Pantera Cor de Rosa

Este é o blog de Juliana Carpes Imperial, mais conhecida pelos desconhecidos como a Pantera Cor de Rosa por volta e meia ir correr toda de rosa.

sexta-feira, junho 21, 2013

3º Circuito Fluminense de Corrida Rústica e Caminhada - Etapa Porto Real


Ir nesta seria mais complicado. Simplesmente não existe ônibus direto do Rio para Porto Real. Tem que ir para Resende e de lá pegar um ônibus para Porto Real. Nesta opção não chegaria a tempo para a corrida. A segunda opção seria pegar um ônibus para Volta Redonda e de lá pegar um taxi para Porto Real, o que sairia muito caro e provavelmente o taxista de VR não conhecesse a cidade. Uma terceira hipótese seria pegar o ônibus para Resende e saltar perto de Porto Real na estrada, no meio do nada e tentar pegar um taxi para a cidade. Além de arriscada provavelmente não chegaria a tempo. Entretanto, a organizadora Luz, da Luz Eventos, disse-me na etapa São Gonçalo que poderiam ver se arrumariam uma hospedagem para mim como convidada da organização e que me avisariam durante a semana se isso seria possível.

Não me ligaram e até pensei em durante a semana comprar a passagem para VR. Até que no sábado pela manhã vi um recado no Facebook para eu ligar para ela. Tinham conseguido a estadia para mim lá.

Como não podia sair mesmo antes das 14 h de casa por estar de sobre-aviso caso desse problema em um cliente, fiquei só na cozinha fazendo a comida para a semana e correndo, pois poderia acabar voltando tarde no domingo. O Thiago ia lá em casa ver o problema no DVD que não tocava e acabei nem me encontrando com ele, pois saí antes das 14:30, levando uma pequena mala. Nada de muda de roupa: minha coluna está ruim e queria levar o menor peso possível. Por ter saído cedo, adiei minha ida ao salão.

Estava preocupada pois não passava nenhum ônibus para me levar para a Rodoviária. Cadê o 606 que tem aos montes? Devem ter passado uns 3 juntos logo antes. Meio que em cima da hora peguei um 634 cacarecado como de costume. O problema não é o aumento nas passagens e sim a qualidade do transporte. Cheguei em cima da hora para comprar a passagem para o ônibus da Viação Cidade do Aço para 15:05 e assim que embarquei, o ônibus saiu.

Embora a chegada em Resende tenha demorado menos do que o previsto no site, poderia ter sido bem mais rápida se não tivesse pego um grande engarrafamento na Av. Brasil.

Chegando em Resende, uma menina muito gentil me informou qual ônibus deveria pegar para Porto Real e o local onde ele passa. Porto Real até pouco tempo pertencia a Resende. Indo para lá, até que ele não demorou. Estava fazendo um pouco de frio. Para um ônibus (da Viação Falcão) intermunicipal foi barato (R$ 4,80) e eles te davam um papelzinho com o trajeto (no meu caso estava Resende-Porto Real) que eu guardei lá no fundo. Me informei com a cobradora onde era a rodoviária e o hotel Colonial (que eu tinha entendido Colônia) e ela disse que era lá no final, pois o ônibus passava por todos os bairros da cidade. Para uma cidade pequena de 16 mil habitantes, até que ela tem uma dimensão bem grande. Todavia, temos que levar em consideração que passamos por muitas fábricas e fazendas. Em Santo Antônio do Pinhal, por exemplo, você só tem o centro e fazendas ao redor. Em Porto Real tudo parece ficar mais espalhado. A Luz pediu para que eu ligasse assim que chegasse ao ponto final, que era só uma parada e não uma rodoviária. Nesse ponto Santo Antônio do Pinhal leva vantagem por ter rodoviária.

Chegando no ponto final tinha que devolver o papel que a cobradora me dera e o motorista me disse para deixar para lá pois não o achava de jeito algum. Em Porto Real os moradores não pagam pelos ônibus urbanos. Todavia, eles demoram muito, até pelo fato de a cidade ser muito pequena.

