Pantera Cor de Rosa

Este é o blog de Juliana Carpes Imperial, mais conhecida pelos desconhecidos como a Pantera Cor de Rosa por volta e meia ir correr toda de rosa.

domingo, agosto 11, 2013

Circuito Vênus 10 K


Eu havia sofrido uma lesão poucos dias após a corrida em Porto Real, que o médico e eu achávamos ser leve: apenas uma contratura no glúteo. Cheguei a ir em Arraial do Cabo para correr a etapa do Circuito Fluminense mas desisti após me aquecer. Sentia minha perna travar ao trotar.

Voltei a treinar na semana desta corrida e queria entrar em forma desesperadamente por causa do Campeonato Brasileiro Caixa de Corrida em Montanha, em Monteiro Lobato. Porém, ainda sentia algo na perna. Antes mesmo de voltar a correr, sentia dor ao fazer a mesa flexora e a flexora em pé, algo que não é normal. Mais ainda, ao fazer exercícios na piscina, sentia algo estranho em um dos exercícios, sinal de que algo não está nada bom.

Ainda fazia distâncias curtas. Contudo, puxava mais forte do que minha forma permitia. A perna até parecia melhorar ao longo da semana, sinal de que, embora ainda não curada, a lesão em si não era grave.

Ainda sem treinar, tinha feito a inscrição na corrida gratuita Borel de Braços Abertos na modalidade de 10 Km. Ao pegar o kit, eu iria tentar trocar de modalidade explicando o que aconteceu, pois não teria condições de correr 10 Km no morro. Só que poucos dias antes ganhei no sorteio a inscrição do Circuito Vênus, no Facebook do JatsRun. Nova burrada: me inscrevi nos 10 Km.

Na véspera como sempre não treinei e busquei os kits. No da Vênus entrei numa fila para fazer as unhas, que foram feitas sem muito cuidado. E como depois fui ao salão que fica no meio do caminho de minha casa ao Borel, fui até lá pegar o kit da corrida que não iria correr. Mais uma burrada: não é nada inteligente fazer uma caminhada dessas na véspera de uma corrida e cansar as pernas.

Na hora de pegar o kit da Vênus, tive que pegar uma pulseira de ritmo, pois diziam que sem ela teria que largar lá atrás. O kit em si até era bom, só que não vale R$ 85,00 nem aqui nem na China. Para piorar, como tinham muitas corridas no mesmo dia, estava tudo meio vazio. Por isso que tantos sites sortearam inscrições.

No dia da corrida, ao me aquecer, sentia algo me incomodar entre o posterior de coxa e o glúteo. Para dizer a verdade, no início doía aí também e a dor corria quase até o joelho, mais na parte interna da coxa, não exatamente no glúteo.

Na hora da largada, todo mundo entrou no mesmo lugar e a cor e a presença da pulseira de ritmo foram ignorados. No pelotão de elite, havia boas corredoras. Todavia, elite mesmo, ali ninguém era. Tinha uma amiga minha que nem corre melhor do que eu se eu estiver em forma razoável.

Dada a largada, quem ía para os 10 Km tinha que subir a Perimetral. Correr na ponta do pé ajuda bastante nessa hora. Eu fazia esforço, porém estava devagar para a minha forma por motivos óbvios. A frequência cardíaca ficava obviamente alta para o esforço que estava fazendo (média de 176). Na hora da corrida nem lembrei do incômodo, o que seria um bom sinal.

Terminada a Perimetral, já não via muita gente na minha frente. A maioria tinha se mandado ou estava atrás de mim. Chegou uma hora que alcancei as mulheres dos 5 Km que andavam ou corriam muito devagar. Não é a toa que não quero mais correr as provas da Iguana e da O2: simplesmente não separam quem corre em cada modalidade e ao final sou obrigada a ficar fazendo zigue-zague. O pessoal não se toca que está atrapalhando quem quer correr mais rápido e quer fazer um bom tempo. Seja pela falta de forma, seja pelo zigue-zague, meu tempo por quilômetro despencou no final: 4:39.5; 5:09.5; 5:03.0; 4:55.4; 4:44.4; 4:53.4; 4:59.3; 5:16.5, totalizando 49:39, um péssimo tempo para mim, sendo a vigésima-terceira no geral e a quinta na minha faixa-etária. Não podia ver muitas dessas mulheres que chegaram pouco na minha frente na classificação final porque fizeram um tempo bruto mais alto por terem saído atrás de mim. Se tivessem respeitado as pulseiras e tivesse uma para quem corre abaixo de 5 min/Km (a menor que tinha era para quem corria entre 5 e 6 min por Km), isso não teria ocorrido.

Meu GPS pifou no 6 Km. Entretanto, ele batia corretamente com as marcações de quilometragem, me fazendo acreditar que a distância da corrida estivesse correta.

Na chegada, comi muitas maçãs. A medalha é que era muito vagabunda. Uma mulher foi pedir outra alegando que a dela arrebentou e caiu, o que eu não duvido nada, e negaram.

Fui para as filas de maquiagem e fotos. Uma delas ficou a lá top model embora eu tenha me achado gorda na foto. Provei também os sucos e fiz umas avaliações de taxa de gordura usando impedância. Essas avaliações me fizeram me sentir gorda. Mesmo cheia de líquidos depois da corrida, e por ter mais líquidos do que uma pessoa normal, é sempre bom ver a taxa dar baixa. Esses aparelhos descontam líquidos. Contudo, descontam menos para quem é atleta por ter mais líquidos. E eu ainda estava já de TPM.

Depois da corrida minha lesão doía mais. Ao longo da semana continuei a treinar para voltar a forma e acabou que na quinta-feira senti como se tivesse distendido algo. Desde o dia que senti a lesão, podia andar sem dor, algo que agora eu sentia. Fui ao médico, fiz ressonância e o resultado não foi nada bom:


Se eu tivesse sabido ser paciente, não teria ido para Monteiro Lobato, para onde cheguei até fazer a reserva em uma pousada. Mas estaria firme e forte para correr em Taubaté em um torneio de veteranos. Agora é continuar o tratamento (o tal exercício na piscina já consigo fazer) e voltar a forma sem pressa, porém sem ser devagar demais como já fiz no passado.

Marcadores:

0 Comments:

Postar um comentário

Links to this post:

Criar um link

<< Home

Free counter and stats for your website on www.motigo.com