Pantera Cor de Rosa

Este é o blog de Juliana Carpes Imperial, mais conhecida pelos desconhecidos como a Pantera Cor de Rosa por volta e meia ir correr toda de rosa.

sábado, janeiro 03, 2015

20º Corrida de Confraternização do Cristo Redentor


A imagem acima eu "roubei" do Jorge Ultramaratonista, que achei muito boa.

Já tinha perdido as esperanças de ir nesta corrida quando a Elza, responsável pela Equipe Portão 17 Maracanã, me liga me pedindo meus dados dizendo que tinha conseguido uma vaga para mim. Ela tinha prometido tentar, mas achei que não conseguiria. Ela levou os alimentos, um total de 4 Kg, para mim e para o Valentim.

Na semana anterior à corrida estava achando que não conseguiria correr. Me apareceu uma pequena contratura no posterior de coxa direito e corria com a "perna dura". Fiz tudo o que estava a meu alcance (gelo, massagem, acupuntura, alongamento, etc) e rezei muito, principalmente a Jesus, que está mais próximo de nós na época do Natal, quando é mais lembrado pelas pessoas. Não é que minha perna começou a melhorar. Eu fico imaginando Ele me dizendo: "Sua fé te curou!".

Na véspera fui até a casa da Elza pegar meu número por ter medo de não conseguir encontrá-la na hora da largada. Estava muito quente e eu andei bem rápido para chegar lá pois tinha marcado horário e estava atrasada. Ao menos cheguei pontualmente. Na volta andei devagar e fiquei com o local da lesão meio dolorido, o que me causou medo.

No dia da corrida acordei às 4:30, já que a largada estava marcada para às 6:30, para que, segundo os administradores do Cristo, os "corredores fedorentos" não atrapalhem os turista. É isso mesmo que você está lendo. No ano passado os administradores falaram que os corredores fedorentos atrapalharam os turistas e queriam que não houvesse mais a corrida. Para evitar conflito, marcaram a corrida para bem cedo. Não gosto de correr muito cedo. Fico mole e lenta. Prefiro calor à correr cedo desse jeito.

Cheguei no local da largada, o batalhão de choque da PM, bem rápido, antes das 5:30. Eu dei a sorte de o 433 estar passando na hora em que cheguei no ponto. Pegaria esse ou o 434, para saltar na Rua Riachuelo e ir andando até o batalhão. Saltar na Frei Caneca e ir andando até lá seria muito perigoso, pois teria que passar por baixo de um viaduto onde ficam usuários de drogas.

Quando cheguei já tinha gente lá em frente. Não demorou muito e um policial disse para que entrássemos e ficássemos na quadra. Mesmo ainda estando escuro, dava para ver o quão bonito é o batalhão por dentro. É um prédio histórico e espero que nunca alguém tenha a insana ideia de demoli-lo, tal como querem fazer com outros batalhões que também são prédios históricos.

Com o passar dos minutos muita gente foi chegando e o batalhão ficou lotado de corredores. Eu fui trotar na quadra e apenas senti um pequeno incômodo na coxa.

Como sempre as corridas organizadas pelo Cel. Rabelo atrasam. Não entendo como um coronel consegue não ser pontual. Pela lei de Murphy, no dia em que eu chegar em cima da hora, ele será pontual. Como a corrida não começava nem avisavam que ia sair, isso já perto de 6:50, fui mais uma vez ao banheiro, que tinha mudado de lugar, lá no fundo do batalhão. Tinha mais gente lá. Quando voltei não tinha mais ninguém na quadra pois tinham acabado de dar a largada. Ainda bem que não tem premiação. Poxa, deveriam ter dito que dariam a largada em tantos minutos, para que fizéssemos os últimos ajustes antes da largada.

Liguei o relógio do outro lado da rua, em frente ao batalhão. Dali comecei a contar o tempo e a distância. Pelo que sei, foi dali que deram a largada. Tem gente que conta a distância de dentro do batalhão. Eu comecei a contar desse ponto, de onde comecei a correr. Na largada a minha perna incomodou e depois nem me lembrei dela.

Logo de cara teve uma senhora subida com paralelepípedos. Essa eu subi toda na ponta do pé. Seguindo o conselho da Elza, busquei ir pelas calçadas. O chato é que elas são estreitas e muitas têm carros em cima. Acabou que na maior parte fui pelos paralelepípedos mesmo. Os paralelepípedos são duros e escorregadios, ótimos para dar lesão.

Peguei um certo engarrafamento e passei muita gente mesmo no início. Perdi alguns segundos tentando ultrapassar esse pessoal. Passei muita gente também ao longo da corrida.

Tirando uma parte que parecia realmente plano, o resto era só subida. Algumas suaves, outras muito, mas muito íngremes. O fato é que minha velocidade era sempre baixa mesmo fazendo força. Sem falar que tinha muitas curvas e os trilhos do bondinho, que precisavam ser pulados, até chegar à Estrada do Corcovado.

Como era cedo, havia pouco movimento de carros e motos da PM passavam várias vezes tomando conta do percurso. Mesmo assim achei perigoso pois às vezes passavam carros em alta velocidade descendo. Onde dava eu ia pela calçada. Eu vi ao longo da corrida 3 postos de água. Me disseram que tinha 4. O ideal é que tivessem 4 mesmo por causa do esforço e do tempo para concluir a corrida.

