frente. O maior erro foi na de 9 Km para o final. Numa corrida oficial eles não deveriam permitir que isso ocorresse e o percurso deveria ser medido novamente sempre antes da corrida. Tanto que tinha distância a mais que só o queniano campeão fez a corrida abaixo de 30 min. Eu fechei com 46:45.

As frequências médias foram: 171; 174; 174; 174; 174; 175; 175; 174; 173; 175. A média foi 174. Eis a prova do cansaço: não consegui fazer força ao final da corrida.

Após a chegada fui fazer algo muito bom: comer! Comi um total de 4 fatias de melancias, 12 bananas, 8 barras de cereal e 1,05 L de Gatorate. Enquanto isso a ceguinha aqui tentava achar o pessoal do protesto. Achei que todo mundo tinha ido embora. Entretanto, vi nas fotos que o pessoal fez o protesto e até o Robson Caetano participou.

Teve sorteios como sempre e como sempre nunca ganhei nada. O Robson Caetano fazendo o sorteio é uma figuraça, sendo muito engraçado.

Fui embora e mais tarde soube o resultado oficial pela Elza. Fui a 17 no geral feminino (com uma SENHORA DE 71 ANOS chegando na minha frente???), a primeira da faixa-etária e a 192 no geral absoluto. Ou houve alguma trapaça ou engano. Depois vou olhar as fotos dessa mulher e ver se realmente foi uma senhora.

Senti falta de ter o Arcebispo da cidade abençoando a corrida e de ter padres participando e concorrendo na categoria padre como no ano passado. Só acho que as freiras também deveriam poder correr como mulheres normais, assim como os padres. Se quisessem participar, teriam que correr de hábito debaixo do calor do Rio de Janeiro.

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