Conversava um pouco com o dispachante e ele dizia que a saúde da cidade não era tão boa quanto era vendida e que apesar do belo posto de saúde e hospital, faltavam médicos. Sem salário bom e infra-estrutura, quem quer ir? A Luz chegou e me levou para o hotel Colonial: simples mas bonitinho. Lá toda a organização se encontrava, exceto o apresentador Fábio. O pessoal jogava sinuca. A Jéssica também estava lá. Todo mundo cheio de casaco pois estava friozinho.

Fomos jantar numa cantina italiana. A Luz me contou que Porto Real foi a primeira colônia Italiana do Brasil. E que a prefeita Cida estava muito empolgada com o evento, tendo participado de todo o evento de sábado, dos Workshops de mini-atletismo e iniciação ao atletismo. Isso é muito importante para difundir o atletismo em todo o estado e garimpar atletas, além de ajudar a promover saúde. Pena que o governo não investe em pistas e locais adequados de treinamento para o atletismo.

A comida da cantina era muito boa, sem muito sal. Não gosto de comer na rua na véspera e comi um canelone de frango caprichado, com muito frango, coisa rara na maioria dos restaurantes. Conversávamos sobre os preços abusivos da maioria das corridas de rua sem dar nada em troca, se esquecendo de que quem faz a corrida são os corredores amadores. Assim que voltei fui para o quarto dormir. Era até bem grande. Só que não conseguia dormir por estar um tanto estressada. As muitas coisas para fazer durante o dia e ter batido cabeça no trabalho para resolver um problema me fizeram ir dormir só lá por volta de 1 h. Ao menos só ia acordar às 7 h. Acabou que às 6:30 já estava acordada, só ficando na cama até às 7 h.

Fui tomar café e não vi a Jéssica. Não sei se acordou mais tarde ou se já tinha ido para o local, bem próximo ao hotel. Tomei só café preto e um pão francês com manteiga. O café do hotel era bonzinho. Pena ter que ir correr e não poder comer mais do que isso. Como já esperava, por não ter dormido direito minha frequência cardíaca estava alta.

Infelizmente não estava frio de manhã. A Jéssica não gosta de frio e disse que quando correu o mundial de cross na Polônia até neve tinha e a área de aquecimento tinha aquecimento artificial. Esse tipo de frio ou o de Santo Antônio do Pinhal também é demais. O negócio é bom na minha opinião lá pela casa dos 16º C, 18º C... Porém, ela concorda comigo que o calor que fez no Estadual Adulto também é desagradável. Pena naquele dia não ter tido termômetro por perto.

Ela também me falou que, mesmo sendo a atleta que é, tem dificuldade de conseguir patrocínio e paga do bolso a fisioterapia quando se machuca. O caso dela fica pior do que o meu quando se machuca, já que sua profissão é ser atleta.

A retirada de kits, mesa de frutas, banheiro, era tudo num excelente ginário poli-esportivo. Por lá ter banheiro, não foi necessário ter banheiro químico. Banheiro normal ou caminhão banheiro é bem melhor. Nesta etapa tinha bastante gente. Nesses locais vem muita gente de VR, Resente, Barra Mansa, etc. E nessas cidades têm umas meninas fortes.

Fui me aquecer e me sentia meio travada. Normal depois de tanto estresse. Pensei que fosse encontrar o André Gomes por lá, só que ele não foi. O simpático pessoal da Friends Running de São Gonçalo também não apareceu. A largada atrasou um pouco porque novamente um carro enguiçou na rua no meio do percurso. E novamente a organização se preocupou de botar um cone em um boeiro desnivelado para que não tropeçássemos, com o apresentador Fábio sempre dançando e botando todo mundo para dançar.

