Pantera Cor de Rosa

Este é o blog de Juliana Carpes Imperial, mais conhecida pelos desconhecidos como a Pantera Cor de Rosa por volta e meia ir correr toda de rosa.

sábado, maio 04, 2013

Campeonatos Brasileiros Caixa de Corrida de Fundo em Pista



Neste ano seria novamente em um único dia, numa sexta-feira à noite, dia 26/04/2013. Eu queria ir e já tinha marcado em meu calendário. Contudo, a data se aproximava e nada de a CBAt divulgar local e regulamento. Isso é ruim pois eu queria ir de avião para a cidade escolhida e quanto mais cedo se compra a passagem, mais barata ela é.

Finalmente, faltando duas semanas, divulgaram que seria no SESI de Piracicaba, que fica na Vila Industrial, tal como em 2010, quando não foi quase ninguém. Ir de ônibus para lá só seria possível se eu dormisse na cidade, já que tanto indo direto para Piracicaba ou passando por Campinas antes chegaria muito em cima da hora. Sorte que mesmo comprando a passagem com pouca antecedência pela Azul, eu consegui um preço camarada, indo até Viracopos em Campinas e depois pegando um ônibus gratuito até Piracicaba, saindo tudo por menos de R$ 200,00.

Saí de casa no dia 26 às 9 h da manhã e peguei um 353 preso no engarrafamento na minha rua. Chegando na Leopoldina, tomei um ônibus que vai para a Ilha pela Linha Vermelha, que chegou na peixaria rapidamente. Se fosse um 634, iria passear por vários bairros até chegar lá, só faltando guia turístico. Ao esperar o ônibus, eu até comentava isso com outro cara que estava indo para a Ilha.

Mesmo sendo mais longe, por pegar o contra-fluxo, seria um deslocamento bem mais rápido estudar na UFRJ do que na PUC. Pena que por causa das greves, problemas de estrutura e segurança, preferi a segunda opção.

Da peixaria até o aeroporto eu peguei uma van pirata e lotada mesmo já que o ônibus para lá estava demorando. Acabou que cheguei no aeroporto antes das 10 h. O Galeão está muito fraco em termos de lojas, algo que precisa ser melhorado urgentemente. Se você chegar com antecedência e tiver que fazer hora, ficará sem ter nada para fazer.

Tinha feito o Web-Checkin e, ao contrário do que diziam no site, não havia a necessidade de etiquetar a bagagem de mão, algo que perguntei no balcão da compania. Desta vez não implicaram com nada em minha mala. E ainda bem que não uso cinto, pois quem usava tinha que tirá-lo para passar pelo detector de metais.

Chegando quase na hora do embarque, às 11:38, nada de a Azul nos preparar para entrar até que anunciaram que por problemas técnicos o vôo iria atrasar em 1 h. Quem ia pegar conexão para Foz do Iguaçu foi chamado ao microfone. Provavelmente seriam alocados em outro avião.

Meu medo era óbvio: perder o próximo ônibus para Piracicaba e ter que aguardar muito até o próximo. Uma mulher reclamava que esse vôo para Campinas pela Azul sempre atrasava, tentando em vão segura seu filho já indócil.

Depois de 1 h de atraso é que o avião saiu. Ao menos as aeromoças eram bem simpáticas e o serviço de bordo, excelente. Tinha água (minha escolha), dois tipos de suco em caxinha e Coca-Cola ou Coca Zero em lata e não em copo como na Gol e Tam. E para comer tinha batata chips, mix de castanhas e cookies integrais. Eu peguei dois pacotes dos dois últimos, já que eu não gosto e seria suicídio comer as batatas antes da corrida. Em outras empresas não teria essa fartura toda. Até o fone de ouvido dado para a viagem era para ficar conosco e poderia usá-lo em meu celular, já que tinha ficado sem o meu original ao dá-lo ao Thiago.

O avião da Azul é diferente. Ele só tem duas fileira de cada lado, sem cadeira do meio. Eu sentei na última poltrona no corredor que infelizmente não reclina. Fiz essa escolha para tentar ir sozinha nos dois bancos. Tinha uma dupla de chapéu fazendo piada o tempo todo. Acho que eram famosos pois na fila de embarque todos os membros da compainha os cumprimentavam alegremente. E perto de onde sentei tinham dois chineses que iam pegar conexão para Cuiabá que só falavam em chinês. Era difícil se comunicar com eles que eram zombados e riam sem entender o que lhes diziam. Estranho é que usaram o celular durante a decolagem e a aterrissagem e as aeromoças, que estavam vendo as fotos deles no celular, não reclamaram.

