Pantera Cor de Rosa

Este é o blog de Juliana Carpes Imperial, mais conhecida pelos desconhecidos como a Pantera Cor de Rosa por volta e meia ir correr toda de rosa.

domingo, fevereiro 08, 2015

Campeonato Estadual de Cross Country


Eu sabia que o Estadual de Cross seria realizado no dia 1º de fevereiro, como tinha falado com a Edneida no dia da corrida do Célio de Barros. Ela disse que me inscreveria pelo Santa Mônica.

Chegando a data, nada de colocarem o calendário no site da FARJ e quando o fizeram, demoraram a colocar regulamento, programa-horário, local, etc. Antes que isso acontecesse, liguei para a Edneida e ela pediu para que não me preocupasse. Estava demorando a sair porque o local desejado estava em obras e que estavam vendo o percurso. As inscrições seriam feitas na hora.

Saindo o local, descobri que a melhor maneira de me achar por lá era indo de trem, sendo a estação de Magalhães Bastos a mais próxima. A da Vila Militar é também relativamente próxima, porém um pouco mais longe.

No dia, acordei às 6 h, peguei o trem em direção à Santa Cruz de 7:07 e cheguei lá junto com outros atletas que embarcaram no caminho. O chão estava molhado devido a fortes chuvas. Ainda bem que o calor tinha dado uma boa trégua. Se fizesse no dia o que andou fazendo, poderia até passar mal. Por outro lado, a chuva deu uma empantanada no percurso. Não costumo ter problema com isso, porém nunca mais treinei com chuva por causa da seca braba que atingiu o Sudeste e levou a água e os caquis embora :(

Lá fiz minha inscrição. Só que a Edneida não foi e sem minha carteira, não sei meu número de CBAt e FARJ. Disseram-me que o da CBAt nunca muda. Porém, quando a Edneida foi me inscrever no Santa Mônica, não achou meu registro, que foi feito sem precisar fazer transferência. Foi como se eu nunca tivesse sido registrada na CBAt. Não sei dizer se isso ocorreu depois que tiraram o registro do Salgueiro de vez do site e, por sua vez, do banco de dados. O Vadico, que me ajudou no processo, disse que chegou a ver a minha carteira nova.

O local é muito bonito, excelente para treinar. Só achei a estrutura de banheiros ruim. Se tivessem muitos atletas, iria formar a maior fila. Infelizmente, com o fim do Célio de Barros, o número de atletas de pista é cada vez menor. Infelizmente esse é o retrato do esporte no Brasil. No país das olimpíadas, o esporte está andando para trás. Do Google Maps e do trem vi uma pista ainda sendo finalizada da Vale. Parece que será aberta aos demais atletas. Contudo, lá é muito longe para muita gente.

A prova dos homens no adulto começou atrasada. Contudo, como levaram menos de 65 min (tempo máximo para eles), a nossa começou até um pouco antes do horário previsto, que era às 9:05. Éramos 7 e tínhamos que fazer os 8 Km em menos de 50 min. O percurso eram 4 voltas de 2 Km. Saí atrás de todas e tentei me manter com a penúltima até onde deu. Depois da primeira volta, não consegui mais acompanhar. Estava fazendo tanta força que nos primeiros 200 m minha frequência cardíaca já estava em 174 e ficou em 180 o maior tempão.

A grama era fofa e estava meio pesada por causa da chuva. Sorte de quem correu depois e pegou uma grama mais pisada. Tinha uma parte enlameada e escorregadia sem grama. Na última volta, um barro até colocou em meu tênis e demorou a sair. Uma pequena parte era em um asfalto já velho.

Na primeira volta, uns atletas que estavam assistindo a prova e nos incentivando, chamaram-me de queniana. Só se for antes de ter caído na água sanitária ou no negativo de fotos. Eles e as demais pessoas sempre nos ajudaram com gritos de incentivo.

Tínhamos água a cada volta. Porém, da maneira que foi distribuída, em copos abertos, é muito ruim. Desse jeito não se consegue beber quase nada. Se estivesse quente, seria um problema. Prefiro em copo de água mineral mesmo.

Cheguei por último, fazendo o tempo de 39:38, bem longe do meu melhor em cross, 36:40. Minha frequência cardíaca média foi de 177. Se tivesse feito uns 2 min abaixo, teria pego medalha, já que premiaram os cinco primeiros. É a primeira vez que vi isso numa prova de atletismo de clubes e achei interessante, por incentivar mais os atletas. Assim que terminamos começou o juvenil masculino.

Meu GPS acusou 130 m a menos. Todavia, a maior diferença de distância deu na primeira volta. Acredito que o tempo nublado possa ter contribuído, juntamente com ter deixado o GPS no bolso e não no top. O medidor oficial, o Zé Luiz, é credenciado pela IAAF e disse que mediu 3 x, dando certinho. A parte final do percurso também pode ter contribuído para o erro. Já que você vai e volta mais ou menos pelo mesmo lugar e o GPS pode não ter pego a distância corretamente.

Antes e depois fiquei conversando com o Vadico, o Lancetta, o Zé Luiz, a Luz'Marina, a Solange, o Jorge Ultramaratonista e demais amigos. A Luz falou que pensa em fazer uma corrida no porto e o Zé falou que o cross dos veteranos será no dia 29/03, no mesmo percurso. Nessa só não vou se houver um motivo de força maior.

Quando saí havia começado o juvenil feminino. A Elza me ligou e ficamos conversando a respeito da prova e de treinos. Para meu azar, assim que estava chegando na estação, passou o trem. Tive que esperar mais 40 min até o próximo. A Avenida Brasil é próxima, mas parece que ali não tinha ponto. Peguei o trem seguinte meio cheio, com muita gente indo ao Zoológico. Acabei morta depois, por conta do esforço.

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