Dada a largada eu até tentei e fiz muita força. A Jéssica e as Vivianes de Barra Mansa se mandaram e cheguei mesmo a ficar em sexto. Para minha sorte, a mulher que tinha me ultrapassado se aquece forte demais e acaba ficando cansada. Me mantive em quinto, contudo, não conseguia me aproximar de uma senhora de 45-49 que foi com tudo. Vendo o resultado final, teria que fazer meu melhor da temporada para ir com ela. E eu achando que ela ia quebrar. Idade não é documento; não tem senhora na casa dos 60 que no mundial master faz o 10.000 m abaixo de 42 min? Acabou que fui a 5º mesmo no geral feminino e a 42º no geral absoluto fazendo os 5,67 Km em 24:58. A Jéssica foi a 2º. Em corrida passeando pela cidade fica difícil fazer um percurso exato; só se cortássemos por entre as propriedades e passássemos por cima de muros. Achei só que a água poderia ter vindo mais cedo.

Fiquei sabendo que a Chiptiming não bota mais o resultado em listagem fazendo com que tenhamos que buscar os resultados manualmente pois os organizadores não querem que os corredores vejam o número total de participantes, principalmente quando ele é pequeno. E eu pensando que era para que um atleta não ficasse fuçando o resultado do outro...

Pegando a medalha, fui comer tangerina e outras frutas. Começou a corrida infantil. Na volta, uma das pessoas da organização falou que sempre dá menos criança do que o previsto. Respondi que tem muita criança que na hora não quer correr e que conheço casos assim e os pais preferem não forçar.

Dada a premiação, a prefeita também recebeu um prêmio especial e se emocionou por achar importante que seu povo faça esporte para ter qualidade de vida. Ela mesma foi na caminhada. Também recebeu uma homenagem especial um rapaz que sofreu um grave acidente e mesmo com os médicos dizendo que ele não andaria mais ele voltou a correr apesar das sequelas. Isso foi muito bonito.

No final, a famosa dança do Fábio para fechar a corrida com chave de ouro. Eu dancei. Já a Jéssica fugiu da raia.

Terminado tudo, o pessoal ia arrumando as coisas e eu passando o gelo que sobrou dos containers de água mineral. O pessoal acha engraçado. Aposto que tem muita gente que não faz isso por vergonha. Entretanto, não estou nem aí para o que vão pensar.

Jéssica e eu conversamos com uma mulher que perguntava sobre os atletas que subiam ao pódio e explicamos a ela nosso treinamento. Ela, ao contrário de mim, treina de domingo a domingo. Já eu descanso ao menos um dia. A musculação dela é similar a minha, com muita repetição e pouca carga. Tem treinador que diz que fundista tem que fazer trabalho de força e não resistência na musculação, já que a resistência é feita na corrida. Só se isso valer para quem quer qualidade de vida e não resultado. E quem quer os dois, que é o meu caso, faz o quê?

Assim que tudo foi para o caminhão da organização que saiu antes de nós, voltei ao hotel para tomar banho. Como não tinha levado nada, só passei um sabão e botei a mesma roupa suja de volta. Antes que me perguntem, em casa tomei um banho completo.

Antes de voltarmos, passamos na cantina de novo e no almoço era a quilo. Novamente a comida era boa. Na rua eu fujo das saladas, ficando na lasanha de bacalhau e almôndegas. Depois me arrependi, pois deveria ter pego era arroz e feijão.

Consegui uma carona com o pessoal da organização, o que é bem mais rápido do que esperar e pegar dois ônibus. Ao contrário de mim, a Jéssica dormiu no carro. Quem me dera eu ter essa facilidades. Me deixaram no metrô de Colégio e fui saltar na estação do Maracanã logo antes do jogo. Já eles foram para Padre Miguel. O local estava cheio e tranquilo, com muito policiamento. Fotografei o Célio de Barros como estacionamento de cima e queria fazê-lo lá embaixo e fiquei com medo por causa dos policiais. Minha decisão foi sábia pois logo antes havia tido uma manifestação repreendida com muita violência pela polícia. Os manifestantes fugiram para a Quinta e a polícia soltou bombas e gás de pimenta lá dentro mesmo com famílias e crianças fazendo piquenique.

À Luz Eventos e à toda equipe um muito obrigada pela estadia e evento! Gostei bastante! Espero um dia poder voltar à cidade de Porto Real também, seja para correr seja para passear.

Marcadores:

0 Comments:

Postar um comentário

Links to this post:

Criar um link

<< Home

Free counter and stats for your website on www.motigo.com