Pantera Cor de Rosa

Este é o blog de Juliana Carpes Imperial, mais conhecida pelos desconhecidos como a Pantera Cor de Rosa por volta e meia ir correr toda de rosa.

domingo, fevereiro 23, 2014

24º Cross Caprius


Quando comecei a conseguir a rodar para 5-1, fui tentar fazer minha inscrição na Corrida de São Sebastião de Maranguape. Porém, as inscrições se encerraram antes do tempo. Antes que as do cross se acabassem, fiz a minha. E ainda bem que fiz com antecedência, pois elas também se acabaram rápido.

Minha maior dificuldade seria chegar ao local da largada, já que ainda conheço pouco Fortaleza, mesmo com o organizador me arrumando um mapa.

Na véspera, marcar um táxi se mostrou um problema. O Rádio Táxi Capital, o maior da cidade, não agenda táxi para às 6 h (a largada era às 7:30). Sorte que consegui uma cooperativa próxima que agendava e que foi super pontual.

No dia da corrida acordei às 5 h. Poderia ter acordado um pouco mais tarde, às 5:30 e ter descansado um pouco mais. Mas estava preocupada com o táxi. No Rio o agendamento funciona. Já aqui eu não sabia. E aqui pegar ônibus muito cedo é pedir para esperar por toda a eternidade. O serviço de transporte público em Fortaleza é muito ruim.

O taxista não sabia bem onde era o local. Chegando em Sabiaguaba, o local da largada, foi difícil saber onde era exatamente o ponto de largada. Vários outros corredores estavam perdidos. Foi difícil, mas achamos. Mais difícil de engolir foi o preço do táxi: 56 Reais. Táxi aqui é muito caro mesmo.

O local era um descampado com uma bela paisagem. Parecia um deserto, mesmo estando à beira de uma praia, com cactus grandes, iguais aos que vemos nos filmes. Havia algumas casas. Não sei dizer se são ilegais, pois o local é uma reserva.

A organização foi boa. Porém, faltaram cartazes indicando o local da largada para quem chegava à Sabiaguaba. Também achei ruim não ter água no percurso para ninguém sujá-lo. Era só obrigar a pessoa a parar, beber a água, e jogar o lixo no lixo e não no percurso. Eu fiz isso em Santo Antônio do Pinhal. É muito chato correr carregando água na mão. Se eu soubesse, teria trazido um cinto de hidratação que ganhei no kit da Corrida das Torcidas em 2012, se é que não me desfiz dele. Não ia comprar um, ainda mais que a empresa que comprou a minha está cortando custos e quer me mandar de volta ao Rio, algo praticamente certo de acontecer.

Na hora do aquecimento, sentia minhas pernas pesadas. Treinos fortes e talvez o fato de ter trazido algum peso do supermercado podem ter contribuído para isso. O fato de ainda estar só rodando e fazendo retas não me ajuda muito. Só mesmo os tiros para soltar as pernas e economizar meu esforço na corrida. Todavia, isso ainda deve demorar algumas semanas, até não consegui melhorar mais nas retas.

Aqui o organizador também era um coronel, só que esse é do exército. Antes da largada, para nos chamar a atenção, apitavam. Nunca vi isso lá no Rio.

Dada a largada, que foi pontual, pegamos um pouco de asfalto e logo de cara, grama, areia e dunas. Desde o início, fiquei entre as quatro primeiras, chegando a ser a segunda em alguns momentos. Sofria muito para subir, tendo até que subir de quatro. A garrafa em minha mão só me atrapalhava. E para descer aqueles paredões? Eu ia devagarzinho para não cair, meio que escorregando. As outras mulheres levavam vantagem nisso aí. Eu fui a terceira. A segunda subia e descia aquelas dunas com muita facilidade. Idem a quarta.

Uma das coisas que eu temia era me perder. Então, tentava não perder ninguém de vista. De vez em quando víamos bandeiras da organização. Só que o percurso não era todo marcado. Dava para a pessoa se perder sim, mesmo já conhecendo o percurso.

Mesmo bebendo água, eu me sentia mal, com a frequência cardíaca muito alta. Mesmo a largada sendo cedo, lá estava muito quente, pois era sol direto em nossas cabeças. Só melhorou quando passamos perto de um mato retorcido, momento em que fiquei em segundo pois a outra mulher deu uma parada e ficou atrás de mim por algum tempo. Ali tinha que tomar o maior cuidado para não bater com a cabeça no galho nem tropeçar. Nessa hora também passamos por casas de pescadores e fazendas.

Chegando mais para o final, com mais subidas duras, tive que dar uma andada. E não foi só eu. Foi na última descida, de um paredão gigante de areia, que a segunda foi embora e me deixou para trás. Me chamou a atenção o fato de as duas primeiras não levarem água. Eu pensei em não fazer isso, pois a garrafa atrapalha. Entretanto, se não me hidratasse teria passado mal.

Tanto as duas primeiras como a quarta correram de calça e camiseta grande. Eu não aguentaria o calor. Ou será que isso ajuda a proteger da desidratação? Afinal, os ultramaratonistas do deserto usam esse tipo de roupa. Sem falar que a calça protege de arranhões. Sim, saí com a perna arranhada.

Terminei os 7,4 Km (de acordo com a organização eram ~7,2 Km) em 45:18, sendo a 42º no geral absoluto e a 3º no geral feminino.

Ao final nos deram um suco pronto. Tinha uma outra barraca distribuindo suco no latão. Contudo, eu estava tão cansada que precisava me refazer antes de qualquer coisa. Com isso, ao chegar lá o suco já tinha acabado. Ao menos consegui 3 dos sucos instantâneos que distribuíram na chegada.

A premiação e a divulgação foram bem rápidos. E também teve sorteio de bonés e sacolas de corrida. Como sempre, não ganhei nada. Na hora da premiação, o coronel disse que eu era a carioca novinha que infelizmente estava se despedindo de Fortaleza. Me deixa triste o fato de ter que ir embora quando comecei a me adaptar à cidade. Só um milagre me faria continuar aqui...

Na volta, sem carro, ganhei carona no grito. Tinham um rapazes indo embora e, na cara e na coragem, pedi-lhes carona. Eles eram muito simpáticos e foram correr mesmo tendo ido curtir à noite. São loucos, pois podem desgastar o organismo ou mesmo se lesionarem. Um deles já esteve no Rio várias vezes para correr a meia maratona da Maratona do Rio. Eles ficaram no meu bairro e peguei uma outra carona com um deles que morava em Messejana e me deu carona até a academia onde malho.

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