Assim que cheguei em Campinas me ligaram do trabalho para saber de algo que tinha sido modificado no comportamento de meu programa. E como já previa, tinha perdido o ônibus para Piracicaba, tendo que esperar mais de 2 h até o próximo que sairia às 16:30. Não quis sair para passear em Campinas para não me cansar e fiquei olhando um pouco as poucas lojas de um ovo de aeroporto. Perto da hora de embarque no ônibus tomei um cafezinho por R$ 4,00 na Casa do Pão de Queijo.

No aeroporto de Viracopos me arrumaram uma revista "Quem". Não é o tipo de coisa que gosto de ler, mas era só o que tinha e que me acompanhou no ônibus para Piracicaba. Tive que tirar meu livro da mala por ela ter ultrapassado os 5 Kg de limite para bagagem de mão.

Do lado de fora dava para sentir a poluição. Ao menos o ônibus da Azul foi pontual. Ao contrário do avião que estava lotado, este foi vazio. Apesar de convencional, o banheiro era bem melhor do que os dos ônibus que costumo pegar da 1001.

Cheguei em outra cidade poluída antes das 17:30. Para piorar, não passava um taxi para me levar na Vila Industrial. Sorte que eu estava perto do shopping que eu pretendia visitar mais tarde e me disseram que lá havia um ponto de taxi. Cheguei no ponto e estava super-ansiosa, andando de lá para cá, e logo pude pegar um conduzido por Francisco até o local. Ele tinha acabado de levar alguns atletas lá. Como seria difícil pegar taxi na volta esperando no SESI, peguei o telefone do Francisco e o do ponto do táxi do shopping para o caso de ele estar ocupado. Um rapaz no ônibus para Piracicaba tinha me indicado uns ônibus para chegar lá. Porém, o trânsito estava ruim e eu não queria esperar.

O SESI de lá é bem grande e bonito, tendo, além da pista de atletismo, escola, piscina, ginásio, e uma pista de carvão de 600 m com uma leve subida, excelente para treinos de rodagem. Se construissem algo assim para só então demolirem o Célio de Barros, eu até que ficaria satisfeita. Entretanto, o certo é deixarem o Célio de Barros lá e construirem outras pistas de alto nível pela cidade, para dar oportunidade a outros atletas.

Eu fiz minha confirmação e estava na série B dos 10.000 m. Na série B só tinham quatro mulheres. Nunca teve série B nos 10.000 m feminino e a última coisa que eu queria era correr às 22 h. Teria que ir à rodoviária trocar para o dia seguinte ou cancelar as passagens de ônibus e comprar uma de avião para o sábado e pernoitar na cidade sem aproveitar nada, já que o shopping fecha às 23 h.

Ao contrário dos últimos anos, a competição atrasou por um motivo insólito: o fosso dos 3.000 m com obstáculos estava vazio! Como deixam isso acontecer numa competição importante, onde os atletas tentam fazer índice? Imagina nas olimpíadas de 2016?

Uma atleta que me conhecia me chamou pelo nome. Só que eu não me lembrava dela de jeito algum. Novamente tinham vários atletas famosos. Meu amigo Eliezer foi também e me apresentou o Giovani dos Santos, que é realmente muito simpático. O Eliezer me disse que é porque passou dificuldades, assim como ele. Pena os jogadores de futebol em sua maioria não serem assim.

Com quase 30 min de atraso começou os 3.000 m com obstáculos feminino, cujo resultado foi fraco. Quanto ao masculino não sei dizer. Só sei que era tanto atleta que fizeram duas séries. Na primeira, um rapaz distendeu a perna e parou logo após a primeira passagem pelo fosso.

Finalmente chamaram os 10.000 m feminino só com série A. Logo antes da largada eu liguei para o Francisco e marquei com ele às 20:40, pois levaria uns 20 min do SESI à rodoviária. Estava um clima fresco mais para frio, o ideal para se correr, ao contrário da friaca do ano passado.