Faltando uns 500 m comecei a passar mal. Talvez a altitude, o esforço... Não tinha mais forças para subir nas pontas dos pés. Não estava muito quente, seja pelo horário cedo, seja pela altitude e pela vasta vegetação ao redor. Para a minha sorte, próximo de mim estava um novo amigo, o Reginaldo, que me deu forças e foi comigo até o fim. Ele é corredor de montanhas experiente, campeão carioca em sua categoria e me ajudou a vencer o morro asfaltado que subíamos. Via a Brigida e outros corredores próximos. Porém não tinha forças para tentar alcançá-los.

Terminei os aproximados 11,3 Km em 1 h, 11 min e 36 s, indo direto para o chão. A frequência média ficou em 166, fraco para uma competição. Com tantas subidas o ritmo acaba sendo mais lento mesmo. Estava gelada igual a uma morta e sentindo frio. Sorte que os amigos que já tinham chegado e que estavam chegando me acudiram. Demorei a ficar quente. Fui a 2º geral, perdendo só para a Brigida, que largou junto com todo mundo. Se eu não tivesse saído atrasada teria ganhado? Só sei dizer que a briga teria sido boa e meu tempo, menor. Provavelmente nós duas lutaríamos até o fim e cairíamos duras de exaustão ao final. Pena que não deu para saber quantas pessoas no total chegaram na minha frente.

Comi muito abacaxi e deu a hora de irmos até a estátua do Cristo. Eu fui até lá bem devagar. Não tinha forças para mais nada.

Tanto a estátua como a vista são maravilhosos. Pena que meu celular tenha ficado no guarda-volumes e não pude tirar fotos. Estava tendo uma bela oração em frente a uma imagem de Nossa Senhora e a capela estava aberta. Quando fui com minha família e minha prima Andréia de Naviraí-MS em 97, estava fechada. O local ficou lotado de corredores. Nesse ponto tenho que concordar com os administradores do monumento: o excesso de corredores atrapalha sim os turistas. Quando estávamos lá, era cedo e tinham poucos turistas. Contudo, em um horário de pico dá bastante gente lá em cima. Imagina juntar isso com umas 600 pessoas extras que chegam todas juntas? Acaba ficando ruim para todo mundo. Mesmo não gostando de madrugar, foi melhor assim.

Durante a confraternização, quando o pessoal brindou com vinho, o Gilson chamou a Brigida no microfone e a pediu em noivado. É sempre muito legal ver a corrida formando casais. Melhor ainda é ver dois amigos sendo felizes.

Na descida, comi bem mais frutas. Frutas de primeira qualidade, diga-se de passagem! Corrida de graça e frutas excelentes. O Circuito das Estações é caríssimo e dá frutas podres ou verdes. Nessa hora já estava me sentindo bem. Quando quase todo mundo já tinha descido para os ônibus da organização, eu fui também, junto com o Jorge e outros corredores. A descida era muito longa. Disseram que são uns 4 Km andando. Ao menos era descida. No meio do caminho parei para ir ao banheiro e não vi mais ninguém da corrida. Fiquei com medo de que tivessem me esquecido. Até que durante o final da longa descida vi ao longe uns corredores e os ônibus que nos levariam de volta ao batalhão. Lá peguei minhas coisas de volta no ônibus que serviu de guarda-volumes.

O primeiro, com a Elza, estava lotado e já estava saindo. Quando o que eu peguei abriu as portas, fui pela porta da frente e pulei a roleta segurando meu peso nos apoios de mão. Nunca pensei que fosse tão fácil pular a roleta de um ônibus. Estava um forno lá dentro e o pessoal queria abrir a saída de ar de cima. Os caras queriam usar força. Entretanto, não usavam o jeito certo, que estava escrito na tampa, que era para empurrar para um dos lados. Não sei como não quebraram o negócio.

Quando o ônibus descia é que dava para ver a dificuldade do trajeto. Ele descia devagar e era só descida. Já chegando ao batalhão, o Comendador Costa pediu atenção e disse que éramos loucos por ir até lá. Realmente, é MUITO alto mesmo, sendo uns 700 m de subida. Ou seja, para cada quilômetro corrido, subíamos uns 60 m em média. É muita coisa! Um ângulo médio de 5º pode parecer pequeno, mas no total acaba sendo MUITA coisa.

Chegando no batalhão, fui com um grupo em direção à Avenida Presidente Vargas, onde é mais fácil pegar um ônibus. Estava já muito quente. Fiquei realmente esgotada e dolorida. Se não senti a lesão na coxa direita, ao final da corrida, com muitas curvas fechadas, sentia meu ciático esquerdo dar uma travada.

As pessoas acharam que eu fui muito bem. Eu esperava fazer em um tempo menor. Se passei por muita gente, é porque sou muito aguerrida, a ponto de me levar ao limite e chegar caindo dura. Eu via as pessoas chegando inteiras lá em cima.


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1 Comments:

At 1/05/2015 5:19 PM, Blogger jose kloss said...

Foi Otima!!Parabens guerreira

 

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