Dada a largada, logo fiquei para trás. Não queria sair forte como no ano passado já que só tinha fera. Mesmo assim, sentia dores do lado. Não sei dizer se era por cansaço, poluição ou ansiedade. Altitude não era pois Piracicaba fica só a 500 m de altitude. Só sei que as pernas também estavam pesadas e na hora em que eu quis aumentar a velocidade, não consegui. Ao menos não puseram música lenta desta vez, variando entre o rock e o axé.

Terminei a prova em 45:30.64 pelo tempo oficial, sendo a décima-sexta, a última entre as que concluíram, ficando a duas voltas da penúltima. Para ser a penúltima, teria que ficar próxima do meu recorde. Assim que terminei às 20:39, liguei para o Francisco, que já estava me esperando. Com o trânsito bom, chegamos na rodoviária às 20:59. Sorte que eu tinha comprado as passagens de volta na quinta-feira pela manhã, já que estava acompanhando pela Internet e via que as passagens do trecho Campinas-Rio estavam se esgotando. Eu queria o leito, porém já tinha acabado. Aliás, nesse dia fui antes do trabalho comprar as passagens e ir ao centro depois foi um senhor problema, pois não sabia qual ônibus pegar. Demorou, mas consegui pegar um que passa na Rio Branco.

Cheguei a tempo de pegar o Cometa para Campinas que estava meio vazio. Ele saiu na hora. Todavia, chegou depois da suposta chegada às 21:30 por parar em várias cidades. Em Campinas já estava fazendo muito frio. Já pensou se eu tivesse que correr na série B? Mesmo com o frio, só deu tempo de tomar uns sorvetes e logo fui pegar o Cometa para o Rio às 23:15 que estava lotado. Se tivesse deixado para comprar a passagem em cima da hora estaria ferrada, já que nem o de Piracicaba-Rio e nem o último convencional Campinas-Rio tinham lugares disponíveis. O chato de tudo isso é que não deu para dar passeio em shopping algum. Se eu tivesse perdido o ônibus para Campinas teria que pagar uns R$ 180,00 de táxi até lá. E ainda bem que não quis me arriscar a comprar a passagem de avião de volta, que estava mais de R$ 300,00. Na competição tinha gente preocupada pois sabia que perderia o vôo.

Eu bem que tentei dormir. Contudo, tinha um cara lá atrás roncando MUITO alto. Mesmo com o fone de ouvido com musiquinha relaxante relativamente alta, dava para ouvir o ronco do sujeito.

Na parada, em Guaratinguetá, estava muito frio também. Mesmo assim, tomei sorvete. Lá havia muitos ônibus parados com destino ao Rio. Eu cheguei a entrar em um Cometa errado. Por este ser convencional, logo notei o erro e fui para o certo. Quando era criança, voltando de Campinas, fiz o mesmo e quase que fico no ônibus errado que voltava de São Paulo.

Da parada em diante fui sem música para o Rio com a morte do meu celular. Apesar do ronco, até que consegui cochilar um pouco. Não eram 6 h da manhã e o ônibus chegou antes da previsão de 6:30. Peguei um taxi mesmo, pagando R$ 20,00 com uma mulher taxista, algo que nunca vi antes. Pena não ter ido antes ao ponto do 353, pois ao passar de taxi por perto vi um lá parado. Não fui para lá pois esse ônibus costuma demorar.

Cheguei em casa e dormi até às 10 h da manhã. Nos resultados vi que a atleta que me conhecia era a Adriely do Correr Bem do prof. Edgar, que infelizmente parou. Duas atletas do Rio que correram os 3.000 m com obstáculos foram desclassificadas por obstrução. O Giovani dos Santos foi o campeão nos 10.000 m e me chamou a atenção o fato de que poucos homens abandoram a prova, algo que sempre acontece. A temperatura oficial me pareceu razoável na minha prova, ente 22,3 e 21,1 graus, diferentemente do ano passado, quando ficou entre 21,4 e 21,6 e fazia a maior friaca.

A CBAt tirou um monte de fotos e novamente quase não colocou fotos no site, só dos atletas mais famosos. Eu já reclamei, mas não adiantou de nada. Todo atleta gosta de se ver em fotos.

Marcadores:

0 Comments:

Postar um comentário

Links to this post:

Criar um link

<< Home

Free counter and stats for your website on www.motigo.com